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O Boca Juniors deixa a zaga no mano-a-mano

29 de outubro de 2008 1

Cinco jogadores do Boca marcam quatro do Banfield. Os atacantes têm espaço para jogar, e praticamente não há cobertura/Reprodução/Sportv

Hoje acompanhei a vitória do Boca Juniors sobre o Banfield, pelo Campeonato Argentino, por 1 a 0. E mesmo jogando fora de casa, o Boca manteve uma tradição tática quando atua na Argentina: a marcação pressão.

E foi uma legítima marcação pressão. Uma aula de posicionamento, movimentação e disciplina tática sem a bola. Quando o Banfield tinha arremesso lateral no campo defensivo, ou desacelerava as jogadas, o Boca posicionava seis jogadores na intermediária e na área adversária. Zagueiros, volantes e laterais marcados individualmente. Obrigando o Banfield a fazer ligação direta e abolir a articulação no meio-campo.

Mas este esforço tático impressionante cobra do Boca Juniors uma vulnerabilidade defensiva. Com cinco ou seis atletas jogando o tempo inteiro no campo de ataque, qualquer erro deixa a zaga totalmente exposta. Reparem na foto do post: são quatro jogadores do Banfield contra cinco do Boca – praticamente um mano-a-mano. E eu garanto: foi assim o jogo inteiro. Boca marcando no campo do adversário, e Banfield contra-atacando com espaços e sem sobra. O problema do Banfield foi desperdiçar boas chances precipitando chutes de longe ao invés de buscar maior movimentação frente à linha defensiva do Boca.

Essa constatação é importante às vésperas do confronto do Inter na Bombonera. Com reservas ou titulares (hoje o Boca jogou com García; Paletta, Roncaglia, Cáceres e Morel Rodriguez; Battaglia, Vargas, Dátolo e Riquelme; Noir e Viatri. Destes, só Cáceres não está inscrito na Sul-Americana), o Boca vai se posicionar no campo colorado. Deixando no mano-a-mano exatamente a maior virtude colorada – o trio Nilmar-Alex-D`Alessandro.

Uma alternativa é fugir à marcação pressão acionando duplas pelos lados (Guiñazu e o lateral-esquerdo, ou Magrão e o lateral-direito). A proximidade deles pode abrir essa marcação pressão. Sem prender demais a bola, o lançamento tem que chegar imediatamente no trio centralizado. Porque lá na frente da área, provavelmente Nilmar-D`Alessandro-Alex  estarão no mano-a-mano com a linha defensiva do Boca.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (1)

  • joão pedro diz: 30 de outubro de 2008

    se fizerem o mesmo contra o inter vai ser suicidio

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