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Emelec, mais um com três zagueiros

11 de fevereiro de 2010 4

Terminada a observação dos três adversários do Inter no Grupo 5 da Copa Libertadores 2010, constata-se que todos os integrantes da chave – incluindo o Inter – em algum momento se utilizam dos três zagueiros. Seja preferencialmente – como fazem Inter e Emelec – ou circunstancialmente, como é o caso de Deportivo Quito e Cerro-URU. Ou o trio defensivo está caracterizado, ou se apresentam variações para criar uma sobra.

Ontem, o Emelec venceu o Newell’s por 2 a 1, e se classificou para a fase de grupos da Libertadores, jogando no 3-6-1. A distribuição dos jogadores em campo é bastante confusa. A movimentação, também. Há uma enormidade de variações defensivas que fazem o Emelec muito mais jogar em função do adversário do que propriamente propor o jogo. O Newell’s, mesmo em Guayaquil, dominou a partida e criou as melhores oportunidades. Perdeu por desatenção, no gol sofrido a 30seg do 2º tempo. E perdeu, acima de tudo, porque o Emelec tem uma “muralha” no gol: o camisa 1 Elizaga.

Na defesa, o Emelec tem três zagueiros. Fleitas é o líbero, com Mina à esquerda, e Achilier à direita. Fleitas comanda a defesa, e gosta de ultrapassar os dois zagueiros, posicionando-se à frente, quando a equipe precisa adiantar a marcação, logo retornando ao posicionamento original. Mas o movimento mais complexo – e um pouco confuso – acontece no lado direito.

Esta movimentação toda me lembrou uma equipe que o Inter enfrentou ano passado: a LDU de Jorge Fossati. Pesquisei nos arquivos do blog Preleção, e encontrei o post onde falava exatamente sobre uma basculação que variava de três zagueiros para linha de quatro. Será a LDU de Fossati uma inspiração para este Emelec? Se for, é bom para o Inter, porque seu treinador deve conhecer o antídoto. Leiam aqui a análise daquela LDU.

Com a bola, o zagueiro Achilier se adianta, e empurra o ala Biglieri para a frente. Ele traz consigo os dois zagueiros restantes – Fleitas e Mina – e forma uma linha de quatro com o ala-oposto, J.L. Quiñónez. Perdida a posse de bola, entretanto, Achilier recua e a formação com três zagueiros se recompõe.

Do meio para a frente, o Emelec é pouco inspirado. Não há um jogador que centralize a articulação. Contra o Newell’s, a equipe criou quase nada, não conluiu de média ou londa distância, e resumiu suas ações a duas jogadas: Biglieri buscando a linha de fundo pela direita, ou cobranças de escanteios.

O protagonista do time é o goleiro Elizaga. Ele salvou o Emelec contra o Newell’s por pelo menos cinco vezes. Chances claras de gol, com grandes defesas. E o “patrão” é o volante P.A. Quiñónez, camisa 15. Preparem-se, jogadores colorados. Ele bate até na própria sombra. Um jogador muito truculento, volante “fazedor de faltas”, que faz a cobertura dos dois alas para manter a base de três zagueiros.

Comentários (4)

  • Ademir Neissinger diz: 11 de fevereiro de 2010

    Legal Cecconi, parece que o Fleitas avança a marcação quando o volante P.A Quinones faz a cobertura do lado, isso abre um burado no meio da defesa! Penso que uma boa triangulação pelo meio entre Giuliano, Taison e Alecsando, até mesmo com a Paticipação do Guina, pode surpreender o EMELEC, assim como acho que se o NEI for acessorado pelo lado direiro pode fazer boa jogada as costas do ala que recua para fechar a linha de quatro!
    Do outro lado a entrada de Kleber pelo meio abrindo espaço para Taison fazer a jogada de fundo, pode indefinir a marcação entre o Ala e o Stoper daquele lado.

    forte abraço.

  • Jonas Rafael diz: 11 de fevereiro de 2010

    É, mas na Argentina o Emelec esteve muito mais perto de marcar do que o Newell’s. Pleo menos naquele jogo a equipe demonstrou algum poder de contra-ataque. Agora achei os dois bem ruinzinhos…

  • Alberto diz: 11 de fevereiro de 2010

    Cecconi, viu Nacional-Cuenca hoje? Apesar da derrota o time do Cuenca jogou muito bem, se viu vale a pena postar uma análise tática do time. Abraço.

    Resposta do Cecconi: olá Alberto, vi mas sem reparar no sistema tático. Mas não é surpresa, ano passado o Cuenca venceu o Boca em casa, e deu um calor na Bombonera, perdendo injustamente. É bom time. Abraços.

  • Preleção » Blog Archive » Inter: falta no meio, sobra na zaga diz: 24 de fevereiro de 2010

    [...] jogos e principalmente dos treinos. O que se previa realmente aconteceu – leiam aqui – assim como o 3-6-1 do Emelec, também analisado no blog Preleção, confirmou-se. Trago hoje um desdobramento desta análise, [...]

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