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Descentralização colorada não deveria ser surpresa

23 de fevereiro de 2010 41

Quando o técnico Jorge Fossati atribuiu, ainda no início da temporada, a reserva de Giuliano em um coletivo a deficiências do jogador no cumprimento da função de ponta-de-lança dentro do 3-5-2/3-6-1 colorado, ninguém compreendeu. Aos poucos, com o desenvolvimento dos treinos, foi possível perceber o que Fossati pretende, qual a estratégia aplicada ao sistema tático, e a opção do treinador do Inter se esclareceu. Não se justifica o espanto geral com a descentralização da articulação do Inter.

No 3-5-2 com variação para 3-6-1 de Fossati (ou, se quiserem, 3-4-1-2 com variação para 3-4-2-1), a estratégia ofensiva escolhida é a transição pelos lados do campo. Os jogadores são distribuídos da seguinte forma: três zagueiros, guarnecidos por dois volantes, alinhados aos alas bem abertos, com um (ou dois) meias na intermediária adversária, um (ou nenhum) atacante de movimentação, e um centroavante de referência. Naturalmente, esta disposição já “abandona” o articulador, por apresentar um desequilíbrio – são sete jogadores com posicionamento inicial no campo de defesa.

Essa natural vocação dos sistemas com três zagueiros acentua-se a partir da estratégia escolhida por Fossati. O Inter joga pelos lados do campo. Na direita, Índio (ou Bolívar, enquanto Índio se recupera de lesão) empurra Nei (ou Bruno Silva); na esquerda, Eller (ou Danilo Silva) avança e joga Kleber para a frente; Sandro completa o triângulo do lado direito, e Guiñazu faz igual passagem na esquerda. Sobra, centralizado, apenas um meia – D’Alessandro/Giuliano – ou dois, quando a opção é pelo 3-6-1. E eles, devido à falta de companhia na faixa central, acabam movimentando-se pelos lados para buscar as jogadas.

É assim que Fossati quer ver o Inter jogar. Acompanhei praticamente todos os treinamentos abertos que ele comandou em 2010. O treinador colorado trabalha exaustivamente a descentralização da equipe. Não existe a figura do articulador, do pensador. É o time quem faz a transição, de pé em pé, de lado a outro, utilizando-se do meio-campo apenas como intermediário. O objetivo é chegar à lateral, à linha de fundo. Abrir o jogo, abrir o adversário. Avançar pelos lados do campo, aos poucos.

Do meia, seja ele D’Alessandro, Giuliano, Edu ou Andrezinho, Fossati exige o ingresso na área. Por quê? Porque o time trabalha para lançar a bola na área. Os dois alas avançam simultaneamente, assessorados pelos zagueiros e pelos volantes. Aberto o jogo, alcançada a lateral ofensiva, a bola é cruzada – alta ou rasteira. Alecsandro não pode disputar sozinho. Precisa do segundo atacante e do meia, ou dos dois meias (no caso do 3-6-1) com ele.

Assisti a uma atividade tática, comandada por Fossati, que endossa esta percepção. Ele posicionou 11 titulares, sem adversário algum, no gramado principal do Beira-Rio. A movimentação tinha início na reposição de bola do goleiro (Lauro, na oportunidade). Sem pressa, Fossati orientava zagueiros, volantes e alas a trocar passes de lado a outro, até que o ala disparasse, acompanhado do meia, pelo lado do campo. O outro meia (ou segundo atacante) ingressava na área acompanhando Alecsandro. O ala oposto fechava.

Bola cruzada na área. Em mais de uma hora, Fossati não testou nenhuma outra alternativa de transição ofensiva (chute de média distância, aproximação pelo meio, infiltração com bola no chão…). Nada. Apenas trabalhou a jogada pelo lado, e o cruzamento na área. Como Giuliano é um meio-campista menos incisivo, está demorando a se adaptar à exigência de Fossati. Terá de aprender a esperar na área pelo cruzamento, ou passar pelo lado em auxílio ao ala.

Assim o Inter deve enfrentar o Emelec hoje: com alas, volantes e zagueiros passando pelos lados e cruzando; meias e atacantes ingressando na área para concluir. Esta é a estratégia escolhida por Fossati. Por isso a articulação colorada descentralizou.

Não estou aqui – é bom esclarecer – lançando juízo de valor. Essa é uma análise do sistema tático e da estratégia adotados por Jorge Fossati no Inter. Um debate que pode partir desta análise, e aí sim é possível se posicionar com mais subjetividade, é o seguinte: vale a pena impôr uma estrutura tática a qualquer elenco? Ou é melhor priorizar as características do grupo na escolha do sistema? Pergunto isso porque a opção pelo 3-5-2 descentralizado soa um desperdício ao repertório de bons meio-campistas do Inter. Vale mais a pena Fossati seguir obstinado nos sistemas com três zagueiros, mesmo que isso deixe bons meias na reserva, e torne o meia titular um coadjuvante? Ou seria melhor abdicar do trio defensivo para abrir espaço a outro articulador, modificando não apenas o sistema, mas também a estratégia de jogo?

Comentários (41)

  • Lucas diz: 23 de fevereiro de 2010

    Pô Cecconi…depois dessa se os equatorianos resolverem escutar algum gremista de plantão e entrarem no teu blog estamo f…. Tu podia esperar um pouco né? Abraço

    Resposta do Cecconi: Lucas, se o treinador do Emelec depende de um blog no dia do jogo para saber como atua o adversário, não há motivo para preocupação. É evidente que ele já estudou exaustivamente o Inter em vídeos, e com informações de olheiros. Nada do que eu falo aqui é novidade para eles. Outra coisa: vale lembrar que semana passada analisei o Emelec. Também acredito que o Inter não se valeu da minha análise, mas sim se baseou na análise do Fossati em cima de vídeos e dos relatos do Guto Ferreira. Abraços.

  • Emerson Skrabe diz: 23 de fevereiro de 2010

    O Inter e o Fossati estão repetindo os erros do Grêmio ano passado. Primeiro, uma estratégia confusa quanto ao Gauchão, ora com titulares, ora com reservas. O segundo erro, que foi cometido pelo Autuori ano passado, e que agora o Fossati repete, é impor um sistema tático aos jogadores, quando o melhor é o contrário (adapatar o sistema ao material humano). Mano Menezes joga assim (o sistema depende dos jogadores). Aliás, poderia fazer uma análise tática do Grêmio num 4-3-3 (já que jogam Douglas, Leandro, Jonas e Borges)? Não achas um bom esquema para o tricolor?

  • andré diz: 23 de fevereiro de 2010

    Eduardo, tua avaliação do sistema é precisa! Penso, porém, que neste sistema a equipe que neutralizar os alas e o meia que passa para triangular pela linha lateral, estará anulando a principal jogada do Inter. Quando se enfrenta equipes armadas para “matar ” as jogadas e sair em contra golpes não se pode abrir mão de jogadores de alta técnica como D’Alessandro e principalmente Juliano. Acredito que as equipes devão ser armadas para explorar o melhor rendimento dos seus principais jogadores. O que não vem acontecendo no Inter de Fossati.

  • Guilherme diz: 23 de fevereiro de 2010

    ter no time tres zagueiros, dois volantes e apenas um meia, já responde tua pergunta. Os melhores jogadores do inter são Dale, Giuliano e Andresinho (este mais para o segundo tempo), deixar dois deles no banco é uma afronta a inteligencia de qualquer um. Time previsivel, retranqueiro e sem criatividade. Esse é o meu inter…. e me responde, por favor, se o Fossati prioriza tanto as jogadas pelos lados (eu gosto, desde que o time não dependa disso, como acho que não pode depender apenas de jogadas pelo meio), principalmente com o kleber, como fica se este se machucar ou ficar suspenso por cartões? Entra o Juan pelo lado e o time morre? Um zagueiro irá comandar nosso time?? Muita falta de coerencia, ainda mais vendo que o inter não tem nenhuma opção além dessas jogadas… se o leber sair, nem entra em campo que o time morre… me explica essa escolha de não ter ninguem substituindo o kleber, o jogador mais importante do esquema do fossati.

  • Allan diz: 23 de fevereiro de 2010

    Grande post!!! Muito bom mesmo!
    Fossati é viciado no 3-5-2, com isso acaba deixando o time com menos qualidade em campo, óbvio. O que não é obvio é a displicência de F. Carvalho para com isso. Jornalistas do centro do país temem o Inter porque, segundo eles, temos o melhor meio de campo do Brasil: D’ale, Giuliano, Guina e Sandro.
    Fossati, desde que chegou aqui, vem acabando com a maior virtude colorada, o meio de campo de toque qualificado formado por esses quatro.
    Carvalho não explçicou isso ao Fossati?
    Domingo, contra o Nóia, ficou evidente o vício do gringo pelo 3-5-2. Ele improvisou o “espetacular Matias na zaga para não abrir mão dos tres zagueiros. Foi lamentável!
    E o pior é que pelo jeito ele não vai mudar de ideia, seguirá com esse esquema que só serve para times carentes de qualidade, o que não é o caso do Colorado.
    Só nos resta torcer muito e acreditar no Senhor lá de Cima.
    Abraço e parabéns pelo grande trabalho. Você acha que agrada o Carvalho esse esquema???

  • Leonardo Sander diz: 23 de fevereiro de 2010

    Eai Cecconi, pra mim o Inter deveria jogar num 3-6-1 com meio em losango, o q deu certo, com: Sandro, Guiñazu(pela esquerda, marca forte e auxilia na armação), Giuliano(pela direita, arma e ataca e auxilia na marcação) e Edu(especialista na bola aérea, chega de trás, e entra na área nos espaços deixados pelo centro- avante). Nas Alas: Kléber(Esquerda, fazendo + jogadas de linha de fundo e tbm a diagonal), na direita uma dúvida, Nei marca, é mais um lateral de 4-4-2, Bruno Silva, tem ótimo chute de média e longa distância, mas ainda ñ mostrou ah que veio. E isso me faz pensar em duas alternativas: Arilton, rápido, habilidoso e de bom cruzamento, poderia se sair bem; mas ainda poderia ser W.líbano, marca bem, habilidoso e um “pulmão de ouro” pelo o que vi, poderia, junto com Kléber, fazer uma função mais de Winger, do q um ala, pq formarim uma linha com os volantes sem a bola, com Giuliano um pouco a frente e Edu no enganche. O Centro-Avante: Leandro Damião, Alto, habilidoso, chuta bem com os dois pés, e ainda muito bom cabeceador, poderia com isso fazer a fução de “Falso 9″, abrindo espaço para os alas e ainda Edu e Giuliano. Mas acima de td, gostaria de ver um Inter, tocando bola, guardadas as devidas proporções, como o Barça, um time frio, q toca a bola, e com mta movimentação, abre espaços e é mto efetivo!

  • luis fernando pinheiro diz: 23 de fevereiro de 2010

    Muito bem analisado o esquema. Parabéns pela análise criteriosa e objetiva que fizeste. Mas na minha opinião este esquema de joga acaba com jogadores como D’Alessandro, Giuliano e Andrezinho, principalmente o primeiro, pois este é extremamente centralizador do jogo, seria ótimo se tivessemos jogadores como Nilmar ou meias mais velozes, até dificil de exemplificar algum, quem sabe Marquinhos que não foi escrito na lista. Por isso como colorado a minha preocupação se este esquema será assimilado pelo grupo. Prefiro sempre o técnico que aproveita as caracteriscas pessoais de cada atleta. Mais uma vez parabéns é o melhor Blog do CLICRBS.

  • Nei diz: 23 de fevereiro de 2010

    Se Fossati sentasse numa mesa redonda com Mourinho ou Ferguson para discutir esquema de jogo, em 10 minutos ganhava de presente um nariz de palhaço e 20 pilas pra comer uma parrilla num boteco de Montevidéo. Gente, não dura até o fim da LA.

  • João Marcelo diz: 23 de fevereiro de 2010

    ótima análise. Concordo contigo. Nesta formatação tática do Fossati, ele encontraria no Fernandão o meia que ele procura.

  • Flávio diz: 23 de fevereiro de 2010

    Acontece, Cecconi, que o Fossati nunca treinou um time que dispusesse de tantos jogadores de qualidade, e não sabe o que fazer com eles, preferindo insistir em um sistema com o qual alcançou relativo êxito no passado, justamente porque treinava times com menores condições técnicas.

  • Anderson Cardoso diz: 23 de fevereiro de 2010

    Cecconi. Você não acha que se o Inter abrir mão dos três zagueiros estará desperdiçando o talento de Kleber? Ele tem sido um dos principais jogadores do time. Não sou adepto ao 3-6-1, mas acredito que um 3-5-1-1 pudesse dar certo no Inter.

    Resposta do Cecconi: Anderson, acredito que não. Ainda mais com a presença do Guiñazu para fazer essa cobertura pela esquerda. Kleber ainda tem fôlego para ir e voltar. Abraços.

  • Luís diz: 23 de fevereiro de 2010

    Cecconi: tanto tua análise do sistema tático, quanto tua explanação e as questões que propõe me parecem perfeitas. Fossati parece ter chegado ao Beira-Rio com uma idéia definida e rígida de esquema tático que considera ideal. Isso pode ser uma virtude, mas a linha entre a convicção e a temosia é tênue. O critério que faz não cair de uma a outra é a inteligência. Espera-se para ver se Fossati é um técnico inteligente.
    É bastante óbvio que ele não percebeu ou, pior, decidiu desconsiderar o fato de que o Inter tem incomum plantel de meias-armadores de qualidade (D´Ale, Giuliano, Andrezinho). Poucos times tem tantos (o Grêmio se ressentia de não ter nenhum e, agora, conseguiu no Douglas).
    Talvez essa riqueza seja herança das concepções de Tite, já que Abel e Muricy eram adeptos da ligação direta.
    Ora, ao invés de aproveitar essa riqueza sui-generis do Inter, Fossati insiste (e como insiste)
    em seu sistema, que precisa de legítimos meia-atacantes (Edu, Alex Raphael, Hugo) com poder de penetração e conclusão. Ou então, o que seria ideal, mas raro, de meias-armadores com poder de conclusão (Kaká ou algum outro do gênero).
    Sua idéia de futebol é interessante, mas está disperdiçando o que de melhor há no grupo do Inter. E, o que mais me assusta, é que ele não tem treinado alternativas.

  • Diego Souza diz: 23 de fevereiro de 2010

    Bem legal a avaliação Cecconi! Estes dias mesmo estava tentando montar mentalmente o Inter no 3-6-1 do Fossati e estava com um pouco de dificuldade em entender um meia centralizado neste esquema. Provavelmente, então, ele se movimenta e encosta em um dos trios pelos lados ou até compõe o trio quando o zagueiro fica. Acho que se pode trabalhar assim, treinando mais jogadas também pelo meio com aproximação mais centralizada pelos volantes. Mas vamos ver o que os resultados nos dizem. Um Abraço!

  • Felipe Verlindo diz: 23 de fevereiro de 2010

    Time ideal para o Inter com as peças que tem hoje
    pato, bolivar, sorondo (mathias), eller, nei, sandro, andrezinho, giuliano, kleber, edu e alecsandro. d’ale ou joga tudo que sabe ou entao fica no banco, bem como o kleber pereira.

    03 zagueiros para liberar o kleber. sandro centralizado. andrezinho marca razoavelmente bem e o giuliano tem folego pra voltar e auxiliar bastante na marcacao. edu pode se somar aos jogadores de meio tb.

    vamos apostar mais no marquinhos, ele tem 10x mais qualidade que o taison que so corre.

  • Pedro de Meirelles diz: 23 de fevereiro de 2010

    É verdade, não é novidade nem para mim..

    E isso é o que me preocupa. O INTER não tem jogadas de meio-campo, não trabalha a bola, não cria, portanto, chances claras de gol..

    Depender só de cruzamento é MUITO perigoso:
    1º pq o Alecsandro não é exímio cabeceador (muito pelo contrário)
    2º pq, em qualquer cruzamento, nunca se cria chance clara de gol.. O lateral (ou quem for bater) tem que estar com o pé calibrado, se não não sai gol.
    3º pq o INTER tem ótimos meio-campistas e Fossati está disperdiçando isso (veja só, Giuliano no banco!).

    Outra coisa que me preocupa é a formação defensiva na hora da cobrança de escanteio.. TODOS ficam atrás da linha da grande área.. ATÉ CONTRA O JUVENTUDE.. Aí não há chance de acontecer um contra-ataque decente..

    FOSSATI tá mostrando não saber treinar um time que tenha jogadores de qualidade.

  • João diz: 23 de fevereiro de 2010

    Acho, do alto da minha ignorância, que, em geral, não existe a melhor estratégia. Acho bom que a articulação seja descentralizada, pois, na minha opinião de leigo, fica mais difícil o trabalho de destruição pelo adversário. Mas espero que o Fossati possa lançar mão, em determinadas situações, de uma outra estratégia, com um 4 – 4 – 2 ou 4 – 5 – 1, com mais articuladores, para situações em que o adversário consegue neutralizar o Inter. Eu ainda estou pasmo com o fato de o Tite não ter conseguido boas opções para a ausência do Giuliano no ano passado. Por isso, me agrada uma estratégia que não dependa das características de um determinado jogador já que, pelo que parece, não se consegue ter 2 a 3 bons jogadores com mesmas características em um plantel.

  • Anderson Cardoso diz: 23 de fevereiro de 2010

    Não daria pra utilizar o 3-4-2-1 (3-6-1) distribuindo as jogadas igualmente entre os alas e os 2 meias (Giuliano e D’alessandro), mesclando as jogadas, sem jogar apenas pelas laterais? Acho que fica mais difícil jogar contra um adversário que mescla jogadas pelo meio e pelas pontas, do que contra um adversário que escolhe só uma das duas opções.
    Sobre o 4-4-2 que vinha sendo utilizado com o Tite, é um esquema que beneficiava os meias mas prejudicava o Kléber, que se via prezo na obrigação de marcar e acabava até sendo criticado.
    Acho que o ideal seria utilizar o 4-2-2-2 (4-4-2), com o Kléber tendo liberdade total para subir pela esquerda, em detrimento das subidas do Guiñazu, este ficaria como um cão de guarda do Kléber. Acho que assim o problema dos meias do 3-5-2 e do Kléber no 4-4-2 estariam resolvidos. É só colocar essa consciência tática na marra dentro da cabeça do Guiñazu.

  • Daniel Pozzi diz: 23 de fevereiro de 2010

    O esquema vai dos jogadores disponiveis…o inter tem ótimos meio campistas e tradicionalmente não recebemos bem o sistema com 3 zagueiros. Entendo que a direção se entregou a esse treinador e infelizmente acredito que vamos pagar alto preço por isso. Ele está terminando com o que o time tinha de bom !!!

  • Fabiano diz: 23 de fevereiro de 2010

    Apoio a manutenção da estrutura tática.

    Bastamos lembrar que as individualidades aparecem quando o coletivo está fluindo, sendo assim, de nada adianta Giuliano estar jogando muito se o time não está bem coletivamente.

    Caso este time com mesma formatação tática for campeão, outras individualidades surgiram e então os questionamentos para a escolha de Fossati irão desaparecer.

    Não acha que tem fundamento, Eduardo?

    Abs

  • Marcelo da Rosa diz: 23 de fevereiro de 2010

    SE NOS TREINOS ABERTOS FOI ISSO QUE FOSSATI TREINOU, ESPERO QUE NOS FECHADOS ELE TENHA TRABALHADO A DEFESA. RESUMINDO A SUA IDÉIA – DO FOSSATI Ñ PODE SER PQ Ñ CONHEÇO – OQ VEJO NO INTER DE FOSSATI É OQ VIA NA LDU OU MELHOR O INTER TENTA TER ALGO DA BOA LDU.
    DEFENSORES QUE LANÇAM EM DIAGONAL – POR ISSO F. ELLER FAÇA MUITA FALTA – BUSCANDO OS ALAS OU OUTRO JOGADOR AVANÇADO, DO MEIA REALMENTE ELE ESPERA A CHEGADA A FRENTE ASSIM COM A VOLTA, SEMPRE NA VERTICAL – COMO FAZIA MENDEZ DA LDU – E O MAIS IMPORTANTE QUE MUITOS ESPERAM MAS POUCOS FAZEM… UM CHUTADOR, O INTER Ñ TEM ESSE JOGADOR, GUINAZU, ALECSANDRO SÃO BIZARROS NESSE FUNDAMENTO MAS DEVEM ARRISCAR.

    SÓ PARA CONSTAR… GUILHERME, ANDREZINHO COM “S” É RESERVA SEMPRE!

  • josue diz: 23 de fevereiro de 2010

    Olah… a leitura do esquema tatico eh perfeita… no entanto, o esquema com 3 zagueiros, contra o emelec, me parece demasiada precauçaõ, ainda mais jogando em casa… naum creio q o treinador apenas tenha praticado somente esta alternativa de jogo… as vamos esperar se havera variaçoes do referido esquema durante o jogo, fato q pode ocorrer com a integração do cleber ao meio de campo sendo o outro armador q referistes…abraço….

  • Preleção » Blog Archive » Descentralização colorada não deveria … – meias diz: 23 de fevereiro de 2010

    [...] http://wp.clicrbs.com.br/prelecao/2010/02/23/descentralizacao-colorada-nao-deveria-ser-surpresa/Os?topo=13,1,1,,10,13 jogadores são distribuídos da seguinte forma: três zagueiros, guarnecidos por dois volantes, [...]

  • homero felipe diz: 23 de fevereiro de 2010

    teoricamente suas explicações foram ótimas,mas na pratica,o modelo de fossati é uma porcaria,aumentar um zagueiro,pra tirar um articulador,é de uma burrice oceânica,se vc tuver dois alas espetaculares,va la,mas não é o caso do inter,kléber é um jogador irregualar e depressivo,faz uma gde partida e na outra não joga nada,e nei não é ala,ele é um lateral,q joga em cima da linha,não estou discutindo se é bom ou ruim,estou falando de caracteristica,o outro probelama é q vc perde um jogador no meio,po cecconi,depois do q fez o fossati no domingo,vc ainda achou uma maneira de defender o cara,como dizem os manézinhos,ASSIM TU ME ARROMBAS!

  • Luiz Machado diz: 23 de fevereiro de 2010

    Sem dúvida, Eduardo, vc tem razão. O bom técncio é aquele que sabe tirar o melhor de seus jogadores, e não aquele que obriga os jogadores a seguir o esquema do técnico. A melhor seleção foi a de 70, que João Saldanha formou com o seguinte critério: jogam os 11 melhores. Não tinha centro-avante de ofício, tinha dois meias-esquerda (Riva e Gérson), e tinha Tostão que jogava com a inteligência. E para ficar mais perto de nossa realidade, siga os conselhos de Valdomiro, Fossati. Essa conversa de “descentralização” é papo furado. Tem que ter os melhores em campo, e tem que ir à linha de fundo e cruzar de tráz, pegando o zagueiro no contra-pé.

  • Gabriel diz: 23 de fevereiro de 2010

    Guilherme, por isso o inter contratou o Eltinho, um dos melhores laterais esquerdos do último Brasileirão. Mas eu gosto do Fossati. Sou gremista, mas gosto do Fossati. O cara entende de futebol, lê jogo. A pena é o inter não fazer uma transição do 442 em losango para este 361. Qndo o Tite disse que sem o Giuliano ficava difícil, ele estava certo. O 442 de longos anos do Inter dependia de um carrillero como o Giuliano, que tbm sabe jogar de ponta-de-lança, pois é assim que joga na seleção. Acho que devemos dar tempo pra ver o que o Fossati faz. Muita gente criticou que o Brasil nunca tinha jogado com 352 em 2002 e todos lembramos o que aconteceu. O Mourinho sempre monta o mesmo time. Em nome da tática o Guardiola troca o melhor centroavante da atualidade por um centroavante capaz de retornar à meia, improvisa o Messi de centroavante de área durante o jogo… enfim, é uma discussão interessante a proposta pelo Ceconni e não dá pra desperdiçar com analises excessivamente singulares.

  • Gabriel diz: 23 de fevereiro de 2010

    Então, em parte o elenco é que permite a montagem do esquema. Não dá pra discutirmos asceticamente qual o melhor esquema, sem contextualizarmos o elenco. Gosto do 433 de base baixa e do 442 em losango, mas no Grêmio não vejo como fazer isso. Isso pq o elenco não permite. Mas qual o melhor elenco, por exemplo, da Seleção Brasileira? Dá pra jogar com Ronaldinho, Nilmar, Robinho, Luís Fabiano, Adriano, Ronaldo, Pato e Kaká no mesmo time? “Ah, mas como deixar um no banco?”. Ora, bolas, deixando. O elenco permite um esquema, limita-o, mas não o impõe, simplesmente pq não existe o “esquema ideal”, nem um elenco que se imponha titulares, e os galáticos que o digam…

  • João L diz: 23 de fevereiro de 2010

    Cecconi, eu queria entender o por que do Fossati insistir em três zagueiros mesmo no jogo de hoje, que está retrancado e o Emelec jogando com apenas UM ATACANTE. Três zagueiros para cuidar de um atacante?
    A propósito, está sendo tentado à exaustão este negócio de bola aérea, será que não é perceptível que o Emelec é forte em bloquear esta jogada? Acho que o Fossati poderia tirar um zagueiro e colocar o Andrézinho, fazendo assim um 4-4-2 e tentando a infiltração pelo meio… tentar não custa.

  • Guilherme diz: 23 de fevereiro de 2010

    Eu gosto de falar antes de acontecer… como falo desde algum tempo. Esta no intervalo do jogo, quero que meu inter vença, mas esta escrito, o inter é o time mais retrancado, previsivel, sem qualidade no meio e ataque. Também, só com um meia, e dois atacantes bem fraquinhos… obvio que seria assim.

  • Guilherme diz: 23 de fevereiro de 2010

    nunca vi um time retranqueiro que não sabe marcar… que vergonha esse time… trocar giuliano pelo andresinho?? tres zagueiros… cantei a jogada, essa diretoria deve estar comemorando, empate é o resultado mais desejado por eles, se não não armaria o time dessa forma. Não passaremos da primeira fase se jogarmos dessa forma. O que mais quero é ser bi, mas não sou burro. O ledio carmona, em 7 minutos conseguiu ver o que só os cegos torcedores do inter não conseguem ver, “o inter esta sem força no meio e ataque”. E foi assim o jogo inteiro. Time comum, sem qualidade. Como o alecssandro vai jogar se a bola não chega? como o giuliano vai jogar, se não tem companheiro? Acorda torcida colorada! para adiretoria eu desisti.

  • Chico diz: 24 de fevereiro de 2010

    Post e análise excelentes!
    Parabéns!
    Respondendo a tua pergunta: é melhor priorizar as características do grupo na escolha do sistema, sem dúvidas. O inter deveria aproveitar o que tem de melhor: o meio-campo. No jogo de hj ficou claro, com o time do Emelec posicionado atrás do meio de campo, que falta criatividade ao time do Inter nesse sistema, já que em inúmeras vezes os zagueiros eram obrigados a efetuarem lançamentos longos (especialmente para os alas) que quase sempre resultavam em ganho para a defesa do Emelec.
    Acredito que em um 4-4-2, com Sandro, Guinazu, Giuilano e D’alessandro no meio, ou em um 4-5-1, com Sandro, Guinazu, Giuilano, D’alessandro e Edu/Marquinhos/Andrezinho, isso não ocorreria.

  • Alexandre diz: 24 de fevereiro de 2010

    Cecconi, parabéns pela excelente análise.
    Finalmente consegui compreender o que o Fossati pretende.
    Infelizmente não consegui assistir a partida pela tv. Maldita cabo, foi cair justo hoje!!!
    Graças à ilustração do teu post (aberta durante toda a partida) conseguir visualizar a narração da gaúcha. Valeu mesmo.
    Proponho que tu abras uma exceção e volte a tratar do Inter no próximo post.
    Talvez uma abordagem focada no impacto das substituições para chegar à vitória, como ocorreu a transição do 352 > 442 > 433, rendimento do grupo em cada um destes sistemas, as trocas de função dos jogadores, se o 433 tem futuro…

  • Jair diz: 24 de fevereiro de 2010

    Meu caro, respeito e admiro tuas análises. És, disparado, o mais sensato. Vejo um monte de gente falando muitaq bobagem, e vejo vc falando coisas que batem com o que tá rolando. Por exemplo, não vi vc falando contra o fato do Giuliano ter sido reserva em alguns jogos. Fossati testava. Na hora agá, não teve dúvída. Giuliano é titular. Eu tb acho que o D’Ale jogando, ele vai no 3-6-1 – com o D’Ale mais perto do ataque do que o Giuliano, pelas características dos jogadores – o Giuliano conduz mais a bola que o D’Ale, que se posiciona e dá o passe final. enfim, para terminar: acho que enfrentamos um dos melhores times da Libertadores. por azar. ou sorte. duvido que a gente vá enfrentar um time com tanta vontade de marcar. fiquei muito, muito feliz com a disposição do Ney. de resto, o time inteiro está de parabéns. vamo vamo Inter. parabéns tb pra ti e pro teu blog! Abraço!

  • Rafael Dorneles diz: 24 de fevereiro de 2010

    Primeiramente, parabéns pelo post, realmente muito bom!!
    Na minha humilde e leiga opinião, acho que o Inter tem um time capaz de se adaptar aos dois esquemas, cabendo ao técnico a escolha das peças para cada esquema. Acho que o ideal (sendo idealista mesmo) seria o time do Inter variar os dois esquemas, inclusive num mesmo jogo.

    Me veio um pensamento agora, não seria bom termos o Fernandão neste time, talvez até como segundo atacante?

    Grande abraço!

  • MARTINI diz: 24 de fevereiro de 2010

    CARO CECCONI, NA MINHA OPINIAO, PRA JOGAR COM 3 ZAGUEIROS, UM DELES DEVE TER MUITA TECNICA, SABER SAIR JOGANDO(F.ELLER,M.GALVAO,R.GOMES)HJ NO INTER NAO TEM ISSO, E ACHO QUE UM BOM TREINADOR ADAPTA O ESQUEMA DIANTE DE SEU MATERIAL HUMANO(JOGADORES). HJ NO PLANTEL DO INTER O 4-4-2 CREIO QUE DEIXARIAMOS MAIS COMPACTO E EQUILIBRADO. DA A MESMA LIBERDADE PRA KLEBER E NEI, COM COBERTURA DOS VOLANTES, COM SUBIDAS ALTERNADAS, E DOIS MEIAS DE CRIAÇÃO. ONTEM O QUE SE VIA ERA 3 ZAGUEIROS SOBRANDO, KLEBER E GIULIANO BEM MARCADO, E NOSSO TIME PRESO, SEM CRIAÇÃO. ONTEM CREIO QUE O NEI POR NAO SER TAO CONHECIDO PELO TREINADOR ADVERSÁRIO, ACABOU FAZENDO A DIFERENÇA. CONTRA O NOIA O JOGO PEDIA UM 4-4-2. O FOSSATI ESCALOU MAL E PERDEMOS. ONTEM ATÉ NAO FOI TAO MAL, MAS É PRECISO REPENSAR ESSE 3-5-2, PRICIPALMENTE COM A VOLTA DO DALESSANDRO. FOSSATI TA DANDO DEMOSNTRAÇÃO DE SER TEIMOSO, E TA ME ASSUSTANDO AS LEITURAS DELE APÓS O JOGO. ABRAÇOS

  • Marco Aurelio diz: 24 de fevereiro de 2010

    O melhor seria jogar com 2 laterais (ou alas), 2 zagueiros, 2 volantes, 3 meias com chegada e um BOM atacante. Os zagueiros ficam, e os volantes empurrariam os laterais-alas – Guina pela esquerda e Sandro pela direita. Giuliano fica centralizado, dando suporte ofensivo e defensivo aos volantes. Edu tabela pela direita e D’Ale (ou Andrezinho, na ausencia deste) pela esquerda. Mas, neste caso, só um volante ataca por vez. Dê a isto o nome ou números que quiser, mas é o sistema mais sólido e fácil para os jogadores aprenderem, além de valorizar nosso meio. Faltam-nos zagueiros e atacantes em quantidade e qualidade para jogar como Fossati quer.

  • filipe diz: 24 de fevereiro de 2010

    Parabéns ceconi, o Inter fez exatamente o que você previu, embora o Nei teve um bom espaço na direita, kleber e giuliano (que jogou muito mal) foram totalmente anulados, e nos cruzamentos de Nei, apenas o alecsandro estava na área… no 2º tempo com Andrézinho, taison e walter o inter conseguiu quebrar a marcação dos equatrianos, com movimentação e principalmente próatividade, que faltou com edu e 3 zagueiros + 2 volantes… andrézinho se mostrou melhor articulador que giuliano, o garoto precisa de outro meia para jogar bem… fossati precisa rever seu 3-4-1-2 e jogar no 4-4-2 que é o melhor para o inter no momento…

  • BURMANN diz: 24 de fevereiro de 2010

    com os jogadores que tem, especialmente no meio-campo, o inter está mais que pronto para jogar no no 442. 3 zagueiros, somente eventualmente. o fossati é um treinador que joga para não perder. e mesmo com 3 zagueiros, toma bola nas costa (vide gol de ontem).e o gol da vitória se deu por uma infiltração central, marca registrada do inter recente. por hora, o único reconhecimento do trabalho do fossati é bolas paradas ensaiadas. uma pergunta: quem é o inventor da teoria irritante utilizada por tite e fossati, que nos escanteios defensivos, todos os jogadores do time ficam dentro da área, sem ninguém para puxar um contra-ataque ou estar presente para a “segunda bola” /rebote defensivo?

  • Jonas Rafael diz: 24 de fevereiro de 2010

    Olhando o Inter jogar ontem me lembrei de um termo que tu inventou: Muricybol. Era só correria e bola pra frente e Deus nos acuda. E tentativa obstinada de arranjar uma falta perto da área.

  • Preleção » Blog Archive » Inter: falta no meio, sobra na zaga diz: 24 de fevereiro de 2010

    [...] na observação dos jogos e principalmente dos treinos. O que se previa realmente aconteceu – leiam aqui – assim como o 3-6-1 do Emelec, também analisado no blog Preleção, confirmou-se. Trago hoje um [...]

  • Téo Alexandre diz: 24 de fevereiro de 2010

    Tudo bem jogar com o time armado desta maneira ,mas deixa este esquema pra jogar fora de casa no beira rio mostra pra eles quem somos,quero ver um time com Pato,Indio,Bolivar,Guinazu e Sandro ,Andrezinho,Giuliano,Kleber,Nei,D’alessandro e Alecssandro D’alessandro tem que ser o segundo Atacante afinal ele não sabe marcar,assim o meio fica com dois meias abilidosos e que sabem marcar.

  • Rafael Barbosa diz: 24 de fevereiro de 2010

    Perfeita avaliação. Cecconi. É exatamente essa bobajada que vai deixar caras ótimos no banco em prol de ter mais um zagueiro (e o melhor deles, o Danilo, já está indo embora), que vai nos afundar se não for mexida urgentemente.
    Grande abraço

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