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Torneio de Toulon termina com Rodrigo Caio como craque e Luan como vice-artilheiro

02 de junho de 2014 1
Foto: Magali Ruffato/Divulgação

Foto: Magali Ruffato/Divulgação

O Torneio de Toulon terminou com uma vitória avassaladora do Brasil diante da França por 5 a 2 – embora tenha ficado atrás no marcador por duas vezes. Se a vitória era prevista, outros resultados – como a eleição dos melhores – não foram.

Rodrigo Caio é o craque da competição

O volante são-paulino foi fixado à frente da zaga por Alexandre Gallo para deixar que Gilberto e Wendell atacassem como se não houvesse amanhã. O ala gremista se saiu melhor nas investidas, o que exigiu maior esforço de Rodrigo Caio para cobrir o setor. No entanto, foi por ele que o camisa 5 teve sua melhor participação.

Contra a Colômbia, ele recebeu pelo lado esquerdo, deixou a bola com Luan e se infiltrou por trás da zaga. Após receber um passe rasteiro do gremista, deslocou o goleiro e fez seu primeiro gol na competição. Na partida contra o Catar, ele ainda faria seu segundo gol.

Bakayoko, da França, recebeu o trofeu de jogador mais elegante (ou 2º melhor) e Ward-Prowse, da Inglaterra, o mais cortês (3º melhor). Neste caso, é bom atentar às escolhas equivocadas históricas do Torneio de Toulon.

Ward-Prowse tem potencial para ir do Southampton para uma grande equipe da Liga Inglesa e se tornar referência na seleção em 2018. Entre os brasileiros, é provável que Marquinhos, Ademílson, Alisson e Luan tenham um futuro melhor. Mas a escolha por Rodrigo Caio, de maneira geral, não é um erro. É um pequeno engano.

Luan é vice-artilheiro

O meia-atacante gremista ganhou a taça de Maior Injustiçado na competição. Luan foi reserva em todo o torneio – exceto na partida contra o Catar, que não valia nada -, mas, quando entrou, modificou a maneira da seleção jogar.

Fez três gols e se tornou vice-artilheiro da competição atrás do francês Bahebeck, com quatro, e empatado com Ademílson – titular e que marcou todos os gols de pênalti. Em aproveitamento, porém, ninguém foi melhor que o dono da camisa 18.

Base para a Olimpíada de 2016

Os jogadores convocados para esta competição formam um núcleo sub-21 – que, em tese, não existe. Ele foi criado por Gallo pois, em 2018, durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, esses jogadores terão, no máximo, 23 anos.

Por isso, alguns absurdos em nome da confederação são cometidos. Como, por exemplo, 10 clubes brasileiros – metade do Brasileirão – ficarem desfalcados devido ao torneio de menor importância. E se levarmos a tese à seleção sub-19 que foi à China para a Panda Cup, e também tem jogadores já profissionais, a coisa fica ainda pior.

Porém, vestindo a camisa com o distintivo da CBF, podemos dizer que “a base olímpica está bem solidificada”. O goleiro Marcos mostrou-se seguro nos momentos determinantes. A defesa com Gilberto, Marquinhos, Dória e Wendell está encaminhada. Rodrigo Caio, Ademílson e Alison foram bem no meio-campo, e ainda contam com Luan como possível acréscimo na linha de três armadores.

O que ainda precisa melhorar: Leandro, ex-Grêmio e atual Palmeiras, não foi bem. O outro volante, Lucas Evangelista, não tem o mesmo peso do companheiro de função. E o Brasil precisa encontrar um dono irrefutável da 9. Thalles foi bem, mas pouco decisivo como artilheiro.

Comentários (1)

  • Joao Vitor diz: 3 de junho de 2014

    O que? como assim?
    Quem teve a ousadia de deixar esta encarnação do garrincha no banco?
    Realmente vocês são persistentes, talvez convençam algum clubeco do leste europeu a levar esta enganação.

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