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Valencia pratica o 4-4-2 comum na Europa

04 de dezembro de 2009 13

Diagrama tático do Valencia

Já trouxe ao debate no blog Preleção por diversas vezes a constatação de que há uma variação do 4-4-2 britânico se disseminando pelo futebol europeu. Na Alemanha esta estratégia adaptada do sistema em duas linhas é bastante comum.

Na Espanha, o Valencia faz uso deste 4-4-2 “quase” em duas linhas. Na teoria, o desenho da equipe escancara as semelhanças com o fourfourtwo inglês, com dois laterais na base, e dois meias abertos pelos lados. Mas, na prática, é a função destes extremos que se diferencia.

Os meias do Valencia – Pablo e Silva – partem de um posicionamento inicial mais adiantado na comparação com os wingers. E também não atuam tão abertos, buscando bastante a aproximação com os atacantes. Mata recua, busca jogo, assim como Villa, que é o finalizador mais adiantado.

Há outra característica interessante na estratégia do Valencia. Para compensar este avanço dos meias, os dois volantes são muito defensivos. Jogam realmente na proteção da linha defensiva, e não como os “box-to-box” do 4-4-2 inglês. Albelda atua como o “poste” em frente à área, cobrindo qualquer diagonal pelo meio. E Banega, apesar de uma linha adiante, também atua essencialmente no combate.

Na Espanha, o Sevilla também usa este sistema. Certamente, deve haver outros exemplos não só entre espanhois e alemães. É uma tendência tática na Europa. E, guardadas todas as devidas proporções, muito semelhante ao sistema que Paulo Autuori tentou implantar no Grêmio.

Postado por Eduardo Cecconi

Comentários (13)

  • Tuiuan Almeida Veloso diz: 4 de dezembro de 2009

    legal a análise Cecconi, apesar de ser um médio mais defensivista, o Banega é muito técnico também, não acha?

  • Roberticus diz: 4 de dezembro de 2009

    Eduardo, outra coisa. Acho que a semelhança entre este esquema do Valencia (espanholíssimo 4-2-3-1)e a falecida proposta de Autuori pode ser exagerada. Pois Autuori quis jogar com dois volantes destruidores, mas Banega chegou à Espanha como enganche. Porem que ele fique retrancado no meiocampo ao lado de Albelda (um destruidor, sim), sua função é aportar fluidez e qualidade na saída da bola. Defensivamente ele ocupa o espaço e interrompe linhas de passe em vez de perseguir a bola como Albelda.

    Resposta do Cecconi: Roberticus, no Grêmio o Autuori também tentou isso, primeiro com Adilson, depois com Rochemback – saída pelo meio com qualidade de passe. Não foi bem sucedido. Sobre teu outro comentário, realmente a movimentação e a troca de posições é muito grande. Abraços.

  • Lucas Benvegnú Zambon diz: 4 de dezembro de 2009

    Valeu Cecconi, por fazer esta analise!
    Eu tenho gostado de ver os jogos do Valência, ele é um time que historicamente joga ofencivamente, principalmente no seu estádio! Acho uqe o grande diferencial do Valência são os wingers que são muito rápidos e habilidosos. E por vezes trocam de posições.

  • Roberticus diz: 4 de dezembro de 2009

    Eduardo, entendendo que Autouri pretendia fazer isso com a dupla Adilson-Rochemback, porque então tu achas que a coisa nao deu? Teria sido por falta de qualidade nesses dois jogadores? Nao seria mais preciso que algum meia de armação- como é o Tcheco- fosse retraido para atuar de Banega ao lado do volante e organizar a saída desde ali?

  • fernando diz: 4 de dezembro de 2009

    cecconi, tudo bem? legal o post! sei q o futebol inglês vira e mexe aparece por aqui, então entendo q não queiras ser repetitivo – mas se puderes falar umas linhas sobre algumas variações q o ancelotti tem usado, seria legal. contra o arsenal, usou dois volantes qse fincados, meio campo com total concentração defensiva e muita aposta na força/velocidade do drogba. 3 a 0 na menina dos olhos dos ofensivistas…hehehe. brincadeiras de lado, poderias tentar entender o q aconteceu lá? abs!

  • Roberticus diz: 4 de dezembro de 2009

    Ola Cecconi. O Valencia sempre foi um equipe que me agradava- mesmo sob o Rafa Benitez (curioso pelo defensismo que recem caracteriza o seu Liverpool). Mais tu não achas que este 4-2-2-2 é tb um 4-2-3-1? Tenho visto alguma entrevista com Emery em que ele afirma sua predileção por este sistema. Tb e bastante comum ver a troca de posições entre os meia-atacantes; ora Silva como `mediapunta` central, Mata pela esquerda, Pablo pela direita em diversos momentos do jogo. Abraços

  • luis passos diz: 7 de dezembro de 2009

    boas férias!!!

  • Alessandro Hokama diz: 4 de dezembro de 2009

    Caro Eduardo, no ultimo post meu comentário não está lá foi por causa de algum problema técnico ou alguma politica sobre comentários.

    Grato, Alessandro Hokama.

  • Filipe Nunes diz: 4 de dezembro de 2009

    Acho que é uma maneira interessante de desconcentrar a região central do meio de campo do 4-2-2-2. Mais fácil pra recompor, principalmente pelo lados e tem sempre um meia “chamando” o lateral pro apoio.

  • Vinicius diz: 4 de dezembro de 2009

    Caecconi, acho que no Grêmio não funcinou como o esperado porque os volantes não tinham uma postura defensiva, atuavam quase que igual aos volantes do 4-4-2 inglês como Box-to-box, porém, além dos nossos volantes não terem característica para o box-to-box a defesa não se compactava à linha do meio e quando um lateral subia sobrava muito espaço às suas costas, tomamos no mínimo uns 15 gols de contra-ataque fora de casa e às vezes enquanto ganhavamos o jogo, e o pior é que parece q o Autuori ñ via

  • Gustavo F. Barbosa diz: 4 de dezembro de 2009

    Sinceramente acredito que é uma grande perda para o futebol brasileiro o fato de Autuori não ter dado continuidade ao seu projeto. Nosso futebol “implora” por nova mentalidade. Pergunte à Muricy Ramalho…

    Grande abraço.

  • pacato diz: 4 de dezembro de 2009

    Sou fã do time do Valência porque há anos joga nesse sistema (e porque conta com bons jogadores, claro)! Inclusive é meu time no PES hehehe! Infelizmente o vem se desmontando devido à crise financeira: Albiol já se foi; o próximo É Villa! Nesse time eram titulares até pouco tempo Miguel, Marchena, Baraja e Joaquin, mas devido aos problemas (lesões e desentendimentos) não têm suas posições asseguradas. Isso sem falar no Vicente, eterno lesionado. Se o time estivesse “inteiro” seria mtu forte!

  • Filipe Nunes diz: 5 de dezembro de 2009

    Cecconi, proponho uma análise, aos poucos, conforme nos aproximarmos da Copa, dos adversários do Brasil na 1ª fase. Ia ser bem interessante. Já vi 2 análises diferentes do sistema da Coréia do Norte, fiquei curioso. E a Costa do Marfim, afinal, é um 4-3-3 ou duas linhas de 4 com um homem entre elas e Drogba a frente?

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