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Líder Wolfsburg massacra na Alemanha

04 de abril de 2009 1

Wlfsburg atua no 4-1-3-2, explorando a sincronia de movimentos entre os centroavantes Grafite e Dzeko

Hoje liguei a TV para assistir ao Wolfsburg do Grafite, pelo Campeonato Alemão. E não me arrependi. A equipe assumiu neste sábado a liderança da competição passando o carro por cima do Bayern de Munique, em uma avassaladora goleada de 5 a 1, na Volkswagen Arena completamente lotada.

Mas, se Grafite era meu objeto inicial de análise, acabei conhecendo o seu companheiro de ataque: o bósnio Dzeko. Um camisa 9 com diversas virtudes para a função, aliando velocidade, força, cabeceio e chute, além de bom posicionamento e interesse pelo jogo (não é daqueles centroavantes estáticos).

Dzeko fez dois gols: um em antecipação ao zagueiro Breno após cruzamento rasteiro no primeiro pau, e um em contra-ataque batendo na saída do goleiro com muita categoria). No final, Grafite fechou a goleada com dois gols – no último, certamente o mais bonito da história deste estádio, driblando toda a defesa e concluindo de calcanhar. Gentner abriu o placar de cabeça, após escanteio.

O técnico Magath arma o Wolfsburg em um 4-4-2 que pode ser dissecado em um 4-1-3-2. A defesa atua em linha, contando com o lateral Schäfer como principal saída, pela esquerda. À frente da zaga, Josué é o único volante, centralizado, na cobertura dos meias. No trio de articulação, pela direita Riether é o mais tímido. O camisa 10 é Misimovic, que atua centralizado, cumprindo a função de distribuir o jogo pelos lados e de se aproximar da dupla de ataque. E na esquerda, Gentner é o meia mais avançado, chamando o lateral Schäfer para o apoio.

A exemplo do próprio Bayern, o Wolfsburg atua em função dos dois centroavantes. No posicionamento original, Grafite e Dzeko jogam alinhados, com o brasileiro à direita e o bósnio à esquerda. Quando Grafite puxa para o lado, Dzeko centraliza; e o mesmo vale quando Dzeko leva a marcação para a esquerda, abrindo espaços para Grafite no meio. Ambos gostam de jogar sobre a marcação dos zagueiros, eliminando a sobra. E são muito acionados.

Às vezes, o Wolfsburg peca pelo excesso. Na dúvida, a equipe simplifica e faz a ligação direta para um dos centroavantes, sempre em diagonal inversa (do meio para o lado). Nenhum dos meias é um pensador, um cerebral, mas todos têm qualidade no passe e sabem exatamente como fazer o time chegar na frente, trocando passes e procurando a dupla de matadores.

O Bayern não foi deprimente, como sugere o placar. A equipe de Klinsmann jogou em seu 4-4-2 com meias abertos (Schweinsteiger e Ribéry), mas perdeu a dupla de centroavantes (nos links vocês conferem duas análises já feitas sobre o Bayern). Sem Klose, foi preciso escalr Podolski, que não faz a parceria de área bem sucedida entre Klose e Toni – o italiano fez o gol do Bayern. Negociado com o Colônia, Podolski mais uma vez contribuiu pouco. E os meias-extremos foram muito bem marcados pelos laterais do Wolsburg.

O contra-veneno de Magath ao apoio dos meias-extremos, combinado ao avanço dos laterais, foi jogar às costas deles. Principalmente sobre a parceria Lell-Schweinsteiger na direita do Bayern. Dali surgiram as jogadas de quatro dos cinco gols do Wolfsburg, ou com o apoio de Schäfer, ou com a chegada de Gentner, ou com a abertura de um dos centroavantes.

Valeu a pena parar para assistir ao Wolfsburg. Quem puder no futuro conferir uma atuação da equipe de Grafite (e de Dzeko), é uma boa pedida.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (1)

  • João Henrique diz: 4 de abril de 2009

    Que bela análise Cecconi. Eu acordei cedo pra ver o jogo – com o mesmo motivo que o seu, ver Grafite – e a partida foi realmente boa. Apesar do Bayern ter mais posse e trabalhar a bola com tranquilidade acabaram perdendo, não acho que o Wolfsburg jogou de forma espetacular, o Bayern que jogou mal, – do meio pra frente – porém, o Wolfsburg soube aproveitar excepcionalmente os contra-ataques. Abs Cecconi.

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