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Schalke 04 fecha os lados do Bayern

25 de abril de 2009 0

Diagrama tático do Schalke 04 exemplifica o 4-1-4-1 utilizado para conter o Bayern de Munique pelos lados, oferecendo o contra-ataque na mesma moeda

Hoje assisti à vitória do Schalke 04 fora de casa sobre o Bayern de Munique, por 1 a 0, com uma interessante estratégia dos visitantes para conter o time da casa. Longe de ser brilhante, o Schalke 04 foi eficiente dentro da sua proposta de jogo, e conseguiu vencer após marcar com o turco Altintop (que tem um irmão no Bayern) completando cobrança de escanteio.

Por duas vezes já debatemos aqui a maneira de jogar do Bayern, que atua no 4-4-2 com dois meio-campistas centralizados, e dois meias-atacantes extremos abertos pelos lados. Frente a este cenário, os visitantes combateram exatamente a virtude do time de Klinsmann, fechando as laterais do campo e impedindo os avanços de Ribery pela esquerda, ou de Sosa pela direita.

O Schalke 04 jogou no 4-1-4-1 (um 4-5-1 com duas linhas de quatro jogadores, um volante entre elas e um centroavante de referência à frente). Os laterais permaneceram na base. Mesmo com características ofensivas, Rafinha na direita e Pander na esquerda praticamente não apoiaram, fazendo marcação cerrada sobre os extremos adversários.

No contra-ataque, o antídoto era o mesmo. O peruano Farfan aberto na direita, e o uruguaio Sanchez (excelente jogador) na esquerda. A saída do Schalke 04 sempre se deu às costas dos meias do Bayern. Com diagonais, principalmente de Sanchez, o Schalke 04 explorava o enfrentamento direto dos meias-atacantes entre os laterais e os zagueiros – sendo que um sempre precisava permanecer de olho em Kuranyi. O escanteio que originou o gol surgiu de uma rápida escapada de Farfan pela direita. E durante todo o jogo, Sanchez infernizou Lell, Lúcio e Demichelis.

Centralizado, Altintop foi o maestro desta fuga em velocidade, distribuindo o jogo para Farfan ou Sanchez. Pouco atrás, Kobiashvili atuou como um segundo volante, sendo o mais recuado da linha de meio-campo. Mas o cão de guarda defensivo foi o “volantão” Jones, que se esmerou na cobertura dos dois lados, auxiliando os laterais para fazer sobra quando Ribery ou Sosa avançavam. Teria sido perfeito, não fosse a expulsão por segundo amarelo nos minutos finais.

O Schalke 04 arriscou, cedendo posse de bola ao Bayern e correndo o risco de ser vencido pelo talento de Ribery. Mas, fechando bem os lados e mantendo os laterais na base, a equipe obrigou o time de Klinsmann a perder infiltração e apelar para o chuveirinho em busca de Toni, sob controle dos zagueirões. Deu certo o sistema e a estratégia com inspiração britânicos.

Postado por Eduardo Cecconi

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