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O Estudiantes mudou para melhor

09 de maio de 2009 9

O Estudiantes joga no 4-4-2 com meio-campo quase alinhado, sistema muito utilizado por equipes argentinas, e até mesmo por Maradona na seleção do país vizinho

O Estudiantes que venceu o Libertad por 3 a 0 pelas oitavas-definal da Copa Libertadores não é o mesmo time que perdeu para o Inter o título da Sul-Americana de 2008. Poucos meses depois, como outro treinador, a equipe de La Plata mudou bastante. E para melhor.

Ao invés do meio-campo em losango do ex-técnico Astrada, agora o Estudiantes joga no 4-4-2 bastante difundido na Argentina, com o meio praticamente alinhado. No Apertura do ano passado, o San Lorenzo de Barrientos se destacou dessa forma, e até mesmo Maradona iniciou sua gestão na seleção com o 4-4-2 “à argentina”.

Na escalação, o técnico Alejandro Sabella fez cinco alterações. Saem o zagueiro Alayes, o lateral-esquerdo Díaz, os meias Galván e Sanchez, e o atacante Salgueiro, para entrar – respectivamente – Cellay, Ré, Braña, Pérez e Gastón Fernández. Entre os novos titulares, dois de grande destaque – o volante Braña e o atacante “La Gata” Fernández, camisa 10 do time de La Plata.

No meio-campo quase alinhado, o Estudiantes tem como extremos Pérez pela direita, e Benítez na esquerda. Sem a bola, ambos compactam a marcação, e com a bola têm duas alternativas de movimento: ou o apoio aos laterais – Pérez com Angeleri, Benítez com Ré – ou as diagonais em busca dos atacantes. Braña, um peleador incansável, é quem dá sustentação ao setor, cobrindo os dois lados e exercendo uma excelente marcação combinando posicionamento, visão periférica, antecipação e muita raça.

Do losango de Astrada para a linha à argentina, Verón foi recuado. E nem por isso se tornou um marcador, ou um volante. Ele atua em uma restrita faixa de campo que vai da intermediária de defesa, à intermediária de ataque (*área em vermelho no diagrama tático que ilustra o post). A função de La Brujita é organizar a saída de jogo. Verón se movimenta menos que os companheiros, mas faz a bola andar, e principalmente, faz os companheiros ocuparem espaços sem marcação. E quando o adversário permite, Verón passa da linha dos extremos para tabelar na entrada da área, onde se torna um jogador quase terminal.

Na frente, Boselli continua destoando – embora tenha feito dois gols, um deles em um pênalti inexistente assinalado pelo trio brasileiro comandado por Carlos Simon (após a marcação, a câmera flagra Angeleri gargalhando e fazendo sinal de positivo para o reservado, como quem pergunta “fui bem na encenação?”). Reserva ano passado, quem se destaca no ataque é Gastón Fernández.

O camisa 10 é rápido e habilidoso, movimenta-se da direita para a esquerda, e busca sempre estar alinhado com os zagueiros para se infiltrar às costas da defesa. Marcou um gol aos 28 segundos de jogo desta forma, e criou todas as boas oportunidades da equipe. Fernández proporciona uma combinação ofensiva perfeita com Verón, que gosta de fazer lançamentos verticais pelo chão. Fernández cria os espaços e se desmarca, Verón o encontra e o aciona.

Mesmo com os erros de arbitragem, e com o gol relâmpago, não esperava tanto assim do Estudiantes, contra o bom time do Libertad. Com o 3 a 0, o time de La Plata se habilita para esperar por Boca Juniors ou Defensor em uma quarta-de-final que promete parar a Argentina, caso o time de Palermo confirme o favoritismo. Desta chave, sai o adversário de Palmeiras-Sport-Nacional-San Luís nas semifinais.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (9)

  • MAURO DE IPANEMA diz: 11 de maio de 2009

    CECCONI, 30/04 “FALTAVA UM PRIMEIRO VOLANTE AO GRÊMIO”. DIAGRAMASTICASTE O GRÊMIO COM A CONTRATAÇÃO DO TÚLIO. QUESTIONEI A FALTA DO BOM 3-6-1. RESPOSTA: ” TENHO MEDO QUE ADOTEM O SISTE4MA”. POIS ONTEM O MARCELO RO(TH)SPIDE UTILIZOU O SISTERMA. DEU NO QUE DEU, PRIMEIRAS VAIAS.

  • RODRIGO diz: 9 de maio de 2009

    se roubarem de novo , perde pro inter de novo!
    o campeão do apito!

  • Julio Machado diz: 10 de maio de 2009

    Aonde foi meu parar post?
    Em relação as escalações da final da Sulamericana e o jogo que o Estudiantes ganhou de lavada do Cruzeiro só havia uma mudança!

  • Imortal Tricolor diz: 11 de maio de 2009

    Tudo bem, Cecconi?
    Faz um favor pra massa tricolor: coloca um post com o Grêmio num 4-4-2 possível com os jogadores disponíveis no elenco. No 3-5-2, vamos perder tudo esse ano!
    Abraço, e parabéns pelo Blog, que está espetacular!

  • Julio Machado diz: 9 de maio de 2009

    Mas o Estudiantes que trucidou o Cruzeiro, em relação a escalação da final contra o Inter (na Sulamericana) só possui um jogador diferente. Quanto ao esquema não posso opinar.

  • Guilherme Preto diz: 9 de maio de 2009

    Este é um time que pode ser considerado uns dos favoritos a ganhar L.A.
    O Verón é um jogador que tem prazer em organizar a equipe e o time tem muito entrosamento.

  • jonas diz: 9 de maio de 2009

    Com a desistência dos mexicanos(Que várzea está a LA 2009)ficou fácil para a commebol colocar o confronto sport?palmeira? e grêmio.
    Abraços

  • Renato Zanata diz: 5 de julho de 2009

    Olá Cecconi!
    Parabéns pelo excelente trabalho .
    Este post sobre a tática do Estudiantes antes e agora com o Sabella, está sensacional.
    Abraço grande pra ti!
    Zanata

  • Lorenzo diz: 25 de maio de 2009

    Cecconi, o técnico Alejandro Sabella é o mesmo que atuou como jogador no Grêmio no final da década de 80?

    Resposta do Cecconi: olá Lorenzo. Eu não recordo a passagem dele no Grêmio, mas é ele sim. Em uma transmissão da Sportv isso foi dito pelo comentarista argentino da emissora. Abraço!

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