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CSKA e as variações de sistema

26 de novembro de 2009 4

Diagrama tático do CSKA

Teoria tática em diversos momentos apresenta situações que podem ser interpretadas de maneiras diferentes. Isso costuma acontecer bastante em sistemas que permitem muitas combinações, como o 4-5-1 e seus desdobramentos.

O CSKA, por exemplo, atua no 4-5-1 com dois volantes e três meias ofensivos, também chamado de 4-2-3-1. Mas, dependendo das funções de cata atleta da segunda linha de meio-campo, e do posicionamento deles, outras leituras podem surgir. Eu via no Corinthians campeão da Copa do Brasil o 4-3-3, com Dentinho e J.Henrique atuando como atacantes pelos lados, enquanto outros os viam como meias-extremos normais do 4-2-3-1.

No time russo, a semelhança entre dois sistemas é outra. O meia centralizado da segunda linha, Necid, aproxima-se bastante do posicionamento original do atacante Dzagoev. Ambos recuam para buscar jogo, e “misturam” se ao meio campo, passando algumas vezes a impressão de um 4-4-2.

Mas os meias-extremos não mantêm-se fixos à linha quando não existe posse de bola. Também adiantam a marcação na comparação com os volantes. O que reforça a ideia do 4-5-1 com três meias ofensivos.

Na defesa, a única certeza. Os laterais apoiam pouco, configurando uma linha bem rígida. É ela quem sustenta esse aparato ofensivo de pelo menos quatro jogadores adiantados – Rahimic e Mamayev pelos lados, Necid e Dzagoev centralizados.

Eu, que já havia assistido a partidas recentes do CSKA antes desta vitória de ontem sobre o Wolfsburg, na Rússia, fiquei novamente ao lado do 4-5-1.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (4)

  • Tricolor Jader diz: 27 de novembro de 2009

    Cecconi,

    Para o meu gosto pessoal a estratégia do 451 com tres meias ofensivos é a que melhor tem balanço entre defesa (dois volantes + laterais base e zagueiros) e mesmo assim se tem 3 meias ofensivos e um 9 ou falso nove.

    Acho que é até mais poderoso que o 442, com os jogadores certos. Que achas ?

  • Emerson Skrabe diz: 27 de novembro de 2009

    Esses sistemas é que são bons, pois “confundem” os adversários. Gosto muito desses esquemas versáteis, ao invés dos rígidos. O time fica sempre com “cartas na manga” para surpreender os adversários. Aliás, vou discordar de uma posição tua quanto ao Muricy, pois no São Paulo (no Palmeiras, não) ela usava esquemas versáteis, variando jogadores no 3-5-2 e, usando, por vezes, o 4-4-2, por isso foi tri-campeão.

  • Roberticus diz: 27 de novembro de 2009

    Oi Cecconi, ótimo post. Lembro o Rafa Benitez falar sobre o 4-2-3-1 e suas variações; sustentou que há uma versão que inclina-se até o 4-4-1-1 (como no Liverpool dele)quando os meias abertos recuam como box-to-box para assim compôr duas linhas de quatro, e outra versão (como na Valencia dele) que prêmia a ofensividade dos tres meias/meia-atacantes.. pois eles nao recuam senão pressionam alto, mantendo assim o 4-2-3-1. Tudo em função das características dos atletas, claro é.
    Abraço

  • Oswaldo Borba diz: 27 de novembro de 2009

    Buenas!
    Na minha humilde opinião, uma linha de 4 “zagueiros” (laterais que não sobem, ou que sobem pouco) abre espaço para a utilização de meias “faceiros” e bem abertos. Detalhe: sem perder o meio de campo, pois osvolantes não precisarão fazer cobertura nos flancos.
    Lembram do inter da sulamericana? Marcão e Bolivar subiam pouco. Reultado: D`Ale viveu seu melhor momento no inter e o Alex simplesmente destruia pela sua virtude de finalizador, os dois não tinham tanta preocupação com a volta!

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