O Grêmio treina na tarde desta segunda com foco total na Libertadores. O técnico Renato prepara a equipe para o jogo da volta contra o Liverpool, pela Pré-Libertadores, na quarta. Depois do treino, já inicia a concentração:
Os portões do Atilio Paiva foram abertos às 17h30min, com chegada esparsa de torcedores. O que impressiona mesmo é o número de policiais em cada entrada do estádio.
O lado exterior ao Atilio Paiva praticamente foi dividido ao meio por barreiras. Por uma devida precaução, gremistas e colorados não se encontram devido a essas grades.
O público definitivamente deixou para vir mais tarde. Cerca de 20 minutos após a abertura dos portões, uma das tribunas reservadas ao Grêmio, a norte, contabiliza 31 torcedores.
O calor continua muito forte, mais ainda debaixo de sol. E o Atilio Paiva é completamente descoberto.
Para a torcida gremista, a má notícia: a maior das tribunas, a da Avenida Itália, fica de frente para o sol. A dos colorados, oposta, já ganha uma sombra generosa proporcionada pelas cabines de imprensa.
Difícil de se entender, especialmente porque o mando de campo é do Grêmio.
Fanática pelo Quilmes, ao ponto de jamais esquecer o ano da único campeonato argentino do clube, Florência se aproxima da reportagem e pergunta:
- É o Grêmio que está no hotel?
- Sim, para o Gre-Nal de logo mais - respondemos.
- Opa, então tem gente grande por aqui.
Ao saber que o Grêmio estava no Jandaia, assim como ela, a turista argentina derramou elogios ao clube, comparando-o ao Boca Juniores. Já na hora de qualificar o seu Quilmes, Florência consegue se distanciar da paixão e admitir a má fase do clube.
- Ah, o Quilmes é pequeno, só conquistou um campeonato, em 1978 - conta, com indisfarçável orgulho.
Mesmo alijada da rivalidade Gre-Nal, ela já elegeu um time para torcer no jogo de logo mais:
- Aqui, sou Grêmio. É azul assim como o Quilmes - compara, com a térmica de mate no colo.