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A zebra da Liga não traz surpresas táticas

13 de março de 2009 5

Diagrama tático do Villarreal demonstra que a equipe atua no 4-4-2 em quadrado no meio-campo, com apoio preferencial pela esquerda, e ataque centralizado na entrada da área.

Apesar do bom retrospecto recente na Espanha, é inegável que o Villarreal é a zebra da Liga dos Campeões da Europa – destoando em uma turma que conta com os ingleses Manchester United, Chelsea, Arsenal e Liverpool, com o compatriota Barcelona, com o alemão Bayern de Munique, e com o português Porto – outro time que, apesar de tradicional, parece deslocado nesta convivência de alto nível.

Mas, mesmo sendo uma zebra, o Villarreal não deve surpreender nenhum adversário. Pelo menos não taticamente. A equipe espanhola joga em um ortodoxo 4-4-2 com meio-campo em quadrado, e tem uma mecânica de jogo bastante tradicional, sem nenhuma ousadia tática ou estratégia inovadora.

O Villarreal tem como principal virtude o apoio pelo lado esquerdo. Por ali, a equipe concentra praticamente a metade de sua articulação durante um jogo, conforme estatísticas da ESPN. Neste setor, reúnem-se o lateral-apoiador Capdevila, e o meia Ibagaza.

Como em todo 4-4-2 convencional, se um lado é ofensivo, o outro é o contrapseo defensivo. Na direita o lateral López apoia menos, deixando a equipe um pouco previsível – é notório que a maioria das trocas de passes vai terminar na esquerda, com Capdevila e Ibagaza.

No meio-campo, se mantém outra tradição do 4-4-2 em quadrado: dois volantes alinhados guarnecem a defesa. Marcos Senna cobre o lado direito, e Eguren o esquerdo. À frente deles, atuam os dois articuladores – o já citado Ibagaza, e Cazorla, também mais contido, a exemplo do lateral López, pela direita.

O ataque do Villarreal atua de maneira bastante centralizada. Rossi e Llorente (ou Nihat) são jogadores que se posicionam quase sobrepostos, na meia-lua. Ambos saem pouco para os lados, e preferem receber a bola ali na entrada da área, para concluir e tabelar.

Não sei se o Villarreal trará alguma surpresa tática ainda não apresentada nas fases anteriores da Liga dos Campeões. Mas ser um time ortodoxo não é demérito, pelo contrário. No feijão-com-arroz, proporcionado pelo 4-4-2 em quadrado, o time espanhol chega às quartas-de-final da principal competição de clubes do mundo. E pela frente terá adversários com sistemas táticos e estratégias também consolidados, e portanto, previsíveis.

Talvez seja este o principal problema do Villarreal: em confrontos de sistemas táticos e estratégias convencionais, sem novidades, geralmente – não é uma regra, mas sim uma tendência natural e lógica – destaca-se a equipe que possui jogadores de técnica diferenciada. Como se diz na Inglaterra, quem tem o “striker”, o jogador que decide em um lance. Perfil que está em falta no grupo amarelo desde a saída do uruguaio Forlán, que apesar de não ser um fora de série, é um centroavante de velocidade e oportunismo de primeira linha.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (5)

  • Jáder Hoch diz: 15 de março de 2009

    Cecconi, sabe aonde posso conseguir jogos completos de alguns clubes? Por exemplo queria dos jogos do liverpool na champions league e alguns mais antigos , como a seleção da coreia na copa de 2002.Se puder me ajudar fico grato.

    Resposta do Cecconi: Jáder…não sei, mas vou tentar me informar. Abração!

  • Vini diz: 16 de março de 2009

    Com a chegada do Renato, quem sai? Dai rola o 3-6-1 e sai um atacante? Seria por isso que o Roth treinava o 3-6-1 no gauchão?? Pq sabia que o Renato ia vir? Tá… comentário nada a ver com o post eu sei… mas queria ver tua opinião… Abraço…

    Resposta do Cecconi: Olá Vini, tudo bem? Não estou entendendo a procura pelo Renato, nem mesmo vejo nele condições de chegar impondo titularidade no Grêmio, ainda mais com a convicção de Roth pelos três zagueiros. Renato chegaria para competir com Souza, e este último é muito melhor que o possível reforço. Abração!

  • João Henrique diz: 14 de março de 2009

    Realmente… O Vilarreal tá dando um grande exemplo, não precisa inventar grandes estratégias, somente executando bem o basicão se pode chegar muito longe. Abs Eduardo.

  • João Henrique diz: 15 de março de 2009

    Eduardo agradeceria se pudesse tirar uma dúvida vi o jogo do Flamengo hoje, o time vinha montado num 4-4-2, com o detalhe que Leo Moura estava jogando na lateral direita sendo que ele tinha total liberdade, ou seja, ele na verdade não era lateral mas sim ala.Mas pelo que eu sei não se usa o termo ala pra o 4-4-2, mas nesse caso será que estaria correto dizer que Leo Moura atuou de ala nesse 4-4-2 ?Abs Eduardo

    Resposta do Cecconi: Olá João, tudo bem? Desde a chegada do Cuca não parei para ver com atenção nenhum jogo do Flamengo. Vou assistir, e se conseguir fazer uma análise, trago ao debate aqui no blog. Abração!

  • Bruno Gremista diz: 14 de março de 2009

    Boa tarde eduardo queria saber de ti se o Grêmio que jogou na quarta contra o boyaca usou o mesmo esquema que a inter de milan. abraço

    Resposta do Cecconi: olá Bruno, tudo bem? Sim, bem observado. A disposição tática foi a mesma – um volante centralizado (Réver/Cambiasso) dois meio-campistas pelos lados (Tcheco/Zanetti, e Adilson/Muntari) e um vértice central de ligação (Souza/Stankovic). Há, entretanto, uma diferença de estratégia – na Inter o Muntari é muito mais ofensivo que o Tcheco ou o Adilson, e Zanetti assume o lado do campo para o apoio do Maicon, equilibrando as ações pelos dois lados. Abraços!

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