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Joel Santana deve colocar a África no 4-5-1

23 de junho de 2009 3

No diagrama tático da África do Sul que enfrentou a Espanha, o 4-5-1 inspirado no 4-1-4-1 inglês fica bem configurado

Joel Santana mudou a África do Sul que enfrentou a Espanha, no encerramento da 1ª fase da Copa das Confederações, em comparação com os dois primeiros jogos – contra Iraque e Nova Zelândia. O treinador da seleção africana passou do 4-4-2 com meio-campo em losango (o famoso 4-4-2 diamante) para o 4-5-1 com duas linhas de quatro e um volante entre elas (o não menos famoso 4-1-4-1 britânico).

Conclui-se que, contra o Brasil, Joel Santana repita o sistema tático utilizado contra a Espanha. Afinal, é evidente que ele fez uma alteração mais cautelosa devido à qualidade da Fúria. Logo, é lógico acreditar que o 4-5-1 seja mantido na semifinal de quinta-feira. Não descarto um retorno ao 4-4-2 contra o Brasil, mas esta atitude me surpreenderia.

Neste 4-5-1, Joel Santana retirou o atacante Fanteni e fixou Pienaar, meia do Everton, no meio-campo. Na prática, há pouca alteração estrutural. Mantêm-se a linha defensiva de quatro jogadores, os volantes Khlongo, Dikgacoi e Sibaya seguem formando um pequeno triângulo centralizado – Khlongo no vértice central recuado, e os outros dois alinhados mais à frente. Modise, que foi o articulador da estreia, cai para a esquerda. E Pienaar entra como o winger pela direita. Parker, que atuava no ataque, da esquerda para o meio, centraliza mais para o pivô.

Configurado o 4-5-1 inspirado no 4-1-4-1 britânico, a África do Sul tem como estratégia principal a saída pelos lados. Os laterais Gaxa e Masilela apoiam, aproximando-se dos meias extremos Pienaar e Modise. Os dois apoiadores centrais, do contrário, saem menos, e guardam bastante a posição – esta é a diferença principal em comparação com o legítimo 4-1-4-1 britânico, que libera os meio-campistas centrais com a bola.

Essa escolha permite projetar um quase espelhamento com o Brasil. Dikgacoi deve pegar Ramires, Sibaya cola em Robinho, e Mokoena em Kaká. Os extremos devem acompanhar os laterais Maicon e André Santos, o que libera os próprios laterais africanos para sobrar, agrupando a linha defensiva em bloqueio dentro da área. O que indica a necessidade de algum jogador brasileiro ultrapassar a linha da bola vindo do campo defensivo, como costuma fazer Felipe Melo, ou até mesmo o zagueiro Lúcio.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (3)

  • Renan diz: 23 de junho de 2009

    Ótimo blog, um dos poucos (senão o único)lugares que eu vejo uma aproximação clara e objetiva em relação as táticas do futebol. Continue com o bom trabalho =)

  • Cláudio diz: 23 de junho de 2009

    Qual a diferença entre esse 4-5-1 do Natalino, o “famoso” 4-1-4-1 britânico e o 4-3-3 do Barça/Corinthians? Em ambos há um atacante centralizado, 2 jogadores pelos flancos que puxam os ataques mas tb são responsáveis por marcar, e um “V” no meio campo. Aposto que o Pienaar vai tentar jogar nas costas do André Santos, sendo muito mais um atacante do que um meia… Essas descrições de esquemas táticos por números são muito enganadoras!

    Resposta do Cecconi: olá Claudio. A diferença está na função e no posicionamento. No 4-3-3 do Corinthians, Dentinho e Jorge Henrique posicionam-se em uma faixa mais avançada de campo, e com a bola têm como função jogar dentro da área adversária. Eles alinham com os apoiadores apenas sem a bola. Já no 4-5-1 em duas linhas (ou 4-1-4-1, como queiram), os meias-extremos alinham sem e com a bola, e quando se desprendem, é geralmente pelos lados, poucas vezes entrando na área, como fazem os atacantes. Abraços.

  • Preleção » Blog Archive » Seleções da Copa 2010: análise tática da África do Sul diz: 3 de maio de 2010

    [...] a Copa das Confederações com um 4-5-1 parecido – com base de três volantes, e dois meias – leiam aqui a análise publicada em 23 de junho do ano [...]

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