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Leverkusen: meio inglês, meio alemão

25 de janeiro de 2010 6

Associado tão intensamente ao futebol inglês, a ponto de ser chamado aqui no blog Preleção de 4-4-2 britânico, o consagrado sistema das duas linhas é tão usual na Alemanha quanto em sua terra. E um bom exemplo – além de Schalke 04, Bayern de Munique, Hamburgo, Borussia Dortmund – é o Bayern Leverkusen.

O líder da Bundesliga atua no 4-4-2 britânico. Sem a bola, as duas linhas se desenham e se aproximam uma da outra. Os wingers baixam para o nível dos meias-centrais, e os laterais fazem o mesmo para a perspectiva dos zagueiros.

Na marcação, os atacantes Kiessling e Drdiyok auxiliam alternando a pressão na saída de bola adversária, e o recuo por dentro, reforçando o bloqueio. Os laterais costumam permanecer na base, apoiando apenas quando é conveniente e seguro.

Com a bola, os dois wingers partem em posicionamento muito avançado. Barnetta, pela direita, é o “dono do time”. O Leverkusen gosta de jogar pelo seu setor. Vidal, o volante da linha, faz a saída com Barnetta preferencialmente. Na esquerda, Kroos também se destaca.

Assisti à vitória de 3 a 0 fora de casa sobre o Hoffenheim no domingo, resultado que manteve o Leverkusen na liderança invicta da Bundesliga – 19 rodadas sem perder. Gostei do sistema convencional, da estratégia equilibrada e do desempenho de seus protagonistas.

O já pragmático 4-4-2 britânico ganha do Leverkusen a eficiência matemática dos germânicos. O Leverkusen nem se retranca, nem se expõe. Mantém a posse de bola sem exageros, marca por zona com grande competência, sai para o ataque em velocidade, e ocupa muito bem os espaços. Feijão-com-arroz, como sempre defendo.

Mas o grande diferencial não poderia ser mais alemão: a bola aérea ofensiva. Principalmente em faltas laterais e escanteios. O finlandês Hyypia, ex-Liverpool, é letal quando sobe na área adversária. O Leverkusen demonstra uma clara preocupação em treinar cruzamentos. Quem cobra sabe onde lançar a bola, quem se posiciona na área cumpre um papel definido no ensaio.

Mantendo-se firme com bola rolando, o Leverkusen lidera a Bundesliga na bola parada.

Comentários (6)

  • Carlos diz: 25 de janeiro de 2010

    Cecconi, vou fugir do assunto e lhe fazer um pedido: me diz o que está acontecendo com meu Grêmio? Por que a fragilidade defensiva? Qual motivo da desorganização em campo? Se puder fazer um post sobre esse tema, agradeceria. Abraços

  • Alberto diz: 25 de janeiro de 2010

    Cecconi, tenho a impressão que durante os jogos do Leverkusen o Toni Kroos atua muito mais pelo meio do que pelo lado esquerdo, é aquele camisa 10 clássico, tem boa visão, bota os atacantes na cara do gol o tempo todo, não sei como o Bayern fica emprestando ele toda hora pra time que disputa o título ainda…

  • Roberto diz: 26 de janeiro de 2010

    Pois é, Cecconi, o Carlos expos a dúvida de todos os gremistas. Eu acho que começa pelo desentrosamento, pois vieram muitos titulares novos. Também passa pela falta de ritmo. Além disso, há uma exposição excessiva dos volantes, porque os meias e os atacantes não marcam como deveriam. A zaga tem diversos problemas, entre eles o fato de Ferdinando e Rafael Marques estarem jogando fora de lugar. O Silas aparentemente está tentando algo muito interessante, ao fazer do Leandro uma espécie de ala. Só que ainda não definiu o esquema entre o 3-5-2 e o 4-4-2. E foi só o Leandro se machucar pra desandar tudo.
    A direção também não está colaborando, pois garantiu que o plantel estaria completo no dia 6 de janeiro, mas já vendeu Douglas Costa, agora irá o Réver, o Douglas-meia nem chegou, muito menos o lateral-direito. Ou seja, qdo o time se arrumar (se!), já estaremos em julho.

  • Filipe Baggio D´Avila diz: 26 de janeiro de 2010

    Eduardo, sempre fui fã do teu blog, mas o mesmo tem DEIXADO A DESEJAR.
    Mandei um questionamento no assunto anterior (o do Palmeiras), o qual foi ignorado.
    Só para lembrar, este mecanismo é o espaço de interação entre torcedor e jornalista, oportunidade de um contato maior entre vocês e nós, leitores.
    Entretanto. parece que vocês estão escrevendo para vocês mesmos, o público alvo.
    Vários amigos comentaram a mesma coisa.
    Enfim…são escolhas.
    Um abraço,
    Filipe

    Resposta do Cecconi: Filipe, eu entendo tua reivindicação, mas nada posso fazer por enquanto. Estou tendo muito trabalho para manter o blog vivo. Sou setorista de Inter, estive na pré-temporada, Fossati faz treinos em dois turnos, há os jogos, Inter B, e uma centena de outras atribuições na redação. Estou deixando a desejar nas respostas aos comentários.

    É difícil, mas por enquanto só tenho tido tempo para liberar os comentários, sem respondê-los. O jeito que tu escreve dá a entender que isso se dá por arrogância ou alguma síndrome de superioridade, e estás enganado na tua observação. A minha justificativa é esta: não tenho tido tempo nem para atar os cadarços.

    Também é complicado para interagir, por exemplo, quando eu faço um post sobre o Bayern Leverkusen e os comentários que entram são sobre o Grêmio…hehehehe…o debate nem se estabelece porque o pessoal não leu o post, quer falar de outra coisa, e aí complica-se tudo.

    Enfim, sigo tocando o blog com a mesma dedicação de sempre nas análises, mas diminuindo a intensidade dos debates que eu sempre mantive aqui.

    Abraços.

  • Carlos diz: 26 de janeiro de 2010

    Aê Cecconi, foi mal por ter fugido do assunto(Bayer Leverkusen) e iniciado as respostas falando sobre o Grêmio, mas eu precisava de uma resposta, e muito obrigado por ter me dado uma, bem coerente por sinal. Quanto ao Bayer, pouco sei sobre o time pois não acompanho muito o campeonato local, mas confio muito nas suas análises e acredito que esse time esteja “encaixadinho”, tem alguns bons nomes, deve ter um técnico inteligente e jogadores capazes de cumprir suas funções, isso explicaria o sucesso, além do fato do time mais rico do país(Bayern Munchen) ser treinado pelo Van Gaal, um técnico confuso e sem convicções. Abraços

  • fernando diz: 27 de janeiro de 2010

    pro alberto, sobre o kroos… o empréstimo inicial já foi de dois anos mesmo, por mais maluco q isso pareça. a idéia do bayern é q o jogador amadurecesse numa equipe de média pra grande – toni sempre foi um tanto criador de caso e passou por um período técnico horroroso no próprio leverkusen. claro, possivelmente eles não imaginavam o garoto liderando o bayer numa camapnha dessas. taticamente, concordo contigo. ele foge da lateral e centraliza muitas vezes qdo ataca – movimento até parecido do seu colega que ficou na baviera, o thomas muller. abs!

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