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Luxemburgo leva o 3-5-2 para o Santos

18 de agosto de 2009 13

Contra o Cruzeiro, o Santos de Luxemburgo jogou no 3-5-2

Assisti ao empate em 0 a 0 entre Cruzeiro e Santos, neste final de semana, e o time paulista mostrou uma alteração tática. Vanderlei Luxemburgo levou ao Santos o 3-5-2 que já utilizava desde os tempos de Palmeiras. A equipe era uma das poucas deste Brasileirão que ainda não havia experimentado o sistema com três zagueiros bastante usual no futebol brasileiro.

No 3-5-2 do Santos, Luxemburgo ofereceu uma pequena oportunidade de variação tática para o 4-4-2. Rodrigo Mancha é polivalente, joga nos dois setores desde os tempos de Coritiba, e foi posicionado como zagueiro pela esquerda. Eli Sabiá ficou na sobra, e Fabão do lado direito, em marcação individual sobre Kleber.

Em algumas circunstâncias – foram poucas, é verdade – Rodrigo Mancha se adiantou, ocupando o primeiro espaço do meio-campo, na variação para o 4-4-2. Mas a prioridade foi sua fixação na zaga, mantendo o 3-5-2 original. Pelas alas, sem Léo, Luxemburgo improvisou Pará na esquerda e promoveu a estreia de George Lucas na direita. Ambos apoiaram pouco, levando o Santos a concentrar sua articulação pelo meio.

A centralização do Santos não é tão condenável quando se percebe que no setor estão Rodrigo Souto e Paulo Henrique. Luxemburgo sistematizou uma espécie de triângulo, com Souto e Germano na primeira linha, e Paulo Henrique adiantado. Como no ataque Madson ocupava o lado esquerdo, Rodrigo Souta fazia a passagem pela direita, com grande qualidade no passe longo e inteligência para ocupar espaços vazios da marcação cruzeirense em seus movimentos verticais.

Paulo Henrique regeu o Santos, organizando a equipe como um pensador nato. Ele é daqueles meias que não corre, mas faz a bola correr. Um típico camisa 10 articulador brasileiro, estilo que consagrou mais recentemente Ricardinho (Corinthians) e Alex (Palmeiras). Recebe, levanta a cabeça, e distribui, sempre restrito a uma pequena faixa de campo.

O Santos é o próximo adversário do Grêmio. Mas, como o jogo será na Vila Belmiro, confesso que não sei se Luxemburgo vai manter o 3-5-2. Talvez – não acompanho os treinamentos da equipe paulista para atestar – o 3-5-2 seja o sistema para “jogos fora”, e ele reconstitua o 4-4-2 no Alçapão da Vila.

Um aspecto interessante para especulação até amanhã é o seguinte: fora de casa, contra o Palmeiras – que atuava no 3-5-2 – Paulo Autuori no 2º tempo alterou o sistema tático do Grêmio, voltando ao 3-5-2. E se Réver for confirmado no meio-campo em substituição ao suspenso Túlio, essa possibilidade de variação durante o jogo não pode ser descartada porque não seria necessária nenhuma substituição: bastaria o recuo de Réver e o reposicionamento de meio-campistas e laterais.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (13)

  • Yuri diz: 19 de agosto de 2009

    outra boa analise do santos, o merito do luxemburgo foi arrumar a defesa que tomava muit gol, agora nos ultimos 4 ou 5 jogos fora de casa santos tomou um ùnico gol (do nautico, vitoria 2×1). mas tem o problema da vila: santos nao joga NADA na vila belmiro, continua com o mesmo esquema.. e se joga bem em jogadas isoladas toma gol (1×2 pro fla, 2×2 com avai). PH joga muito bem quando tem espaço pra tocar, em casa, sem espaço, ele costuma fazer gol. espero que o santos vença, é meu time afinal :)

  • Baldur diz: 18 de agosto de 2009

    Essa história de meias no ataque…na prática foi um 3-6-1,como o Grêmio vem num 4-5-1.Madson e D. Costa são meias,vem com a bola dominada de trás;no máximo podem fazer jogadas de linha de fundo como ponteiros.E o Grêmio deveria fazer isto,abrir o D.Costa pela esquerda e o Souza pela direita e centralizar mais o Tcheco para chutes de fora da área e rebotes,senão o Maxi vai morrer na míngua.

  • lucas diz: 18 de agosto de 2009

    e qual tua projeção pro santos no campeonato? com um grupo razoável e o luxemburgo de técnico, dá tempo de tentar um G4? ah, gostei do comedimento com que tratastes o 3-5-2…hehehe

  • Otávio diz: 18 de agosto de 2009

    O problema é se o Luxa inverte a posição do Mádson para direita nas costas do Collaço. Creio que o Grêmio irá dominar o meio-campo, a presença do Réver de volante vai ser fundamental. Tem que tomar cuidado com o Rodrigo Souto, bom jogador. Abrass

  • Giovani diz: 18 de agosto de 2009

    Boa Tarde, Falando um poko do meu colorado, gostaria de ver o d`ale jogando como 4 homem do meio campo na esquerda, quase um ponteiro e o tayson como um pta pela direita, guina pela meia esquerda e bolanos pela direita no esquema 4x3x3 segura esquadrão colorado que nao tem p/ ninguem

  • Rafael Tombesi diz: 18 de agosto de 2009

    Cecconi, já vi o pessoal da imprensa dizendo que o Autuori é um convicto do esquema 4-4-2, que não muda nunca de esquema. Isso não é verdade, no jogo contra o Palmeiras o Grêmio variou no segundo tempo para o 3-5-2, bem como no segundo tempo do jogo contra o Flamengo, e em ambos jogos o Grêmio cresceu de produção. Tu não achas que o Autuori deveria pensar na alternativa de utilizar o 3-5-2 ao menos em jogos fora de casa?

  • Klaus Leitzke diz: 18 de agosto de 2009

    Cecconi…. Grandes posts e grandes avaliações……. parabéns pelo blog…… discordei da tua seleção apenas colocando victor e réver nela, porém com respeito……continua assim cara……. parabéns

  • Marcelo Padi diz: 18 de agosto de 2009

    Cecconi, você conhece algum site onde exista a possibilidade de fazer o download de jogos do campeonato inglês ou do brasilerão 09 ?

    Resposta do Cecconi: não conheço, Marcelo. Fico te devendo essa.

  • Stefano diz: 18 de agosto de 2009

    Acho que se o Grêmio jogar da forma que jogou contra o Palmeiras, e o Santos jogando no 3-5-2, o Grêmio deve ganhar o meio campo e assim ter um maior aproveitamento ofensivo.

  • Luciano diz: 18 de agosto de 2009

    Cecconi, muito boa análise! Na verdade eu tenho acompanhado os jogos do Santos ultimamente especialmente para ver o Paulo Henrique jogar. Concordo contigo que ele é um jogador diferenciado. O típico “playmaker” como os gringos gostam de falar. Ele consegue dar passes precisos dando totais condicoes aos companheiros de fazer o gol. Tu sabes quem mais no Brasil, atualmente, joga com estas características e que tem as mesmas qualidades?

    Resposta do Cecconi: Luciano, de improviso lembro agora do Douglas, que recém saiu do Corinthians, e joga dessa forma. O D`Alessandro, embora se movimente mais, também entra neste conceito de articulador que faz a bola andar. No Cruzeiro tinha o Wágner, outro que foi embora. Mas ainda assim, o Paulo Henrique é o mais “lento” (sem ser pejorativo) deles, ou seja, o jogador que mais faz a bola correr sem se deslocar tanto. Abraços.

  • Leonardo sander diz: 18 de agosto de 2009

    olá,cecconi eu conheço mais um jogar com as características de armador,que faz a bola “andar”,tem uma boa velocidade,estou falando do Tales garoto das categorias de base do meu colorado.Aliás tu sabe por que o inter não o promove para o time principal?

  • Dioni diz: 18 de agosto de 2009

    Cecconi, suas análises são muito boas. voce participa do game Cartola, do SporTV? Se sim, que achas de montar uma liga para os leitores do blog poderem “brincar” lá? Abraço!

    Resposta do Cecconi: Olá Dioni. Participo sim e a liga está criada. Dá uma busca por Liga Preleção, que eu te adiciono lá. Abraços.

  • pacato diz: 18 de agosto de 2009

    o Maickon Leite, mesmo voltando de lesão, não tem lugar nesse time? Imagina um time com Madson, Maickon e P.Henrique? É para matar qualquer treinador retranqueiro. Esse Mancha é muito bom jogador, novo, forte e alto. Excelente contratação do Santos. “Newmar” é banco desse time Santos?

    Resposta do Cecconi: é, o problema do Maykon é que ele voltou e se lesionou de novo. E o Neymar está no banco sim, entrou apenas no final contra o Cruzeiro. Abraços.

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