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Categorias de base e inteligência no Barça

25 de novembro de 2008 3

Miguel Angel Morenatti, AP

O Barcelona é um dos clubes que mais revela bons jogadores há muito tempo. Messi, Fábregas, Xavi e Krkic são exemplos recentes do trabalho valioso do clube catalão nas categorias de base. Conferi um pouco deste histórico na edição de lançamento da revista britânica FourFourTwo no Brasil.

Desde cedo, o clube emprega a “filosofia Cruyff”. A idéia é trabalhar de maneira diferenciada o desenvolvimento da inteligência dos jogadores. Rinus Michels, treinador da famosa Holanda do Carrossel dizia que só conseguira ter sucesso no sistema tático proposto porque seus jogadores tinham Q.I`s acima da média. Eram atletas com capacidade para compreender quais espaços ocupar, que movimentos realizar, e qual a melhor estratégia a cada momento.

Com a filosofia Cruyff, o Barça quer isso. Além de obviamente oferecer aos garotos leitura, estudo e recursos intelectuais, os treinadores da base trabalham com diversas didáticas para que esses futuros jogadores desenvolvam velocidade de raciocínio, visão periférica, poder de concentração e tomadas de decisões. Tudo sem abdicar das partes táticas e técnicas, que geralmente são prioridade nas categorias de base brasileiras, por exemplo.

O que mais me chamou a atenção é o fato de que na base do Barça os meninos começam sem posição. Não adianta se dizer atacante, ou demonstrar vocação para o ataque. A idéia é escalar durante algum tempo estes meninos no maior número possível de posições. Messi garante ter atuado até na defesa.

Assim ele poderá, quando enfim passar a treinar especificamente em sua posição definitiva, a entender visões diferentes do campo. Ele saberá como seus companheiros estão percebendo o jogo, facilitando o entrosamento, a disciplina tática e a polivalência - entre outros valores.

No post do resumão eu falo sobre a tática individual – a função desempenhada pelo jogador. Um mesmo atleta, adaptado a diversas táticas individuais, sempre será útil às táticas de grupo (tabelas, tipos de marcação, coberturas, aproximações, triangulações) e ao sistema tático do coletivo. É essa a essência do trabalho do Barça: formar atletas inteligentes e capazes de entender as necessidades de cada partida, de cada lance.

Clube sem categoria de base forte perde suas duas maiores fontes de recursos: os bons valores criados em casa formam times que conquistam títulos (atraindo bilheterias, sócios e patrocínios) e também proporcionam boas negociações no futuro. E o trabalho do Barça, neste aspecto, parece-me de referência mundial.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (3)

  • Roger diz: 26 de novembro de 2008

    Olha, é até interessante, mas as categorias de base do Grêmio, por exemplo, dão de 10 nas do Barcelona em termos de qualidade de jogadores.

  • Daniel diz: 30 de novembro de 2008

    UAU!
    Se for isso mesmo, q belo trabalho faz o barça, impressionante!
    Inteligência, esse é o diferiencial do jogador

  • Bruno Matos diz: 29 de novembro de 2008

    Nem tanto. Messi, o jogador que anda arrebentando, tem mais qualidade que qualquer um do Grêmio. Fàbregas também.

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