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Como René Simões pode parar o São Paulo

28 de novembro de 2008 7

Sistema tático do Flu tem um 4-4-2 com três meias alinhados e um volante de

René Simões chegou ao Fluminense com um histórico bastante diferente. A carreira deste treinador foi construída em seleções caribenhas e até em seleções femininas, com pouca seqüência em clubes brasileiros de ponta – lembro de boas passagens por Vitória e Coritiba. E onde o futebol não é tão competitivo, o trabalho dele provavelmente nas seleções caribenhas e femininas tinha mais enfoque nos fundamentos básicos das partes técnica e tática.

Quando ele chegou ao Fluminense quase desconfiei, mas estava enganado. René Simões realiza um trabalho muito bom no tricolor carioca. Não apenas com resultados que praticamente livram a equipe de um rebaixamento que era dado como certo. Mas também nos aspectos táticos e motivacionais do grupo.

Assisti a alguns jogos do Flu sob comando de René e gostei do que vi. Ele utiliza bastante os lados do campo para jogar, e arma um bloqueio consistente à frente da área. O tricolor carioca joga no 4-4-2, com a defesa composta por dois zagueiros e dois laterais bem abertos e adiantados. Mas o diferencial está no meio-campo.

Nas partidas que vi, o Flu de René mantém uma linha adiantada de três meias, com um volante centralizado na sobra. Desta maneira, os meias que estão nos lados da linha somam-se aos laterais no apoio. E o volante atua praticamente como um líbero à frente da zaga, fazendo a cobertura de todo o meio-campo.

No ataque, René não abdica de um velocista na companhia de Washington. Em todos os setores, as escalações mudaram muito, com revezamentos na lateral-direita, em várias posições do meio e na parceria do camisa 9. Mas a estrutura tática se manteve.

René tem ainda um discurso motivador muito forte, baseado em conceitos filosóficos bastante incomuns para os boleiros. Tem dado resultado. Será este 4-4-2 com linha de três meias e um volante na sobra, laterais adiantados, ataque mesclando velocidade e imposição física, pelo qual os gremistas vão torcer contra o competente, entrosado e frio 3-5-2 do São Paulo na próxima rodada.

Uma das alternativas que vejo, confrontando os dois sistemas, é o avanço às costas de Jorge Wagner, com Ratinho (ou Carlinhos) e Monteiro (ou Romeu) juntando-se ao atacante Everton (ou Maicon) para triangular no setor – coloco nomes entre parênteses porque desconheço a escalação, e se tem alguém suspenso no Flu. Existe ainda a possibilidade de Arouca e Conca aproveitarem eventuais espaços deixados pelos volantes são-paulinos, que saem para o jogo, pelo meio. Na frente, Washington não teme o confronto direto na bola aérea.

Existem outras possibilidades, e será um grande jogo. Aos gremistas, cabe torcer para que Renè Simões confirme no Morumbi a boa fase dele e do Fluminense, batendo o São Paulo.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (7)

  • Marcelo diz: 28 de novembro de 2008

    O São Paulo no 3-5-2 respira atraves das jogadas de Jorge Wagner, Hernandes e a velocidade e movimentação de Dagoberto. Sua leitura sobre como parar o São Paulo é muito boa, encurralando os alas e fechando o meio-campo. Porém a defesa e bola parada do São Paulo fazem a diferença. Sou gremista, e acho o 3-5-2 um otimo esquema, desde que se tenha jogadores corretos para as funções. Espero que o Fluminense vença ou empate, mas é certo que o São Paulo leva de novo o titulo, graças ao Grêmio.

  • Ivan Souza diz: 29 de novembro de 2008

    Interessante análise. Acompanho blog e tenho gostado demais e aproveito para deixar uma sugestão: Fazer análises das táticas antes da realização das partidas. Evidente que você só poderia fazer isso depois que já conhecesse cada um, mas fazer uma análise “confrontando” as características táticas de cada time seria bem interessante, assim como fez nesse post. Parabéns!

    Resposta do Cecconi: Oi Ivan, tudo bem? Em épocas de treinos fechados e mistério nas escalações, e também sem poder acompanhar os trabalhos da semana de muitos clubes, nossas projeções sempre se baseiam nas partidas anteriores que vimos. Corremos o risco de analisar algo, mas na hora o treinador apresentar outro sistema – e aí vamos logicamente analisar estas mudanças. Essa tua sugestão é muito boa, e talvez possa ser colocada em prática nas partidas da Liga dos Campeões, quando os times são divulgados com antecedência. Valeu pela mensagem. Abração.

  • Elton Dias diz: 28 de novembro de 2008

    Ô ESTEVÃO… ESSA DE GOL ROUBADO ME FAZ LEMBRAR A LIBERTADORES DE 2006 QUANDO O NACIONAL-URU TEVE 2 GOLS LEGÍTIMOS INVALIDADOS DENTRO DE UM ESTADINHO NA BEIRA DO RIO, QUE ELIMINARIA UM CERTO TIMECO… ENTÃO, NÃO É POR AÍ

  • Carlos Eduardo Pizzatto diz: 28 de novembro de 2008

    Hernanes vai ter menos liberdade que o normal. Ele e Jean terão trabalho.

    Por outro lado, Dagoberto, veloz que é, vai jogar em cima de Luiz Alberto, o zagueiro mais lento da dupla do Flu. Borges vai bater com Thiago Silva, e Hugo, com Fabinho.

  • Estevão diz: 28 de novembro de 2008

    Aí só vai faltar ganhar do Ipatinga com um gol roubado de novo.

  • Leandro diz: 28 de novembro de 2008

    É difícil… mas eu acredito sim! Dá-lhe Grêmio copero!!

  • Samuel Sérgio Ritter diz: 1 de dezembro de 2008

    Esse continua sendo o melhor blog esportivo que conheço. René Simões é um treinador que gostaria de ver no grêmio, caso o Roth saia. Tb tem-se falado no Dourival Jr. Será que vc poderia fazer uma análise dos técnicos que mais se destacaram no campeonato? dos já citados, temos Hélio dos Anjos, Nelsinho Batista e Mancini. Grato

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