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Mourinho e as variações da Legião Estrangeira

02 de dezembro de 2008 1

O lado direito, com Maicon, recebe mais reforço, enquanto Muntari e Ibrahimovic se desdobram na esquerda

Com os grupos recheados de grandes craques mundiais, fica difícil manter um time-base titular nos clubes europeus. A maioria dos treinadores tem optado há algumas temporadas pelo revezamento, alternando escalações diferentes conforme a competição – campeonato nacional, copas nacionais e torneios continentais. O português José Mourinho é um exemplo disto na Inter de Milão.

Já foi analisado aqui um 4-5-1 bastante em voga na Europa, com Adriano de meia-atacante centralizado, Mancini e Stankovic nos lados, e Ibrahimovic como referência. Mas final de semana, contra o Napoli, Mourinho armou um sistema tático completamente diferente.

Na vitória de 2 a 1, jogando em casa, a Inter de Milão entrou em campo no 4-4-2, com meio-campo disposto em forma de losango. Cambiasso jogou de volante centralizado, com Zanetti e Muntari pelos lados e Stankovic fazendo a ligação com a dupla Ibrahimovic-Cruz na frente. Na defesa, Maicon e Maxwel foram os laterais, com Córdoba e Samuel na zaga. Júlio César completou o time no gol.

A estratégia adotada foi a abertura do jogo pelos lados. Na esquerda, se Maxwel atua de forma recuada, Muntari e Ibrahimovic fizeram a dobradinha de articulação ofensiva no setor – com Maicon e Zanetti cumprindo esse papel na direita. Na verdade, a movimentação da dupla de atacantes é bastante simples: quando Ibrahimovic sai para a esquerda, Cruz entra na área; e quando o argentino vai para a direita, o sueco é quem se torna centroavante.

Entre os dois setores, Stankovic apareceu muito pouco, restrito a rebotes e viradas de lado. E Cambiasso jogou na cobertura das duas laterais. Um sistema de jogo bastante difundido, sem nenhuma novidade ou variação tática.

O diferencial do Mourinho talvez seja este: ao contrário do que eu imaginava, o treinador português não se importa muito com o acabamento. Ele está se mostrando extremamente vinculado ao resultado. A Inter de Milão marca demais e cria pouco, mas quando chega na área adversária geralmente é letal. Mourinho comanda times competitivos e competentes, sem espaço para muito brilho. A ordem é ter disciplina tática, entregar-se ao desempenho das funções defensivas, e caprichar quando surgirem as chances de gol.

Outro aspecto interessante na Inter de Milão, há alguns anos, é a consolidação de uma Legião Estrangeira. Contra o Napoli, apenas o goleiro reserva era italiano. Onze titulares e seis suplentes estrangeiros. Em todo o grupo, figuram apenas quatro italianos: os dois goleiros reservas, Materazzi e Baloteli.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (1)

  • Carlos Eduardo Pizzatto diz: 3 de dezembro de 2008

    O problema de se jogar com dois `centroavantes` é que, ora um, ora outro tem de jogar fora da áera. E para isso, é preciso saber tratar bem a bola. Ibrahimovic tem habilidade de sobra para isso. Já Júlio Cruz…

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