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A boa estreia de Arshavin pelo Arsenal

21 de fevereiro de 2009 2

O Arsenal jogou em seu tradicional 4-5-1 (ou 4-2-3-1), com Arshavin posicionado como um meia ofensivo pelo lado direito, fazendo diagonais ou procurando a linha de fundo

Hoje o meia-atacante russo Arshavin estreou pelo Arsenal, vestindo a camisa 23, e desde cedo assumindo um protagonismo precipitado pelos diversos desfalques. E, apesar do empate em casa  – 0 a 0 com o Sunderland – Arshavin teve uma boa atuação.

Sem Adebayor e Eduardo Silva, lesionados, Arsene Wenger recuperou o sistema tático 4-5-1 tradicional do Arsenal. Este sistema, que também pode ser chamado de 4-2-3-1, serve de referência para diversas equipes que atuam com dois meias ofensivos abertos pelos lados – foi assim com Mano Menezes no Grêmio, por exemplo, que chegava a citar a equipe londrina em entrevistas.

Como o Sunderland posicionou-se absolutamente defensivo, todas as linhas dos Gunners se adiantaram. Os zagueiros Gallas e Toure ficaram próximos ao meio-campo; nas laterais, Sagna apoiou bastante pela direita, enquanto Clichy decepcionou com uma atuação bastante burocrática do outro lado; na intermediária ofensiva, dois volantes – Song um pouco mais atrás, na direita, e Denilson adiantado, pela esquerda.

À frente deles, três meias ofensivos: Nasri aberto na esquerda, Van Persie centralizado, encostando em Bendtner, e Arshavin no lado direito. E com os desfalques – além de Adebayor e Eduardo, o Arsenal não contou com Fábregas, Rosicky e Walcott - Arshavin naturalmente imantou as jogadas dos Gunners, centralizando a articulação.

No 1º tempo, em 8 chances criadas, Arshavin participou de 5 – foram três conclusões a gol e duas assistências. Neste período de vigor físico do russo, o Arsenal viveu seu melhor momento na partida. Arshavin teve duas jogadas preferenciais: a parceria com Sagna na linha de fundo; e as investidas em diagonais incisivas, pela área, do lado para o meio. Mas ele foi substituído aos 15min do 2º tempo, em função do cansaço – Arshavin não jogava desde novembro – levando consigo quase toda a qualidade da linha ofensiva de meio-campo.

Van Persie adiantou-se, Nasri foi para a direita seguindo com suas limitações técnicas, e o substituto de Arshavin – o mexicano Vela – mostrou-se uma contratação inexplicável, pelo excesso de erros técnicos primários (passes, cruzamentos e conclusões que não cabem a um jogador do Arsenal). O time caiu demais, e não conseguiu furar o bloqueio dos visitantes.

O empate frustra, e pode até certo ponto ofuscar a boa estreia de Arshavin. Mas o Arsenal teve 61% de posse de bola, e criou 19 oportunidades de gol – contra apenas 3 do Sunderland. O sistema tático é tradicional no clube, reconhecidamente eficiente em sua história recente (a geração dos invencíveis de Bergkamp o consagrou), e falta apenas à equipe acrescentar a qualidade técnica que por enquanto está no Departamento Médico. Arshavin, ao lado de Adebayor, Eduardo Silva e Fábregas, deve formar um quarteto de ponta no futebol inglês.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (2)

  • Douglas Carrión diz: 21 de fevereiro de 2009

    Também gostei bastante do Arshavin. Ele e o Van Persie tiveram bastante liberdade pra se movimentar e criaram as principais jogadas do Arsenal. Arshavin não se limitou a apenas jogar pela direita e buscar diagonais, mas também começou algumas jogadas pelo centro, sendo perigoso como sempre. Foi um resultado injusto, já que os Gunners criaram várias oportunidades, mesmo tendo algumas nulidades em campo, como aquele Nasri, que ou é muito ruim ou só joga mal quando eu to assistindo.

    Resposta do Cecconi: olá Douglas, tudo bem? Acho que não é azar teu, não. O Nasri é bastante limitado para jogar em um time como o Arsenal. A reposição na hora das lesões decaiu muito a qualidade. E o Arshavin realmente fez bons movimentos pelo meio também. Abração!

  • Michel Costa diz: 22 de fevereiro de 2009

    Com o Bendtner como centroavante não há Arshavin que dê jeito :-)

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