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Ceará surpreende o multicampeão Lyon

24 de novembro de 2008 2

Os meias-atacantes do Lyon centralizam o jogo em busca das tabelas rápidas, mas as laterais ficam expostas.

Assisti no final de semana a uma partida bastante intensa do Campeonato Francês para conferir a organização do multicampeão Lyon. Entre as circunstâncias da partida, é bom ressaltar que o adversário era o reformulado PSG, em Paris, com estádio lotado, e o técnico poupou alguns titulares para a disputa da Liga dos Campeões. Mesmo assim, a base tática é clara.

O Lyon joga em um 4-5-1 com desenho totalmente diferente dos sistemas semelhantes já analisados aqui no Preleção. A equipe francesa tem apenas um volante – Makoun, que atua centralizado à frente da linha de quatro jogadores defensivos. Na intermediária de ataque, formam-se dois pares.

O primeiro par é de armadores. Juninho Pernambucano (Ederson iniciou a partida) pela direita, e o sueco canhoto Kallstrom pela esquerda. E o segundo par é de meias-atacantes, muito mais atacantes do que meias. A composição original é o 4-5-1 pelo posicionamento destes jogadores, mas na verdade o Lyon tem a vocação para o 4-3-3.

Benzema joga pela esquerda, e Govou pela direita. No ataque, Fred fica centralizado, fazendo o pivô de costas para a marcação. Benzema - principalmente – joga só na diagonal, procurando muito a frente da área e as tabelas com Juninho, Kallstrom e Fred. Govou ainda busca às vezes a linha de fundo, mas também prefere as diagonais.

Com isso, o Lyon centraliza demais as jogadas. Passa o jogo inteiro procurando espaço na frente da área adversária, tentando encaixar tabelas curtas. Os laterais apóiam muito pouco. Contra o PSG, fora de casa, essa estratégia não deu certo.

Em cruzamento do ex-colorado Ceará, Giuly marcou o gol da vitória do PSG – exatamente no grande problema do Lyon: as laterais. Além de centralizar as jogadas, os meias-atacantes e os armadores não abrem para marcar, dando campo para os laterais adversários. O Lyon foi atacado constantemente pelos lados do campo sem tentar bloquear a passagem de Ceará, Clément e Rothen.

A análise é sobre o Lyon, mas vale ressaltar que Ceará foi o melhor em campo. Marcou Benzema com muito vigor e precisão, e teve fôlego para apoiar o jogo inteiro, cruzamento para o gol e participando de diversos movimentos ofensivos pelo setor.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (2)

  • Camilo diz: 25 de novembro de 2008

    Olá Eduardo! Não te parece uma característica comum, dos times, ou 1) só centralizam os ataques pelo meio ou 2) só atacam em uma ponta ou outra, geralmente quando possuem um ala de muita qualidade. O que impede os times de atacarem pelo centro E pelas pontas? A gente escuta comentarista dizer: “tem que variaras jogadas…” mas na real, não é qualquer time que tem um meio de campo que avança, laterais que atacam e defendem, é dificil né? sem contar que tem o adversario…

  • Luiz Carlos Knopp diz: 29 de novembro de 2008

    Cecconi, procura assistir um jogo do Lille (França) e analise a atuação do Michel Bastos (ex-Grêmio), que está jogando pela esquerda num misto de ala e meia-esquerda. Abração.

    Resposta do Cecconi: tentarei Luiz. Fico na dependência da TV a cabo, mas assim que passar um jogo do Lille eu recorro à tua sugestão. Valeu pelas mensagens. Abração!

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