Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Inter: falta no meio, sobra na zaga

24 de fevereiro de 2010 41

Fiquei muito feliz ao acompanhar a boa repercussão do post que publiquei ontem à tarde, horas antes da partida entre Inter e Emelec, dissecando o sistema tático e a estratégia prediletos do treinador colorado Jorge Fossati – análise amparada na observação dos jogos e principalmente dos treinos. O que se previa realmente aconteceu – leiam aqui – assim como o 3-6-1 do Emelec, também analisado no blog Preleção, confirmou-se. Trago hoje um desdobramento desta análise, posterior à vitória de virada do Inter por 2 a 1.

A foto que ilustra o post foi tirada das sociais do Estádio Beira-Rio, evidenciando o posicionamento inicial dos jogadores de sistema defensivo do Inter. Está nítida a configuração do 3-5-2, com três zagueiros, dois volantes alinhados com dois alas, e um ponta-de-lança à frente.

Alguns problemas desta formação estão destacados nos dois círculos vermelhos. À esquerda, vemos Sorondo, Bolívar e Danilo Silva marcando o único atacante do Emelec; por outro lado, Giuliano está entregue a dois volantes do Emelec, e com todos os seus companheiros distantes. Precisa atuar em uma grande faixa de campo, sem companhia.

Os traços vermelhos mostram o encaixe de marcação típico dos sistemas com três zagueiros, que adota o sistema individual por função: alas batem com alas, volantes com meias, meia com volantes, zagueiros com atacante. Fora da foto, estão Alecsandro e Edu, e os três zagueiros do Emelec.

Reitero: é assim que Fossati quer ver o Inter jogar. No 3-5-2/3-6-1, com segurança defensiva, posicionamento inicial recuado de sete jogadores, e estratégia voltada ao contra-ataque em velocidade sempre pelos lados, descentralizando a articulação, para lançar a bola na área. Planejamento que deve alcançar êxito em jogos fora de casa, ou contra equipes ofensivas, ou debilitadas na cobertura pelos lados…

O problema se dá quando o Inter enfrenta adversários também cautelosos, e no Beira-Rio. Foram sete jogadores para combater quatro equatorianos. Para piorar, necessitando criar, o Inter viu seu único articulador refém da marcação. Restou ao time recorrer à movimentação exaustivamente treinada por Fossati: linha de fundo, bola na área. Não funcionou contra o Emelec.

Na entrevista coletiva, o próprio Fossati deixou claro que é isso que ele quer do Inter:

“Gostei muito. Nós controlamos a partida com muitas jogadas de linha de fundo. Conseguimos chegar ao fundo, mas tivemos problemas na finalização, no último passe”. Ou seja: era para o Inter jogar pelos lados e cruzar para a área, conforme orientação do seu treinador. Ele gostou do que viu porque os jogadores cumpriram sua determinação.

Sei que o 3-5-2 é competitivo, e recentemente vencedor. E sei também que Fossati pode fazer do Inter uma equipe vencedora com este modelo que privilegia a segurança defensiva, e gosta de “matar” os jogos em saídas velozes na transição para o ataque. Entretanto, a estratégia e o sistema escolhidos talvez não sejam os ideias para as características do elenco do Inter. Estamos somente em fevereiro, ainda é cedo, mas esta é a minha percepção. Jogar no 3-5-2 apostando nos cruzamentos laterais para a área é pouco para o Inter.

Comentários (41)

  • Fábio Barros diz: 24 de fevereiro de 2010

    Tua análise tá perfeita. Com relação a jogadas de linha de fundo, elas devem mesmo acontecer, mas variando com triangulações pelo meio, jogadas ensaiadas, 1/2, e etc. O que não pode é o Fossati perder o meio campo em nome de termos somente jogadas de linha de fundo, abidcando de outras alternativas também interessantes e produtivas.
    Grande Cecconi, abraço!

  • eu diz: 24 de fevereiro de 2010

    Eu concordo com essas ideias do Fossati mas existem várias incompatibilidades do esquema com o time montado ontem:

    1 Como tem apenas um armador, ficou claríssimo no segundo tempo que um dos atacantes tem que recuar ou ir para as bandas e ter um bom passe, foi o que fez o Taison, jogador que está em baixa mas pode ser mais efetivo.

    2 O Giuliano não atua tão bem quanto o Andrezinho na meia quando está sozinho, como o Giuliano busca muito as tabelas e os dribles eu sugiro que jogue com outro meia como o D´Alessandro quando este estiver de volta. Neste esquema eu prefiro o Andrezinho na meia.

    3 A posição do Kleber está muito indefinida e o próprio jogador está em baixa. Não vai ao ataque com fome nem marca muito no meio campo, por várias vezes o Emelec penetrava pela esquerda e só era parado pelo Danilo Silva que, aliás, esteve perfeito ontem. Se o Kleber atuar assim mais vezes, será boa a chance do Eltinho, um garoto com gás e bastante agudo, melhor que o Marcelo Cordeiro, tomar a posição.

    4 Não se pode exigir muito mais da dupla Guinazu e Sandro. Se tivessemos num 4 4 2 eles poderiam armar mais só que nessa formação eles são segurados para liberar os dois extremos. Poderia aproveitá-los melhor num 4 4 2, com D´Ale e Giuliano na meia. Isto quando for notado que o time no 3 5 2 nao cria muitas oportunidades.

    Enfim, temos que ajustar muita coisa no inter porque o elenco eh grande e qualificado. Não vamos querer desperdiçar isso tudo. Abraços.

  • André Martins diz: 24 de fevereiro de 2010

    Cecconi, o que era bom, ficou ainda melhor! Ilustração com foto ??? o Blog tá cada vez melhor de acompanhar. Parabéns pela análise. André

  • Miguel diz: 24 de fevereiro de 2010

    Falou tudo, parabéns!

    Deu saudades do time do Abelão, que povoava o meio campo e mandava em casa, botando pressão na saída de bola do time adversário. E jogava bonito, com bom toque de bola… Isso até mesmo nos jogos fora de casa.

    Um time desses, mais qualificado que aquele, deveria ter esmagado e goleado o Emelec. Realmente, é um disperdício tantos meias de qualidade jogando desse jeito…

  • Yan diz: 24 de fevereiro de 2010

    eu acho que o inter devia joga num 4-4-2 com meio campo em quadrado(2 volantes e 2 meias)
    e kleber e nei ir para a lateral

    abonanzieri

    Nei bolivar F.eller Kleber

    Guina Sandro

    Giuliano D’ale

    Taison
    Alecsandro

  • Regis diz: 24 de fevereiro de 2010

    Boa tarde Edu, pelo que vi do Fossati, ele vai assim até o final. Pena que ele esta queimando um cheque de no minimo 10 mi de euros com o Giuliano. Vejo conivencia da direção nisso, pois podem ter pedido ao Fossati para tirar o máximo do D´alessandro com o intuito de vende-lo bem na janela de agosto próxima, ficando o Giuliano para restante do brasileirão garantido, não o expondo demasiadamente(não consigo enchergar outro fator). Ontem ao tirar o Nei, passando o danilo a ocupar aquele setor e colocando tayson ele errou pois deveria ter ajustado justamente o meio campo com a entrada de andrezinho e não do tayson. Ah,,,,e o walter pelo perfil dele merece uma sequencia no time titular, acho q ele encaixa bem com Alecssandro ou com Kleber Pereira, pela força e pelo faro de gol, esse guri ainda nos dará muitas alegrias.

  • GABRIEL ADAMI MARIANI diz: 24 de fevereiro de 2010

    MEUS PARABÉNS CECCONI!!! TU MERECES O EMPREGO QUE TEM… MUITO INTELIGENTE A TUA ANÁLISE… TIRASTES AS PALAVRAS DA MINHA BOCA. JOGAR PELOS LADOS, SOMENTE PELOS LADOS É MUITO POUCO PARA UM TIME COMO O INTER. QUALQUER JOGADOR SOZINHO NO MEIO CAMPO NÃO VAI DAR CERTO, SEJA O D’ALESSANDRO, O ANDREZINHO OU O GIULIANO. ENTRA ANO E SAI ANO NO INTER E OS TÉCNICOS CONTINUAM QUERENDO IMPOR SEU ESQUEMA TÁTICO E NÃO TRABALHAR DE ACORDO COM AS CARACTERÍSTICAS DOS JOGADORES. FOI ASSIM COM O ABEL, UM POUCO COM O TITE E ESTÁ SENDO ASSIM COM O FOSSATI, ESPERO QUE POR POUCO TEMPO.
    ABRAÇO E CONTINUE COM TEU ÓTIMO TRABALHO PARCEIRO.

  • Lucas diz: 24 de fevereiro de 2010

    Eu também acho que o time do Inter seguiu perfeitamente o que o Fossati determinou. É um esquema conservador, porém, muito apropriado quando se joga fora de casa conforme comentastes, mas o Inter não precisa de um esquema que não valorize as melhores qualidades do nosso elenco. O Giuliano tentou de todas as formas armar jogadas, mas foi exitosamente bem marcado, assim como o Kleber.
    Tu não acha que o esquema possa variar ao longo da partida? Quando o time estiver no ataque utilizar algo parecido com o 4.4.2 com o Bolivar e o Indio fechando atrás, liberando o Eller pela lateral e utilizando o Kleber pelo meio campo junto com o D’Alessandro e quando se defender utilizar o 3.4.1.2 do Fossati. Acho que mataria qualquer adversário. Abraço

  • Guilherme diz: 24 de fevereiro de 2010

    Certa vez, ouvi uma entrevista do técnico do São Paulo, Ricardo Gomes, que perguntado sobre sua formação preferida, disse, referindo-se ao ataque, que a importância de um desenho tático definido e de uma determinada estratégia é inversamente proporcional ao nível técnico dos jogadores que realizarão a tarefa ofensiva. Trocando em miúdos, segundo essa concepção, cabe ao treinador criar situações como priorizar as jogadas de flanco e utilizar seus laterais “espetados”, quando os homens de frente não são bons o suficiente para criar jogadas a partir de bolas trabalhadas. Creio estar certa essa assertiva levantada pelo treinador são-paulino e por isso discordo do modelo tático e da estratégia adotadas por Fossati no Inter. O Colorado tem em Giuliano, D´Alessandro, Kleber, Andrezinho, Edu, Sandro, Guinazu, jogadores com a capacidade técnica necessária para fazer com que não seja necessário utilizar preferencialmente jogadas de repetição, ou seja, que priorizam determinada movimentação pré-ensaiada, no caso jogadas pelos lados do campo e cruzamentos para a área.
    Desse modo, concluo afirmando, que sob a perspectiva ofensiva da equipe, se faz necessária a troca de sistema tático, saindo um zagueiro e entrando um meia, e de estratégia, substituindo as jogadas de lado pelo toque de bola, para que o time se aproxime de um rendimento condizente com sua capacidade

  • Fabio diz: 24 de fevereiro de 2010

    Tire o Sorondo, recue os laterais, coloque D’Ale ou Andrezinho junto com Giuliano (ou os dois caindo também pelas laterais, um de cada lado). Pronto, dava pro Inter fazer um 4 ou 5 gols. Mas como sempre digo, técnicos sul-americanos raramente são corajosos…

  • Fernando SP diz: 24 de fevereiro de 2010

    O sistema é perfeito: Nei toca para Sandro e corre em direção à linha de fundo, recebe de volta e cruza, FERNANDÃO na área e GOOOOOOOLLLL. Ops, não é o Fernandão ? Não vai dar certo …

  • Guilherme diz: 24 de fevereiro de 2010

    olha eduardo, deve ter visto meus comentarios irritados no post anterior…. já te admirava, desde que comecei a acompanhar pelo blog. HOje tu foi perfeito!!! A sua conclusão é irretocavel… muito pouco para o inter. ano passado, eu reclamava do tite porque não tinha jogada pelos lados…. hoje reclamo o contrario… o famoso equilibrio sempre é o melhor… e parece que os tecnicos não pensam dessa maneira… existe um ditado que eu entendo como o mais verdadeiro: o medo de perder tira a vontade de ganhar… quem tem medo de perder, está a um passo de ser derrotado… essa cautelo do nosso treinador, vai desclassificar o inter… time campeão vai no morumbi e dá aula de futebol no SP, vem no beira rio e consegue jogar seu futebol… ter dificuldades contra ótimos time, tudo bem. Ter sufoco contra quaquer um…. é o que parece que teremos com o time do fossati, se ele não mudar algo.

  • Luciano Coletto Pohlmann diz: 24 de fevereiro de 2010

    São procedentes seus comentários,exceto pela premissa de que você parte,na qual este será o único esquema utilizado pelo técnico Fossati no Inter.Posso estar enganado,mas já o ouvi falar várias vezes que o esquema 4-4-2,por ter sido muito utilizado pelo Inter em 2009,e já ser bastante conhecido pelos jogados que lá hoje estão,não será priorizado neste momento.O que não quer dizer que não possa adotá-lo.Tanto que no segundo tempo fez substituições que permitiram modificar o sistema de jogo para exatamente o 4-4-2.Portanto,considero revelantes suas considerações desde que observado que o 3-5-2 não será o único sistema praticado pelo Inter de Fossati.

  • custodio diz: 24 de fevereiro de 2010

    Cecconi, gosto do 3-5-2 é possivel do Inter jogar com este sistema, mas é preciso corrigir o posicionamento de alguns jogadores, na parte defensiva, Bolivar teria que ser o libero, com Danilo pela direita e Sorondo na esquerda saindo na cobertura dos alas, eo Sandro posicionado a frente da zaga como um falso zagueiro, e organizando a saida de bola, Guina e Giuliano é quem devem sair pelos lados chegando com os alas e encostando nos atacantes quando tiverem a posse de bola, no ataque é nitido que Alecsandro tem que jogar dentro da area e não sai pra receber pelos lados do campo, no jogo de ontem, Fossat teve muita sorte de não sair crucificado pela torcida e ter que escutar o nome de Muricy em todo estadio. Fossat precisa conhecer seus jogadores e dar confiança para o torcedor ou sua batata vai assar rapidinho.

  • Thiago diz: 24 de fevereiro de 2010

    Bom, mas se ele quer contra ataque, saidas em velocidade, etc.. ainda por cima escalou mal!
    Pois não poderia ter entrado com o EDU no lugar do tayson!

    Se ele quer essa segurança defensiva, não acredita que poderia fazer um dos volantes fazer a função do 3º zagueiro quando sem a bola, dando espaço para um segundo articulador no time?

    Abraço!

  • Eduardo diz: 24 de fevereiro de 2010

    Eduardo,

    Concordo plenamente com sua opiniao… e fazendo um gancho sobre o que disse, “a estratégia e o sistema escolhidos talvez não sejam os ideias para as características do elenco do Inter“minha pergunta e: por ter dois dos melhores volantes do Brasil, nao daria para jogar no 4-3-3?? Assim como o Barcelona faz..sera que este elenco nao teria qualidade suficiente para um esquema como este?

  • Daniel Colorado diz: 24 de fevereiro de 2010

    Ola Cecconi. Faz um grande favor a todos nos, Colorados? Manda essa foto, do jeito que estah, pro Fossati la no Beira Rio. Nao podemos “superestimar” a capacidade dos tecnicos, mesmo os mais experientes, de enxergar bem o desenho tatico de uma partida. O time, principalmente em jogos no Beira Rio, contra equipes mais fracas, tem que ser Pato; Nei, Bolivar, Danilo e Kleber; Sandro, Guinazu, Giuliano e D’Alessandro; Walter e Alecsandro.

  • Fabricio Gambogi diz: 24 de fevereiro de 2010

    Eduardo, foi exatamente isto que fez com que eu torcesse tão desanimado ontem: a decepção de perceber o quão limitado é (ou foi até agora, veremos…) o nosso treinador, do qual tanto se falou e esperou. Este esquema que ele implantou no Inter é um esquema para times com carências individuais, que valoriza uma homogeneidade das peças que não é o caso do nosso time. Como tu mesmo disseste, sobram meias qualificados no banco, enquanto, na minha opinião, os 3 zagueiros batem cabeça o tempo todo, pois como tem pouco trabalho, acabam perdendo a atenção e sendo pegos fora de posição. Só isso explica a facilidade do Emelec em estar sempre na intermediária colorada. Nossa meia-cancha está muito fragilizada. Esse esquema de jogo sueco, na base do cruzamento, é de uma pobreza e uma inadequação ao fantástico elenco montado pela diretoria que me faz sentir saudade do futebol bem jogado dos recentes tempos de Tite – havia problemas, mas má leitura de peças e repertório de jogadas não eram eles, e na minha opinião, esses são problemas graves num momento tão grande como esse que vivemos agora. Espero que o nosso estimado Fernando Carvalho tenha a força necessária para sentar com o Fossati e “dar a real” pra ele. Mesmo assim, vamos torcer – nada está perdido. Saudações coloradas!

  • Leonardo Sander diz: 24 de fevereiro de 2010

    Cecconi pq tu naum faz um post com esquemas q tu acha q dariam certo no Inter, como no ano Passado? Eu sou fã do seu trabalho e gostaria mto!

  • João diz: 24 de fevereiro de 2010

    O Fossati está treinando o time no 3-5-2 ou pode passar para um 3 – 6 – 1. E segundo teu texto:
    “Planejamento que deve alcançar êxito em jogos fora de casa, ou contra equipes ofensivas, ou debilitadas na cobertura pelos lados.”
    Ele está no início de um trabalho com um time habituado no 4 – 4 – 2 e, segundo tua afirmação, é um esquema adequado para os jogadores do Inter.
    Ontem, quando ele viu que o esquema não estava funcionando passou para o 4 – 4 – 2. Este funcionou bem pelas razões expostas.
    Não estaria o Fossati treinado o time no 3 – 5 – 2, sabendo que o Inter funciona bem no 4 – 4 -2 para aumentar as chances de êxito do Inter em situações que o 4 – 4 – 2 pode não funcionar? Ou todo mundo acha que o Inter deve sempre jogar no 4 – 4 – 2, contra qualquer tipo de adversário, e em qualquer situação?
    Assim como acho que o Inter não deve sempre jogar no 3 – 5 – 2.

  • Leonardo diz: 24 de fevereiro de 2010

    Cecconi, não sou de escrever muito aqui mas me lembro que desde a estreia deste blog tu já mostrava que entende muito de tática. Ontem passei o jogo inteirinho lembrando da tua profecia. Impressionante a tua capacidade de ler o esquema tático. Parabéns!

  • bilis diz: 24 de fevereiro de 2010

    Caro Cecconi…
    Concordo plenamente com o tu escreveste ontem e hoje, acredito que há uma função “coringa” que daria um diferencial interessante na hora do colorado atacar, o zagueiro pelo lado esquerdo, no jogo de ontem Danilo Silva, e nos próximos Eller, quando o inter tivesse a bola no pé ele adiantasse até o meio liberando kléber, com sua qualidade para o meio e dando mais liberdade ainda para o ataque e até mesmo guina ou sandro pra chega de trás.. podendo também alternar os lados pois Bolivar tem boa saída de bola e nei se mostra um ótimo ala, perdeu a bola volta pro esquema inicial. há.. e walter caindo nos dois lados do campo para dar um nó na zaga adversária…
    Resumindo: é quase um 4-4-2 com bola no pé e um 3-6-1 sem ela…

    Abraço…

  • Daniel Bica diz: 25 de fevereiro de 2010

    Eu acho que o inter teria que voltar a jogar no 4-4-2 com o meio em losango… deu certo ano passado e tem tudo pra dar esse ano… pois hj temos um goleiro de confiança lah atras e dois grandes laterais pra jogar na direita, nao precisa improvisar ninguem… no meio segue a mesma coisa e no ataque podia entrar o Walter ao lado do Alecsandro…
    Meu time ficaria: Pato, Nei, Bolivar, Indio/Eller/Juan, Kleber, Sandro, Guinazu, Giuliano, Andrezinho/D’alessandro, Walter e Alecsandro…

  • Rafael Dorneles diz: 25 de fevereiro de 2010

    Na minha opinião, o principal problema deste esquema no Internacional é o segundo atacante. Torço para o Edu melhorar, mas para mim, ainda não apresento nada relevante. E os outros possíveis jogadores para esta posição não combinariam com a estratégia do treinador (Talvez Leandro Damião?)
    Gosto muito do treinador, mas gostaria que ele ousasse mais na estratégia, tem tima para isso!
    Ou então, se seguirmos com esta tática, que o time não tome um gol como o de ontem.
    Não seria possível, nessa mesma formação, varias a jogada com algum dos volantes e dos alas entrando pelo meio, como já vimos o Kléber fazer?

    Espero que continue analisando as formações táticas dos times gauchos e seus adversário, está realmente muito interessante, pois acima de tudo, nos ajuda a entender nosso time!
    Grande abraço!

  • Adriano diz: 25 de fevereiro de 2010

    Alem de jogar isolado o Jiuliano não jogou bem, errou qse todos os passes q fez, não girou em cima do marcador, não fez nenhum passe em diagonal de infiltração, não fez nenhum lançamento, não teve vitória pessoal sobre a marcação ou seja não fez nada! e ainda entregou umas 3 nos pés do adversário gerando contra ataques. se o “um” do esquema tivesse jogado bem a vitória seria mais facil. o fossati esta treinando o time pras agruras de se jogar fora de casa numa libertadores e no brasileirão, por isso o muricy levantou 3 canecos de brasileirão ganhando qse todas fora de casa e todas em casa com um fut feio de dar dó no 352. vamos montar um time com 2 armadores como tem varios sugerindo aqui e sair pra jogar a vaga fora de casa, dai o juliano joga como jogou terça ou seja: errando tudo! e o d’ale ou andrezinho tb sejam mto bem marcados e numa errada de passe ou etc vem o contra ataque mortal q poderia ser neutralizado se tivesse mais 1 único jogador no setor defensivo dando cobertura. lógicamente o meias avançados ficariam pra tras e fora de jogo como sempre acontesse por causa dos erros de passe q eles mesmos cometem. sim! pq é deles a obrigação do passe dificil! aquele passe q deixa o atacante na cara do gol! pra mim 352, 442, 433 etc são apenas variações taticas onde TODAS se forem bem aplicadas por ELES os jogadores podem dar certo.

  • rodrigo diz: 25 de fevereiro de 2010

    O que tu escreveu tá correto. Posso adicionar: outro problema é que na maioria das vezes o meia tá mais próximo dos dois avançados do que dos dois volantes. O desenho muitas vezes parece um 3-4-3, com o trio avançado em linha. Por isso o buraco no meio.

    Outra coisa, como é que o Fossati monta um sistema que privilegia o contragolpe se escala jogadores sem velocidade pra fazer isso? Dos 6 atacantes inscritos pelo Inter, 5 são lentos. Dos 3 meias inscritos, 2 são lentos.

    É uma contradição monstruosa montar um time de quase 4 milhões por mês e entregar pra um técnico que só quer se defender e jogar bola na área. Se for assim, o Inter rasgou dinheiro ao contratar o Thiago Humberto, rasgou 12 milhões de reais renovando com Andrezinho e Giuliano, pois tem 4 meias no grupo e apenas um poderá jogar, um no banco, e dois sobrando sempre.

    Pras 3 funções ofensivas, o Inter tem 11 candidatos. Pras 3 funções defensivas, são 5 jogadores. Ou montou o grupo errado, ou deu pro treinador errado. Ou a conversa pré-contratação foi sobre erva mate.

  • Gefferson diz: 25 de fevereiro de 2010

    Cecconi, não acho o esquema do fossati de todo errado… acho que ele tá usando os lados como um “remédio” pra aquele inter com meio campo “losango de cones”, tal a imobilidade do sistema montado pelo tite.

    o principal erro na minha opinião foi o edu jogar aberto, como atacante, ao invés de meia. os laterais fazem o lado, então é mais fácil fazer o edu compor o meio campo, não? assim, temos dois meias pra fechar pra área, e o edu cabeceia muito bem: problema resolvido.

    uma coisa que tem me deixado inquieto nas análises é que nos 3-5-2, a principal reclamação é “falta um no meio”. só que nos 4-3-3, muitas vezes elogiados nesse blog, esse homem no meio não faz falta? e bom, se um dos três da frente repõe no meio, o atacante do 3-5-2 pode fazer o mesmo papel, não daria no mesmo? afinal, tens dois alas bem mais adiantados, atacando o tempo todo… coisa que não há no 4-3-3.

    abraço!

  • MARTINI diz: 25 de fevereiro de 2010

    Grande Cecconi, sempre ponderado e argumentado. Pra mim, qualquer esquema pode dar certo, 3-5-2, 3-6-1, 4-4-2, 4-3-3. creio que o mais importante é aproveitar o maximo a caracteristica de cada jogador e do plantel. mas analisando o 3-5-2 do Fossati. Vejo que pra jogar assim, com praticamente tendo somente essa jogada de linha de fundo, teriamos que ter um centroavante matador e mto bom em bolas aereas.teriamos q ter carencias de volantes e armadores, e teriamos que ter zagueiros q tenham habilidade pra sair jogando. se analisar o plantel do INTER é quase ao contrario disso. temos um só zagueiro q sabe sair jogando q é Eller, temos 3 ótimos volantes, e no minimo 3 meias de qualidade, e nao temos o matador. por essas analises acredito que 4-4-2, dando a mesma liberdade para o Kleber e seguranço Guina, dariamos maior criatividade no meio e abasteceriamos o ataque com variaçoes de jogadas, ora a de linha de fundo, mas tambem com infiltraçoes pelo meio em tabelas, tipo a do gol de Alessandro. porisso penso que quem determina o esquema é as caracteristicas dos jogadores, e cabe a um bom treinador ter capacidade de perceber isso. Se o Fossati nao tiver essa visao, vai começar a se queimar. Aproveitando, quem diria ver o Danilo como um dos destaques do jogo do INTER.

  • Bernardo diz: 25 de fevereiro de 2010

    Cecconi!

    Mudando de assunto, é impressão minha ou o Grêmio tem variado de 4-4-2 para 4-3-3 durante os jogos?

    Abraço

  • homero felipe diz: 25 de fevereiro de 2010

    q bom q vc enxergou,q o inter não tem jogadores para este sistema,o inter vai ficar o time,de uma jogada só,correr pra linha de fundo,e jogar bola na area,é pouco,para um clube q se vangloria de ter o melhor grupo do brasil,bom este engano é cometido no beira rio a 3 anos,e eles não aprendem,e com este treinador retranqueiro e mediocre,as coisas ficaram ainda mais dificeis!

  • Brent Mydland diz: 25 de fevereiro de 2010

    É muito bom poder debater tática. Só o que se vê por aí é a indigência de conhecimentos nos Orkuts da vida, além das opiniões comprometidas da imprensa.
    O que ficou nítido no jogo:
    - Fossati, sabendo que o Emelec joga com 3 zagueiros com posicionamento parecido com os nossos, começou o jogo com Giuliano marcando a saída de bola pelo centro do ataque, com Edu à direita e Alecsandro pela esquerda. O técnico adversário percebeu, e lá pelos 15, 20 minutos mudou a saída de bola. Para nosso azar, os alas e volantes deles conseguiram fazer isso de modo melhor, mais veloz e sem chutões, e Fossati teve que recuar Giuliano, isolando mais ainda os 2 atacantes.
    - as jogadas pela direita seguem um padrão: Bolívar sai com a bola, e busca Nei já no campo ofensivo; Giuliano se aproxima para tabelar e Edu busca posição mais à frente, de modo sempre lento. Já pelo lado esquerdo, tudo depende de Kleber, e se ele sofre marcação dura (como foi o caso) o lado esquerdo ofensivo deixa de existir. Se não houver um armador pela esquerda (e parece que neste esquema não haverá), só há uma solução: Giuliano trocar de lado, com Sandro apoiando mais na direita. D’Alessandro desentortaria o time, mas sua entrada exigiria a saída de um zagueiro.
    - havia um adversário em campo, que tirou dessa Libertadores a LDU e o vice-campeão do apertura argentino (Newell’s). Pode não ser uma máquina, mas tem muito mais futebol que os Boyacás, Auroras, Tolimas e Cuencas que vimos no ano passado. Acho que se classifica conosco nessa chave. Toca a bola de primeira e tem velocidade. E todo o time marca, sem exceção.

  • Marco diz: 25 de fevereiro de 2010

    3-5-2 é esquema de time pequeno que não sabe jogar!!!

  • Giuliano diz: 26 de fevereiro de 2010

    Eduardo Cecconi
    Parabéns por mais uma análise inteligente do sistema tático adotado atualmente pelo Inter.
    Não dá para entender a insistência em um esquema já abandonado há algum tempo pelos grandes times europeus. O esquema com 3 zagueiros e apenas um articulador no meio está matando os bons meias que o Inter tem no grupo. É um esquema que exige uma combinação de características individuais dos jogadores muito particular para ser eficiente. Invariavelmente as equipes ficam “tortas” concentrando as jogadas ofensivas apenas por um dos lados do campo. Me parece que é quase unânime, entre os profissionais da imprensa e os torcedores, que neste momento o esquema ideal para o Inter é o 4-4-2. Ou alguém tem dúvida que o meio de campo ideal deve ser Sandro, Guinazu, Giuliano e D´alessandro (de momento Andrezinho)? Esse meio campo talvez seja o melhor do Brasil…
    E agora que o Inter perdeu mais um zagueiro? Será que as improvisações no setor vão continuar afim de manter o esquema?
    Em minha modesta opinião… o time do Inter deveria ser (considerando a volta do D`alessandro):

    Pato
    Nei
    Bolívar
    Fabiano Eller
    Kleber

    Sandro
    Guinazu
    Giuliano
    D`alessandro

    Edu
    Alecssandro

    É um time muito mais ofensivo e consistente defensivamente. Além disso, sobrariam opções no banco de reservas. Sorondo e Índio estariam sempre prontos para substituírem um dos zagueiros, Wilson Mathias pronto para substituir um dos volantes, Andrezinho e Thiago Humberto como boas alternativas para as meias… e na frente bastante versatilidade com diferentes características de acordo com a necessidade (Taison, Walter, Marquinhos, Kleber Pereira e Damião), apesar do Marquinhos estar fora da libertadores…

    E o que tu acha Cecconi? Qual o teu Inter ideal?

  • Lucas diz: 26 de fevereiro de 2010

    assistiu ao jogo do palmeiras ontem? foi a segunda prova q palmeiras so perdeu td neste e no ano passado por causa de burricy e lixoburro. so foi zago mudar tds as coisas q eu ja vinha pedindo desde qd lixoburro tava no comando, q td melhorou. vai ter post sobre o novo e inteligente palmeiras de antonio carlos?

    Resposta do Cecconi: olá Lucas. Ontem priorizei o jogo do São Paulo, mas fiquei zapeando para o jogo do Palmeiras. Assim que eu conseguir assistir a um jogo inteiro do Verdão, podes ter certeza que farei um post. Valeu a dica. Abração.

  • Valério diz: 26 de fevereiro de 2010

    Eduardo

    Eduardo tudo o que disseste não merece nenhum reparo. Tenho apenas duas considerações:

    - pelo que se deduz de tuas observações – e com as quais concordo plenamente – o segundo gol do Inter x Emelec saiu de improviso, pelo meio, com passes curtos. Exatamente ao contrário do que Fossati treinou;
    - a única explicação possível para a manutenção dos 3 zagueiros, seria a lentidão de alguns jogadores de defesa, combinada com a indisciplina tática do Guinazu (ele marca a bola). Esses dois pontos, alías, teriam sido salientados pelo glorioso Luxemburgo. Acrescente-se, ainda, a pouca capacidade de marcação do lateral Kleber (contraposta ao seu bom desempenho como apoiador). No caso, e dando benefício da dúvida em favor de Fossati, ele jamais falaria sobre isso. Só lhe restaria tentar contornar essas limitações o que, por exclusão, resultou na adoção do precário esquema atual. Ao tentar proteger zagueiros lentos, lateral que não marca e volante que não mantem posição, ele sacrificou um apoiador e, em consequência, abandonou as jogadas pelo meio, obrigando-se a jogar pelos lados. Mas é só uma hipótese.

    Abraço e parabéns pela qualidade do teu trabalho

    Valério

  • Edição nº 25 « Opiniões em Campo diz: 26 de fevereiro de 2010

    [...] Eduardo Cecconi mostra claramente, até com imagem, o problema tático que tem trazido problema para o Inter nesse começo de temporada. Clique aqui e leia mais. [...]

  • Ulises Cardozo diz: 27 de fevereiro de 2010

    Ceccon, parabéns!Agora sim teu blog tá perfeito. Não sei se vc consegue ler todos os comentários, mas solicitei – alguns post atrás, nos comentários – que vc colocasse fotos (como a revista El Gráfico fazia na década de 70) para ilustrar o posicionamento. Em termos educativos sobre tática do futebol, a foto ajuda ao leigo a enxergar o posicionamento in loco.
    A fudê!

  • Rodrigo Colorado diz: 27 de fevereiro de 2010

    Parabens Cecconi! Analise perfeita! Manda este post pro Beira Rio por favor :) Saudade do Abelao q deu aquele show no SP no primeiro jogo da decisao da LA, colocaram o adversario na roda. Sera q o Fossati nao muda de esquema por ser um treinador limitado? Sera q ele sabe trabalhar com outro esquema? Ou eh soh teimosia mesmo? Teu blog eh 10, analise profissional mesmo. Parabens!

  • RRR diz: 27 de fevereiro de 2010

    Eduardo, acho que tua análise tem fundamentos, mas esbarra no fato de considerar o time um organismo estanque. A foto por exemplo tem jeito de ter sido tirada num tiro de meta para o Emelec, pela movimentação dos jogadores. Se a equipe defende com cinco (no recuo dos alas) e fecha o meio com quatro (dois volantes mais meia e segundo atacante) na defensiva e sai em velocidade para uma formação com tres atrás, tres no meio (dois volantes mais um ala) e quatro na frente (ala, meia e dois atacantes), os espaços são preenchidos. Me parece ser esta a ideia de jogo do Fossati, talvez devesse chegar ainda mais o segundo volante ou outro ala na area adversaria e tentarmos armar chutes a gol de meia distancia, o que não tem acontecido, quem sabe com o Andrezinho no lugar do Giuliano (que a meu ver deveria disputar posição com Guinazu). Dois fatores me parecem conspirar ainda contra o funcionamento efetivo desse sistema no Inter: ainda não estamos num patamar ideal de preparo físico, as transições defesa-ataque / ataque-defesa são lentas e têm deixado furos, com o time descompactando; o Alecsandro não parece ter muito apetite para trombar com a defesa adversaria, no jogo contra o Emelec deixou a defesa deles jogar muito limpo, sem combate e bolas espirradas, vivas, na area. Já o Edu combateu bem mais. Em relação à foto, não entendi muito bem, mas acredito que no 4-4-2 que preconizas veriamos um jogador a mais (Kleber) ainda mais atrás e Giuliano mais recuado do que está compondo a segunda linha de quatro, ou não? Pois insisto, pela posição e movimento dos jogadores, a foto tem todo jeito de tiro de meta para o Emelec. Ou não?

  • Marcos (de Sapiranga, colorado). diz: 10 de março de 2010

    Ah… se fosse tao simples assim…

    Na verdade, a unica coisa que conta em um time e’ o equilibrio entre defender, criar e definir.
    O treinador precisa achar esse equilibrio com as pecas que tem a sua disposicao e levando em conta principalmente a forca do adversario que ira enfrentar.

    O time precisa comecar com uma defesa consistente, mas se ficar so’ nisso, tambem nao chega a lugar nenhum.

    A criatividade e’ a parte mais dificil, pois os marcadores estao cada vez mais especializados e com grande preparo fisico. E outra, se prioriza a criacao no meio de campo, corre-se o risco de o jogo ficar embolado. Se trabalha-se mais com os alas, tem que reforcar a cobertura dos zagueiros e volantes e o meio de campo pode ficar fragilizado.

    A definicao, o artilheiro, o goleador, esse, todos sabemos que nao precisa ter muita tecnica. Basta ter faro de gol, oportunismo, presenca de area ou movimentacao, essas coisas. So’ que ele fica com a parte final, se o resto nao funcionar, defesa e criacao, o ataque fica a ver navios.

    Simples? Realmente nao e’ nada simples. Mas se fosse, nao teria a menor graca.

    Abraco,

    Marcos.

  • Rogério Peres diz: 11 de março de 2010

    Cara, com o plantel que o Inter possui eu promoveria uma revolução tática. Primeiro dá uma olhada lá no meu blog, por favor: http://www.rogerioperes.com.
    Meu esquema: 3-3-2-2. Acabaria com os alas ou laterais para uma composição mais inteligente de cobertura.
    Dois zagueiros e um líbero, este seria o Sandro, pois sabe jogar. Um volante, Guiña, na esquerda o Kléber e na direita o Giuliano. A frente deles os dois meias, Andrezinho e D’Ale. Na frente Taison e Alecsandro.
    Defende-se com seis e ataca-se com seis, ou até mesmo sete. Equilíbrio total.
    O que achas?

Envie seu Comentário