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Como o Atlético de Madrid venceu o Barcelona

15 de fevereiro de 2010 3

Não tem sido comum, mas às vezes acontece de o Barcelona perder. Ontem, a invencibilidade catalã no Campeonato Espanhol caiu fora de casa para o Atlético de Madrid, placar de 2 a 1. E o time da capital, embora não tenha modificado sua característica de jogo, foi bem sucedido na estratégia escolhida.

O Atlético de Madrid jogou no 4-4-2 em duas linhas, seu sistema preferencial. Nada de novo, portanto, atuar desta forma contra o Barcelona. O português Tiago, recente reforço, foi o box-to-box mais à direita, com Paulo Assunção de volante marcador, e a dupla Simão-Reyes como wingers de pés invertidos nos extremos da segunda linha. À frente, a dupla Forlán e Aguero. Ontem, inspiradíssimos.

No Barcelona, Guardiola definiu um 4-3-3 com variação para 4-4-2, tendo Iniesta como o terceiro atacante que retorna para formar o quarteto de meio-campo. Movimento já realizado outras vezes, sempre nas eventuais ausências de Thierry Henry. O Barça se manteve fiel, ainda, à manutenção da posse de bola como estratégia prioritária, controlando a partida por quase 67% do tempo.

O Atlético venceu na eficiência ofensiva. Mesmo com 33% de posse, a equipe de Madrid criou o mesmo número de oportunidades do Barcelona – 13 contra 13. Marcou dois gols, sofreu um. Contou, é evidente, com uma tarde pouco inspirada dos atacantes do Barça, aliada a um domingo de qualidade dos seus próprios atacantes – principalmente Aguero que, mesmo não tendo marcado gols, foi responsável por metade das conclusões do Atlético.

Este modelo é o mesmo aplicado pelo Rubin Kazan na Liga dos Campeões: 4-4-2 em duas linhas; compacta meio e ataque, bloqueia infiltrações; permite ao Barcelona ter posse de bola em uma zona pouco criativa, entre-intermediárias; e aposta na perícia ofensiva quando sair em contra-ataque.

Estratégia arriscada, é claro, porque o Barcelona é uma equipe paciente. Gosta de jogar com essa posse de bola pouco objetiva, em busca de espaços. Permitir que seus jogadores troquem passes é abrir a possibilidade para eles identificarem os melhores espaços, ocuparem e concluírem com muita qualidade. Foi assim contra o Estudiantes, no Mundial. Mas às vezes dá certo. No 4-4-2 em duas linhas, o Atlético de Madrid ontem repetiu o Rubin Kazan, e venceu o invencível Barça.

Comentários (3)

  • Gustavo F. Barbosa diz: 15 de fevereiro de 2010

    Observei as duas linhas, a estratégia também. Concordo com a análise Cecconi, embora não acredite nas tantas semelhanças de estratégia com o Rubin Kazan.
    O que achei interessante acrescentar é que o Barcelona joga com defesa alta, ou seja, linha defensiva jogando em fora-de-jogo e muito avançada. Isto é característica marcante do Barcelona e o Atl. Madrid soube trabalhar muito bem contra isto. O primeiro gol saiu de uma destas ocasiões.

    Grande Abraço.

  • Roberticus diz: 15 de fevereiro de 2010

    Ola Cecconi, algum outro por aqui se reclamava faz pouco tempo por uma percebida falta de volantes organizadores nesse momento no futebol mundial. Mas aqui com o Thiago do Atletico, eis um exemplo. O ‘doble pivote’ no futebol espanhol sempre foi concebido sob duas versões; um volante para destruir e um mediocampista refinado para organizar ou bem um box-to-box (mais comum nas equipes aguerridas e anglófilas como os bascos). Por isso, Luxemburgo foi tratado como uma piada em Espanha quando colocou como meiocampo um parceiro de volantes bem brasileiros no estilo: Emerson e Gravesen..pois o setor perdeu criterio, e as meias veiam-se sobrecargado de responsabilidades em dois setores para compensar.

  • Blog do Carlão – Futebol é nossa área diz: 15 de fevereiro de 2010

    Fala, professor!

    Tô aprendendo: http://carlospizzatto.blogspot.com/2010/02/atletico-de-madrid-ajuda-rival.html

    Abraços.

    Resposta do Cecconi: bruxo, tu não precisa aprender, já sabes muito. Ambos só trocamos informações. Grande abraço.

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