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A patrola Rooney mais uma vez arrasa como winger

26 de abril de 2009 5

Na área destacada em vermelho, está  faixa de ação de Rooney como winger, jogando nas diagonais da esquerda para o meio. A ilustração simula ainda os recuos de Berbatov, a movimentação de Tevez, e as diagonais de C.Ronaldo.

Ontem o Manchester United foi para o intervalo sendo derrotado em casa pelo Tottenham por 2 a 0, em duas jogadas sobre Evra no lado esquerdo defensivo. Por ali, a equipe não conseguia conter a dobradinha Corluka-Lennon, e o cenário não permitia qualquer previsão que não fosse a de uma derrota por diferença ainda maior.

Foi então que Sir Alex Ferguson apresentou a mesma alternativa já utilizada em pelo menos duas oportunidades, ambas já analisadas aqui no Preleção: fixar Rooney como meia-extremo, o velho e bom winger do 4-4-2 britânico. Deu certo. Muito certo. Rooney participou de todos os CINCO GOLS marcados no 2ºtempo, na virada sensacional de 5 a 2 sobre o Tottenham.

O Manchester United começara a partida com Carrick e Fletcher centralizados (o primeiro mais à esquerda, o segundo mais à direita), Nani como winger destro e C.Ronaldo como winger canhoto. Na frente, Berbatov e Rooney. Mas, com os avanços simultâneos de C.Ronaldo e de Evra, a equipe levou bola nas costas pelo lado esquerdo defensivo a todo momento, sofrendo dois gols em cruzamentos de Corluka e Lennon.

No intervalo, Tevez entrou no lugar de Nani, para fazer dupla de ataque com Berbatov. C.Ronaldo passou para o lado direito da linha de meio-campo, enquanto Rooney foi deslocado para a esquerda. Um simples movimento no tabuleiro de xadrez do Old Trafford que provocou o xeque-mate incontestável. Afinal, o Manchester United passaria a explorar exatamente o setor onde estavam os afinados Corluka-Lennon. A “contra-bola-nas-costas”.

Ferguson colocou ainda Scholes no lugar de Fletcher, deixando o veterano volante na cobertura de Rooney. Carrick foi para o lado de C.Ronaldo fazer o mesmo. A marcação adiantou-se, à moda Liverpool, pressionando a saída de bola no embalo do sempre empolgado Tevez. E o Tottenham se viu encaixotado na própria área.

Com a bola, a estratégia era simples: Berbatov recuava até a intermediária; e Tevez mantinha-se em altíssima voltagem, movimentando-se na mesma faixa de campo. Ambos traziam consigo pelo menos dois marcadores. E por ali investiam Rooney e C.Ronaldo em diagonais incisivas, às costas de volantes e laterais, livres ou no mano-a-mano com zagueiros, e dentro da área.

Rooney participou de todos os gols: lançou Carrick, que sofreu o pênalti (inexistente) convertido por C.Ronaldo; invadiu a área e marcou duas vezes, a primeira conduzindo, a segunda em cruzamento do português; cruzou do bico da área para C.Ronaldo cabecear, retribuindo a cortesia anterior; e também cruzou para Berbatov – que depois do recuo intencional girava no pivô para retornar à área – fechar o placar. Uma avalanche de cinco gols marcados em menos de 35min.

Ontem, Sir Alex Ferguson demonstrou como uma equipe de futebol pode alterar a estratégia sem mexer no sistema tático. O Manchester United continuou no 4-4-2 britânico, mas modificou o posicionamento dos jogadores de frente, e adotou um sistema de marcação diferente. Além – e isto é muito importante – do comprometimento de todos os jogadores que retornaram dos vestiários dispostos a massacrar, marcar sem a bola e atacar com ela, até que a virada chegasse. Foi uma partida lindíssima de se assistir.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (5)

  • Carlos Pizzatto – Blog do Carlão diz: 26 de abril de 2009

    Para mim, Rooney é o melhor jogador do Manchester United há tempos.

  • julio grondona siqueira diz: 26 de abril de 2009

    acha um nome em portugues. WINGER fica muito balaqueiro.

  • Everson Tomaz diz: 27 de abril de 2009

    Primeiramente parabens pelo Blog e pelas analises, eu tambem vi o jogo sabado e achei impressionante o que fez o Rooney no 2° tempo, ele é um grande jogador, craque “esquecido” pela midia, é o melhor do time a tempos;Concordo e destaco tambem como Alex Ferguson é um grande treinador modificando o time sem mudar o esquema, apenas aonde as peças iriam ficar, valeu mesmo a pena ver esse jogo e aprender um pouquinho mais sobre futebol.
    Parabens pela analise, abraços …

  • Leonardo diz: 27 de abril de 2009

    Comecei a ler o blog ontem. Bem bala! Tenho uma sugestão: análise dos finalistas dos estaduais.. ou dos campeões (pra ter metade do trabalho). Afinal são potenciais candidatos a complicar a dupla grenal. Tens feito um baita trabalho, parabéns

  • João Henrique diz: 26 de abril de 2009

    Não assisti a essa partida, mas pude ver o jogo Porto 0 x 1 Manchester, nessa ocasião Ferguson usou Rooney como winger direito. Acho que Rooney tá se saindo muito melhor como winger do que atacante, como extremo ele cumpre bem todos os papeis: Dar profundidade, criar chances de gol e voltar para marcar. Ferguson deve começar ao escalar mais como winger, se continuar dando certo porque não adotar a posição? Abs

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