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A braçadeira de capitão

22 de novembro de 2008 7

Edinho é o capitão do Inter de Tite/Jefferson Botega

Embora não seja uma função tática, a escolha do capitão de uma equipe faz parte da estratégia do treinador. Estratégia que leva em consideração diversos fatores. Pelas escolhas dá até para se perceber critérios diferentes orientando as decisões de cada técnico.

Na campanha que leva o Inter à disputa do título da Copa Sul-Americana, Tite definiu Edinho como capitão colorado. O contestado volante substitui o trio de ferro do vestiário colorado, após as saídas de Iarley e Fernandão, e a reserva de Clemer. Será Edinho o jogador imortalizado nas imagens da conquista da competição erguendo o troféu no Estádio Beira-Rio, caso o Inter seja campeão.

Mas a braçadeira de capitão, além de sinalizar os critérios do treinador, também revela que o jogador escolhido é titular. Muito raramente se assiste a um técnico retirar sumariamente da equipe o capitão, a não ser durante jogos, em situações de exceção. Parte-se do princípio de que o capitão não sai do time.

No Inter, o dilema é muito mais das conversas de arquibancada do que da casamata. Depois de deixar Edinho na reserva contra o Grêmio, na própria Sul-Americana, Tite definiu o volante como um dos titulares irrevogáveis do colorado. Ele é o vértice centralizado de um trio de volantes, participando da cobertura em marcação tripla no entorno da área colorada. Mesmo que cronistas e torcedores apontem Sandro como herdeiro da posição em 2009 – e alguns solicitem sua entrada imediata na equipe, a braçadeira de Edinho é um forte indício de que a presença dele está garantida com Tite.

O mesmo vale na Seleção Brasileira. Agora que Anderson substituiu Josué com sucesso na vitória sobre Portugal, o volante Gilberto Silva passa a ser o nome mais contestado. E é no braço de Gilberto Silva que está a braçadeira de capitão do Brasil.

No Grêmio, Celso Roth variou. A braçadeira já passou por Léo, Réver, Victor e está com Tcheco. O treinador do Grêmio deu até um exemplo claro de como esta escolha faz parte da estratégia de um time. Conhecendo conflitos passados entre Tcheco e o árbitro Wágner Tardelli, Roth revogou temporariamente a função de Tcheco em um jogo do Grêmio comandado por Tardelli, para não expor o atleta a discussões com o juiz – postura às vezes exigida do capitão – o que poderia provocar sua expulsão. No jogo seguinte, porém, Tcheco recebeu de volta a braçadeira.

Inter e Grêmio disputam títulos neste final de ano. E os capitães que vão ilustrar os pôsteres venerados pelos torcedores serão Edinho e Tcheco, caso as conquistas fiquem com a dupla Gre-Nal.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (7)

  • Carlos Eduardo Pizzatto diz: 24 de novembro de 2008

    Quando os laterais são fracos ofensivamente, e pouco vão à frente, não se pode jogar com um cabeça-de-área cabeça-de-bagre, que só dá botinada e não tem intimidade alguma com a bola.

    Por isso, taticamente, Edinho é desnecessário ao Inter.

  • Wagner diz: 23 de novembro de 2008

    1- diário Olé , da argentina – Guiñazu sendo o “polvo recuperador” no meio-campo..- ..noto q quase só eu falo neste aspecto, das funções de um volante….aqui parece q ñ se ligam nisto, falam sobre volantes, salientando a saída de bola, que sabe sair jogando, que passa bem, e a principal função, pelo menos do que fica mais, q é a recuperação da bola, ninguém fala…

  • Wagner diz: 23 de novembro de 2008

    4- Dpois, teve excelente participação jgando quase em paralelo c Edinho, até o fim d 2006, coroando com o título Mundial…eram praticamente dois volantes que não saiam, os laterais eram liberados…a partir de 2007, mudaram tudo e ele virou até lateral…pelo que vi, acredito que não pode ter se tornado um mau volante, por nada…o cara tinha excelente senso de colocação e cobertura…no grupo atual gostaria de ver novamente Danny, gostei quando jogou ali…Sandro, sei lá…vou ver logo mais…

  • Cesar Augusto Hoerlle diz: 27 de novembro de 2008

    Eis aí um grande mistério. Como pode um jogador de tamanha ruindade como o Edinho ser titular por tanto tempo? Não joga em inúmeros clubes de futebol varzeano.

  • Wagner diz: 23 de novembro de 2008

    2- RECUPERAÇÃO DA BOLA..é isto!…por isto nunca me viram xingando o Edinho, e por isto sempre digo q Magrão ñ pode substitui-lo…e também por isto, que Sandro ñ me convenceu…volante tem de ter ENERGIA, tem de QUITAR, ganhar as dividas, NÃO PODE SER MOLE…se souber jogar, melhor ainda..falei em Sandro, depois daquela final com o Cruzeiro no estádio do São José…só q, agora é q estou vendo melhor…joga direitinho, mas é MOLE…

  • Wagner diz: 23 de novembro de 2008

    3- Desde 2006, só vi um jogador para entrar no lugar do Edinho, Wellington Monteiro…gravei na memória, foi só um jogo…após a folga da Copa, o Inter precisava dar ritmo de jogo para os titulares e foi completo ctra a Ponte…Edinho e Fabinho machucados, foi de Monteiro e Perdigão, mais..Tinga, Alex, Fernandão e Sóbis…foi uma atuação perfeita, a Ponte ñ deu um chute, Monteiro e Perdiga tomaram conta do m-campo, pegavam tdos os rebotes..Monteiro recuperava bolas e saia jogando c fluidez..

  • Téo Alexandre diz: 15 de dezembro de 2008

    Sandro em 2009 vai ser titular mas no lugar de Magrão.

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