Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Sir Ferguson muda o Manchester em Milão

24 de fevereiro de 2009 16

O Manchester United surpreendeu, com a utilização de Ryan Giggs fazendo a ligação da segunda linha com o atacante. Centralizado, ele se movimentou pela frente, a também recuou para auxiliar os meias defensivos.

Nada mais óbvio do que esperar do Manchester United a repetição de um sistema tático padronizado por Sir Alex Ferguson há duas décadas, não é mesmo? Hoje, entretanto, a resposta à constatação acima é “não”. Apesar de manter a estrutura básica – principalmente defensiva – o técnico da equipe inglesa concedeu uma exceção à regra para modificar o posicionamento do Manchester United no empate em 0 a 0 com a Inter, em Milão, pela Champions League.

O Manchester enfrentou a Inter em um 4-5-1, ou se quiserem, em um 4-4-1-1. Fergusson manteve as duas linhas de quatro jogadores, ao estilo britânico, mas trocou o atacante Rooney pelo meia Giggs. O camisa 11 foi escalado para cumprir uma função centralizada de combate e articulação, mas com pouco resultado quando o time teve a posse de bola.

Giggs atuou à frente dos meio-campistas marcadores (Carrick e Fletcher), fazendo a ligação da segunda linha com o centroavante Berbatov. A presença do galês nesta faixa intermediária possibilitou ao lateral-esquerdo Evra receber melhor cobertura, e apoiar ainda mais do que o habitual. Quando Evra subia pelo lado, junto com o coreano Park – fazendo dobradinha sobre o apoiador Maicon, Giggs recuava, liberando Carrick para cuidar do setor.

Na direita, O`Shea manteve o posicionamento de defensor pela direita, ou como Tite se refere a Bolívar, foi o “lateral-base”. Por ali, ele combateu junto com Fletcher e o zagueiro Ferdinand a maior virtude da Inter – as diagonais da esquerda para o meio com Ibrahimovic, em parceria com Adriano no pivô.

O Manchester United conseguiu, parece-me, cumprir o objetivo cauteloso de Ferguson para a partida: o goleiro Van der Sar não fez sequer uma defesa. A Inter cercou, cercou, mas não encontrou espaços. Anulou todas as virtudes dos italianos. Mas, com a bola, o Manchester United matou também a sua principal virtude: a saída rápida para o ataque.

Sem Rooney, e com o pesado Berbatov em noite de baixíssima inspiração, o time inglês jogou com grande previsibilidade: ou apoiando com Evra, ou acionando Cristiano Ronaldo – sempre bem marcado. Outra questão intrigante foi a escalação do coreano Park – uma figura absolutamente figurativa para o jogo como winger pela esquerda. Faltou a diagonal incisiva de Rooney às costas dos zagueiros, faltou a tabela curta dele com Cristiano Ronaldo, faltou também sua maior participação como um verdadeiro combatente, disputando todas as jogadas com muito maior ímpeto do que o búlgaro.

Talvez se o Manchester United tivesse sido o time de sempre, repetindo suas últimas duas décadas, o resultado poderia ter superado o empate sem gols – com Giggs pela esquerda e Rooney na frente, por exemplo (sacando Park). Empatar em 0 a 0 é abrir precedente para que a Inter adote a mesma estratégia de Ferguson hoje – a cautela – no Old Trafford, e o saldo qualificado é sempre um fator de condenação a quem desiste da vitória.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (16)

  • Alessandro diz: 25 de fevereiro de 2009

    Eu não acho qo Park nào deveria ter jogado, ele enrou em campo de segurar as subidas do Maicon, e fez isso mto bem ele não estava lá para atacar, e Wagner ele é coreano e não chines

  • Wagner diz: 24 de fevereiro de 2009

    O United varia muito pouco, sempre dentro do q acho correto..vi jogos em q o chinês fechava na direita da linha e o Teves na esquerda, ficando o CR um pouco a frente onde jogou o Giggs…mesmo usando um jogador mais de m-campo e menos atacante, como hoje, ainda sim é ofensivo, se compararmos com o m-campo do Inter..fazem a coisa errada, querem fazer linha de defesa à européia, então ñ pode ser Guiña, Sandro e Magrão, o Lerdo….tem de ter um veloz aí…

  • Wagner diz: 24 de fevereiro de 2009

    O q temos para o lugar do Cavalo Cansado é Andrezinho, é disciplinado taticamente, marca mais q Magrão e ofensivamente é muitíssimo superior..Nilmar já disse..”é o melhor passador do BRio”…pode ser Giuliano talvez…quem deve ser este 3º do m-campo ñ tenho bem certeza, o q sei sem nenhuma dúvida, é q ñ pode ser Magrão…esta função exige velocidade e excelente preparo físico, q ñ é o caso do Sempre Pisando na Língua…há 1,5 anos falo isto, mas ainda consigo ajeitar este time de vz…

  • Marcelo Pazetto diz: 25 de fevereiro de 2009

    Concordo em muita coisa nesse relato tático que foi o jogo, mas discordo em algumas coisas. Primeiro: Mourinho fez um jogo psicológico muito inteligente falando que o United não iria pro ataque como de costume, chamando assim o Sir. Alex para o ataque desguarnecido e assim a INTER jogar no contra ataque como fez com o Milan e acabou com o time de San Siro.

  • Ulisses Stefanello diz: 25 de fevereiro de 2009

    Cara parabéns pelo trabalho… Comentar sobre o que tem de mais fascinante no futebol,Genial!

    Resposta do Cecconi: Valeu Ulisses! Conto contigo nos próximos debates. Abração.

  • fernando diz: 25 de fevereiro de 2009

    se não me engano, ele foi assim tb no ano passado, contra a roma, na itália. e o park foi muito bem. mas caramba, o man utd teve 2 bolas na trave e j cesar foi o nome do jogo – e vc acha q o esquema não deu certo? outra: vc tem acompanhado toda a temporada do manchester? chamar o berbatov de pesadão e desmotivado (ou outra leitura qq pra falta de ímpeto) é sacanear (sic) o homem das assistências na premier league. mas tudo na paz, adoro o blog. só não me segurei…rsrsrs…abs!

    Resposta do Cecconi: olá Fernando, tudo bem? Eu gosto muito do Berbatov, acho que me expressei mal. Estava me referindo especificamente ao jogo de ontem. Ele não pode ser o “puxador de contra-ataque”. O Rooney poderia, por exemplo, jogar mais recuado, na posição do Giggs. Ou então começar o jogo no lugar do Berbatov. Mas concordo que empatar em Milão com 80 mil pessoas não é mau resultado, o problema foi ter saído de lá no 0 a 0…e tem gol qualificado. Abração!

  • .yuri diz: 24 de fevereiro de 2009

    O Eduardo assume o lugar do Roth no Grêmio. por favor!!!!!!

  • Wagner diz: 25 de fevereiro de 2009

    3 …qdo perdem a bola imediatamente recompõem, cada um volta de imediato para o seu setor…nada de ficar correndo atrás da bola…a linha d m-campo é fechada, e atrás, a permanente linha de zaga, que sempre avança qdo o time ataca , para manter a compactação…

  • Wagner diz: 25 de fevereiro de 2009

    6 …no 1º tempo do GRENAL, disseram q ñ deu certo Alex, D`Ale e Taison, ñ poderia dar mesmo, naquela desorganização…e eles ajudavam a marcação sim, mas de um modo esculhambado, as vzs estavam os 3 fechando na esquerda embolados, eles invertiam a jogada pegando gente livre, e era dois um p cima do Danilo…tivessem feito uma organizada linha d 4, garanto q teria funcionado…quem sabe o Tite e o FC ñ arrumam um estágio c o Ferguson, para aprender como funciona?…

  • Valtino Kolm Fogliatto diz: 24 de fevereiro de 2009

    nao gosto da maneira q fergunson arma e escala a equipe,pois tendo tantas boas opçoes pra mim ele escala mal.
    soh vo faze uma pergunta:
    quem eh o meia armador desse time quando joga no habitual 4-4-2, pra mim ninguem, pois CR nao eh armador,fletcher e carrick sao volantes, e park, nao tem potencial.
    entao pra mim deveria ser assim o time do manchester:
    van der sah,rafael,ferdinand,vidic,evra, scholes,carrick,anderson(armador), CR, rooney e berbatov.
    ai sim seria um baita dum time!!!!!!!

  • Paula Ambu Zaddo diz: 25 de fevereiro de 2009

    Eduardo, a sua análise tática está ótima, mas o jogo, por ser jogado em Milão, deu um banho de bola na Inter no primeiro tempo, e o Julio César foi sensacinal no jogo. Então, acho que a proposta do Ferguson foi válida, pois com esse sistema, conseguiu marcação sob pressão até quase o final do jogo, coisa difícil de se ver. A Inter por várias vezes rifava a bola por não conseguir superar a marcação do Manchester. Parabéns pelo blog. Ajuda nos tornarmos torcedores mais críticos e informados

  • Marcelo Pazetto diz: 25 de fevereiro de 2009

    2º: Ferguson muito inteligente e vendo que a INTER tinha jogado nos contra ataques, tirou um atacante e pos o GIGGS para ter mais solidez na defesa, e deixar CARRICK e FLETCHER plantados atras junto aos defesas, para não dar possibilidade alguma de contra ataque Milanista…E isso FERGUSON foi rei, pois o MU nunca foi bom em UCL exceto a temporada passada, pois seu setor defensivo era mt fraco e não tinha volantes fortes para segurar um jogo como esse, vide RM x MU (2003)…

  • Wagner diz: 25 de fevereiro de 2009

    1 O q mais me encanta nos jogos europeus, ñ são os jogadores, mas a organização, lá não se vê vazios, espaços…o MU então, eu babo…o Ferguson deve ser engenheiro, deve traçar os movimentos dos jogadores munido de esquadros e outras ferramentas de desenhar…é impressionante a geometria e a economia de energia para os jogadores…

  • Wagner diz: 25 de fevereiro de 2009

    4 …os volantes avançam praticamente em linha reta…aqui se vê seguidamente vol entrando pelas pontas, e ainda recebe elogios…”ele se movimenta no campo inteiro”…isto é gastar energia, ñ tem como ele se reposicionar na seqüência, talvez só mesmo o Guiñazu agüente fazer isto o tempo inteiro….tenho certeza q se comparássemos os kms q os jgadors do MU correm num jog, com o q correm aqui no Brasil, daria bem menos…

  • Wagner diz: 25 de fevereiro de 2009

    5 …aqui querem em todas as jogadas os laterais como pontas, lá quem faz isto são os extremos da linha d meio-campo, q estão quase na metade do caminho comparando com um lateral…é mais lógico, mais racional…neste jogo o Evra até subiu bastante…o único treinador brasileiro q faz algo muito próximo desta organização, é o Mano, desde os tempos do 15 se notava isto, queria ele no Colorado, infelizmente fiquei invejando ele organizar o time DELES…

  • Wagner diz: 25 de fevereiro de 2009

    2 qdo defendem ñ sobra espaço para o adversário, de lateral à lateral, aquelas inversões de jogo, q pegam gente livre, ctra o MU ñ adianta, todos espaços estão preenchidos…qdo atacam é sempre em bloco…aquilo q a gente vê aqui, jogador pegar a bola e ñ ter para quem passar, q nos faz gritar…”encosta um!”…lá ñ tem…

Envie seu Comentário