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Mancini usa o losango no Vasco

22 de fevereiro de 2010 14

Assisti à decisão da Taça Guanabara, e como já propus no blog Preleção o debate sobre o 3-5-2 do Botafogo – campeão ontem, vencendo por 2 a 0.  É uma boa oportunidade para falarmos do Vasco, treinado por Vágner Mancini, equipe ainda não abordada na temporada 2010 aqui nas nossas conversas.

O Vasco de Mancini joga no 4-4-2 com meio-campo em losango. Para quem gosta de desdobramentos, pode ser descrito também como 4-3-1-2, ou então 4-1-2-1-2. Maneiras diferentes de se falar a mesma coisa. É um 4-4-2 com um volante defensivo, centralizado, no primeiro vértice (Nilton); dois apoiadores com função prioritária de marcação, mas também responsáveis pelo suporte ofensivo aos laterais – fazendo o vai-vem dos carrilleros argentinos, ou dos box-to-box ingleses (Souza na direita, Léo Gago na esquerda); e um ponta-de-lança no vértice mais adiantado, próximo aos atacantes (Carlos Alberto).

Na defesa, há dois laterais que apoiam – Elder Granja e Márcio Careca. A dupla de zagueiros conta com Fernando e Titi, jogadores de muita força física, efetivos na bola aérea e nos combates corporais, mas deficientes no bloqueio a jogadores velozes ou habilidosos em espaços maiores de campo.

O ataque tem o super-garoto Philippe Coutinho, que está jogando muito bem; e Dodô, com as mesmas oscilações que caracterizam sua carreira. Philippe Coutinho é um atacante habilidoso, veloz, corajoso e inteligente, que precisa apenas trabalhar os fundamentos de acabamento das jogadas (principalmente o chute, mas também a assistência) para ganhar espaço de destaque. Tanto que já está acertado com a Inter de Milão, conforme informações da imprensa carioca.

Philippe Coutinho sincroniza com Carlos Alberto boas inversões de posicionamento. Por também atuar na ponta-de-lança, o jovem costuma acrescentar ao repertório de variações entre esquerda e direita, um recuo centralizado que abre espaço para o ingresso de Carlos Alberto na área. Ambos estão afinados, jogam próximos, e parece-me que Carlos Alberto reconheceu em Philippe Coutinho um companheiro capaz de improvisar triangulações.

Contra o Botafogo, Mancini promoveu uma pequena variação tática. No intervalo, sacou Léo Gago e colocou Magno – meia ofensivo que se destacou em 2009 pelo Brasil de Pelotas. Magno seguiu posicionado como apoiador pela esquerda, mas avançou naturalmente com a posse de bola, levando Souza a adotar a postura contrária, e recuar – resultando na assimetria do losango.

Vale destacar, como sempre, que este foi o primeiro jogo que assisti do Vasco em 2010. Percebi com clareza o 4-4-2 com meio-campo em losango, mas deixo o debate aberto a quem quiser acrescentar mais detalhes sobre o histórico das decisões de Mancini nesta temporada.

Comentários (14)

  • MARTINI diz: 22 de fevereiro de 2010

    GRANDE CECCONI, QUE COIZINHA ESSE TIME DO BOTAFOGO, É SÓ NA BASE DO CHUTAO PRA FRENTE E BOLA ALÇADA NA AREA. É MUITO RUI O TIME. CREIO QUE 3-5-2 PODE SER APLICADO EM TIMES COM VOLANTES FRACOS. VEJO NO INTER UM 3-5-2, QDO CREIO QUE COMO TEMOS GUINA E SANDRO E AINDA MATHIAS, DEVERIAMOS JOGAR NO 4-4-2. ONTEM FOSSATI DEU UMA AMOSTRA GRÁTIS DE COMO SE PERDE UM JOGO CONTRA ADVERSÁRIO DE MENOR QUALIDADE. TEIMOU EM ESCALAR 3 ZAGUEIROS, QUANDO NEM BEM 2 ELE TINHA, E NA FRENTE ME COLOCA 2 CENTROAVANTE, UM SEM AS MINIMAS CONDIÇOES FISICAS. AINDA COJITA ESCALAR ALESSANDRO E KLEBER JUNTOS. 02 CENTROAVANTES DE AREA E 3 ZAGUEIROS, ISSO SIM É PRA AFUNDAR MESMO.CONSEGUI VER ONTEM NA TRANSMISSÃO O ESQUEMA TATICO DO JOEL SANTANA. TAVA DESENHADO UM BALAO NA PRANCHETA. HAHAHAHAHA

  • Dassler diz: 22 de fevereiro de 2010

    Meu caro, em geral vem sendo 4-2-3-1, viu. Souza pela direita, ao estilo Willians, e Coutinho pela esquerda com mais liberdade de movimentação. Contra o Flu, ficou nesse losango mesmo, mas mais configurado como 4-3-2-1 que 4-3-1-2. Ontem eu não vi.

    Abraço

    Resposta do Cecconi: valeu, Dassler. Não assisti aos outros jogos. Contra o Bota o Philippe jogou mesmo pela direita, e adiantado. Talvez para forçar às costas do Cordeiro. Abraços.

  • homero felipe diz: 22 de fevereiro de 2010

    concordo plenamente,é bém assim q o vasco joga,e digo mais,é o esquema q mais gosto,e digo mais vc tiver os jogadores cértos,é o melhor esquema q tem,ai é uma questão de qualidade dos jogadores,mas o esquema é ótimo,se o inter não tivesse contratato um retran queiro de carteirinha,este esquema poderia ser utilizado,só não sei se o inter teria os jogadores,pra utilizar este esquema!

  • Samuel Ritter diz: 22 de fevereiro de 2010

    O Grêmio demite Mancini e acha que vai conseguir alguma coisa com o Silas.

  • Vinicius Mathies diz: 22 de fevereiro de 2010

    Cecconi, tu tem alguma explicação da vitória do Muricybol frente a um time mais equlibrado taticamente e teoricamente com melhores jogadores? Parabéns pelo melhor Blog do ClicRBS!

    Resposta do Cecconi: efetividade. Esta é a base do Muricybol. Segurar o adversário e ser efetivo nas raras chances, principalmente na bola parada. Ontem o Botafogo fez dois gols de bola parada. Abraços.

  • André Martins diz: 22 de fevereiro de 2010

    Cecconi, assisti aos lances desse jogo e na hora do pênalti dá pra ver que o Rafael Carioca estava em campo. Ele é reserva nesse time? O Vasco é um time ofensivo, sem dúvida, mas assim como no Vitória do ano passado, o Mancini não consegue dar equilíbrio ao time, expondo demais seus zagueiros ao combate direto (os volantes saem muito do lugar e não é raro ver o Nilton próximo da área adversária). Acho que não tem chance contra times que marcam bem e são rápidos no ataque. Abraço e parabéns pelo blog. André

    Resposta do Cecconi: sim, ele foi reserva, e entrou no lugar do Souza no meio do 2º tempo. Abraços.

  • Gremista Roxo diz: 22 de fevereiro de 2010

    Eduardo, mas é fraco esse time do Vascão heim … único adversário decente do Grêmio na Copa do Brasil é o San7os mesmo.

  • André Gremista diz: 22 de fevereiro de 2010

    Fala, Cecconi!!!
    Tu não acha que o meio campo do Grêmio iria encorpar se adotasse esse esquema, com Adílson, Magrão e Rochemback formando o trio de volantes, liberando o Douglas para a criação?
    Não seria um modelo semelhante ao da Inter de Milão (Cambiasso, Zanetti e Thiago Motta + Sneijder)?
    Que te parece? Se tu achar que sim, faz um comentário no teu Blog?!
    Abraço, acesso o Preleção diariamente!

    Resposta do Cecconi: Olá André. Tenho restrições ao Adilson, acho que o Grêmio tem um grande casting de bons meias. Eu jogaria com Magrão e Rocca, e Douglas + Leandro ou Hugo. Abração.

  • juliano diz: 22 de fevereiro de 2010

    gosto muito desse esquema, por permitir laterais bem ofensivos, mas sem fazer um esquema com 3 zagueiros, o problema do vasco é mais as peças mesmo

    em tempo, é só minha impressão ou o grêmio variou uns 3 esquemas táticos no jogo contra o inter-sm? passando por 4-4-2 mais brasileiro, 4-4-2 com meio em losango (lance do segundo gol, com douglas de enganche e 2 atacantes a frente, o silas até comentou que o douglas tem características pra esse papel, que era o que ele mesmo exercia no san lorenzo), e o 3-5-2 também (que não funcionou, o time ficou todo atacando na esquerda, e assim o mário como zagueiro não podia subir pela direita para receber inversões de bola)

  • Eduardo diz: 22 de fevereiro de 2010

    Vá entender o Mancini. Tem um dos melhores camisa 5 que eu vi jogar ultimamente – senão o melhor – e ele joga com o brucutu do Nilton. Mas também… ele implicava com o Rafael Carioca desde os tempos de Grêmio.
    Ao contrário do Gremista Roxo não acho esse time do Vasco fraco. É um time rápido e habilidoso, características de equipes que sempre complicam a vida do Grêmio.

  • Emerson Skrabe diz: 23 de fevereiro de 2010

    Aí, Cecconi. Mais uma vitória do 3-5-2. O que me diz?

    Resposta do Cecconi: olha, Emerson, eu não tenho que dizer nada. Não sou comentarista de resultado. Abração.

  • Lucas diz: 23 de fevereiro de 2010

    Oi Cecconi .. parabéns pelo ótimo trabalho e Blog .. está muito legal acompanhar as evoluções táticas .. não quero sair fora do tema, mas gostaria de ver um post sobre marcação Individual ou Zona na bola parada contra (escanteios e faltas Laterais). Tenho visto o São Paulo por Influência Européia de Ricardo Gomes , marcando Zona nas bolas paradas , e a maioria dos clubes marcando Individual , qual é a melhor saída .. o Vasco tomou um gol de escanteio ontem .. algo que não aceito muito hoje em dia .. que você acha?

    Resposta do Cecconi: Lucas, não tenho muita referência teórica para jogadas de bola parada. Vou procurar, e assim que possível abordar o assunto. Obrigado pela sugestão. Abraços.

  • Diego Zanini diz: 23 de fevereiro de 2010

    Olá Cecconi, concordo com o André que comentou sobre a possibilidade de adoção do meio campo em losango no Grêmio, porém sugiro uma formação com um volante mais marcador (Ferdinando, Henrique, Fernando ou até mesmo Túlio), dois box to box e por nenhum ser canhoto, independe o lado (Rochemback, Willian Magrão, Adilson ou Maylson) e um ponta de lança (Douglas, Hugo ou Mithyuê). O que acha?? Abraços

    Resposta do Cecconi: Diego, eu parto do princípio de que qualquer alternativa pode dar certo, desde que treinada. Analisando o elenco do Grêmio, ainda acho um desperdício colocar um meia no banco para abrir espaço a mais um volante de baixa qualidade. Abraços.

  • Diego diz: 25 de fevereiro de 2010

    Não assisti à final, mas a semi-final vi Phillipe Coutinho caindo pela esquerda e Souza pela direita, com Dodô no meio e Carlos Alberto de meia ofensivo. Vi uma formação semelhante à do Arsenal. Talvez eu esteja enganado.
    E, pra falar a verdade, a formação tática do Arsenal me parece a mais bem feita…queria que meu técnico acordasse pra vida e usasse-a!
    Cecconi, parabenizo o seu trabalho, e peço que, se tiver tempo, acompanhe e comente o futebol do E.C. Vitória…muitos daqui lêem seu blog. =)

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