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Cuca inova com Fluminense no 4-3-3

23 de outubro de 2009 14

Diagrama tático (em novo modelo) do Fluminense no 4-3-3

Este post sobre o Fluminense inaugura uma segunda base para ilustrações de diagramas táticos aqui no blog Preleção. Assim como a primeira, esta também foi criada pelo André Albuquerque, mago do Multimídia do clicRBS. Agora, vou alternar as duas possibilidades, priorizando esta de hoje – pela configuração mais aberta, a análises envolvendo duas equipes – e o tradicional utilizado até hoje nas análises de uma equipe apenas.

Ontem, Cuca inovou. Abandonou os três zagueiros, e armou um 4-3-3 clássico no confronto com a Universidad de Chile. Pena que do outro lado havia o goleiro Miguel Pinto, um monstro de luvas. O Flu abriu 2 a 0, foi muito melhor, criou chances, mas enquanto o goleiro salvava, Montillo e Olivera empataram no final. Tomara que o placar de 2 a 2 não desestimule Cuca, fazendo-o retornar ao 3-6-1. O 4-3-3 merece uma nova chance.

Digo que o Flu jogou no clássico 4-3-3 pelo desenho e pelas funções do meio-campo, e pela tática individual distribuída aos atacantes Maicon e Alan (que saiu lesionado, e deu lugar a Adeílson). Cuca armou uma espécie de triângulo baixo, com base de dois vértices (Diogo e Diguinho) e Conca no vértice adiantado, como ponta-de-lança.

Mas houve uma clara delimitação de espaços entre Diogo e Diguinho. Diogo foi primeiro volante. Mesmo que mais à esquerda, quando a equipe recuperava a posse de bola ele se posicionava centralizado, sem desguarnecer os zagueiros. Já Diguinho foi um segundo volante típico, auxiliando Conca na articulação, apoiando e conduzindo a bola. E Conca vestiu a legítima camisa 10: articulou, fez lançamentos, tabelou, aplicou dribles, e se aproximou dos atacantes para concluir.

Na frente, Maicon e Alan (depois Adeílson) foram pontas. Jogadores obstinados em investir em velocidade com a bola, a drbles, sobre os marcadores. Procurando a linha de fundo para cruzar. Como os ponteiros à moda antiga. Sem a bola, eles retornavam por dentro, combatendo a saída de bola da Universidad, mas sem recuar demais, porque nos contra-ataques os companheiros sempre os procuravam para a saída rápida.

Gostei de ver o Flu no 4-3-3. Apesar dos problemas técnicos evidentes (passes errados, algumas movimentações sem sincronia, nervosismo), o sistema tático e a estratégia foram bem planejados. Surpreende-me Cuca, adeptodo 3-6-1 defensivista com marcação individual por função, aplicar um sistema com três atacantes quase em desuso no Brasil.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (14)

  • Fabrício Tricolor!! diz: 24 de outubro de 2009

    Eu sou um grande apreciador do esquema 4-4-3, o que acharia se fosse adotado no Grêmio?

    Victor- MArio – Leo – Rever – Lucio – Adilson – Fabio – Souza
    O Douglas jogando pela esquerda no ataque
    O Maxi de centrovante
    E o Herrera na direita, ele joga bem por ali…

    Poderia usar o tcheco de segundo volante.. ou ele como o meio armador

    qq acha?

  • Alan diz: 23 de outubro de 2009

    Cecconi, não sou ofensivista, mas acho que se os times perdessem o medo, os treinadores e botassem o time marcando em cima, fazendo pressão, e botando mais atacantes, claro fazer eles marcar, os times iam ter muito mais força, e ao menso, poderia perder, mas ao menos não estaria renunciando a vitoria antes com 500 volantes. Não concorda? E outra não é mais fácil, fazer um cara habilidoso de velocidade marcar, do que fazer um cabeça de bagre tratar a redondinha bem. Abraço

  • João Bassul diz: 24 de outubro de 2009

    O gráfico antigo é mais legal. Um clássico. É o estilo do blog.

  • Roberto diz: 26 de outubro de 2009

    re: tema da camisa 10. Eu ainda acho que num grande time de futebol o 10 típico será aquele jogador capaz tanto de fazer muitos gols como de deixar companheiros pifados, tipo Platini, Kaká, Alex, Zidane, como na concepção defendida pelo Tostão, que o meu “revisor pessoal”, Roberticus, citou antes. A 10, pra mim, é sempre desse jogador, se o time tiver um à mão. É o jogador do ataque que atua na frente da área. Mas, claro, na prática existem outros tipos de 10, como no enganche dos hermanos.

  • Roberticus diz: 25 de outubro de 2009

    re: tema do camisa `10`. Acho que há dois arquetipos (conductor tipo Souza e armador tipo Tcheco) e alguns jogadores como Platini q reuniam as duas caracteristicas. Tb tem a ver como evoliu a função entre distintos países. O Tostão afirma que no Brazil o meia-de-ligação era o camisa `8` enquanto o camisa 10 (ponta-de-lança) era mais bem um segundo-atacante de movimentação (divisão de funções originando no sistema diagonal), enquanto o `10` argentino/uruguaio/italiano reunia a funçoes de ambos.

  • Gustavo Frantz diz: 24 de outubro de 2009

    Eu sou Gremista, mas tu não acha que o Inter poderia utilizar um 4-3-3 ???

  • Evaldo diz: 24 de outubro de 2009

    Esse é o esquema que o Burrotuori tem que usar no Grêmio, mas a incompetência não deixa.Ou será que o Barcelona joga de outra forma?

  • Roberto diz: 24 de outubro de 2009

    Cecconi, excelente análise, como sempre. Tenho dúvidas em relação ao seguinte: Conca foi meia-armador, ok. No entanto, dizes que eles foi o típico camisa 10. Pra mim, o 10 típico – imortalizado por Pelé, seguido por Zico, Platini, Maradona e outros – é um meia-atacante, mais pra atacante do que meia, que volta no máximo até a linha do meio-campo, tem o foco no ataque e, portanto, não cumpre tarefas de armação. Agora, se a camisa 10 é a marca do melhor jogador do time, aí tudo bem. Que achas?

    Resposta do Cecconi: Roberto, para mim dá para reunir as duas ideias no conceito de camisa 10 – articular e concluir. Zico, Maradona e Platini cansaram de “pifar” companheiros. E também cansaram de decidir sozinhos. Por isso atribuí ao Conca essa característica. Abraços.

  • Jean diz: 23 de outubro de 2009

    o problema do fluminense e que para usar essa 4-3-3 a defesa tinha que aguenta o tranco mas é muito fraca mas o cuca acertou a tática falta é qualidade na defesa

  • Filipe Nunes diz: 24 de outubro de 2009

    Olha, Cecconi, gostei do post e de saber que o Cuca abandonou os 3 zagueiros. Mas discordo da sua última frase sobre o Cuca. Por 3 temporadas pude acompanhar de perto o trabalho dele no meu time (Botafogo) e garanto: por aqui, defensivista ele nunca foi (é claro que vc deve ter um conhecimento da carreira dele muito maior , me reservo falar da época no Botafogo).

    Resposta do Cecconi: olá Filipe. Estava me referindo mais a este histórico recente do Cuca, 3-6-1 no Flamengo, e 3-6-1/3-5-2 no Fluminense. Não tinha na memória as referências em Botafogo e Goiás, por isso te agradeço por trazer este detalhe que me passou despercebido. Sobre os sistemas de marcação, vamos falar mais sobre isso sim, guardemos o assunto na manga para uma época sem jogos para analisarmos. Abraços.

  • Blog do Carlão – Futebol é nossa área diz: 24 de outubro de 2009

    Alguém precisa apresentar o corredor para João Paulo. O moleque só vai por dentro!

  • César Toni diz: 24 de outubro de 2009

    Sou fã do 4-3-3 Não entendo os motivos dos técnicos brasileiros não utilizarem esse sistema.

  • pacato diz: 26 de outubro de 2009

    Esse Adeílson é bom de bola, jogador muito rápido e agudo. Tocou o horror pelo ipatinga ano passado. E o Mariano, PARECE bom jogador

  • Filipe Nunes diz: 24 de outubro de 2009

    Também nunca usou 3-6-1 enquanto esteve em General Severiano.

    Além disso, pelo Goiás, já escalava 3 atacantes: Grafite, Dimba e Araújo.

    Em relação ao sistema de marcação, aí sim, sempre foi por função e individual.

    PS: Volto a pedir uma “aula” sua sobre os vários sistemas de marcação qdo tiver a oportunidade e tempo.

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