Eu não sei quem começou essa chatice - como diriam os mais velhos, essa picuinha. Mas aplaudirei quem acabar. Eu sou do tempo do Gre-Nal com quase 10 mil torcedores adversários - colorados no Olímpico e gremistas no Beira-Rio.
Agora, a torcida colorada está expremida em um brete com pouco menos de três mil lugares. O mesmo vai acontecer com a torcida do Grêmio no Beira-Rio. E o pior é que na parte do Grêmio cabe mais gente. Ou seja, poderíamos ter muitos, mas muitos colorados a mais.
A festa seria mais bonita, os cofres estariam mais cheios, e o folclore mais vibrante. Hoje, o Gre-Nal é praticamente um jogo de uma torcida só.
Eu ainda lembro das divisórias disputadas pelo pessoal que gostava de tirar um sarro pacífico dos rivais, o velho "não sei quem pra lá, não sei quem pra lá" (cada torcida tinha a sua versão). Uma pena.
Parabéns, entretanto, aos colorados que vieram mesmo sabendo que seriam um pontinho vermelho nas arquibancadas do Olímpico.
Postado por Eduardo Cecconi