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Três atacantes, dois meias, e laterais apoiadores

09 de março de 2010 29

O Santos de Dorival Júnior contraria várias premissas do defensivismo recente que ampara o 3-5-2 à brasileira. Entre elas: laterais ofensivos precisam ser transformados em alas, porque sem a proteção de três zagueiros são inviáveis; meias ofensivos e atacantes não podem conviver, ou opta-se por volantes e atacantes, ou por volantes e meias.

Quando eu vejo o Santos encarar a Portuguesa, no 2º tempo, utilizando-se do 4-3-3, com obviamente três atacantes, dois meias ofensivos, e ainda por cima dois laterais apoiadores, dou graças: o futebol ainda não morreu. O processo de “rugbyzação” tática no Brasil conta com enclaves de resistência. E não falo de poesia ou romantismo. Dorival Júnior estruturou uma equipe ofensiva sem abrir mão da organização. O Santos ataca bom a bola, defende-se com ela, mas sobremaneira defende-se atacando. Feijão-com-arroz, como eu sempre reitero. E lidera o Paulistão. É competitivo, portanto.

O 4-3-3 do Santos contra a Portuguesa teve triângulo de base alta no meio-campo. Aos 34min do 1º tempo, perdendo a partida, Dorival Júnior substituiu o volante Roberto Brum – que atuava alinhado a Arouca – pelo meia Marquinhos. Inverteu-se, portanto, o desenho do setor. A base subiu, com Marquinhos ao lado de Paulo Henrique, enquanto Arouca centralizou, como único volante.

No segundo tempo, o treinador santista ainda sacou Pará, e colocou o meia Mádson na lateral-esquerda. Do outro lado, ele já se utiliza de Wesley, jogador que atuava como atacante no Atlético-PR, como lateral-direito. Arouca, para completar, é um volante que sabe jogar. Está longe do estereótipo do trombador, do marcador desqualificado.

À frente, caracteriza-se o 4-3-3 pela união dos conceitos de posicionamento inicial e função. Sei que muitos cronistas têm visão diversa da minha, mas vejo Robinho e Neymar atuando como atacantes no Santos. E não digo isso porque a posição de origem (característica de cada atleta) deles é o ataque. Mas sim porque eles desempenham função de atacante no Santos, e partem de um posicionamento inicial adiantado.

Ofereço ao debate uma comparação para que fique claro o conceito que eu uso – o que não significa que eu esteja certo, e quem pensa diferente, errado. No Arsenal, que atua no 4-5-1 com dois volantes e três meias ofensivos (ou 4-2-3-1, como queiram), os meias-extremos são preparadores de jogadas. Arshavin e Nasri, ou Walcott, ou quem quer que atue nas faixas laterais da segunda linha de meio-campo, posicionam-se inicialmente alinhados ao articulador central (geralmente Fábregas), e têm como principal função a organização. Buscam a linha de fundo, tabelam na intermediária ofensiva, concluem de longe, cruzam, lançam…

No Santos, Neymar e Robinho são muito mais finalizadores do que preparadores. Atacantes, portanto, e não meias. Pelo menos, comportaram-se desta maneira contra a Lusa, em jogo que terminou 1 a 1. O posicionamento é adiantado, mesmo que eles recuem marcando os laterais adversários, e por vezes se alinhem aos meias. Robinho e Neymar entram na área para fazer gol, a todo o momento. Jogam muito próximos ao centroavante André, com quem fazem tabelas curtas no pivô. Robinho e Neymar têm posicionamento mais adiantado e desempenham funções mais ofensivas, de finalização, na comparação com o papel que deveriam obedecer se fossem meias-ofensivos, preparadores de jogadas.

É o mesmo que eu penso ao analisar o Corinthians campeão da Copa do Brasil, por exemplo. Jorge Henrique e Dentinho, para mim, atuavam como atacantes no 4-3-3. Eram frequentadores assíduos da área adversária, marcando gols, concluindo as jogadas organizadas pelos meias. Mas há muitos cronistas que aplicam à análise daquele Corinthians outros conceitos, e também vêem o 4-2-3-1. Reitero que discordo respeitosamente. Não há certo ou errado, apenas contextualizações diferentes.

Independentemente de conceitos e teorias, o Santos comprova que é possível ser competitivo sem a obsessão pelos três zagueiros. Três atacantes, dois meias ofensivos, e dois laterais apoiadores. Tudo isso sem perder o equilíbrio. Compensando com disciplina tática e ocupação de espaços a característica ofensiva dos jogadores. Não há combate “raivoso”, com carrinhos, nem camisas embarradas. Mas há posicionamento organizado, linhas adiantadas, valorização da posse de bola e aplicação – características que permitem a Dorival Júnior usar o 4-3-3, sem receios. E liderar o Campeonato Paulista.

Comentários (29)

  • Leonardo Sander diz: 9 de março de 2010

    Cecconi tu acha q é possível o Inter jogar num 4-2-3-1 como o do Arsenal, com: Pato; Nei(B. Silva), Bolívar, Sorondo(Juan) e Kléber; Sandro, Guiñazu, Andrézinho(Centralizado), Giuliano(Direita), D’Alessandro(Esquerda) e Alecsandro(Leandro Damião que se movimenta mais). E com os meias trocando de lado, e o time marcando adiantado?????

  • Rod diz: 9 de março de 2010

    Esse time do Santos é como a Seleção da Espanha. Só agrada comentaristas esportivos saudosos de uma coisa que só existe na memória romântica que se tem dela no presente: falo do tal “futebol arte”. Vamos ver como será quando esse Santos encarar um time competitivo, retrencado e raçudo, como foi com a Espanha contra os Estados Unidos (alias, nunca torci tanto para os yankees antes, em toda a minha vida). Ah! E não existe nada mais poético do que um bom e velho Maracanazo, para mostrar a esses sambistas com bola que futebol é um esporte de sangue, suor e barro nos calções!

  • Dornel diz: 9 de março de 2010

    Acho que podemos pensar que atacando é o 4-3-3 e defendendo fica um 4-2-3-1.

  • Ademir Neissinger diz: 9 de março de 2010

    Muito legal esse post Cecconi! Mas vamos falar a verdade, esse Dorival além de visionário é louco, Wesley e Madson nas laterais? se ele perde ia “tá” levando pau até agora. Será que o meu Inter nao podia jogar assim? Eu tenho visto nos seus posts, e também em observações de jogos europeus e brasileiros que os times que se sobressaem tem começado um movimento contrário no futebol, voltando a colocar atacantes em detrimento de defensores, que sonho!!! tomara que pegue essa moda né ! Então vai minha sugestão de time do Inter valorizando essa premissa: Abomdanzieri, Nei, Bolivar, Sorondo e Kleber, Sandro, Giuliano e D`Alessandro, Walter, Marquinhos e Alecsandro. VICHI até eu levei medo hehehe

  • Regis diz: 9 de março de 2010

    Belo trabalho Cecconi! Ao meu ver essa é o melhor sistema pois simplesmente valoriza jogadores de ataque e meio campo de infinita melhor qualidade tecnica do que zagueiros ou volantões(somente por aí já é muito melhor). Esse é o raciocinio lógico e simples, e para funcionar basta que os meias voltem para marcar e os atacantes pelo lado recuem para cercar o lateral adversario. No meu Internacional poderia ser asim Pato, Nei(bruno silva), Bolivar(indio), Eller(sorondo), Kleber; Guinazu(sandro), Giuliano, Andrezinho; D´alessandro, Alecssandro(kleber Pereira), Edu(Taison) ,,,,,,ainda sonhando com um meia como o Deco(o Sandro teria que ser vendido e não trazer nenhum outro volante) para entrar no lugar do Andrezinho, teriamos time e banco para jogar assim. Mesmo que o Dourival venha para o Internacional um dia, ele não aplicaria esse sistema aqui pois a direção não contrataria jogadores para isso e seria execrado por grande parte da imprensa. Infelizmente terei que assistir jogos do barcelona, do santos ou do Milan para ver bom futebol jogado, sem medos. O unico com coragem para fazer isso sem receios no futebol brasileiro era o Luxa,,,,mas esse perdemos por no minimo nos próximos dois anos.

  • Lucho Cláudio diz: 9 de março de 2010

    O Dorival foi muito corajoso! E sssa ousadia está rendendo bons resultados… A única dúvida que eu tenho é se, nos jogos eliminatórios, ele vai manter esse esquema com a mesma mecânica de jogo, ou vai mudar a função dos laterais. Pode até, quem sabe, tirar o André e colocar mais um volante. Estou ancioso para ver qual será a atitude dele.

    Gosto muito de analisar tática, mas não tenho paciência para fazer ilustrações com setas e tudo mais. Blog muito interessante, parabéns!

    http://paixaofuteboleira.blogspot.com/

  • Leonardo diz: 9 de março de 2010

    Eu não vi o jogo.
    Marquinhos e Paulo Henrique marcavam, quando sem a bola? Imagino que sim, pois se eles atuavam como o Douglas no Grêmio, por exemplo, o time ficaria com pouca defesa. Daí o esquema daria certo contra um time mais fraco mesmo, devido ao poder ofensivo limitado. Mas contra um forte, ficaria difícil de se impor.

  • Jr diz: 9 de março de 2010

    O Dorival Jr. é um baita técnico.

  • Ronaldo diz: 9 de março de 2010

    Cecconi. Permita-me usar esse post para comentar um pouco do Grêmio. Acho que o Santos, assim como o Corinthians do ano passado (que se diferenciava do Santos atual por utilizar um triângulo de base baixa no meio-campo) e vários times europeus são exemplos do falso conceito que se coloca, principalmente aqui no Rio Grande do Sul, de que a escalação de jogadores de características ofensivas torna o time “faceiro”, mais vulnerável. E, infelizmente, esse conceito norteia aqueles que pedem no Grêmio um meio campo mais marcador (leia-se com 3 volantes de marcação) em detrimento da qualidade. Esses mesmo críticos não percebem que o problema do Grêmio é principalmente de posicionamento. O time não joga com marcação adiantada e há sempre um espaçamento exagerado entre as linhas. O meio-campo está muito distanciado ora do ataque, que fica isolado, ora da defesa, quando se abre um buraco entre os zagueiros e os volantes.. Quase não se vê o time compactado. Por isso que quando o time está atacando quase sempre sofre contra-ataques perigosos com os jogadores adversários recebendo a bola atrás da linha de volantes em combate direto com a zaga. De mesma forma, o time não consegue fazer a transição da posição defensiva para a ofensiva, pois com os atacantes isolados na frente há o predomínio da ligação direta.

  • Rafael diz: 9 de março de 2010

    Qro ver jogar nesse 4-3-3 contra times mais qualificados vai ser um doce ganhar do Santos assim!

  • Luiz diz: 10 de março de 2010

    tu poderias nos passar algumas dicas de livros sobre taticas do futebol alem do de Jonathan Wilson? vlw

  • André Martins diz: 10 de março de 2010

    Olha o que postei no comentário sobre o Fluminense:

    Cecconi, defendo há muito tempo o 3-5-2 com atacantes ou meia-atacantes jogando nas alas, justamente por achar que 3 zagueiros e dois volantes são suficientes para marcar. Se um dos volantes souber sair pro jogo, melhor ainda. Pq o Silas não testa esse esquema, com Mario-Rodrigo-Saimon, Leandro (agora Edilson)-Adilson-Magrão-Douglas-Hugo, Jonas-Borges? Acha que ficaria muito faceiro?

    Vc tem razão, ainda existe futebol …. Grande abraço, parabéns pelo blog. André

  • Miguel diz: 10 de março de 2010

    Joga bonito e ganha bonito!
    Soh gremista que acha o máximo ganhar aos trancos e barrancos, com o time jogando nada…

    E o Inter com tantos jogadores bons do meio pra frente jogando desse jeito! Com o Abel a historia ia ser diferente…

  • Samuel Ritter diz: 10 de março de 2010

    Quando o Dorival estava barato, o Grêmio fica perdendo tempo com Celso Roth e agora com Silas. Quando trouxe Autuori, não deu a ele nenhum reforço de qualidade, quando conseguiu trazer bons reforços e um ótimo preparador físico, entregou tudo ao Silas. Se o time continuar com essa mentalidade, jamais sairemos da situação em que estamos.

  • Fabio Henrique diz: 10 de março de 2010

    O esquema do Santos é equivalente ao de Chelsea, Barcelona, Milan. Jogadores atuando como pontas, um atacante centralizado, dois meias de armação, um volante (ok, no Milan é o contrário). O esquema do Arsenal também é parecido, isso foi visto ontem no 5×0 sobre o Porto, mas na prática configura mesmo o 4-2-3-1, como ultimamente jogaram França e Espanha e como joga o Brasil de Dunga (embora a seleção atue REALMENTE como 4-3-2-1 tipo árvore de Natal do Ancelotti).
    Eu sempre digo: se montar um time para atacar, obterá sucesso, pricipalmente num campeonato de pontos corridos. Porém, infelizmente, a covardia dos técnicos sulamericanos faz com que estes priorizem os irritantes 3-5-2, 3-6-1, 4-6-0.
    POr isso que só assisto campeonatos europeus.

  • gremista da palhoça diz: 10 de março de 2010

    Bem, é oportuno que se coloquem as opiniões antecipadamente ao transcurso dos fatos, como está fazendo o nosso amigo Cecconi. Mas a minha não vai muito ao encontro da dele, e nem quero me atrever muito pelos números táticos, posicionamentos de origem, atuação com a bola ou sem a bola, etc… O que penso é que mesmo os passrinhos mais alegres e belos, sempre estarão a mercê de uma arapuca. E arapucas até medianos de pouca instrução sabem armar. Sou gremista, e como tal as vezes me canso de ver o nosso time com esta característica de apenas se defender. O Autuori foi uma tentativa de mudar um pouco isto, e agora o Silas também está tentando a mesma trajetória. Aprendi a não acreditar muito no futebol em que a marcação seja tratada secundariamente a técnica e ao ataque, mesmo quando se tenha disponível uma safra tão diferenciada quanto é esta que está no Santos atual. Quando pegarem um time realmente determinado a pará-los, com boa organização, etc., serão parados. E um contraataque até de pouca organização poderá defrontá-los com o revés. E aí frustração será geral, pelo simples pecado do sonho misturado a realidade.

  • Yuri diz: 10 de março de 2010

    Santos joga com 3 formaçôes principais. esse 4-3-3, o 4-3-3 com Paulo Henrique armando e 2 volantes, e 4-2-3-1 sem robinho com andre centralizado, neymar na direita um pouco mais recuado, PH armando, marquinhos aproximando e wesley de volante correndo o campo todo (e fazendo gols, esquema igual ao do arsenal, nesse caso ele seria o diaby, LOL). sabia que tu iria gostar dessa formação. O problema pra eu que sou santista (logo vejo todos os jogos) é que o time ainda falha na defesa, principalmente quando o wesley nao joga no meio. Mas falha na defesa indepedentemente da formaçâo, ja a midia paulista acha o contrario, a cada jogo que o santos toma mais de 1 gol ou empata como esse surgem as criticas ”dorival, no acha que o time ta muito aberto com 3 atacantes? nao se preocupa do a defesa?” eu me irrito de escutar isso. dorival ainda nao ta cedendo à pressao MAS vale lembrar que o time ta ha 11 jogos sem perder e quando começar a perder a pressao aumentará. espero que ele continue com essas formaçôes e convicto com seu trabalho ja que mesmo antes mesmo de robinho o time ja atuava assim

  • Diego Westphalen diz: 10 de março de 2010

    Na ânsia de comprovar uma tese ofensivista, tu escalou aí um Santos circunstancial, de quem estava perdendo o jogo e se jogou pra cima, no segundo tempo. Contra a Portuguesa. Mas esse não é o time do Santos.

    Eu gostaria muitíssimo de ver esse time escalado contra o Grêmio num mata-mata pela Copa do Brasil, por exemplo. Tu acha que seria escalado assim? Tenho certeza de que o Dorival Júnior não faria uma insanidade dessas. Infelizmente pra nós, gremistas.

    Tô muito curioso mesmo pra ver o desenvolvimento desse time do Santos em um campeonato de enfrentamentos mais qualificados, como o Brasileirão. Quero ver o quanto o Dorival vai manter essa ofensividade toda contra adversários mais fortes, e o quanto esse time se sustenta jogando assim.

    Mas o time do Santos não estava com 2 laterais subindo muito não, e tinha dois volantes. Joga com três atacantes sim, exigindo que eles cumpram função de marcação. É um time bastante ofensivo, sem dúvida. Mas bem menos do que tu pintou aí na tua análise.

  • RRR diz: 10 de março de 2010

    Vamos combinar então que empatar com a Portuguesa passa a ser um bom resultado, então, ok?

    Resposta do Cecconi: eu não sou comentarista de resultado.

  • Roberto diz: 10 de março de 2010

    Se este Santos tivesse enfrentado o Arsenal ontem também teria tomado 5.

  • Emerson diz: 10 de março de 2010

    Cecconi, excelente análise (apeasr do texto um pouco confuso no 1° parágrafo). Para mim, o Mano era o único (agora é um dos) técnico emergente com novos conceitos táticos. Jogou num 4-5-1 ofensivo no Grêmio e num 4-3-3 pegador no Coringão. Pois o Dorival Jr. também apresentou um retrô competitivo do 4-3-3, saindo das mesmices do 3-5-2 e do 4-4-2 com um quadrado no meio. Maravilha! Tomara que os outros técnicos se inspirem e também arrisquem novos sistemas mais ofensivos (vocÊ não acha que o Grêmio tb poderia jogar no 4-3-3?)

  • RRR diz: 10 de março de 2010

    Pois é, Cecconi, mas diferente de você o treinador precisa sim se preocupar com o resultado. Um sistema tático é eficiente na medida em que gera vitórias e pontos na tabela, ou não?

  • Marcos (de Sapiranga, colorado). diz: 11 de março de 2010

    Cecconi, vc disse na resposta do RRR que nao e’ comentarista de resultado.
    Pois, entao para mim de nada adianta essas analises, pois no futebol a unica coisa que importa e’ ganhar jogos e conquistar titulos.
    Futebol nao e’ uma peca de teatro nem um concerto musical, nao tem como ensaiar as cenas com o time adversario. Quem sabe poderia se criar outro esporte para shows de bola, eu com certeza pagaria para ver.
    No entanto, no que diz respeito ao Inter, para mim basta que ele traga alguns canecos de vez em quando. Se der show, e’ lucro.
    Abracao,
    Marcos.

  • Maurício diz: 11 de março de 2010

    Cecconi. Paraés pela análise. Agora eu gostaria de saber, o Inter poderia jogar desta forma? como você colocaris as peças em campo?? Abraço.

  • Lucas diz: 12 de março de 2010

    ainda bem q existem tecnicos assim pra salvar o futebol. as taticas medrosas e futebol feio tavam tomando conta do brasil. serve tb pra calar a boca de mt gente q n entende de futebol e sempre fala q escalando assim eh impossivel de jogar

  • Nicolas diz: 14 de março de 2010

    Hehehehe, de fato, o futebol ainda não morreu. Robert agradece.

    Resposta do Cecconi: Nicolas, não sou torcedor do Santos, mas da próxima vez tu poderia postar esse tipo de comentário antes do jogo né. Ou então argumentar. Depois, só a corneta, é fácil ;)

  • Vinicius diz: 15 de março de 2010

    Esse time do Santos é como a Seleção da Espanha. Só agrada comentaristas esportivos saudosos de uma coisa que só existe na memória romântica que se tem dela no presente: falo do tal “futebol arte”. Vamos ver como será quando esse Santos encarar um time competitivo, retrencado e raçudo, como foi com a Espanha contra os Estados Unidos (alias, nunca torci tanto para os yankees antes, em toda a minha vida). Ah! E não existe nada mais poético do que um bom e velho Maracanazo, para mostrar a esses sambistas com bola que futebol é um esporte de sangue, suor e barro nos calções!

    Concordo com tudo que o Rod disse

    quando o barcelona perdeu para o Rubin Kazan eu comemorei como se fosse um titulo

    Resposta do Cecconi: e quando o Barcelona conquistou seis títulos em uma temporada, o que fizeste? E o Rubin Kazan ganhou o quê? Não faz sentido isso.

  • Rafael diz: 16 de março de 2010

    É Cecconi devo admitir que errei no que escrevi em 9 de março de 2010 às 11:46 pm neste post pois não precisou nem pegar um time mais qualificado. bastou a baba do palmeiras com um pouco de Sangue nos olhos e a casa caiu, neymar expulso e o Robinho só apareceu nas comemorações por na partida ninguém viu.

  • Vinicius diz: 17 de março de 2010

    Cecconi, o Barcelona ganhou 6 titulos, Ok, mas que o Ovrebo decepou o Chelsea em pleno Stamford Bridge, ninguem vê… como tu disse no post da Inter, futebol é gol, concordo, mas eu prefiro uma vitória de 1-0 que 5-4, mostra que a minha defesa é mais qualificada, eu nem sou muito fã do futebol Brasileiro, sou fã do Ingles, não dos 4 grandes, mas sim dos times menores, gosto dever o Stoke, o Everton(se der faz uma analise deles, é um bom time), Aston Villa, o Bolton até a saida do Gary Megson eu gostava tambem, tem um post aqui falando do Bolton, eu sou Admirador desse estilo, acho muito bom o “Long Ball”, tá Futebol jogado pelo chão tambem é legal, mas ao estilo Mourinho, 5 toques tá la… o time do Guardiola, e o Arsenal do Wenger(o que esse ganha?, 5 anos sem um titulo) me dão Sono… tocam 10 ou mais vezes a bola pra chegar no gol… o do Guardiola ainda minimizo, tem os lançamentos do xavi, bola parada, velocidade do messi nao fica só no “Tik-tok Don’t stop” como o Arsenal,e por isso ganhou títulos, e o Arsenal que só toca ganhou o que?, ah os invenciveis de 2004… na época não era um time de toques, era híbrido, a zaga com Campbell e um outro lá que não recordo o nome, metiam bicão pra frente, o meio campo armava as jogadas, geralmente diretas para Bergkamp e Henry, ou então Pires nos seus bons tempoos partia pra cima da zaga com a bola dominada…

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