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Itália joga no mais italiano dos 4-5-1`s

18 de junho de 2009 8

A Itália joga no 4-5-1, com bloqueio defensivo pelo meio, e combinações pelos lados do campo

Quem vê a Itália jogando na Copa das Confederações pensa estar assistindo ao Milan de Carlo Ancelotti. O engano só é desfeito pela cor do uniforme, e pelos jogadores escalados. Marcello Lippi reproduz na Azzura o mesmo sistema tático recente do Rossonero, que agora tem o brasileiro Leonardo como treinador, e deve alterar.

A Itália joga no 4-5-1, com três volantes e dois meias abertos pelos lados. São os três volantes os responsáveis pela organização da equipe. Hoje, contra o Egito, Lippi posicionou De Rossi centralizado, Gattuso na direita e Pirlo na esquerda. O trio agrupa-se, formando um triângulo quase transformado em linha. E têm liberdade para apoiar alternadamente.

Quando Gattuso sai, De Rossi e Pirlo fecham a frente da área e fazem a cobertura pelo meio ou pelas laterais, também cuidando a segunda bola. O mesmo acontece quando sai Pirlo, ou De Rossi. Todos podem avançar, desde que os outros dois permaneçam posicionados. E na segunda bola, é grande a aposta nos chutes de média distância com qualquer um deles.

A estratégia da Itália, entretanto, prioriza as jogadas forçando o 2-1 nas laterais. Na direita, Zambrotta apoia e chama a companhia do meia-extremo Rossi. Na esquerda, hoje a combinação ficou sob responsabilidade do lateral Grosso e do meia-extremo Quagliarella. Para fechar uma triangulação, no apoio alternado, a dupla destra atria Gattuso, e a canhota imanta Pirlo.

Mas, assim como no Milan, a predileção pelo bloqueio defensivo – em uma combinação de sistema tático, estratégia e característica dos atletas escalados – torna a Itália um pouco previsível. Quando precisa propôr o jogo, a equipe não encontra boas variações. Já havia acontecido isso contra os EUA, e hoje o problema se repetiu frente ao Egito. Não por acaso, carência criativa semelhante acometeu o Milan durante toda a Era Ancelotti, embora entre seus volantes do trio ele tivesse opções mais ofensivas, recuando Beckham e Seedorf quando necessário.

A Itália tem bons atacantes convocados. Gilardino, que foi titular contra os EUA; Luca Toni, embora tenha se consagrado como jogador de clube, mas não de seleção. Não é necessário que o nome se imponha - o goleiro Rubinho trouxe a curiosidade, na transmissão da Sportv, sobre o apelido de quem se mantém na seleção italiana pelo histórico de serviços prestados: os Senadores. Lippi, para privilegiar os três senadores do meio-campo, planeja um sistema muito engessado. Não seria um crime substituir um dos volantes – Pirlo ou Gattuso – por um atacante.

Na prática, o resultado deste pragmatismo à moda Ancelotti foi uma atuação burocrática contra os EUA, em jogo vencido de virada com um jogador a mais no 2º tempo e com gols de média distância, sem infiltração nem oportunidades de gol criadas em jogadas combinadas; e uma derrota para o Egito, novamente sem boas chances, sem construção, e sem criatividade.

O Brasil deve se deparar no encerramento da 1ª fase com uma Itália desta forma: bloqueando a frente da área com três volantes, e procurando a saída pelos lados, arriscando de longe e fazendo ligação direta com o único atacante. A não ser que Lippi repense esta estratégia, as mudanças mais lógicas em comparação com o jogo contra o Egito devem se resumir apenas à escalação.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (8)

  • DANIEL R SANTOS diz: 19 de junho de 2009

    Será que o Egito está surpreendendo ou será que o nosso conhecimento do futebol além da América do Sul e Europa é ridículo? Essa seleção “surpreendente” está mal nas eliminatórias Africanas: ou seja, subestimamos os times periféricos. Infelizmente eles não conseguiram segurar o empate contra o Brasil, senão termiariam a primeira fase em primeiro

  • Leonardo Alves Machado diz: 18 de junho de 2009

    Concordo com o yuri, o Egito tá surpreendendo…

  • Romolo diz: 19 de junho de 2009

    Essa é a velha azzurra, priorizando o sistema defensivo, tendo os craques do time neste setor, sendo criticada por isso e ganhando todos os jogos. Vamos Itália, vamos provar que nossa força defensiva, não é páreo para a força ofensiva de ninguém, nem mesmo da falada seleção brasileira. O jogo, o Brasil dominará o jogo inteiro. Itália 2X0 Brasil.

  • Pedro Souto diz: 18 de junho de 2009

    Esse esquema não vem dando certo na Itália desde a Euro, no tempo do Donadoni.
    Falta aquele meia articulador que não é Pirlo e muito menos Gattuso. Era para ser o Totti, mas no plantel tem o Montolivo, que quando entra sempre melhora o toque de bola.
    Prefiro o 4-4-1-1 da Copa, com Camoranesi-Gattuso-Pirlo-Perrota, Totti e Toni.

  • Vinicius diz: 19 de junho de 2009

    Cecconi, faz logo uma comparação entre gremio e cruzeiro aí cara… o povo tá ancioso!!!

  • yuri diz: 18 de junho de 2009

    opa, eu gostaria q tu fizesse um grafico da seleção do egito, pq eles tão surpreendendo, obg.

    Resposta do Cecconi: olá Yuri. Boa sugestão, vou tentar atendê-la em breve, pode deixar. Abração!

  • Richard diz: 19 de junho de 2009

    Cecconi, ontem fui ao morumbi bi um show cruzeirense, comeagner fazendo mto bem o papel da armação. a formacão é a mesma do analisado anteriormente?? a mesma estrutura?? e o modo de marcação igual? se puder responder agradeço pois considero favorito ao título sulamericano. Abraçaoo!!

  • Willian diz: 18 de junho de 2009

    Mas cecconi, nesta seleção italiana mexendo apenas as peças não resolveria. Na minha opinião pirlo mais centralizado pq ele é mais meia (pela qualidade ofensiva) que volante. Saída do Iaquinta e entrada do Gillardino para dar mais movimentação ao ataque e caso não resolvesse ai sim a saida de um volante para a entrada do montolivo

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