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O 4-4-2 invertido do Brasil de Pelotas

10 de novembro de 2008 9

O 4-4-2 invertido do Brasil: meias e volantes trocam o setor preferencial para fazer as diagonais, abrindo os lados para o apoio dos laterais.

Hoje tive a oportunidade de acompanhar pela primeira vez o Brasil de Pelotas sob comando do técnico Beto Almeida, um dos profissionais mais competentes do Interior Gaúcho. Pela Sportv, assisti ao empate em 1 a 1 do Xavante com o Guarani de Campinas. E vi no Brasil uma estratégia diferenciada dentro do sistema tático 4-4-2: a inversão.

Beto Almeida posicionou os jogadores de meio-campo nos lados inversos do normal. Pela direita, jogaram o volante Marcos Alexandre e o meia Vainer – ambos canhotos; e pela esquerda, atuaram o volante Cléber Gaúcho e o meia Júnior Paulista – dois destros. Na segunda linha, os articuladores chegaram a trocar de posição em algumas jogadas coordenadas, mas na origem o canhoto Vainer apoiou com o atacante Claudio Milar e o lateral Diego Bottin na direita, e o destro Júnior Paulista foi para o lado esquerdo com o lateral Gleidson.

Talvez Beto Almeida tenha posicionado os jogadores desta forma para abrir os lados, forçando os meias a infiltrar pelas diagonais centralizadas. Isso porque o forte do Brasil é o avanço dos laterais pelos lados. Mas o Xavante se ressentiu da ausência de Marcelo Moscatelli, um meia mais ofensivo, que poderia ter interpretado melhor o avanço do lado para a frente da área – movimentação que faltou a Júnior Paulista, um jogador mais cadenciador.

Foi uma estratégia interessante, ousada, mas que resultou em poucas chances de gol. Ainda assim, sempre é bom ver um time do Interior Gaúcho bem organizado taticamente, valorizando a posse de bola, com trocas de posição e passagens sincronizadas. Pena que o Guarani empatou em um lance fortuito.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (9)

  • Lucas diz: 12 de novembro de 2008

    Estou torcendo pelo Brasil mas o time é fraco demais.

  • casagrande diz: 12 de novembro de 2008

    da-lhe cecconi!
    sou de rio grande e torcedor do leão do parque! porem estou acompanhando e torcendo bastante pelo xavante nesta serie C.
    estive na baixada nos dois ultimos jogos do brasil, fiquei com a impressao de que as dimensões pequenas do gramado prejudicaram mto a equipe que estava buscando o resultado positivo! num gramado maior as escapadas do millar poderiam ser mais efetivas…
    vamos secar os adversarios diretos hj!
    um abraço
    casagrande

  • Leonardo Barros diz: 11 de novembro de 2008

    Falta efetividade ao ataque, como faz falta um centro-avante de oficio!

  • Antonio Roxo diz: 11 de novembro de 2008

    O Beto Almeida tentou tirar leite de pedra. Pra mim parece que os caras simplesmente não estão mais a fim. Exceção ao Rodrigo, Alex M, Cleber e o Vanderlei. O resto parece que cagando e andando. O próximo esquema vai ter que ser 4-2-5. Um a mais?! É! Só escalando Jesus Cristo e botando São Expedito no banco. Acabou o gas? Não estão recebendo? Já estão com olho gordo pra temporada que vem?!

  • Grená Sempre Secador diz: 11 de novembro de 2008

    Está guardado aqui no meu PC este seu comentário, para confrontar com o seu no dia que o xavante for eliminado com estas “invencionices”. Aliás que inventa é inventor e não treinador.

    Resposta do Cecconi: Olá amigo Grená,tudo bem? Aqui no blog Preleção o Márcio Gomes e eu fazemos apenas análises táticas, sem dar opinião. Podes ter certeza que qualquer crítica ou defesa veemente tu vai encontrar lá no Cidade Futebol. Aqui no Preleção, só análise tática. Quando tiver oportunidade, ficarei feliz em fazer um Preleção do Caxias do Gilson Kleina também. Grande abraço.

  • Jose Maria Garcia Franco diz: 11 de novembro de 2008

    Acho que voce assistiu outro jogo. O que vi foi um time completamente desorganizado e sem entrosamento. Voce criticou muito o Itamar, mas com ele chegamos nas oitavas, e o Duque que nos arrancou um empate em casa, é muito mais time que o Guarani. Tenho certeza que com o Itamar ontem ganharíamos.
    Sou Xavante Paulistano

  • Gil diz: 11 de novembro de 2008

    Cecconi, se o Guarani empatou num lance fortuito, lembro que o Brasil marcou num lance muito, mas muito mais fortuito. Aliás, o Guarani chutou em gol, coisa que o Brasil foi incapaz de fazer. Mas a pergunta que eu te faço é a seguinte: porquê um time tão bem organizado taticamente, como tu definiste, é tão inoperante, tão nulo, tão ineficaz ofensivamente?

    Resposta do Cecconi: Olá Gil, tudo bem? A resposta ao teu questionamento para mim é simples – falta de um centroavante. A maioria dos times da Série C se nivela, inclusive taticamente. Os que despontaram têm centroavantes efetivos. Marcão no Atlético-GO, Marquinhos no Campinense, Fernando Gaúcho no Guarani…é isso que falta ao Brasil. Os alas apóiam, os meias se movimentam, mas não há para quem passar lá na frente. Grande abraço!

  • Julio Pancada diz: 11 de novembro de 2008

    Fala econni não acredito nessa formação invertida, acho que tanto Vainer e Junior foram levados a essa posição (errada) por certas circunstancias, nosso jogador mais habilidoso estava perdido em campo (como sempre) e Vainer, correu, correu, fora de forma e pouco apresentou , deu a sorte de o escanteio que ele bateu deu aquele monte dde furada, e enfim deu o gol.

    Bom vamos e viemos, sou xavante daqueles, mas parece que batemos no nosso teto…

    Pena, pra nós Xavantes, e pra nós Gauchos…

  • Italo Rubira dos Santos diz: 11 de novembro de 2008

    A flechinha do Sharlei poderia ser voltada para o banco pq ta ruin ele :/… Pra mim ele se fechou de mais(mesmo liberando os alas) seis a tras com o time precisando ganhar nao da… Vainer gostei do estilo dele jogar é bem diferenciado… Quinta é o jogo da 1ª vitória fora de casa… EU ACREDITO

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