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Adriano desperdiça oportunidade com Mourinho

01 de novembro de 2008 2

Contra o Bolonha, Adriano centralizou a organização das jogadas sendo um meia próximo do ataque. Da intermediária ofensiva, ele disparou lançamentos para os lados e para Ibrahimovic.

O português José Mourinho é um grande estrategista. E como o blog Preleção se propõe a fazer análises táticas, pouco importam as acusações contra o comandante da Inter de Milão e seu comportamento. Ser um grande estrategista basta. E infelizmente o brasileiro Adriano começa a desperdiçar uma excelente oportunidade de aprender com o treinador da equipe italiana.

Assisti a uma partida da Inter no Campeonato Italiano (a vitória sobre o Bolonha por 2 a 1) e o posicionamento de Adriano foi surpreendente. Mourinho manteve o sistema tático 4-5-1 aberto a inúmeras variações, com o qual liderou o Chelsea na Inglaterra. Mas como o “1″ do ataque é Ibrahimovic, Mourinho recuou Adriano para a linha ofensiva de meio-campo.

Adriano, que veste a camisa 10, pela primeira vez associou o número com o desempenho. A ele Mourinho concedeu todas as atribuições de um articulador nato. O técnico português se aproveitou do bom porte físico de Adriano para centralizá-lo na intermediária de ataque, fazendo o pivô de costas para os zagueiros. A presença do “atacante” naquele setor puxava a marcação de um defensor, sobre o qual Adriano fazia o giro, partindo em velocidade.

Com Mancini aberto pela esquerda (exatamente como ele jogava na Roma) e Stankovic pela direita, Adriano era o responsável pela distribuição das jogadas. Os volantes sempre procuravam o camisa 10, que dava seqüência com passes longos para os lados ou para Ibrahimovic. Adriano também chamava os laterais para o apoio.

O resultado me surpreendeu: deu certo. Adriano cumpriu muito bem a função, esbanjou categoria nos passes longos – invariavelmente precisos – e eficiência nos pivôs. Como a Inter jogava fora de casa, ele puxou os contra-ataques que levaram a equipe para a vitória, apresentou uma desenvoltura impressionante na função.

Mourinho não se restringe a esta formação, e dentro do mesmo 4-5-1 propõe diversos desenhos táticos (com escalações diferentes) - este sistema permite muitas variações, como o blog Preleção analisou ao falar do Brasil e do Arsenal Invencível, ou de Chelsea e Roma. O que me leva a supor que provavelmente Adriano teria mais oportunidades para se afirmar nesta função ou em outras táticas individuais definidas pelo português. Mas o mau comportamento do brasileiro em campo custou seu afastamento da equipe.

O próprio Adriano se priva de conviver com um treinador que pode acrescentar novos conceitos a sua carreira, tornando o atacante mais versátil e taticamente inteligente. Uma pena.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (2)

  • Tales diz: 1 de novembro de 2008

    Olá, sou natural do RS mas moro aqui em floripa, e to mandando essa mensagem só para parabenizar voces, criadores desse blog.
    Nao sei a quanto tempo está no ar, porém achei-o nessa semana, e como sou viciado em futebol, principalmente em esquemas táticos, vi que encontrei o que fazer nesses meses pós faculdade e pré emprego – desempregado

    Pena que falta emprego nessa área esportiva, principalmente pelo emprego de amigos e QI no futebol… o marketing esportivo aqui é precário…
    abraço
    Tales

  • gui diz: 2 de novembro de 2008

    Ai, ai Adriano ta dificil de colaborar com o grupo, afinal de contas esse sempre foi o problema do adriano desde acompanho seu futebol dele. Se ele tivesse mais sabedoria seria o melhor do mundo anos apos anos, seria o novo fenômeno….. mas rezumindo primitivamente o que adianta ter tamanho e não ter kbeça

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