Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Napoli apresenta um 3-5-2 diferente

30 de novembro de 2008 9

Dois diagramas táticos do Napoli: com a bola, 3-5-2 em linha de cinco no meio-campo. Sem a bola, um 4-4-2 marcando com duas linhas de quatro.

Hoje assisti à derrota do Napoli fora de casa para a Inter de Milão por 2 a 1, pelo Campeonato Italiano. E como um leitor do blog Preleção havia pedido, quito a dívida trazendo uma análise tática da equipe consagrada por Maradona e Careca entre o final da década de 80 e o início dos anos 90.

Foi o primeiro jogo que vi do Napoli, e ainda por cima fora de casa. Talvez em Nápoles a postura seja diferente – principalmente a atitude. Mas taticamente pouca coisa deve mudar.

O sistema do Napoli é bastante complexo e varia muito durante o jogo. A base tática é um 3-5-2 diferente do habitual que conhecemos. Não há um armador, um protagonista, alguém mais próximo da dupla de atacantes. Os três meias jogam absolutamente alinhados com os alas, formando uma linha de cinco jogadores à frente dos três zagueiros.

Na zaga não há líbero nem sobra. Também estão em linha os zagueiros P.Cannavaro pela direita, Rinaudo no meio e Aronica na esquerda. À frente deles, outro trio: Pazienza, Gargano e Hamsik. O destro Mannini é ala pela esquerda, e Maggio faz esse papel do outro lado. Na frente, o badalado argentino Lavezzi e Zalayeta completam o time do técnico Edoardo Reja, que tem o goleiro Iezzo fechando os 11.

Invariavelmente, o time fica capenga. Hamsik chama o jogo, todos o procuram, e como ele está na esquerda, é dali que o Napoli se articula. Lavezzi e o ala Mannini completam as triangulações no setor, mas jogar somente por um lado, sem articulação no meio e sem viradas de jogo, torna a equipe um tanto previsível. Com a bola, o Napoli insiste demais nas jogadas do trio Mannini-Hamsik-Lavezzi muito distante da área. Pazienza e Gargano são dois baixinhos mais para volantes, que apenas carimbam a bola e arriscam muitos lançamentos longos direto para os atacantes.

Sem a bola, o Napoli se defende com duas linhas de quatro. O ala do lado que está sendo atacado recua, fechando a primeira linha com os três zagueiros. Os três meio-campistas e o ala do outro lado formam a segunda linha. Os atacantes marcam somente no campo adversário. Recuperada a bola, o ala que recuara se adianta, o meio reagrupa a formação original e o time parte no 3-5-2.

Para terminar, encerro falando sobre o Lavezzi. Não havia gostado dele no amistoso da Argentina contra a Escócia. Hoje novamente o atacante não me agradou. Posso estar enganado, ou sendo injusto, mas o Lavezzi é muito individualista. Todas as jogadas ele tenta o drible em velocidade, de cabeça baixa – talvez isso aconteça porque não há meias próximos do ataque, e ele fica muito isolado com Zalayeta.

A primeira vez que Lavezzi soltou a bola foi aos 36min do 1º tempo: e a tabela com o uruguaio resultou em um belo gol do atacante argentino. O lance prova que ele é talentoso, mas precisa ser menos “fominha”.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (9)

  • DANIEL R SANTOS diz: 1 de dezembro de 2008

    CECCONI, GOSTARIA DE FAZER UMA SUGESTÃO: O PENULTIMO POST FOI SOBRE O POSSIVEL ESQUEMA TATICO DO FLUMINENSE CONTRA O SÃO PAULO. GOSTARIA ASSIM QUE AGORA VOCE FIZESSE UMA AVALIAÇÃO DE COMO DE FATO O FLUMINENSE SE COMPORTOU EM CAMPO CONTRA O SÃO PAULO, ATE PARA CORRIGIR OU CORROBORAR ALGUMAS AVALIAÇÕES, E MOSTRAR QUE AS VEZES O ESQUEMA TATICO VARIA DE JOGO PRA JOGO. ABRAÇO

    Resposta do Cecconi: Oi Daniel, tudo bem? Acompanhei a partida, e o Flu manteve-se fiel ao seu esquema. Wellington Monteiro jogou de lateral, com Romeu de meia centralizado, Arouca pela direita e Conca na esquerda. Fabinho foi o volante recuado. E às costas de J.Wagner, Arouca criou as melhores chances, principalmente no primeiro tempo. Depois do empate, a equipe apenas se defendeu. Mas gostei muito do que vi, e novamente parabenizo o bom trabalho do René Simões. Valeu pelo pedido. Abração!

  • Gregório Reis diz: 1 de dezembro de 2008

    Cecconi, a diferença desse time do Napoli que enfrentou a Inter, para o time titular completo, é que nesse time que tu analisaste, faltam dois destaques do Napoli na temporada. O zagueiro Santacroce e, principalmente, o esterno esquerdo Vitale. Santacroce qualifica a marcação. Vitale é canhoto e com ele em campo, a carga sobre Hansik e Lavezzi diminui, fazendo com que estes flutuem mais pelo campo, já que aquele ataca e defende melhor pela esquerda que o improvisado Mannini.
    Abraços!

  • Gregório Reis diz: 1 de dezembro de 2008

    Santacroce ocupa a posição de Paolo Cannavaro, que é o zagueiro da sobra, saindo Rianldo do time. Santacroce usa o lado direito para atacar com mais qualidade que Cannavaro. Seu maior problema é disciplinar, pois leva muitos cartões e acaba desfalcando o time com uma frequencia maior que o normal para um zagueiro. Na verdade, o time é muito ofensivo com esses dois jogadores em campo.
    Abraço!

  • Gian Fachini diz: 30 de novembro de 2008

    Vi o jogo é isso mesmo é um grande esquema e com futuro, no futebol europeu acho que vai da certo, mas no sul-americano acho que não mas não custa tentar.
    Grande leitura.

  • jackvoador diz: 1 de dezembro de 2008

    Pois é cecconi… por isso que eu pedi ;)
    ah, mais uma: Se puder, poe os links dos posts com as taticas do lado ali do blog, pra mais facil localização! abraçao e brigado por responder!

  • jackvoador diz: 1 de dezembro de 2008

    Por favor cecconi, aproveitando que tu estas pela italia a analisar o futebol, analisa o esquema tatico da roma, por favor? :D

    Resposta do Cecconi: Oi Jack, tudo bem? No início da Champions, analisei a Roma em uma partida contra o Chelsea. Mas com Totti de volta e algumas mudanças na equipe, posso fazer uma nova análise, provavelmente com alterações táticas. Fica ligado, e valeu pela sugestão. Abraço!

  • Wagner diz: 2 de dezembro de 2008

    Agora sim a salada ficou graúda, tem melancia misturado com rabanete…agora meteste estratégia no meio, é óbvio q nada tem a ver com esquema, nem era o assunto…tôh com preguiça de escrever, então tá!…continua analisando os movimentos durante o jogo, registrando a cada momento o posicionamento e dizendo “agora é 352..agora 470, agora 325, agora 460…”…

  • Wagner diz: 2 de dezembro de 2008

    Sou obrigado à me intrometer de novo…tu escreves, outros postaram e muito ouço na mídia…” o time tal joga em tal esquema, mas com a posse de bola se transforma num x-y-z”…errado!!!…os jogadores durante o jogo, não são os botões que se usa para explicar esquemas, eles se movem e é óbvio que quando o time recupera a bola e parte para o ataque tudo muda…p ex, um time joga no 4-5-1, então ele ataca com 1 só?…claro que não…

  • Wagner diz: 2 de dezembro de 2008

    …um time ataca com 3, 4, 5 jogadores, isto não significa, que o esquema mudou para 433, 424, 352 ou 415…O QUE DEFINE O ESQUEMA TÁTICO é como o time se posiciona sem a bola…em qual esquema o Inter estava quando Gustavo Nery fez o Gol…451 não era, nem 442, tinha só 3 atrás, lembra q foi o Bustus que cruzou?…tu andavas analisando os movimentos sem citar que eram um esquema defendendo e outro atacando…agora, se queres insistir nisto, tu é quem sabe..tá ERRADO!!!

    Resposta do Cecconi: olá Wagner, tudo bem? Respeito tua opinião, mas estamos falando sobre a mesma coisa com maneiras diferentes de se expressar. Eu sei que o sistema tático é a base, mas existe uma diferença entre sistema tático e estratégia. E qualquer time, com a posse de bola, pode ter como estratégia alterar o sistema tático original. Portanto, não é um erro. Abraços!

Envie seu Comentário