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Alternativas táticas do Gre-Nal decisivo

28 de fevereiro de 2009 1

Diagrama tático do Gre-Nal projeta diversas possibilidades táticas, com alternativas interessantes para Tite e Roth

Começo o post avisando que este texto – e o diagrama tático que o ilustra – são um exercício baseado no Gre-Nal de Erechim, e também nas partidas mais recentes de Grêmio e Inter. Tanto existe a possibilidade desta projeção se concretizar, como também há chance de ambos os treinadores – ou um deles – apresentar novas alternativas de início e/ou durante a partida. Feito o alerta, comecemos pelos anfitriões.

No Inter, pela primeira vez Tite não terá em um Gre-Nal ao mesmo tempo Alex (negociado) e D`Alessandro (suspenso). De início descarta-se a entrada de Alecsandro, por exemplo. Por isso, projeta-se a manutenção do sistema tático 4-4-2, com meio-campo em losango, formado por três volantes e um articulador.

Em Erechim, Tite utilizou como principal estratégia ofensiva jogar sobre o ala-direita gremista Ruy. Primeiro, porque ele apoia bastante, e há espaço; segundo, porque é neste setor que o Inter conta com seu lateral-apoiador – neste domingo será Kléber

Talvez Tite desloque Taison da direita para a esquerda, forçando uma dobradinha do T7 com Kléber. Mais à frente, Nilmar pode jogar procurando as diagonais entre Réver e Rafael Marques, da direita para o meio, tendo Andrezinho compensando com a articulação e a proteção mais à direita. Em todo caso, sempre se espera que um dos três volantes auxilie Andrezinho tanto para manter a posse de bola, como também para surpreender, entrando às costas de Adilson e Tcheco.

No Grêmio, tudo indica que Celso Roth mantenha o 3-5-2, iniciando o clássico com Jonas ao lado de Alex Mineiro. Ainda assim, vejo possibilidade dele repetir uma estratégia utilizada em Erechim: posicionar Souza aberto à esquerda, atraindo Alex Mineiro no pivô e Jadílson no apoio, o que forçaria um 3 contra 2 sobre Bolívar e Índio, às costas de Magrão.

Isso porque do outro lado o Grêmio pode passar trabalho tendo que ver o ala Ruy sendo pressionado, e precisando guardar posição defensiva. Roth pode compensar com Jonas aberto pela direita, às costas de Kléber. Para eliminar a sobra, Adilson ou Tcheco podem investir do meio para a direita, o que forçaria Guiñazu a acompanhá-los, deixando Jonas no mano-a-mano com Álvaro.

É evidente, entretanto, que os dois treinadores estão estudando as possibilidades do rival à exaustão. E como as fórmulas de Erechim já são conhecidas, algo novo pode surgir: um posicionamento diferente, uma movimentação sincronizada ainda não utilizada, um sistema de marcação ou de cobertura fora do padrão habitual.

O próprio histórico dos Gre-Nais que contam com Roth e/ou Tite demonstra que sempre existe a presença de uma surpresa – como foi com Taison de ala-esquerda, sobre Paulo Sérgio; ou com a escalação de Fabiano Souza pretensamente lesionado. Façam suas apostas.

Uma constatação, entretanto, é pertinente: deve ser um grande jogo. Acompanhei em Erechim um duelo tático, entre os treinadores, e diversos duelos técnicos, entre os jogadores, de altíssimo nível. Há tempos a dupla Gre-Nal – apesar da ausência de D`Alessandro, e do primeiro clássico sem Alex – não reúne em um mesmo jogo tantos jogadores de envergadura técnica, e tantas alternativas de escalação, sistema tático ou estratégia.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (1)

  • Rodolfo diz: 1 de março de 2009

    Baita análise! Mas clássico é clássico e vamos ver o que nos espera amanhã! Espero que o Tite arrume os erros do último greNAL, onde ficaram 2 ou 3 contra o bolívar pela direita(e daí saíram 70%dos ataques do gremio). VAMO VAMO INTER!!

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