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Argentina aproveita a instabilidade francesa

12 de fevereiro de 2009 3

Numa comparação simplista, dá para dizer que a Argentina ontem fez no segundo tempo contra a França o que o Brasil fez no primeiro contra a Itália. Controlou o jogo, botou o adversário na “roda”e definiu o confronto sem correr grandes riscos. Mas o começo da partida não foi assim.

Armada num 4-3-3, a França tomou a iniciativa. Ribery, pela direita, contava com o auxílio de Sagna e envolvia a defesa argentina. Anelka, no meio, fazia o pivô e finalizava (mal!) as jogadas mais agudas. Henry, isolado na esquerda, tentava fugir da solidão ao ingressar pela meio. Sem sucesso. Gourcuff assumiu a posição de “engate”, com a função de alimentar os homens da frente, com Diarra e Toulalan na proteção.

Apesar dos problemas, a França controlava o jogo e dava a impressão que abriria o marcador em pouco tempo. Só era ameaçada pelos contra-ataques de Messi.

A Argentina apostou num 4-4-2. Zanetti, Heinze, Demichelis e Papo na defesa. No meio, a dupla de volantes Gago e Mascherano. Gutiérrez e Maxí Rodriguez deveriam ser os responsáveis para alimentar a rápida dupla ofensiva, Messi e Aguero. Inicialmente, não funcionou. Tanto que a grande oportunidade da equipe de Maradona foi uma arrancada solitária de Messi pelo meio.

Quando Gutiérrez começou a abrir para os dois lados, cobrindo a apatia de Maxi Rodríguez, totalmente improdutivo pela direita, a Argentina abriu o placar. Ao receber um passe de Papa, Gutiérrez quase marcou aos 40. Um minuto depois, o meia fez o primeiro gol.

Bom, aí a partida foi outra. Trocando passes com eficiência, os argentinos deixaram a França correr atrás do prejuízo (e da bola). O treinador Raymond Domenech inverteu Ribery para a esquerda e Henry para a direita. Depois, colocou Benzema no lugar de Anelka. Em seguida, trouxe novamente Ribery para direita. Nada funcionou.

Já Maradona tirou Aguero e colocou Tevez. Logo na primeira oportunidade, o atacante do Manchester United trocou passes com Messi e colocou o avante do Barça em condições de disparar em velocidade e marcar um golaço.

Jogando mais centralizado, e bem mais participativo, Tevez mostrou ser uma opção melhor do que Aguero para auxiliar Messi. Mas a Argentina ainda sente a falta de um jogador de articulação para o lugar de Riquelme. Maxi Rodríguez, de ótimo desempenho na Copa de 2006, fracassou. Gutiérrez não conseguirá fazer essa função sozinho.

A França, apesar da derrota, agradou. Especialmente até tomar o primeiro gol. Depois disso, a instabilidade de uma equipe que ainda vive uma crise pós-Eurocopa atrapalhou. As vaias e os gritos de Olé para a troca de passes argentina mostram que Domenech está pela bola oito.    

Postado por Márcio Gomes

Comentários (3)

  • Carlos Pizzatto diz: 12 de fevereiro de 2009

    D`Alessandro tem vaga neste meio-campo.

    Também fiz uma análise de França e Argentina ( http://carlospizzatto.blogspot.com/2009/02/argentina-de-messi-vence-franca.html ).

    Abraços.

  • Lucas Ritzel diz: 15 de fevereiro de 2009

    Olá.
    Gostaria de pedir, se fosse possível, ao blog Preleção, um apanhado de como jogam as equipes nas Ligas Européias (Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e França). Seria o uma explicação (por exemplo, na Espanha as equipes usam muito a linha de impedimento) e esse tipo tática que as equipes do velho continente utilizam.
    Acompanho muito o blog e gosto muito das explicações com o desenho tático, é muito util.
    Obrigado

  • Tiago Gabatz diz: 16 de fevereiro de 2009

    Me responde uma coisa esse volante que está faltando na azenha não podia ser o Réver? Não sou o mais entendido mas acho que seria fácil fácil transformar o Réver em um baita volante! O cara é um monstro na marcação, passa bem e é rápido acima de tudo. O que achas?

     

    Resposta do Márcio: Olá, Tiago. O Réver é, no momento, o melhor zagueiro do Grêmio. Não creio ser uma boa tirar ele da função em que está funcionando para tentar adaptá-lo como volante. Talvez o primeiro passo seria tentar fazer dele um líbero moderno, ao estilo do Edmílson, no Palmeiras. Já seria um acréscimo e tanto para o Grêmio, melhorando a saída de bola, que perdeu um pouco com a ausência do Rafael Carioca. Abraços.

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