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Colo-Colo anula um previsível Palmeiras

04 de março de 2009 2

Colo Colo passou pelo Verdão no Palestra/Sebastião Moreira/Agência Efe

Assisti ontem ao jogo do Palmeiras contra o Colo-Colo e acompanhei os desdobramentos da primeira derrota em casa de um time brasileiro na Libertadores 2009. E, embora possa parecer ocasional, é bastante significativo que apenas o Cruzeiro venceu em seus domínios na competição até agora, em um jogo extremamente parelho apesar do placar dilatado (a equipe mineira fez três gols em 15 minutos e o Estudiantes teve duas chaces claras de abrir o marcador antes disso).

Não vi a partida do São Paulo, mas pude acompanhar os jogos de Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio no Brasil. Todos os três, sem execeção, cometeram o pecado da pressa e do nervosismo desmedido que assolaram as equipes tupiniquins nestas primeiras partidas. O time gaúcho, desperado por não conseguir fazer um gol diante do Universidad, passou os últimos 20 minutos do jogo precipitando lances, como se precisasse fazer um escore dilatado para permanecer na competição. O Cruzeiro conseguiu resolver seu dilema ao colocar em campo o atacante Kléber, que resolveu a parada no pouco tempo em que participou da partida, e ao manter Wellington Paulista. Méritos do Adílson. Já o Palmeiras

O time de Luxemburgo começou a partida apostando nas jogadas pela esquerda, com a velocidade de Willians e o avanço de Marcão. Funcionou no começo, mas assim que o Colo-Colo se deu conta da área de escape, bloqueou a saída deste lado do campo e obrigou o Palmeiras a jogar pelo meio. Com as atuações decepcionantes de Diego Souza e Cleiton Xavier, os chilenos conseguiram anular o poderio paulista. O Colo-Colo trocava passes com tranquilidade, fazia cera sempre que possível e enervava a equipe alviverde. Os contra-ataques, que eram tímidos no começo, se tornaram frequentes a partir da metade da primeira etapa.

Sozinho, o atacante Lucas Barrios conseguiu deixar Edmilson, Danilo e Maurício Ramos em polvorosa. Fez 1 a 0 em jogada individual e deu o passe para Torres (meia habilidoso que jogou pelo Cúcuta em 2007) fazer o segundo. Luxemburgo voltou para etapa final com Jumar e Jefferson no time. Se o volante pouco fez, Jefferson jogou praticamente aberto na esquerda, no lugar de Marcão. Mas nunca foi acionado. Cansou de ficar livre no setor, com um amplo espaço a sua frente, mas os armadores palmeirenses insistiam em conduzir as jogadas pelo setor mais congestionado do campo: o meio. O próprio Willians, muito marcado no primeiro tempo, inverteu de posição e se bandeou para o lado direito. Mas nada funcionou.

A entrada de Lenny também surtiu efeito nulo, já que o Palmeiras insistia em afunilar as jogadas na entrada da área. Por causa de mais uma tentativa inútil por ali, o Colo-Colo conseguiu roubar a bola e armar o lance do terceiro gol, em um belo passe de Torres para o avanço em velocidade e a conclusão de González.

Luxemburgo culpou a pressa e nervosismo de um elenco que não estaria sabendo disputar a Libertadores. Porém, mais do que os brasileiros desconhecerem o “clima” da competição, é possível que os estrangeiros estejam aprendendo a nos enfrentar aqui dentro. Vale lembrar que os últimos jogos da Seleção Brasileira pelas Eliminatórias em terrritório nacional foram dois frustrantes 0 a 0, contra Bolívia e Colômbia. E temos ainda o fracasso do Fluminense diante dos equatorianos da LDU na decisão da Libertadores 2008, em pleno Maracanã.

Nos tornamos tão previsíveis assim? Anteriormente, sofríamos diante de argentinos, uruguaios e paraguaios, mas agora quase todos fazem a festa em nosso quintal. Só faltam os venezuelanos…

Postado por Márcio Gomes

Comentários (2)

  • borracho diz: 5 de março de 2009

    Ninguem falava muito do Sport e Cruzeiro, mas sao os melhores brasileiros ate agora. Talvez se o Gremio tivesse contratado o Kleber em vez do Alex Mineiro nos tivessemos ganho o jogo contra o Universidad de Chile..

  • Rafael Gremista diz: 5 de março de 2009

    Olá Márcio! Acho que o grande problema nisso tudo é que em geral os times brasileiros não sabem jogar contra times fechados, que marcam muito. A famosa malemolência do futebol brasileiro faz com que os jogadores fiquem sempre tentando dar mais um toque na bola, ir pra cima. Quando na realidade a melhor maneira de ganhar de um time fechado é no coletivo, tocando a bola e procurando os espaços. É raro ver no Brasil um time que jogue tocando a bola, como na inglaterra por exemplo. Abraços!!

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