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O 3-6-1 sem ala-esquerda do Xavante

24 de junho de 2009 8

No diagrama tático, a simulação do posicionamento do Brasil-Pe com a bola, e nas flechas vermelhas a descrição do movimento defensivo sem a bola, na transição para o 4-5-1

Pela Série C, em Caxias do Sul, o técnico Paulo Porto apresentou uma versão no mínimo curiosa – pelo ineditismo – do famigerado 3-6-1 defensivo na equipe do Brasil de Pelotas. Na prática, o Xavante enfrentou o Caxias sem ala-esquerdo, priorizando o bloqueio centralizado à frente da própria área.

O 3-6-1 do Brasil teve três zagueiros, três volantes, um ala-direita, dois meias e um atacante. Polivalente, o zagueiro Galego, que também pode atuar como lateral, posicionou-se à esquerda da defesa; Alex Martins foi o zagueiro da sobra; e Cassel fechou o trio, pela direita.

À frente deles, Fabinho foi o volante centralizado, em vértice de um triângulo que contava logo à frente com outros dois volantes – Ramos na direita, Marcos Alexandre na esquerda. João Rodrigo atuou como um ala-direita convencional. Chiquinho era o armador, com Gilmar Baiano sendo o velocista para puxar contra-ataques, e Kelson isolado no ataque para o pivô. Ninguém do lado esquerdo.

Com a bola, o Brasil mantinha a estrutura descrita no diagrama tático que ilustra o post. Os três zagueiros, os três volantes, o ala pela direita, os dois meias e o atacante. Mas, em função do recuo demasiado e do encaixe na marcação grená, o Brasil não conseguiu acionar seus meias. A articulação foi realizada pelos volantes Ramos e Marcos Alexandre, fazendo a ligação direta com Kelson. Com isso, o Xavante perdeu posse de bola, e em toda a partida não criou nenhuma oportunidade de gol com bola rolando.

Sem a bola, Paulo Porto planejou uma transição para o 4-5-1. Galego abria para a esquerda, levando junto Alex Martins. Fabinho recuava neste espaço, e Cassel também fazia um movimento lateralizado, para a direita. E assim, o Brasil constituia uma linha defensiva de quatro zagueiros, protegidos por dois volantes e dois meias, e um ala aberto na direita. Se o Caxias avançasse pelo setor sem jogador Xavante – a esquerda – Marcos Alexandre fazia o primeiro combate, com Galego adiantando para a cobertura.

A pretensão defensiva deu certo. Até os 47min do 2º tempo. Mesmo sem nada criar, e sem posse de bola, o Brasil empatava em 0 a 0. Mas após sucessão de escanteios e faltas laterais, sofreu o gol do Caxias. Uma derrota justa, e justificada pela própria postura do Brasil.

Trago esta estratégia ao debate pela singularidade desta movimentação defensiva sem ala-esquerda definido. Eu, confesso, nunca tinha visto.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (8)

  • Valdir diz: 25 de junho de 2009

    Tu não entendeu pq nem ele sabe o q tá fazendo.

  • Flávio diz: 25 de junho de 2009

    tanto no ponto de vista tático, como no que diz respeito a jogadores. Quando fala, por exemplo, do Túlio, fala do Túlio do Goiás, há muitos anos atrás. Do Alex, fala do Alex dos tempos do Cruzeiro, há 12 anos atrás. Taticamente, ele parece ser incapaz de mudar o time dentro de um mesmo jogo. Insiste com a saída de jogo pelos dois volantes, deixando o Souza aberto na esquerda, além de outras ideias incompreensiveis para quem tem o currículo dele. Uma pena, mas confesso estar saudoso pelo Roth.

  • Rafael diz: 25 de junho de 2009

    Eduardo, aí vai uma sugestão/pedido de post: que alternativas o Autuori poderia colocar para o jogo de volta contra o Cruzeiro? Que tal botar zagueiros nas duas laterais, e no meio tirar um dos volantes pra botar o Douglas Costa?

    Resposta do Cecconi: valeu pela sugestão, Rafael, vamos retomar este duelo na próxima semana. Abraço!

  • DANIEL R SANTOS diz: 26 de junho de 2009

    ESTOU ACHANDO UMA COISA ESTRANHA NO SEU BLOG: NÃO VI (OU NÃO ME LEMBRO) DE NENHUMA ANALISE DA LDU ATUAL. O QUE ACONTECEU? NAO É PORQUE A LDU JOGOU CONTRA O INTER E NÃO CONTRA O GREMIO, NÃO É MESMO?

    Resposta do Cecconi: sim, amigo Daniel. Deve ser este o motivo mesmo. Abraço.

  • Flávio diz: 25 de junho de 2009

    Caro Eduardo, em primeiro lugar, meus parabéns pela qualidade diferenciada do teu blog. É muito bom saber que ainda existem profissionais na mídia esportiva que realmente se interessam pelo “jogo” propriamente dito. Confesso estar cansado de ver comentaristas em todos os níveis da imprensa sem condições de sequer entender um desenho tático.
    Escrevo, contudo, para falar do Autuori.
    Como gremista, estou assustado. Embora competente em outra época, o Autuori, no meu entender, está desatualizado..

  • Lucas Trindade diz: 24 de junho de 2009

    Bah tchê! Tem que mandar esse post pro Autuori. Não temos lateral esquerdo mesmo. Coloca o Douglas no meio, Souza na ala e é tudo com ele. Considerando que o Douglas é canhoto de quebra poderia “segurar” o lateral direito adversário.

  • Rodrigo Leão diz: 24 de junho de 2009

    Alexandre Gallo fez tática sem laterais quando treinou o Inter.

    Lembro que este fato, aliado as constantes alterações de esquema e os péssimos resultados, derrubaram ele.

  • Sidney Silva diz: 25 de junho de 2009

    É o que você escreveu mesmo, derrota justa do brasil de pelotas, visto que só entrou para se defender, medroso para atacar, bem feito, isso é o anti – futebol. Eder poderia analisar o fluminense no jogo contra o avai? E o cruzeiro contra o grêmio pela libertadores?

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