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Verón consagra o box-to-box na América do Sul

16 de julho de 2009 58

Diagrama tático de Verón no Estudiantes

Somos todos resistentes a anglicanismos linguísticos, mas no futebol é inevitável recorrer a termos que ao mesmo tempo vêm do país onde nasceu este esporte, e também descrevem uma tática individual que lá surgiu e se consagrou. Ontem, e durante toda a Copa Libertadores, assistimos ao regente Verón conduzir uma orquestra de funções e posicionamentos que o caracterizam como um legítimo box-to-box.

Já debatemos aqui no blog Preleção o 4-4-2 do Estudiantes, campeão da Copa Libertadores com apenas um volante. É bom repetir à exaustão, para ver se os críticos da “faceirice” (sic) e defensores da tese da segurança defensiva diretamente proporcional ao número de volantes, talvez escutem: Estudiantes campeão com um volante. Fora de casa. De virada.

O volante do Estudiantes é Braña. A equipe de Sabella joga em um 4-4-2 quase-alinhado, com dois meias-extremos pelos lados (Pérez na direita, Benítez na esquerda), um volante centralizado, mais à direita, cobrindo ambos lados, e um box-to-box: Verón. Sabella e Verón, que já havia desempenhado esta função no Manchester United, mostraram à América do Sul o que é um box-to-box, qual seu posicionamento, que funções desempenha, como se comporta com e sem a bola. Uma aula prática de teoria tática.

Segundo definição de literatura inglesa especializada, o box-to-box é “o mais dinâmico e completo meio-campista, que trabalha tanto na defesa quanto no ataque. (…) É o mais versátil dos jogadores, que possui grande vigor físico para marcar, passar, chutar, e manter a posse de bola”. Há uma descrição mais perfeita do que esta para traduzir o desempenho de Verón nesta Copa Libertadores? Não há.

No diagrama tático que ilustra o post, simulo o campo de trabalho de Verón. Em inglês, área é “box”. Portanto, o box-to-box é o jogador que atua entre as duas áreas. Marca sem a bola, à frente dos zagueiros, e apoia os meias ofensivos e os atacantes, com a posse. Além disso, organiza e distribui o jogo partindo de trás, com visão periférica do todo, acompanhando a movimentação dos companheiros de frente.

Ontem, o primeiro gol do Estudiantes nasceu com o carimbo do box-to-box. Verón estava no campo de defesa, marcando, recebeu do jogador que fez o desarme, e do centro-esquerda inverteu a jogada para a extrema direita, em longo e preciso lançamento que encontrou Cellay livre. E aí se produz um efeito em cadeia, pegando o setor desguarnecido, em sucessão de coberturas mal-sucedidas e abandonos de posição que deixou Gastón Fernández livre.

Sei que Verón está com 34 anos, e sem exatamente o vigor que esta tática individual exige. Mas ele compensa com muita disciplina e posicionamento primoroso. Verón não corre sem direção. Movimenta-se exclusivamente no espaço que delimita sua função. De área a área, do centro para a esquerda. Recebe, levanta a cabeça, e lança. É a bola quem corre. Feito o passe, avança para pegar a segunda bola e se oferecer à reorganização caso seja necessário um recuo de segurança. E perdida a posse, retorna à marcação à frente dos zagueiros e do volante.

Verón deu aula. E ergueu a copa com justiça, mérito, e brilho. La Brujita fez mágica. Um dos melhores meio-campistas “box-to-box” dessa geração.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (58)

  • Sidnei Weiss diz: 16 de julho de 2009

    Cecconi o Estudiantes joga com um volante só de ofício ocorre porem que os meias (habilidosos e marcadores) cumprem suas funções táticas de marcação e entrega ao jogo fazendo um vai e vem incansável. Temos que aprender com os hermanos como é esta maravilhosa preparação física, pois eles correm o jogo todo.

  • Leandro diz: 16 de julho de 2009

    Excelente post Eduardo. Você gostaria de treinar nosso colorado??? Hehehe…
    Abraços

  • Claudio diz: 16 de julho de 2009

    O Tcheco tem caracteristicas e habilidades pra fazer essa função, concordo. Sabe marcar, passa com qualidade e chuta a gol. Mas o que falta a ele é preparo físico. Nãó é um incansável como o Guinazue o tinga, por exemplo.

  • Ronei diz: 16 de julho de 2009

    A afobação parece ser uma epidemia no futebol brasileiro. O Inter estava assim, derrapou… Está se reorganizando. O Flamengo está assim faz tempo… O Celso Roth adora uma correria. Isso funciona por certo tempo, depois, degringola. É bem melhor assentar a equipe e tocar a bola com inteligência, sem correr demais. Penso q o Autuori esteja planejando isso pro Grêmio. Mas a afobação ainda está lá, herança do Roth.

  • Lucas diz: 16 de julho de 2009

    Que bobagem. O Estudiantes jogou ontem com 3 (três) volantes. O Verón tirou várias bolas de dentro da área dos argentinos, ou seja, claramente um volante que sai para o jogo.

    Resposta do Cecconi: é verdade Lucas, erro meu. Vários volantes. Boselli e Fernández, Pérez e Benítez, Verón…tudo volante. O Cristiano Ronaldo no Manchester marcava o lateral adversário e o acompanhava até a própria área. Seria ele um volante? Não confunda, por favor, função com posição. Na tua função podes cumprir atribuições defensivas sem que a tua posição seja defensiva. Abraços.

  • Lucas diz: 16 de julho de 2009

    Olá Cecconi, duas perguntas: Primeiro, vc acredita que um time com quatro jogadores “volantes” como o veron teria um bom rendimento? Por exemplo: Lucas, Tinga, Anderson e Hernandes. São, no meu ponto, quatro jogadores que desempenham muito bem essa função do box-to-box. Como vc considera os “volantes” do cruzeiro? O Ramires, Henrique e Marquinhos Paraná também fazem essa função de box-to-box não?

    Resposta do Cecconi: olá Lucas. Toda tática e toda a estratégia é possível, desde que se ajuste as características de seus jogadores. Neste meio campo que sugeres, de improviso assim penso em algo parecido com um 4-4-2 do Milan do Ancelotti, que tinha três volantes e Kaká à frente. Ficariam Lucas, Tinga e Hernanes na linha, e Anderson adiantado. Sobre o Cruzeiro, o Ramires e o Henrique são bons apoiadores com características do box-to-box, já o Marquinhos Paraná eu vejo mais como um volante mesmo, marcador, embora tenha qualidade quando apoia. Abraço!

  • cruz diz: 16 de julho de 2009

    Titulo conquistado com toda a justiça! Acho que o Cruzeiro nao merecia pelo ecesso de arrogancia!

  • márcio minuzzi diz: 16 de julho de 2009

    Cecconi, discordo com a opinião segundo a qual o Verón se adequa perfeitamente à definição do “box-to-box”, visto que ele não mais possui o vigor físico para a função, embora compense a falta da virtude física com a espantosa qualidade técnica e “leitura de jogo”. Aliás, o que esse cara e o Riquelme fazem quando estão em alto nível é de ter inveja desses argentinos. É uma escola de posse de bola fenomenal, de toques curtos, envolventes. Temos que aprender muito com esses castelhanos.

  • Douglas Ritter diz: 16 de julho de 2009

    O são paulino, isso tudo que tu disse faz sentido, mas tem um porem…Heheheheeheh
    Depois do Inter ninguém mais ganhou essa bagaça!!!!!
    heheheheheeh
    Saudações a todos que torceram para o Estudiantes, o futebol copeiro está de volta!!!!
    Fora aos pipoqueiros malabaristas. Como diz o grande Peninha: “Futebol bailarino sempre acaba dançando“

  • Leonardo diz: 16 de julho de 2009

    box-to-box = segundo volante, a mesma função. não há nada de novo nisso. vários times jogam com jogadores nessa função. a diferença é qualidade do verón.

  • Marcelo diz: 16 de julho de 2009

    E o Tcheco, você não acha o melhor box-to-boz do Brasil? Implacável na marcação, forte vigor físico, arma jogadas e bate a gol?

    Resposta do Cecconi: olá Marcelo. Eu concordo contigo, sempre achei que o Tcheco seria um grande box-to-box, precisando ocupar menos espaços, contribuindo com a boa marcação que faz, e centralizando a organização com passes e lançamentos, além de chutes de média distância. Mas com Roth ele jogava antes disso, e com Autuori depois disso. Com o primeiro, mais recuado que um box-to-box. E com o segundo, um legítimo meia ofensivo pelo lado. Quem sabe um dia veremos ele desempenhando esta função. Abraços.

  • Matias Schuler Guenter diz: 16 de julho de 2009

    “Verón não corre sem direção. Movimenta-se exclusivamente no espaço que delimita sua função”, alguem manda essa frase pro guinazu!!!

  • João Francisco diz: 16 de julho de 2009

    Cecconi,
    Muito bem lembrado o papel fundamental do Verón no Time do Estudiantes! Aliás, se tu olhares novamente o 1º gol deles ,verás que o grande Verón,levanta a mão e literalmente “pede a bola”, como se previsse o que poderia acontecer.
    E aconteceu!
    Vitória merecida dos Argentinos,com muita aplicação e determinação !

  • Bernardo diz: 16 de julho de 2009

    Qualquer formula quimica depende dos elementos certos para dar o resultado esperado. Querer simplesmente aplicar uma teoria sobre um time é arriscado. Li aqui alguns internautas propondo a aplicação do box-to-box no inter com o Guinazu fazendo a função de Veron. Concordo contigo. O Guina é um batalhador, longe de ser um organizador. O esquema do Estudientes existe por ter o Veron. Rapitamente só lembro do Seedorf e Gerard que fazem o mesmo no mundo.

  • Mairon Machado diz: 16 de julho de 2009

    PArabens para a matéria e para o Estudiantes

  • Azza diz: 16 de julho de 2009

    Acredito que o Inter poderia desenvolver essa tática do Estudiantes, Com o Guinazu fazendo mais ou menos a função do verón.
    D`alessandro já jogou como winger, e temos o bolanos que também é perfeito para a função. E já que temos 2 laterais com vocação da marcação, sobrariam os 4 atrás em piores momentos de contra-ataque.
    Teriamos: Lauro, Bolivar, Indio, Danny e Kleber, Guinazu, sandro, D`Ale e Bolaños, Taison e Nilmar.

  • Azza diz: 16 de julho de 2009

    E terminando meu raciocínio. O Taison também poderia voltar um pouco e ocupar a posição do D`Ale, que por sua vez faria a ligação com Guinazu e arrumaria suas deficiências, como o chute a distância e etc. Guinazu não seria exatamente um box-to-box puro, mas poderia ser também em alguns momentos. Já que o Inter não tem laterais, deveria apostar nos Wingers. Minha opinião. O que tu acha Cecconi?

    Resposta do Cecconi: Thiago, eu sou fã do 4-4-2 em duas linhas com referência britânica. Até sugeri, entre outros sistemas, a adoção dele pelo Inter. Não vejo no D`Ale velocidade para cumprir esta função, se ele intensificasse a marcação poderia ser até o box-to-box, com Guiñazu de primeiro volante. Mas como já jogou pelo lado, daria também um jeito de compensar. Valeu!

  • borracho diz: 16 de julho de 2009

    Acho q alem do Tcheco o velho uruguaio Orteman poderia se sair muito bem nessa funçao, talvez um pouco mais recuado ele poderia ir ate melhor por ter uma marcaçao mais forte e centralizar bem com bons lançamentos na minha opiniao. Infelizmente ele vai ir embora ser ter sido testado, parece haver uma ma vontade com ele no Olimpico (Ja o Alex Mineiro ganha muito mais e joga muito menos, mas inexplicavelmente vai ficar sugando dinheiro do Gremio ate o fim do ano!)

  • André Martins diz: 16 de julho de 2009

    Me lembrei agora do Ibson e do Tinga, apesar de achar que nessa função é obrigatória a conclusão de média distância. O Jorge Vagner tbm daria certo, porém acho que nem ele sabe mais qual sua real posição. Abraço. PS: há muito tempo discuto futebol taticamente com meus amigos, mas não havia um local para ampliar as discussões.Valeu.

  • Sérgio diz: 16 de julho de 2009

    CONCORDO COM MAIORIA DOS COMENTÁRIOS. PENSO QUE QUALQUER SISTEMA É BOM, DESDE QUE A EQUIPE JOGUE COMPACTADA. PARA ISSO, OS JOGADORES TEM QUE SER VELOZES. LENTOS SÓ OS SUPERCRAQUES. ÁLVARO, MAGRÃO… NENHUM ESQUEMA FUNCIONA!

  • NELO diz: 16 de julho de 2009

    MUITO BACANA, mas sem VERÓN tudo seria apenas “teoria”…outra coisa é a impressionante determinação e frieza dos argentinos…em pleno Mineirão lotado impuzeram seu jogo. TEMOS QUE RECONHECER…PARABÉNS AOS HERMANOS !!

  • márcio minuzzi diz: 17 de julho de 2009

    Cecconi, devo dizer ao Alexandre Pimentel, adicionando ao que você disse, que o futebol, além do imponderável, é imposição física, técnica, tática e emocional. Agora, na discussão Lampard e Gerrard, este é melhor na função, basta ver a seleção inglesa em campo. O Lampard é mais posicionado, tem mais qualidade técnica que o Gerrard, mas os dois jogam muita bola.

  • fabian diz: 16 de julho de 2009

    ótimo artigo Cecconi!
    Notei que alguns leitores comentaram que o Tcheco não tem vigor físico para desempenhar tal função…Mas peraí, o Verón tem 36 anos! Se ele tem pulmão…

  • Thiago diz: 17 de julho de 2009

    Cecconi, acho que o Pirlo poderia efetuar essa função com a mesma eficiência do Verón. Embora atue mais recuado no Milan, ele faz mais ou menos essa função na seleção.
    Pelas qualidades seria uma excelente opção, qualidade no passe, técnica, precisão nos lançamentos e visão de jogo.
    Na seleção brasileira vejo o Felipe Mello desempenhando a tática, que no Brasil conhecemos como segundo volante, porém sem a mesma qualidade técnica.

  • João Marcelo diz: 16 de julho de 2009

    Olá Cecconi, sei que o assunto neste post não é o internacional, mas gostaria de ver o Tite utilizar o guina como um meia-esquerda, assim o meio de campo ficaria num clássico quadrado, com dois volentes, poderia ser o Sandro/Magrão pela direira e o danny/sandro pela esquerda, o guina como meia esquerda e o no momento o andrezinho pela direita.

    Abraço

  • fernando diz: 16 de julho de 2009

    eduardo, foi quase uma partida de exceção do estudiantes – taticamente perfeito, tecnicamente iluminado, psicoligamente arrasador: talvez este o principal quesito da conquista. enervaram o cruzeiro de tal modo q só eles jogaram, enqto os mineiros tentavam correr e pressionar. verón foi mestre. claro que, como sempre, discordo dessa leitura q eles tenho tido uma postura ofensiva e aberta. pra mim, foi pura consistência defensiva e golpes certeiros qdo no ataque. mas depois a gente conversa…abs!

    Resposta do Cecconi: olá Fernando, tudo bem? Acho que me expressei mal. Não disse que o Estudiantes foi ofensivo. O que eu defendo é que, para ser forte defensivamente, não é preciso escalar todos os volantes do elenco. O Estudiantes conquistou a Libertadores pela sua força defensiva, e jogando com um volante só. Esse que é o raciocínio que eu defendo. Abraços.

  • Lúcio diz: 17 de julho de 2009

    Muito bom teu artigo. Sou um admirador desse tipo de comportamento tático, de um meio campista com grande vigor físico e técnica (bom, passe, chute e desarme). Aliás essas características são muito trabalhadas e valorizadas no futebol europeu, especialmente na Inglaterra. No nosso continente valorizamos mais a habilidade em detrimento da técnica, aqui vemos erros de passe grotescos e dribles fantásticos. Na minha opinião o Lampard é o melhor box-to-box do mundo. Concorda?

    Resposta do Cecconi: olá Lucio. Acho que o Gerrard rivaliza forte com o Lampard por esse título. O interessante é que nas últimas temporadas os dois foram adiantados em função do bom aproveitamento dos chutes de média distância. Mas seria uma eleição interessante colocar Lampard e Gerrard lado a lado. Abraço.

  • Jonas Silveira diz: 16 de julho de 2009

    Tradução Tacanha:

    Box-to-Box = Serrote

    Volante que vai e volta, vai e volta….

    Lembro do Tinga no Inter, mas no meu Grêmio não sei dizer se alguém se destacou nessa função… Pelo menos não nos últimos tempos.

    Se o Tcheco tivesseessa capacidade. seríamos campeões brasileiros… em 2008.

  • Professor SCI-2009 diz: 16 de julho de 2009

    Nada como ter um professor Internacional na SulAmericana,para ensinar aos Estudiantes como se conquista uma taça. Valew alunos a lição foi aprendida, estamos orgulhosos.

    sds
    Coloradas

  • André Martins diz: 16 de julho de 2009

    Análise perfeita. Além do Verón e do Gerrard, quem mais vc destaca nessa função? E no Brasil,existe alguém que conseguiria? Ou é por isso mesmo que nenhum time brasileiro usa este modelo tático? Abraço, André

    Resposta do Cecconi: olá André. Gerrard é o box-to-box perfeito. Tão eficiente que começou a ser adiantado. No ManUtd, o Anderson deveria desempenhar esta função, mas ainda não compreendeu o que é preciso fazer para se destacar com a posse de bola. O Scholes, nos velhos tempos, conseguia – ainda que mais defensivo. No Brasil o Tcheco seria um excelente box-to-box. Quem sabe o Diego Souza, que começou volante e hoje é meia-atacante, pudesse se adaptar. O Cleiton Xavier também, que tem essa característica que alia marcação e armação. São os exemplos que me vêm assim, de improviso, à cabeça. Abraços.

  • Claudio diz: 16 de julho de 2009

    Que jogador, que jogador! Jogadoraço! Encheu os olhos ontem! Que jogador!

  • João diz: 16 de julho de 2009

    Cecconi, como não citaste nenhum presumo que não consideras nenhum jogador do Inter como “habilitados” para essa função. Como existe excesso de bons volantes no Inter (Sandro, Magrão, Guiñazú), só para entender melhor, porque não? Na realidade gostaria de saber se você colocaria um deles no banco ou daria outra solução.

    Resposta do Cecconi: João, o Magrão é um jogador que sempre demonstrou essa capacidade, embora esteja mais tímido últimamente. Mas em um sistema assim, acredito que seria melhor apostar em Guñazu, mesmo perdendo na criação e na conclusão, porque ele compensaria na intensidade. Abraços.

  • filipe diz: 16 de julho de 2009

    Apesar de não ser muito bom em finalizações, você não acha que o guinazu pela movimentação, qualidade do passe e poder de marcação, poderia exercer função parecida ao Veron?? P.S.: Muito bons seus comentários.

    Resposta do Cecconi: é possível, Felipe. Vigor ele tem. Se exige do box-to-box, entretanto, visão de jogo e conclusão de média distância, já que ele ao mesmo tempo organiza e pega a segunda bola ofensiva. Talvez o Guiñazu precisasse aprimorar estas características. Abraços.

  • Vinícius diz: 16 de julho de 2009

    Como sempre, boas análises :)

    Mas infelizmente, não consigo me acertar com o 442 inglês. Acho muito estranho os “meias-laterais”. Por isso prefiro 433. (Óbviamente, utilizo apenas no PES 2009)

    Um abraço e continue com as ótimas análises.

  • Marcelo Padilha diz: 16 de julho de 2009

    E fica mais uma vez provado que o vigor fisico no futebol não é tudo, e que verón tem uma coisa que muitos não tem, e não é a velocidade ou vigor físico diferenciado. A velocidade ao pensar, a inteligência, saber ler o jogo, saber lidar constantemente com diferentes situações problema. Enquanto isso no Brasil, ensinam os jogadores a reproduzir as coisas, adestramento. Queria que o titulor “professor” dado por aqui fosse mais que um título.

  • krause diz: 16 de julho de 2009

    Grande final. Jogadores experientes como Veron e Schiavi são sempre um diferencial em finais. Ramires por outro lado chegava a ser engraçado de tão nervoso no jogo.

  • João da Silva diz: 16 de julho de 2009

    Sugestão: não há necessidade de usar o termo em inglês. Basta dizer “área-a-área” que todo mundo que conhece futebolês vai entender. Um abraço.

  • fernando diz: 16 de julho de 2009

    Mais um exemplo, ou melhor, O EXEMPLO, embora já tenha trocado o gramado pela cabine de comentarista: Falcão. Perto dele, o Verón é aprendiz (um grande aprendiz, é claro)…

  • Eduardo Moura diz: 16 de julho de 2009

    box-to-box no Inter JÁ! Sandro centralizado, Guiñazu na função, e a frente dele Andrezinho e D`ale. Com a suspensão do Cabezon ainda não dá pra por em prática, só se apostar no Giuliano ou usar o Taison no lugar do D`ale. Mas é necessário e Guiñazu poderia exercer a função!
    Discordo quando dizes que o Tcheco poderia ser esse jogador, até porque quando ele jogava mais recuado todos criticavam Roth por isso. William Magrão, embora mais defensivo, creio que pode fazer isso. Abraços xará

  • Matias Schuler Guenter diz: 16 de julho de 2009

    “Na tua função podes cumprir atribuições defensivas sem que a tua posição seja defensiva”
    hahahah nos dedos!!! muito bom!!!

  • Rik diz: 16 de julho de 2009

    Sr.Cecconi,
    Não se sinta constrangido em expresar uma opinião em um idioma outro que não seja o seu
    pátrio,no mundo informado-hoje o ingles
    ajuda a pessoas em qualquer pais =
    a se entenderem,e mais que nunca a terra
    esta >> GLOBALIZADA << e em todos setores
    é o INGLES que nos aproxima.Lamentavelmente
    o portugues praticamente ninguem entende…
    -Enjoy your english.- (sem culpa)
    Rik.

  • Flávio diz: 16 de julho de 2009

    cumprimentos pelo BLOG Cecconi.Apenas algumas observações: como um jogador veterano como o Verón, não teve seu espaço encurtado pela marcação do cruzeiro,limitando sua capacidade de criação?senti q o técnico Adilson ñ conseguiu sair do nó tático imposto,e seus comandados,com ansiedade e nervosismo se complicaram.Penso q um ótimo box-to-box seria o IBSON…Grande jogador.concordam ? abraços.

    Resposta do Cecconi: grande lembrança do Ibson. Coloco aí o Kleberson, que infelizmente não soube ter sucesso no Manchester, clueb propício para isso. Ali com Verón quem tinha de bater com ele, eu acredito, era o Marquinhos Paraná, não com marcação individual, mas como tu bem destaca, encurtando os espaços. Abraços.

  • Roberto diz: 16 de julho de 2009

    Emocionalmente, o Estudiante estava mto melhor preparado. Pra varias, os jogadores argentinos são mais maduros que os brasileiros qdo se trata de jogos entre times. E o Tcheco precisa assistir uns 3 dias seguidos jogos do Verón, pra ver que o fato de ser veterano não impede um jogador técnico de ser o líder e exemplo do seu time.

  • Dauto Pacheco Filho diz: 16 de julho de 2009

    Cecconi,
    muito interessante. Mas se não dessem tanto espaço a ele, este esquema desmoronaria.
    Lembram da decisão da Sulamericana 2006?
    ele não conseguiu jogar.

  • Fábio diz: 16 de julho de 2009

    … Ou seja, um segundo volnte, com muita qualidade, que marca e joga. Com a posse de bola faz a articulação do jogo de meio-campo.

  • Fábio diz: 16 de julho de 2009

    Em 2002 na seleção Kléberson fez a mesma função porém em um sitema diferente, no Grêmio do Tite quem fazia a função era o Tinga no 3-5-2, na Ulbra de vice-campeã gaúcha de 2004 o Lauro fazia o mesmo (no 3-5-2), XV de Novembro vice de 2005 quem fazi a função(4-4-2 quadrado no meio) era Perdigão, no Corinthians do Mano quem faz é o Elias, Ibson fazia no Flamengo… Não importa o sitema, mas a caractrística do jogador, que é explorada ao máximo quando se encaixam as peças de forma sincronizada.

  • São Paulino diz: 16 de julho de 2009

    Parece sina. Quem elimina o São paulo perde na final. Foi assim com o Grêmio, Fluminense e agora o Cruzeiro. Eu bem que avisei que isso ia acontecer. Se não é o tricolor paulista pra ir lá e fazer o serviço, ninguém faz. Cambada de pipoqueiro. Soberano sempre. Só nós somos TRI!

  • Cleide diz: 16 de julho de 2009

    Concordo com tudo o que escreveste. Contudo, acho que há uma grande deficiência neste ao assumir tal posicionamento tático: a equipe fica refém do excepcional desempenho de um jogador.
    A própria seleção do Bielsa jogava assim e sucumbiu na Copa de 2002 justamente porque o Verón estava em má fase.

  • Fabricio diz: 16 de julho de 2009

    O Roth tentou fazer isso com Tcheco. Mas talvez o 3-5-2 não tenha deixado ele desempenhar essa função da melhor maneira. O que acham????

    Resposta do Cecconi: Fabrício, em um meio-campo com apenas três jogadores, fazer de um deles o box-to-box desintegra o setor. Foi por esta filosofia que o Roth “queimou” o Tcheco, obrigando ele ao vai-vem. Certamente que no 4-4-2 ele se sairia melhor. Bem observado. Abraços.

  • Alexandre Pimentel diz: 16 de julho de 2009

    Na boa. Com todo o respeito, mas esse papo parece do Parreira, do Tite entre outros enganadores. Box-to-box? Coloca alguém com folego e alguma noção de espaço a marcar este jogador, e acaba esta balela. A unica coisa que eu realmente acredito no futebol é encaixe de personalidades, não precisam serem craques; exemplos nós temos de sobra no Brasil, Grêmio de Felipão só pra ficar aqui no RS. Ou alguém acha o jardel, Paulo Nunes e cia eram craques? Abraço de um leigo

    Resposta do Cecconi: olá Alexandre. Leigo ou não – somos todos leigos aqui – respeito tua opinião, mas não posso concordar. O futebol não prescinde da organização. Citas o Grêmio do Felipão. Tu acredita que ele só administrava as personalidades? Aquele time não tinha organização ofensiva ou defensiva. Os jogadores não se posicionavam em áreas delimitadas, nem nelas se movimentavam de maneira harmoniosa? Vale o mesmo para qualquer time. Administrando-se ou não as personalidades, sem mínima organização jogador nenhum, por melhor que seja, por mais craque que seja, vai vencer. Porque o futebol é um esporte coletivo. A partir da organização coletiva, da tática, da harmonia de movimentos, os craques encontram suporte para decidir os jogos. Grande abraço.

  • Ronei diz: 16 de julho de 2009

    A estratégia de defesa do Estudiantes foi avançar a marcação. Dava pra ver 1 linha de 4, o volante no centro no bico da grande área, outra linha com os outros 3 meio-campistas e os 2 atacantes fazendo pressão na defesa da Raposa. Assim, o Cruzeiro só podia recorrer aos lançamentos longos, q os zagueiros cortavam. Com a posse, uma aula de toque de bola em 1-2, quase sempre de primeira, com tranquilidade, sem pressa. Isso tem um nome: inteligência. E o Cruzeiro afobadinho… Continua.

    Resposta do Cecconi: é verdade Ronei, adiantar a linha de meio-campo para marcação em pressão alta na saída de bola é uma postura comum do futebol argentino, e extremamente eficaz. O Cruzeiro não soube lidar com isso e caiu na armadilha – quem está depois da marcação pede a bola lá na frente, e quem está atrás da linha precisa apelar para a ligação direta. O certo em um sistema desses é sair curto ou fazer virada de jogo para rodar a marcação deles. Abraço.

  • Douglas Ritter diz: 16 de julho de 2009

    Cecconi, as vezes penso que essa resistencia, ao esquema com duas linhas de quatro jogadores no meio de campo. É um problema cultural e da formação dos tecnicos e jogadores, respectivamente. Talvez a principal diferença entre o futebol brasileiro e argentino, seja a obediência tactica, por parte dos platinos. Ainda que as duas escolas sejam muito boas, vejo a argetina, com mais futuro, visto que a escola brasileira sempre recorre ao recurso individual, e esse nem sempre dá certo…

  • Domingos Fernando Figueira diz: 16 de julho de 2009

    Fui vermelho e branco com O Estudientes, e gostei de ver que usaram a mesma vacina do cruzeiro frente o GRÊMIO, agora contra o cruzeiro, os contra-ataques certeiros. Os mineiros com um time nunca superior ao gremio, ao inter ou a outro time brasileiro já se achavam campeões, e por isso esqueceram a sua principal virtude, a disciplina tática. SHOW ARGENTINO NOVAMENTE, UMA ESCOLA DE DISCIPLINA TÁTICA.

  • Henrique Guerra diz: 16 de julho de 2009

    A função chamada “box-to-box” é a mesma chamada pelos argentinos de “enganche”? No Brasil, ainda que tenhamos desenvolvido nos últimos anos, acho que poucos seriam os jogadores com esta características. O Ramires, na minha modestíssima opinião, não se enquadra na definição, pois não é um organizador do jogo, e sim, se apresenta, em velocidade para conclusão, mas depende de um organizador. O Tcheco é o que mais se aproxima das características necessárias.

    Resposta do Cecconi: olá Henrique. Concordo contigo sobre o Tcheco ser um belo exemplo de jogador com todas as características do box-to-box. Sobre o termo usado na Argentina, eu uso enganche para falar do atleta mais à frente, em sistemas que têm apenas um jogador de armação – o “número 1″ do Zagallo. Não sei se os hermanos se utilizam da expressão com o mesmo conceito. Abraços.

  • antonio diz: 16 de julho de 2009

    fantástica a atuaçao do veron. ele joga demais, da a cadencia, é classico, joga com elegancia. minha seleçao dos melhores que ja vi é:marcos, arce, gamarra, m galvao e maldini; dinho, veron, zinho e zidane; batistuta e romario! que que tu acha cecconi?? heheh abraçao

  • Rafael Garcia diz: 16 de julho de 2009

    Perfeita análise. Parabéns.

  • Lauro Aguiar diz: 16 de julho de 2009

    Na minha opiniao o Guina nao tem a carateristica para desempenhar este tipo de funcao. Ate acho que o Inter nao tem jogador com estas caracteristicas. Entao vamos ter que jogar de acordo com o que temos em casa. Eu gostaria de ter a visao de jogo que tu tens, Cecconi. Qual a tua opiniao se o Inter conseguisse repatriar o Tinga pra jogar junto com o Guina e Fernandao pra jogar como centroavante de referencia? Que tipo de organizacao tatica seria possivel com estes dois jogadores?

    Resposta do Cecconi: olá Lauro. Seriam varias possibilidades, entre elas o losango, com Fernandão de vértice adiantado, Tinga e Guina pelos lados, e um jogador na cobertura como primeiro vértice. Ou Tinte e Guina centralizados em uma linha, com dois meias velozes abertos pelos lados, e Fernandão no ataque. Devem, certamente, existir outras alternativas. Abraços.

  • Thiago diz: 23 de julho de 2009

    Cecconi, tava lendo seu blog hoje e você citou o Ballack. Aí me veio a mente a seleção da Alemanha, semi-finalista da ultima copa. Ballack fazia mais ou menos essa função de box to box, voltava para marcar e buscar a bola. Quando a posse era do time ele avançava e aparecia para armar o jogo.

    Abraço.

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