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Mário Sérgio explica Alecsandro nos contra-ataques

18 de novembro de 2009 36

Diagrama tático do Inter no 4-5-1, com o pivô utilizado na transição para o contra-ataque

Ontem em entrevista coletiva o técnico Mário Sérgio foi perguntado sobre a possibilidade de substituir Alecsandro por um jogador de maior velocidade na próxima partida – para aproveitar os contra-ataques fora de casa, contra o Atlético-MG. E o treinador do Inter utilizou a questão para trazer ao debate uma boa imagem teórica para debatermos aqui no blog Preleção.

Segundo Mário Sérgio, a saída rápida nos contra-ataques tem duas possibilidades: ou com dois jogadores de velocidade pelos lados, ou com a presença de um centroavante no pivô. Foi desta forma que ele justificou a tendência de manter Alecsandro na equipe, no confronto do Mineirão.

A preferência faz sentido, principalmente se Mário Sérgio não alterar a estrutura do 4-5-1 (desdobrável em 4-2-3-1) que deu a vitória sobre o Santos. Isso porque o centroavante-pivô, quando acionado, segura a bola o tempo suficiente para a aproximação dos meias ofensivos. É uma forma de valorizar a posse de bola, sem “apressar” a transição.

Nesta alternativa, o pivô é responsável pelo agrupamento das linhas. No caso do Inter, domingo, cito o exemplo: o Atlético-MG pressiona, as duas linhas do meio-campo coloradas são empurradas para a frente da própria área, abrindo um espaço muito grande entre o bloco de contenção e o único atacante.

Se este atacante for um jogador de velocidade, esta característica o levará a partir para cima assim que receber a bola na ligação direta para o contra-ataque. Não dará tempo, portanto, para receber auxílio dos demais companheiros. Acabaria, por si, isolando-se no ataque.

Com o pivô, a equipe pode fazer a transição de maneira mais organizada. Ele segura a bola e permite o avanço organizado dos meias, com três opções de distribuição: para algum dos dois lados, ou pelo meio.

Só peço por favor, antes de se manifestarem nos comentários, que abstraiam do nome – Alecsandro – na análise. Só utilizei os exemplos dele, de Mário Sérgio e do Inter, pelo “gancho” oportunizado pelo treinador do Inter na entrevista. O melhor será debatermos sobre a opção tática deste 4-5-1 com a estratégia aplicada de valorização da posse de bola no contra-ataque, tendo na figura do centroavante-pivô a referência para a distrubição das jogadas e o agrupamento das linhas ofensivas.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (36)

  • Jorge Lopez diz: 19 de novembro de 2009

    O esquema parece bom e é efetivo quando se tem um pivô como o Fernandão que sabe segurar a bola. Alecsandro é atacante de área e não pivô, por tanto, o pior que pode fazer um tecnico é colocar um esquema sem o jogador ideal. Só queima o jogador e não ajuda ao time.

  • Oswaldo Borba diz: 19 de novembro de 2009

    Temos que nos lembrar que o que tem de melhor em um contra-ataque é o fato de que a defesa está desorganizada, e isso acontece em saída rápida, muitas vezes até mesmo por um único jogador (dependendo da qualidade, no inter não há este jogador).
    A função do pivô é segurar o jogo até o time “encaixar” para o ataque, o que normalmente possibilita a restruturação da defesa.
    No Inter, Alecsandro é “boleiro” d+ pra ser pivô, apesar de grande, ele não é exatamente brigador pra fazer esta função
    Abs

  • Diego diz: 19 de novembro de 2009

    Acho interessante a proposta de retenção de posse de bola no ataque para evitar o “bate e volta”, que precionaria demasiadamente a defesa. Mas trocaria o D`Ale e o Juliano de posição. D`Ale driblaria para o centro. Juliano seria o ponta de lança, encostando no CF em velocidade. Marquinhos triangularia com Kléber e Guina, dando opção do cruzamento.
    Abraço!

  • Moises diz: 18 de novembro de 2009

    Concordo com o fato deste desenho tatico ser possivel e interessante, mas nao concordo que seja uma forma de contra atacar. O contragolpe eh uma resposta em velocidade. A retencao de bola para a equipe chegar eh uma estrategia mais organizada mas sem a velocidade que caracterisa o contra ataque. Optar pelo 9 que retem a bola eh optar pelo ataque organisado e nao o contra ataque

  • Oswaldo Borba diz: 19 de novembro de 2009

    continuando…
    Para um sistema funcionar bem com um centroavante que faça pivô, seria fundamental ter um legítimo ponta de lança (meia que chega pra finalizar).
    O Inter é o 19° clube em finalizações no campeonato (globo.com) isso indica que não temos jogadores “finalizadores”, temos muitos articuladores (D`ale, Giuliano, Andrezinho, etc…)
    Assim, se fosse pra optar, creio que seria melhor explorar velocidade, com pelo menos dois jogadores com esta condição (lembram Nilmar e Taison?)

  • Ailson diz: 19 de novembro de 2009

    Tchê, desculpe mudar de saco pra mala, mas tu fez esses tempos uma análise do Flamengo no 4-4-2, voltando às origens com o Andrade, resgatando o velho e histório jeito de jogar do FLA, no 4-4-2 e com um camisa 10 clássico. Dá uma olhada no blog do Lédio Carmona falando sobre isso e resgatando um pouca a história… Tu concorda com análise dele??? e concorda quando ele diz que o time joga num 4-5-1 com Zé Roberto na esquerda?? Pra mim é bem definido o Zé como atacante e variando bastante de lado

    Resposta do Cecconi: Ailson, vejo muita gente fazer essa análise do Fla no4-5-1, com Zé Roberto sendo o Nilmar, na comparação com a Seleção Brasileira. Vou tentar assistir a mais jogos para ver como me posicionar melhor a respeito. Abraços.

  • luciano diz: 19 de novembro de 2009

    mas se tem que esperar jogadores vir de tra escorando a bola não é contra-ataque essa formação seria melhorpara atacar

  • João Leonir diz: 19 de novembro de 2009

    Alguêm tem que dizer para esses mercenários do Inter que gol só fáz quem chuta, não interessa de de dentro da área ou de fora, de canela ou de bico.
    ficar alizando a bola é para roupeiro no vestiário, não para jogador mande estes animais chutar em gol e deixar a firula de lado.
    Quantas bolas o Inter chuta por partida.

  • Silvio Luz diz: 19 de novembro de 2009

    Já avisaram o Alecsandro?

  • Douglas Borges de Campos diz: 19 de novembro de 2009

    Na teoria o Mari oSérgio está coberto de razão. Penso no seguinte aspecto que para funcionar os meias extremos devem sair nas costas dos laterais pois se o adversário esta jogando com 2 zagueiros, um marca o Centro avante e o outro ficaria na sobra. Essa saida, em tese, acaba com a sobra dos zagueiros, pois geralmente um ou os dois laterais estão um pouco mais adiantados fazendo a linha dos volantes.

  • guilherme diz: 19 de novembro de 2009

    como nos abstermos do nome alecsandro na analise se eh justamente a falta de visao de jogo dele e de qualidade tecnica que inviabiliza o funcionamento do esquema? alecsandro nao sabe reter a bola, nao tem visao de jogo pra armar jogadas, e tem passe mediano.

  • Rodrigo diz: 19 de novembro de 2009

    Gosto do esquema tático e não concordo com as reclamações contra o Alecsandro. O problema é que o time chega pouco na frente e ele tem que sair muito pra buscar a bola, sem falar que são feitos poucos cruzamentos. Com a entrada do Marquinhos está melhorando, mas está na hora dos meias assumirem mais responsabilidade e partir pra cima dos seus marcadores. Parece que estão com medo de ser individualistas, coisa que um meia sempre tem que ser um pouco, aí voltará o Alecsandro goleador!!!

  • Jeff diz: 19 de novembro de 2009

    Boa a proposta mas não com Alecsandro.
    Não sei o que o INTER quer com esse cara,
    Tennho certeza que o Inter vai perder pro Galo, claro que im
    Estão insistindo com um centroavante que não faz gols.

  • Rogerio diz: 22 de novembro de 2009

    não gosto desta proposta, time fechado e recuado lançando a bola do próprio campo…ao pivot… e incumbir este de segurar a bola até que alguém chegue para jogar…espero que seja um despiste e que não joguem assim, pois tomando um gol o que vão fazer?

  • Leonardo sander diz: 19 de novembro de 2009

    Gosto da idéia e do esquema tático que possivelmente Mário Sérgio irá utilizar domingo no jogão de bola contra o Atlético-MG. Só fico com uma preocupação em relação a o ataque atleticano, com Tardelli e Éder luis (Que são jogadores de MUITA velocidade)contra Índio e Bolívar.
    Cecconi tu acha que Índio e Bolívar podem mesmo para estes atacantes de alta velocidade???????

  • L F Basso diz: 19 de novembro de 2009

    tche, na teoria ate eu jogaria de pivo. O que não da para aguentar é que passa jogo após jogo e continuam insistindo com este mala. É POR ISSO QUE A TORCIDA DO INTER DESISTIU. HA, se Maggio Sérgio tivesse o Nilmar , o que ele faria?????
    Haja paciência aguentar um mediocre jogando futebol.

  • Ademir Neissinger diz: 18 de novembro de 2009

    OK nao falemos em Alecsandro hehe, tche Edu esse é o modelo tatico que mais me agrada no futebol atual, ocupa bem os espaços e faz o “balanço” de uma maneira inteligente, porque traz os defensores para fora da area onde os meias ofensivos/atacantes tem mais espaço para bate-los em velocidade/drible, e mais perto dos meio campistas que podem ajudar tanto na combinação das jogadas, quanto nos arremates de média distância, coisa que tanto d`ale, Giu e Marquinhos fazem bem!

  • Danilo Netto diz: 20 de novembro de 2009

    Eduardo, até concordo com este esquema e esta possibilidade de contra ataque, que seria a “válvula de escape” do Inter nesse jogo em que o Atlético MG jogando em casa vai querer ser naturalmente ofensivo, mas pergunto, quais as chances de mandar a bola dessa forma pro Alecsandro se tornar uma “ligação direta” sem resultados ? O acerto dessa jogada vai depender de muita coisa, assertividade dos jogadores do Inter e algumas cartas na manga se o Celso Roth brecar isso.

  • Rodrigo diz: 18 de novembro de 2009

    (continua)
    Só acho que o com a posse pro Inter, Alecsandro está armando demais o time, emsmo com o SCI pressionando, não deve sair tanto da área – até mesmo porque os meias não infiltra tanto e batem pouco ou quase nada de longe.

  • Rodrigo diz: 18 de novembro de 2009

    Abstrair nada… É um BAITA centroavante,mas está matando todos do coração perdendo os gols que vem perdendo. Voltando à análise, era por isso que o taison há muito não jogava nada: o outro time empurra o colorado, ele fica isolado na esquerda; ao retomar a bola, partia como um louco pro ataque: driblava 1-2, mas se perdia com a bola e não tinha opção de passe.

  • Ailson diz: 23 de novembro de 2009

    Eu assisti FLA vs. Náutico, e também FLA vs. Goiás… o que acontece é que o Zé Roberto volta bastante pra ajudar na marcação e como tem jornalista muito bitolado, eles acham que, só porque o Zé jogava como meio-campista no Botafogo, segue na mesma posição… como se um jogador não pudesse alterar sua posição ao longa da carreira… na minha opinião, Zé tem atuado como 2º atacante, variando bastante de lado e ajudando no meio-campo, mas como atacante, sim. Aliás, que achou do Goiás contra o FLA?

  • Felipe diz: 19 de novembro de 2009

    Como tem gente burra e cega nas arquibancadas do Beira-Rio. Por acaso o Nilmar fazia gol todo o jogo? E quando ele não fazia oq diziam? Que ele estava vendido.

    A função do atacante é muito mais do que chutar em direção ao gol, com o Nilmar a gente dependia só dele, com Alecsandro temos mais 9 jogadores, a bola rola no campo adversário e aí o resto do time chega e pode concluir a gol, trabalhar as jogadas.

    Como torcedor é tudo igual, resta apenas que apareça outro Nilmar e resolva tudo sozinho.

  • Lucas Gutierrez diz: 19 de novembro de 2009

    TUDO DEPENDE DO PIVÔ!!! É um tanto lógico. As linhas de meio campo e defesa estão recuadas, então há um grande espaço entre elas e o pivô. Logo, o passe para este será longo (seja com bola pelo alto ou rasteira). Em um passe longo, o jogador que irá recebê-lo tem que ganhar na velocidade do marcador, pois há tempo para antecipação da jogada. Caso contrário, o pivô não toca na bola.

  • Leandro diz: 20 de novembro de 2009

    Acho esse esquema bastante interessante, pois possibilita que o time tenha um bom poder ofensivo, com jogadas pelas pontas, assim como pertime ao time “se fechar” quando atacado. Eu colocaria o Taison pela direta e o Giuliano centralizado. E o D`Ale diputando posiçào com o Marquinhos na esquerda. E não entendo essa bronca com o Alecsandro. Não é um Nilmar, mas está longe de ser um perna de pau. Abs!

  • Marcolorado diz: 19 de novembro de 2009

    Já avisaram ao Alecsandro que ele vai participar do esquema ?

  • Theo Cruz diz: 18 de novembro de 2009

    A idéia é equivocada porque ao mesmo tempo em que o pivô sustenta a posse de bola para a chegada dos meias ofensivos, a defesa adversária já se recompôs. O Inter, ao retomar a posse de bola na defesa demora DEMAIS em troca de passes para encetar um contra ataque eficiente. Acho que essa transição deveria ser realizada pelos flancos, com Giuliano e Marquinhos não recuando tanto na composição do meio e se posicionando para receber a bola e investidas verticais nas oportunidades de contra ataque.

  • Alessandro Hokama diz: 19 de novembro de 2009

    Eduardo, como você acha que o São Paulo deveria joga agora com todos esses desfalques?
    Abraço.

  • Rui diz: 19 de novembro de 2009

    Interessante… Mas acredito que o jogador ideal para essa função seria; P.Iarley(Se jogasse aqui ainda, evidente).

  • JOSE OLIVEIRA diz: 19 de novembro de 2009

    o centroavante-pivô, quando acionado, segura a bola o tempo suficiente ….
    Não é o caso do Alecsandro, com ele em campo, a bola bate e volta, pois é um jogador limitadissimo tecnicamente….
    Os problemas do Inter são SIMPLES DEMAIS para serem resolvidos e são apenas 3:
    1 – Zagueiros ruins
    2 – Centroavante limitado
    3 – Falta de um lateral direito

  • clovis diz: 19 de novembro de 2009

    DEIXEM O HOME TRABALHÁ – CERTO? A TORCIDA JA FEZ SUA PARTE – COLOCOU FAIXAS NO ESTÁDIO NO JOGO CONTRA O SANTOS – ACHEI INTELIGENTE DEMAIS E UMA CONDUTA ELOGIÁVEL – PARABENS TORCIDA COLORADA – O NOSSO TIME PRECISA DESTE PUCHÃO DE ARELHAS – PERDEMOS O TÍTULO – SE A TORCIDA PERCEBESSE ANTES ISSO – PODERÍAMOS ESTAR 15 PONTOS NA FRENTE DO SEGUNDO COLOCADO – COM O MESMO TIME – SEM O TITE NO ENTANTO. EU QUERO SABER SE É VERDADE QUE O TAISON E O DALE ( mutcho amigos) ESTÃO EM DECLÍNIO PELAS NOITADAS

  • homero felipe diz: 19 de novembro de 2009

    na teoria é tudo muito lindo,tem muito bla,bla,bla,o q se precisa é ter jogadores de qualidade,nos funções q eles sabem exercer,o resto é papo furado,pra colunista ter assunto,pra ficar devagando,sobre teorias idiótas,e delirantes,treinadores são um bando de idiótas,q na maioria das vzs só atrapalham,o flamengo é um exemplo disto,colocaram o andrade,q não tem curriculo algum,não faz teorias mirabolantes,e vai ser campeão,simplesmente porque faz o simples,e o principal,tem jogadores diferenciados

  • ADIMAR SCHIEVELBEIN diz: 19 de novembro de 2009

    Infelizmente o Inter se despedira da luta pela Libertadores no próximo domingo frente ao Galo. Foi assim quando se despediu da Copa Brasil, da Recopa, e da Sulamericana e agora do Brasileirão. Falta time, falta um goleador e alguns jogadores de qualidade, que tínhamos e foram vendidos só porque o Fernando Carvalho não quis encher a bola do Vitório, que se tivesse um “a” no final não teria deixado isto acontecer. O centenário do nosso clube será lembrado pelo titulo do Gauchão,graças ao Carvalho

  • retranqueirofc diz: 20 de novembro de 2009

    Sem abstrair muito nesse esquema do Inter q vc colocou, eu teria algumas objeções. 1º ponto e já levantada em algum comentário, acho q a linha ofensiva do meio campo não tenho nenhum ótimo finalizador pra poder concluir os contra ataques (e ainda faltaria velocidade). 2ºponto, em post anterior, vc dizia q no 4-2-3-1 não se trabalha com lateral-base, os dois apoiariam e defenderiam, o q esperar do apoio do Danilo Silva? Pra mim ele fará a função de lateral base mesmo (prejudicando o esquema).Abcs

  • Téo Alexandre Arend diz: 19 de novembro de 2009

    Isso não é nada novo o São Paulo usou esta formação com Aloisio e foi campeão Aloisio fez poucos gols mas trabalhou muito bem como pivô porem teriamos que ter bons batetores de média distancia não é o caso.

  • Regis diz: 18 de novembro de 2009

    Acho que é a melhor formação possível para o time do Inter podendo variar tb para um 4-3-3 com dois volantes e um armador,,,o Inter não tem defesa para jogar se defendendo, acredito que um bom meio campo ofensivo com jogadores que cheguem em condições e acostumados a fazer gols seja o melhor para o Internacional. Independentemente dos nomes, sem discutir jogador A por jogador B, isso é outra questão. Mas acho que encaxaria bem no time, podendo substituir 1 volante ou 1 atacante conforme o jogo.

  • ELTON HAEFLIGER diz: 18 de novembro de 2009

    Resta saber se avisaram o Alecsandro. Ele é o NÃO do Inter. Não faz gol, não chuta a gol, não retém a bola, não “cava” faltas, não tem velocidade, não tabela, não recebe cartão amarelo, não é expulso. Enfim, Alecsandro não existe no Inter.

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