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O 4-3-3 completo de José Mourinho

17 de março de 2010 61

Eu não sei se acho graça ou me entristeço com os internautas que se declaram aqui no blog Preleção ferrenhos opositores do Santos de Dorival Júnior apenas porque a equipe paulista escolheu o 4-3-3 como sistema tático predileto. Cheguei a ler a seguinte definição: “futebol é barro no calção”. Não, rugby é barro no calção. Futebol é bola na rede. Infelizmente, a disseminação do 3-5-2 à Muricy no Brasil enrijeceu a crítica dos brasileiros. Associamos futebol à capacidade de dar carrinhos e morder as traves. Uma pena.

Ontem, José Mourinho ofereceu uma aula gratuita de 4-3-3. Foi espetacular na vitória de 1 a 0 da Inter de Milão sobre o Chelsea, quebrando um estigma recente, e passando às quartas de final da Champions League. Jogou com três atacantes e um meia ofensivo sem abdicar da segurança defensiva. Foi 4-3-3, mas não foi “faceiro” (sic). Não precisou aderir ao rugby com os pés para se classificar. Eto’o, Pandev e Diego Milito deixaram o campo com os calções limpinhos, sem barro algum. E classificados.

Reitero um argumento de José Mourinho, esclarecido no livro “O porquê de tantas vitórias”, escrito por quatro portugueses que dissecam a metodologia do técnico português. Mourinho adota, em qualquer clube, apenas dois sistemas: ou o 4-3-3, ou o 4-4-2 com meio-campo em losango – assim ele mesmo chama, e conta com meu apoio, mas podemos desdobrar para 4-3-1-2 a quem prefere as quatro faixas de campo.

Mourinho defende que o 4-3-3 é o sistema tático mais completo, por oferecer a mais equilibrada ocupação de espaços. Mas ele também se utiliza do 4-4-2 em losango por considerá-lo menos eficiente, o que obriga seus jogadores a manterem a concentração alta, compensando as falhas do sistema com aplicação e inteligência. Assim fala o treinador da Inter de Milão, conforme trecho do livro citado:

“O 4-3-3 é o sistema mais simples, e ao mesmo tempo mais completo, por apresentar a mais equilibrada ocupação de espaços no campo. Mas eu prefiro o 4-4-2 em losango porque ele gera certo desequilíbrio na ocupação dos espaços em comparação com o 4-3-3, o que exige mais concentração dos meus jogadores”.

A Inter jogou no 4-3-3 contra o Chelsea, em Londres. Teve 49% da posse de bola, e criou 13 oportunidades. O Chelsea de Carlo Ancelotti também começou no 4-3-3, com 51% de posse, e 14 oportunidades criadas. Foi uma partida muito equilibrada, e em alto nível. Ao contrário dos espelhamentos de 3-5-2, que abdicam da transição pelo chão, buscando a ligação direta, assistimos ontem a uma partida de futebol clássico. Jogado, pelo chão, com bola no pé, buscando a vitória. Sem abdicar da marcação.

Mourinho armou um triângulo de base baixa no meio-campo. Os volantes Cambiasso e Thiago Mattos guarneceram a linha defensiva, e tiveram à frente Sneijder como ponta-de-lança – ou trequartista, como dizem os italianos. À frente, o tridente ofensivo, com Eto’o pouco à direita, Milito centralizado, e Pandev na esquerda. Trio que se movimentou, variando os posicionamentos iniciais – tanto que Eto’o marcou o gol da vitória partindo da esquerda (*quando Stankovic já estava em campo, variando para o 4-4-2, o que levou Eto’o para a esquerda, conforme bem apontam os amigos nos comentários).

O balanço ofensivo se deu com Maicon e Pandev. Zanetti atuou como lateral-base pela esquerda, e Maicon teve mais liberdade para apoiar. Eto’o, saindo do lado para o meio, abria o corredor para Maicon. Na esquerda, Pandev podia ser ofensivo com a garantia da cobertura de Zanetti no setor. E a dupla de volantes protegia a frente da área, permitindo a Sneijder protagonizar uma atuação de gala na articulação.

Mas a Inter de Milão, com três atacantes, um meia ofensivo e um lateral apoiador, foi absolutamente segura na defesa. Não sofreu gol. Contou com a aplicação tática e a abnegação de todos os jogadores. Maicon, um lateral considerado ofensivo, marcou como nunca. Sneijder deu combate. O trio ofensivo recuava sem a bola, ocupando espaços. Esta é a chave: ocupando espaços.

Não existe sistema tático ofensivo demais, “faceiro” (sic). Não é preciso ter zagueiros demais, ou volantes demais, para se obter segurança. Ninguém precisa sujar o calção dando carrinho, como o tackle do rugby. Basta ocupar espaços. Os jogadores de Mourinho, bem distribuídos no 4-3-3, compactavam as três linhas e ocupavam todos os espaços possíveis entre as duas intermediárias. Assim, o Chelsea não encontrava espaços. Marcação que respeita o rigoroso posicionamento inicial de cada um.

Mourinho fala muito sobre isso no livro “O porquê de tantas vitórias”. Na transição defensiva (perda da posse de bola) a equipe precisa de uma rápida organização. Contando com a agilidade na retomada dos posicionamentos iniciais sem a bola, o sistema tático 4-3-3 não se torna vulnerável. Perdeu a bola? Compacta a equipe, rapidamente, ocupando espaços e bloqueando a passagem dos atletas adversários.

Aproveito para reiterar minha incompreensão com este ódio coletivo contra o Santos. Parece uma oposição à exposição na mídia, aos apelidos, aos “Meninos da Vila”, ao Robinho, às dancinhas. Isso não pode entrar em consideração em uma análise séria e criteriosa. O sistema tático precisa ser avaliado a despeito da simpatia por este ou aquele jogador. Não é proibido usar 4-3-3 no Brasil. A crítica não deve ser dirigida à inteligência e à coragem de Dorival Júnior, que se insurge contra a rugbyzação do futebol brasileiro. Mas sim ao comportamento dos jogadores que esquecem da aplicação tática em nome da soberba.

No clássico, não foi taticamente que o Palmeiras venceu o Santos. Foi na raiva. Em 40min de futebol, o Santos venceu por 2 a 0 e comprovou a competitividade do 4-3-3. Mas quando seus jogadores esqueceram do comprometimento na ocupação de espaços, e com as provocações quase inconsequentes mexeram com o brio dos palmeirenses, perderam a partida. Provavelmente, se o Santos mantivesse a intensidade de seu 4-3-3, com posicionamento adiantado, posse de bola, movimentação, e compactação sem a bola, teria vencido. Os jogadores do Palmeiras sentiram-se humilhados, e ganharam na raiva. E raiva, raramente, vence o futebol inteligente. Faltou ao Santos jogar com a aplicação da Inter de Mourinho por 90min.

Mourinho, Ancelotti e Guardiola usam o 4-3-3 respectivamente na Inter de Milão, no Chelsea e no Barcelona. Sabem fazer, sabem exigir de seus jogadores concentração, disciplina tática, e ocupação inteligente de espaços. Ninguém suja calção, e as equipes são bem sucedidas. Serve de exemplo ao futebol brasileiro, certamente, e principalmente à crítica. O Santos pode sim jogar no 4-3-3, desde que siga estes preceitos táticos. Comprometimento é importante no bom desempenho de uma equipe, qualquer que seja o sistema escolhido. E futebol, definitivamente, não é rugby.

Comentários (61)

  • Daniel Correa diz: 17 de março de 2010

    O Pandev nao me pareceu um atacante nesta partida. Pelo que vi, jogou mais recuado pelo meio, aproveitando as oportunidades para aparecer no ataque. Nao seria um 4-4-2?

  • Expedito Paz diz: 17 de março de 2010

    Excelente análise. E quanto ao Santos, se não dá aquela pane no final do primeiro tempo (que começou num lance duvidoso de falta, vale ressaltar), o Peixe não só vencia, como provavelmente golearia o Palmeiras. E todo mundo ainda estaria exaltando o futebol bonito do Santos.

    E a Inter ontem deu uma aula de futebol no Chelsea. A bola que o Sneijder tá jogando é de outro mundo.

  • Pedro Breier diz: 17 de março de 2010

    Assino embaixo Cecconi, aula do José Mourinho ontem, o Júlio César não fez sequer UMA defesa!! E a única coisa que me irrita ao ver o Santos do Dorival Jr. é pensar que o Grêmio conversou com o cara e não o trouxe, preferindo o Silas… Vai entender!!

  • Leonardo Sander Cunha diz: 17 de março de 2010

    Parabéns, gosto de times que jogam adiantados, pressionando e com posse de bola, sem chutões, como joga o Barça! Sou colorado, e fico triste de escutar(moro no Chile, não passam Gauchão na Globo Internacional) o Inter chamando o adversário pro seu campo, não dar um chute a gol. Como eu gostaria de ver o Inter jogar mais a frente(Snif, Snif) num 4-2-3-1 como o do Arsenal, e com os laterais mais avançados apostando no COMPROMETIMENTO DOS SEUS JOGADORES E OCUPAÇÃO DE ESPAÇOS, quase que num 2-4-3-1, é possível sim, mas enquanto existirem pessoas que pensam que futebol é simplesmente “Barro no calção”, e retranqueiros de plantão, o futebol Brasileiro vai se resumir somente nisso, o futebol bonito(sem chutões e pressionando), vai, infelizmente, ser “substituído pelo Rugby com os pés(Muricybol)”!!

  • Mauricio diz: 17 de março de 2010

    Cecconi,
    Sou fã do sistema 4-3-3 e essa é uma das razões pela qual a seleção holandesa e o Arsenal são meus times favoritos no PES2010. Realmente o sitema, mesmo sem se valer da marcação sob pressão é muito interessante e proporciona variações ofensivas MUITO interessantes, principalmente quando se joga com times que marcam jogadores individualmente.
    Sobre o Santos, acho que o ódio não é em relação ao sistema e sim ao alarde da mídia. E no jogo com o Palmeiras se viu bem que a intenção do Dorival é ótima, mas ele não tem as peças certas pra fazer isso. Os “meninos” são bons, mas eu não vejo o comprometimento tático neles que vai garantir o sucesso do Santos no longo prazo.

  • homero felipe diz: 17 de março de 2010

    tem mta balela em tudo isto,vc não pode ser tão simplista,q achar q um esquema por si só resolve tudo,no final o q vale mesmo é os jogadores q vc tem,para desenvolver um esquema,achar q o esquema é tudo,é de um simplismo constrangedor,e só para esclarecer,porque não fico em cima do muro,o melhor esquema é o 4-4-2 em losango,desde d q se tenha os jogadores certos para a função!

    Resposta do Cecconi: não há balela, porque ambos concordamos. Também defendo que o sistema precisa estar de acordo com a característica dos jogadores do elenco. Não entendi tua manifestação. Se achas balela, basta não acessar o blog, tens este direito. Abraços.

  • Beto diz: 17 de março de 2010

    sinceramente, embora entenda o ponto de vista, nao acho essa discussao sobre esquemas muito relevante. Nao vejo muita diferenca nessas definicoes estaticas em um esporte tao dinamico. Se chamas o esquema de Mourinho 451 ou 42121 eh a mesma coisa pra mim. O Pandev eh atacante ou meia? Depende de sua movimentacao e atualmente todos sao “faz tudo” mesmo atacantes entao… Menos os times ruins como o Milan que ainda tem especialistas puros como Ronaldinho.

    O Gremio de felipao era 442 ou 352? Roger era lateral ou zagueiro? Arce nao era meia?

  • Marcelo Padilha diz: 17 de março de 2010

    NÃO SÃO JORNALISTAS! SÃO QUATRO MESTRES: LEIA-SE (MESTRES) EM EDUCAÇÃO FÍSICA!

    ESTÁ ESCRITO CLARAMENTE NO LIVRO!

    Resposta do Cecconi: calma, cara. Já faço essa alteração.

  • Amirante Francisco Jr diz: 17 de março de 2010

    Como todo bom Brasileiro, tambem fui “tecnico de futebol.
    claro o time do meu filho quando ele tinha 7 anos ate os 17.
    O sistema que utilizei foi 3 – 4 – 3
    Com quatro jogadores no meio de campo fica facil de controlar o setor na hora de atacar
    se ataca com 7 jogadores e na hora de defender tambem com 7.

    Temos que levar em consideracao que a maioria dos times jogam so com 2 atacantes o
    que torna o meu sistema um sucesso.

    Obrigado

  • Fabricio diz: 17 de março de 2010

    Grande post, Eduardo! Gostaria de apontar um pequeno detalhe na sua análise:
    “À frente, o tridente ofensivo, com Eto’o pouco à direita, Milito centralizado, e Pandev na esquerda. Trio que se movimentou, variando os posicionamentos iniciais – tanto que Eto’o marcou o gol da vitória partindo da esquerda”.
    Na metade do segundo tempo, Mourinho sacou Pandev e colocou Stankovic (aos 75 minutos), passando para o 4-4-2 e movendo intencionalmente Eto’o para a esquerda, mantendo Milito na direita. Foi quando Eto’o marcou o seu gol (78 minutos) pela esquerda.

    Resposta do Cecconi: bela observação, Fabricio. Vou modificar isto no post. Valeu pela correção, passei-me nesta. Abraços.

  • O 4-3-3 completo de José Mourinho – Diário Catarinense | News News News diz: 17 de março de 2010

    [...] Mais:  O 4-3-3 completo de José Mourinho – Diário Catarinense Posted by admin on mar 17th, 2010 and filed under Esportes, News. You can follow any responses [...]

  • celso fraga diz: 17 de março de 2010

    Esse 4-3-3 , poderia ser usado pelo Dunga na seleção. Colocando o Ronaldinho Gaucho no lugar do Elano, ou ate mesmo o Nilmar. Jogando com o Kaka na frente dos dois volantes, Robinho, Ronaldinho e Luis Fabiano , mais a frente; ou Robinho ,Nilmar e Luis Fabiano, ja que ele não quer levar o Ronaldinho!

  • Paulo diz: 17 de março de 2010

    Confesso que não simpatizei com a mídia feita sobre o time do Santos. Mas no meu caso, nada tem a ver com o esquema do time, e sim, com a idéia de festejar a firula, como se faz muito com o Robinho. Sou contra a festinha irresponsável que o Santos aparentou, e que o fez perder para o Palmeiras. E não acho que pegada seja sujar o calção. Um time de pegada tem disciplina tática, combate com responsabilidade e também ataca com técnica.

  • Gaúcho Colorado diz: 17 de março de 2010

    Eduardo, esse é um dos melhores blogs do ClicRBS. Gosto muito de ler as preleções.

    E quero dizer que não concordo que sejamos rígidos a um esquema ou estratégias, seja qual for. Nem tanto Fossatti nem tanto Tite.

    Mas, no caso DO INTER/RS, acredito que para jogarem OS MELHORES, deveríamos seguir a mesma linha de raciocínio do Mourinho. E daria certo! Já cansei de explicar para meus amigos e escrever aqui… inclusive mandar e-mails para o INTERNACIONAL (pentelhando! — rsrsrs) sobre a seguinte tese, muito simples e óbvia, por sinal:

    Se cada jogo vale: vitória – 3 pontos; empate – 1 ponto; derrota – 0; então, vale a pena jogar para GANHAR (sempre), projetando que, a cada 5 jogos, NO MÍNIMO ganhe 2 e perca 3 (difícil), serão 6 pontos; mais do que jogando na defesa, pois se não perder nenhum e empatar os 5, serão apenas 5 pontos.

    É básico e simples que muito mais vantajoso jogar para VENCER, correndo o risco de perder; do que jogar para se defender, chamando as derrotas e empates. Além, é claro, que a TORCIDA prefere ver um time audacioso, valente, com iniciativa e ATITUDE do que um time covarde, na defesa, se escondendo do jogo.

    Tomara que contra o Cerro/URU o INTER volte a ser MORTAL, tal qual em 2006 – na Libertadores – e em 2008 – na Sul’Americana.

    Da-lhe INTERNACIONAL/RS!!!

  • Márcio Diehl diz: 17 de março de 2010

    Nobre Cecconi.

    Concordo em tudo com o que disseste; e te proponho uma coisa que seria bacana.

    Com o plantel da dupla, tu “Mourinizar” a formação da mesma.

    Faz um 4-3-3 com o que tem da dupla, com triangulo de base baixa e afins.

    Grande abraço.

    Resposta do Cecconi: Márcio, acredito que seja inviável, com os elencos atuais, o 4-3-3 nos dois times da dupla Gre-Nal. Vejo ambos com melhores condições, devido às alternativas no elenco, para o 4-5-1 desdobrado em 4-2-3-1. Abraços.

  • Kleiton diz: 17 de março de 2010

    Na verdade, acho que a raiva com o Santos não tem a ver com o 4-3-3, mas é em relação a transformar futebol em circo, principalmente por parte do Robinho, que é o cara mais firulento, menos efetivo e, o pior de tudo, menos aplicado taticamente de todo o futebol brasileiro. E nesse clima de oba-oba, todos acabam dando uma de “Robinho” – equilibrando a bola no nariz, driblando pra qualquer lado do campo, etc – e esquecendo de marcar e de ocupar espaços. Daí tomam uma virada como contra o Palmeiras.

    Concordo contigo que, se bem montado, o 4-3-3 é um grande e eficiente sistema. Mas pra isso, precisa de jogador sério e comprometido. E com Robinho e cia, isso se torna impossível.

  • edgard diz: 17 de março de 2010

    Cecconi, ñ se pode discutir c/todos… afinal, existem torcedores e torcedores conhecedores do assunto… são c/os últimos que se discute, c/os 1ºs é pura paixão.

  • Rodrigo diz: 17 de março de 2010

    Meus parabéns por esclarecer isso a todos os defensores do futebol não jogado, do “muricybol”.
    também acredito que o 4-3-3 é o sistema que ocupa melhor os espaços no campo, mas depende muito das características dos jogadores. no exemplo em questão, temos como volantes Cambiasso e Thiago Motta, volantes que preenchem bem os espaços e saem jogando com qualidade, algo excencial para o esquema.
    No Brasil, acredito eu, o principal problema foi a vitória da copa em 94, pois consagrou o estilo “feio” de jogar futebol, futebol que apenas prioriza o resultado, que precisa ser conquistado através de carrinhos e contra-ataques com ligação direta.
    Esses times citados, Inter de Milão, Chelsea, Santos, ocupam bem os espaços e jogam futebol, ao contrário dos “balões pra frente” do 3-5-2.
    Com esse post, chegamos a conclusão de que o importante é o time ocupar bem os espaços e pressionar a bola quando estiver sem ela. não é necessário “sujar o calção”, só é preciso apertar e roubar a bola. posso citar o Rafael Carioca em sua passagem pelo Grêmio, que não deu um carrinho, mas ocupava os espaços na frente da área e desarmava com muita eficiência.
    Já quando estiver com a posse da bola, é necessário que os jogadores se movimentem e “apareçam” para o jogo, dando opção para quem está com a bola tocar rápido e já se deslocar para dar opção ao companheiro.

  • fernando diz: 17 de março de 2010

    Hm. Eu compreendo que existam posts grosseiros, mal escritos e até longe do foco de discussão deste blog. Realmente, não foi só o sistema tático que determinou a derrota do Santos ou que determina a quantidade de barro no calção de um atleta. Falando nisso, nem Rugby é ‘barro no calção’ – tb tem sua contagem de pontos e seu planejamento tático, acreditem. Mas apesar de eventualmente mal colocadas e muitas vezes desrespeitosas, as colocações tem um certo sentido: será q o Dorival pode jogar no 4-3-3 com os jogadores tecnicamente maravilhosos e taticamente irresponsáveis que tem? Tb é responsabilidade do técnico saber distinguir o material que tem – portanto, uma questão tática e então, um ponto de discussão neste blog, não? Eu acho q ele está errado, por exemplo, e que vai quebrar a cara logo, logo. E não pq eu queira carrinhos e caneladas (que eu até defendo, mas não é o caso aqui), e sim pq eu realmente acredito (certo ou errado) que o Santos não vai render tudo isso em pelejas mais importantes e disputadas, pq não está “taticamente” (e mentalmente, e fisicamente, etc.) preparado para tal. Me preocupa que um cronista tão competente e promissor esteja enveredando numa defesa insana de uma única visão de futebol – quem aguentaria ver tamanho talento transformado num rancor nostálgico trajano-calazaniano, por exemplo? Sou fã do blog e penso completamente diferente do jornalista responsável, mas admiro muito sua capacidade de análise (infinitamente maior q a minha) e, até hj, sua impressionante capacidade de administrar as divergências dentro de um espaço democrático. Só estou lutando pelo meu direito de pedir o Bendtner de titular sem ser considerado um inimigo do esporte… rsrsrs. Em tempo: Ballack, Pujol, Lúcio, Maicon, e mesmo Rooney, Messi e Drogba sujam, e muito, o calção, a camiseta e o meião…

  • Daniel Colorado diz: 17 de março de 2010

    Cecconi, sente a escalacao: Maicon, Lucio, Samuel e Zanetti; Cambiasso, Thiago Motta e Sjneider; Eto’o, Pandev e Diego Milito. Voce mesmo diz que o sucesso do 4-3-3 se deve, em grande parte, a capacidade do trio ofensivo de voltar sem a bola ocupando espacos. Tendo em vista toda essa qualidade tecnica, todo esse interesse e aplicacao tatica dos jogadores, nao te surpreenderia se o time de Milao NAO jogasse bem, independente de esquema de jogo? Voce ficaria muito surpreso se a Inter jogasse bem mesmo com um esquema diferente? Voce nao acha que jogadores desse nivel tecnico, dispostos a desempenhar suas funcoes, apoiando, combatendo, voltando, subindo, ocupando, invertendo… voce nao acha que este time daria certo em um 3-5-2, ou 3-4-3, ou 1-2-3-4…? Eu concordo com o Nando, que uma vez disse que se dah “muito Ibope” as questoes de formatacao no futebol. Quem ganha jogo eh jodagor, seja com sua qualidade ou seu empenho, e nao tecnico, com suas ideias e estrategias, sentado na casamata, vestindo terno e gravata. Se eu juntar um grupo de jogadores medianos e desinteressados, nao havera 4-3-3 ou 3-5-2 que va me garantir o sucesso do time.

    Resposta do Cecconi: Daniel, eu concordo com a premissa “quem ganha jogo é jogador”. Mas quem ganha campeonato é treinador, com organização. O próprio interesse/comprometimento que citas parte da estratégia do treinador, e da percepção dele sobre os jogadores que “estão afim”, e os que não estão. Sistema tático é imprescindível. Jogador, repito, ganha jogo. Campeonato não se conquista com 11 jogadores fazendo o que querem só por serem diferenciados. É um esporte coletivo. Abraços.

  • Maurino Pedro Mendes diz: 17 de março de 2010

    Analise perfeita.A ESPN mostrou esses dias Brasil / Itália(1970).Todos, digo todos jogadores do Brasil(inclusive Pelé) sem a bola voltavam e ajudavam na marcação.Hoje não vejo muitos brasileiros com dedicação tática(fechar espaço).Se acham craque demais.Mourinho deu uma aula de ocupação e posse de bola, sempre bem protegido a traz.Meu colorado já jogou 4-2-2 equilibrado.

  • Wilson Farina diz: 17 de março de 2010

    Ae, baita analise! A Inter surpreendeu ontem, jogou demais, dominou completamente o Chelsea.

    Mas eu acho que hoje em dia, pela aspecto fisico, de muita velocidade e muito contato fisico, que se empilha zagueiros e volantes aqui no Brasil. E tbm pq os melhores jogadores já foram jogar fora. A Inter de Milão, assim como o Barcelona e outros, conseguiu jogar no 4-3-3, excelente, mas eles praticamente não tem jogadores lentos, ruins, preguiçosos, ou sem noções táticas.

  • Felipe diz: 17 de março de 2010

    Valeu Cecconi, aprendi um pouco mais sobre futebol hoje com esse post. Depois, em um outro post tu podia dizer porque o Fossatti bota 3 zagueiros e 2 volantes contra o Avenida…

  • Raukores diz: 17 de março de 2010

    Discordo em um ponto. Não acho q seja “proibido” lançar um 4-3-3 no Brasil, mas o acho inviável na maior parte dos times. Pra dar certo, como vc bem ressaltou, a “parte da frente” do 4-3-3 tem que marcar e compactar o time sem a bola. De nada adianta ter 3 craques na frente se ao perderem a bola, voltam conversando, caminhando, reclamando do arbitro… Pra dar certo, em resumo, é preciso de comprometimento tático dos jogadores. Esse aspecto me parece ter um importância segundária ao olhos dos treinadores, ou simplesmente entra por um ouvido do jogador e sai pelo outro. Me parece mais eficiente, um 4-5-1, “prendendo” mais os 2 atacantes. Eu adoro e morro de medo do meu tricolor pegar o Santos na copa do Brasil. Todo via, me parece que por mais talentosos que sejam os jogadores da baixada santísta, não é espelhando o 4-3-3 que imagino podermos ganhar deles. O contra veneno seria um “Muricyball” bem feito, com chuvarada de bola aérea (me parece um defeito do time da vila belmiro) e um bloqueio bem executado na recuperação ofensiva do santos. Em resumo, por mais legal que seja o Mourinho e seu 4-3-3, acho q futebol é balanço. Tem hora pra atacar e tem hora pra comer quieto, e só depois dar o bote.

  • Leonardo diz: 17 de março de 2010

    Não sou contra o 4-3-3 do Santos, mas acho perigoso um time jogar com 3 atacantes, 2 meias ofensivos e apenas 1 volante. Se, nesse 4-3-3, os meias ofensivos não ajudarem na marcação (e muitos meias hoje não marcam nada), a defesa fica frágil.
    No caso da Inter, há apenas 1 meia. Tem como ponto fraco possuir apenas um “criador”, mas a consistência defensiva não fica prejudicada.

  • Paulo Timm diz: 17 de março de 2010

    Sinceramente sou fa deste sistema, ja havia feito outros comentarios em blogs diferentes, referindo-me ao uso do 4-3-3 no Gremio. Tu achas que nao seria interessante ver o Gremio neste sistema??? Valeu….abraço

  • Daniel Colorado diz: 17 de março de 2010

    Meu pai as vezes diz, de brincadeira: “se o atacante tivesse chutado mais forte, mais colocado, em curva, fora do alcance do goleiro, e se a bola tivesse passado entre as traves… teria sido gol!” Mas eh claro que teria!!! Eh a mesma coisa… A Inter ganhou no 4-3-3 subindo, descendo, apoiando, marcando, compactando, ocupando espacos, invertendo lados, trocando passes no chao… eh claro que ganhou!!! Quem, a nao ser por forca do acaso, nao ganharia jogando assim?? No dia em que eu ver um time limitado e desinteressado ganhar jogando bem no 4-3-3 e nao fizer o mesmo no 3-5-2, pensarei em dar mais importancia a formatacao tatica no futebol. Acho teus textos muito bons, Cecconi… mas analise tatica no futebol pode, muito facilmente, se transformar em um amontoado de jargoes, do tipo “jogou bem pq jogou compactado de area a area, marcando, armando, invertendo e ocupando espacos”… pra mim, isso eh o mesmo que dizer “jogou bem pq jogou bem”.

    Resposta do Cecconi: não há jargão quando se percebe que o campo de futebol é uma figura geométrica, e que os jogadores precisam ter atribuições para ocupar espaços precisamente delimitados dentro desta figura – um retângulo, no caso. Divide-se este retângulo em faixas horizontais e verticais, e distribui-se os jogadores, cada qual com uma função com e sem a bola. Não entendi onde tu quis chegar, portanto encerro o debate de minha parte. Este blog é um espaço para debate sobre teoria tática, e a aplicação desta teoria nas partidas. Se achas que isso é um amontoado de jargões, e que a “parte tática” não tem importância, há outros blogs disponíveis para frequentar, como sempre defendo – a democracia da audiência. Abraços.

  • Daniel Colorado diz: 17 de março de 2010

    Cecconi, com relacao a tua replica no meu primeiro comentario: concordo plenamente que futebol eh esporte coletivo, e que o tecnico tem uma influencia grande na MOTIVACAO dos jogadores, na escolha das pecas corretas (ou seja, dos jogadores mais bem preparados para entrar em campo), no treinamento de jogadas, no entrosamento do time, inclusive na definicao e repeticao de um esquema tatico (que eh, concordo, algo importante tambem). Nao questiono a importancia de um treinador. O que questiono eh o VALOR que se dah a escolha de um esquema tatico em detrimento a outro, principalmente em um time extremamente qualificado e aplicado, como a Inter. Dah a impressao de que o placar ontem foi 0 para o Chelsea, 1 para o 4-3-3. Quando um time faz absolutamente tudo certo, como tu mesmo descreveste, eh simplista demais usar o esquema tatico como motivo unico, sequer maior, do sucesso da equipe.

  • Roberticus diz: 17 de março de 2010

    Eduardo, parabens e graças a Deus por ter levantado a voz à defesa do conceito de futebol ofensivo sendo futebol serio. Tomara que a imprensa ‘mainstream’ e ate a fraternidade de treinadores aqui juntassem-se a vc.
    Comprovado no futebol de elite ao nivel de clubes e seleções internacionais; os grandes times, por muito que variem enquanto à sua disposição agressiva/cautelosa de um a outro, praticam todos a pressão em zona pura junto com o pressing; coisa que no radica-se tanto no Brasil mas sim em Equador, Paraguai e ate vê-se adotando cada vez mais por alguns times uruguaios e argentinos. Acho que o Tostão é outro que compartilha a mesma postura do que tu: dar carrinho, preencher o meio-campo com volantes (que só sirvam para cobrir a subida dos laterais e compensar a falta de pressing por parte dos meias e atacantes), manter a linha defensiva (seja com dois ou três zagueiros) praticamente pisando acima das chuteiras do goleiro é visto no mundo como estratégia ultrapassada que da como resultado um equipe desarticulado. O peso da marcação cai nos volantes (dai tanto brutucu) quando deveria ser mais dividido entre os demais setores do time.
    Tomara que o Santos consegue juntar audácia no plano tático com a mentalidade de disciplina e alentar a difusão do 4-3-3

  • FUTEBOLARRIBA diz: 17 de março de 2010

    Adepto da democracia você não é Cecconi.
    No momento em que alguém entra e discorda dos teus comentários você argumenta, porém, sempre sai com alguma frase grosseira do tipo “vai acessar outro blog”.
    Deveria aceitar mais facilmente as críticas amigo, já que você mesmo se faz valer muito delas.

    Resposta do Cecconi: amigo não identificado, temos visões diferentes de democracia. E eu não fui grosseiro. Só tentei esclarecer, respeitosamente, que o blog Preleção foi criado como um fórum de debate sobre teoria tática. E, se o internauta acredita que a teoria tática é um assunto desinteressante, não há motivo para participar do debate. É um desgaste para o internauta entrar em um espaço que se discute um assunto que ele acredita ser desinteressante. Só isso. Há outros blogs no clicRBS abertos aos mais diversos públicos, foi isso o que eu quis dizer. Grande abraço.

  • Daniel Colorado diz: 17 de março de 2010

    Cecconi, com relacao a tua replica no meu segundo comentario, e para encerrar o debate por minha parte tambem: nao penso que a parte tatica nao tenha importancia no futebol. Dou importancia a ela, mas dificilmente a uso para justificar, isoladamente, sucesso ou fracasso. Desculpe por estar repetindo meu argumento, mas o que defendo eh que explicar um resultado ou uma boa atuacao a partir de uma formatacao tatica eh uma ideia simplista demais, principalmente quando a Inter dominou todos os fundamentos do futebol. O 4-3-3 torna-se quase acessorio qdo toda a equipe atuou tao bem. Acho que ela poderia ter atuado bem tambem se o esquema fosse outro, como o 4-4-2 que o Mourinho instalou no segundo tempo. Para finalizar, nao seja defensivo com todos seus leitores (“há outros blogs disponíveis para frequentar”). Ja vi leitores faltar com bom senso e cordialidade em comentarios postados nesse espaco (e, sinceramente, nao sei como voce atura alguns desses comentarios ofensivos). Mas nossa discussao, ate a ultima frase do seu comentario, tinha sido limpa e construtiva. Pelo menos essa foi minha percepcao. Uma boa discussao dificilmente envolve dois interlocutores concordando com tudo. E continuarei lendo seus artigos nesse blog, apesar da sua sugestao de ignora-lo.

  • Felipe Albernaz diz: 17 de março de 2010

    Ótimo post! São muitos os exemplos de times que jogam no 4-3-3 hoje, o Corinthians ano passado deu uma aula de como atuar assim na Copa do Brasil, infelizmente sobre o meu Inter. Acho que as bases para o sistema dar certo são 3, Atacantes comprometidos com a marcação, ocupação de espaço no meio de campo e defesa adiantando a marcação para que haja a compactação do time inteiro. Outra coisa que não posso deixar de lembrar, posse de bola, times que jogam no 4-3-3 ou 4-4-2 geralmente tem muito mais posse de bola, o que os leva a correr menos riscos em enfrentamentos contra o 3-5-2.

  • Cauê diz: 17 de março de 2010

    Os dois são barro no calção, mas o barro no calção é consequencia da forma como se joga o esporte. Tanto o futebol quanto o rugby.

  • renato diz: 17 de março de 2010

    Estava indo muito bem até falar do clássico Santos X Palmeiras. A vitória do Palmeiras não se deu por conta da FORMAÇÂO, mas por conta da ESTRATÈGIA usada depois que o time se recompôs do sufoco inicial. O Palmeiras não jogou de forma burra, como foi insinuado, pelo contrário depois da mudança de lateral direito o Palmeiras conseguiu fechar o espaço que o Neymar tinha pra jogar, e com a marcação meia pressão o palmeiras dominou o meio campo, já que os jogadores defensivos não têm a mesma qualidade dos jogadores de frente. Além disso a defesa do Santos é muito fraca, o que não tem relação com a formação tática, pois o time tomou dois gols bobos de bola parada, quando a defesa está postada, com os jogadores altos postados pra cortar. Ou seja a defesa santista é fraca, mas por conta da qualidade dos jogadores e não por conta da quantidade de jogades na defesa.

  • Cesar diz: 17 de março de 2010

    Sinceramente nunca entendi esse endeusamento da imprensa e dos boleiros ao Mourinho. Quantos títulos da Champions League ele tem? E só tem treinado elencos estelares com muita grana. Vários anos no Chelsea e nada. Até joga bonito, mas no final perde sempre para equipes competitivas de verdade!

    Resposta do Cecconi: Cesar, Mourinho é campeão da Champions com o Porto, tendo Carlos Alberto no time titular. E, pelo contrário, não gosta de jogar bonito. Ele aplica ao 4-3-3 uma estratégia que busca a solidez defensiva, e não a “arte”. Os times de Mourinho são ortodoxos e competitivos. Abraços.

  • Emerson diz: 17 de março de 2010

    Cecconi, sem radicalismos!! Sujar o calção faz bem ao futebol sim! Mas não pode ser um fim em si mesmo. Também tem que ter toque de bola, aproximação, cruzamento na área, etc. Eu gosto quando há variações táticas e acho excelente o 4-3-3 do Barça (um sistema de bom futebol e vencedor), tanto quanto o 4-4-2 ou 4-5-1 do Manchester (tb bem jogado e vencedor) e gosto muito do 3-5-2 ofensivo (não esse arremedo largamente usado aqui no Brasil, na verdade um 5-3-2 disfarçado). Não creio que há um sistem tático melhor, os sistemas devem ser adaptados ao elenco e as necessidades do time: marcação, posse de bole, opções de jogadas, etc. E o Santos, mesmo com um sistema interessante, começou a se mascarar, e por isso está merecendo perder.

  • Ramiro diz: 17 de março de 2010

    Tá bom, Cecconi, este blog começou bem, mas já virou um clichê e está se levando a sério demais. Todos já entenderam o teu ponto de vista, mas tem gente que não concorda e nada vai mudar isso. O certo no futebol, assim como em tudo na vida, é encontrar o meio-termo, não ser muito radical para um lado e nem para o outro.
    Essa postura de defensor do futebol-arte e ofensivo é irritante e desnecessária, pois é óbvio que times cheios de craques e opções no ataque podem jogar pra frente, mas times limitados e deficientes, como são os times brasileiros em sua imensa maioria, encontram dificuldades para fazer isso. O Santos é uma exceção e seu futebol de técnica e ofensividade é muito bonito de se ver, mas times que jogam assim costumam exagerar nas firulas e muitas vezes esquecem o aspecto tático, perdendo jogos por causa disso.
    Eu e muitos outros torcedores preferem jogando um futebol simples e sério, sem soberba e invenções. Na teoria, jogar atacando é melhor do que jogar se defendendo. Na prática, não é bem assim. Bom mesmo é o meio-termo, como sempre.

    Resposta do Cecconi: Ramiro, eu sou na essência um radical defensor das minhas ideias mesmo, é uma característica. Mas procuro me manifestar sempre de maneira polida. Eu não estou defendendo o futebol arte, acho que não me fiz entender. Só estou apontando caminhos alternativos aos três zagueiros. Há manifestações que indicam ser competitivo apenas com três zagueiros e dois volantes. Mas não é verdade. É possível ser competitivo com três atacantes. E a Inter não praticou futebol arte, portanto, a tese de que eu defendo o “futebol arte” não se sustenta. Eu defendo, aí sim, bom desempenho – mas sem perder a competitividade e o comprometimento tático, sem firulas ou irresponsabilidades. Abraços.

  • Pedro Luis Dockhorn diz: 17 de março de 2010

    Boa tarde, queria lhe perguntar sobre a substituição do Ancelotti no 2º Tempo que ele tiro o Ballack e colocou o Joe Cole, não seria melhor ter tirado Anelka que não estava fazendo um bom jogo e colocar o Joe Cole como Winger esquerdo?
    Aí então teria um meio com toque de bola e armação e um ataque com 2 Wingers – Joe Cole e Malouda – e um atacante de referência – Drogba.
    Porque no momento que o Ancelotti fez a subsituição, o Chelsea perdeu o meio campo e aí começaram os contra ataques do time da Inter.

    O que tu achas?

    Resposta do Cecconi: Pedro, acredito que o Ancelotti tenha pensado em manter a estrutura do meio-campo. Joe Cole pode tanto manter a estrutura do meio-campo, como empurrar o time pra frente pelo lado. E assim ele não perderia a referência do Anelka, de quem sempre se espera algum gol de oportunismo…acho que é por aí. Abraços.

  • André diz: 17 de março de 2010

    Eduard, em primeiro lugar parabéns pela análise. Cada vez mais esse blog se consolida como o melhor espaço de discussão de tática no Brasil. Meu questionamento não é acerca do jogo ou da formação tática da Inter, mas sobre esse pensamento do Mourinho que vc já citou diversas vezes, sobre somente utilizar o 4-3-3 ou o 4-4-2 em losango. Vc n acha que isso, com todo o respeito à inquestionável carreira do Mourinho, é uma limitação, ou no mínimo um equívoco? Digo isso pq, ao meu ver, o esquema tático tem que se adequar as características dos jogadores, e não o contrário. Por exemplo, não gosto do 3-5-2, mas se vc tem um time sem muitos meias de qualidade, mas em compensação com excelentes zagueiros, alas de imensa qualidade no apio e pouca na marcação e etc, será que o ideal não é usar o 3-5-2 e procurar extrair o melhor dele, como faz o Flu? Ou, por ex., se vc tem um time com abundância de grandes meias ofensivos, o esquema ideal claramente é o 4-5-1 (4-2-3-1), pois qualquer outro sacrificaria esses craques. Entende o que eu digo? O que vc acha?

    Resposta do Cecconi: André, entendi o que tu quis dizer, e concordo contigo. Sou defensor da escolha de sistemas adequados ao elenco. Mas Mourinho, acredito, forma os elencos direcionando-se para seus dois sistemas preferidos. Pediu Eto’o, Pandev, Sneijder, Milito, jogadores com os quais consegue variar para o 4-3-3 e para o 4-4-2 em losango. Acho que é nesse sentido que ele argumenta, trabalhando na formação de grupos dirigidos para seus sistemas preferidos. Abraços.

  • homero felipe diz: 17 de março de 2010

    q democrata é este,q qdo leva uma chinelada fica brabinho,e manda os blogueiros para os outros blogs,isto só mostra o falso democrata q vc é,ou seja jornalista é assim,quer ser o dono da verdade sempre,(nem sei se tu é jornalista),embora pra min isto não faça diferença,os blogueiros é q decidem o q querem ler,não é vc q vai pautar as pessoas,é muito facil ficar lendo elogios,se vc não sabe lidar com o contraditório,não poderia ter um blog em um veículo de comunicação onde algumas pessoas as vzs tem opiniões diferente das suas,ficar dando aulas de geometria,não o torna mais entendedor de tática, do q o resto ha humanidade,ja q os jogadores não são figuras estáticas, me parece q eles se movimentam

    Resposta do Cecconi: olá Homero. Ambos concordamos, portanto. Os internautas decidem o que querem ler. Há democracia para as manifestações de vocês, e também para a minha. Com ponderação e respeito, todos se entendem. Grande abraço.

  • juliano diz: 17 de março de 2010

    parabéns pelo blog, de longe o melhor de futebol do clic (não que os outros sejam competições de perto hehehe)

    mas acho esse 4-3-3 especifico muito arriscado, tanto que a tática foi mudada ao longo do jogo

    o ideal é aquele 4-3-3 com 2 dois dos atacantes mais abertos como pontas mesmo

    sem contar que o ideal da meia cancha seria cambiasso, thiago motta(ou j. zanetti, caso tiver alguém na l.e.) e stankovic

  • Joao Lise diz: 17 de março de 2010

    A Inter ontem jogou claramente no 4-1-4-1, a primeira linha formada por Maicon, Lucio, Samuele Zanetti, Cambiasso era o cao de guarda, a segunda linha era Etoo, Tiago Mota, Sneijder e Pandev, com o Milito na frente.. Isso dava pra perceber facilmente quando a Inter jogava pelas laterais e se tinha a nitida impressao que tinha dois jogadores em cada lateral, Etoo e Pandev buscaram bastante o jogo, marcaram e passaram a maior parte do tempo no meio; Acho que chama-los de atacantes ou pontas nao é correto. na linha do meio, Mota ficava mais e Sneijder avancava mais, mais Sneijder tb voltava e Mota tb atacava, estavam em posicoes similqres, mas com funcoes diferentes. Achei uma solucao genial encontrada por Mourinho pra tomar espacos, marcar mas tb agredir o otimo Chelsea.

    Resposta do Cecconi: olá João. Respeito tua análise, acredito que nossa discordância é conceitual. Conferi os heat maps da partida. Tanto o posicionamento inicial de Eto’o e Pandev, como também as áreas de atuação deles, configuram para mim o exercício da função de atacante. Se quiser, dá uma espiada no seguinte caminho: http://www.espn.com, Soccer, Live Scores, Uefa Champions League, Data do Jogo, Chelsea x Inter, Match Action, Heat Map e Average Position. Aí poderás observar a que me refiro com mais clareza. Abraços.

  • Gustavo F. Barbosa diz: 17 de março de 2010

    Uma das melhores análises que já foram feitas aqui. Excelentes colocações.
    Quem devia ler e participar de análises como esta não o faz. Esta é a razão pela qual nosso futebol é ainda MUITO amador. Falta conhecimento aos profissionais que trabalham na área, e não só os que trabalham no campo, mas também jornalistas.

    Já ouvi um “comentarista” dizer que o campeonato paulista é equivalente ao campeonato espanhol… O.O

    Por isto treinador ouvir esta meia dúzia, é bobagem. Espero que o Dorival continue com a confiança e ajude nosso futebol a se desprender do MuricyBall…
    Vivas ao futebol ambicioso, ofensivo e equilibrado.

    Aula tática do 4-3-3. Mister Mourinho. Fantástico.

    Grande Abraço.

  • Cleiton dos Santos diz: 17 de março de 2010

    O futebol do Santos hoje é a antítese do futebol gaúcho. E esse Santos em nada lembra os tempos de Pelé. Aliás, fazer isso que a imprensa vem fazendo é um crime com o Santos da década de 60. Não queira mudar a visão gaúcha de futebol, pode até tentar, e não condeno, mas vais perder teu tempo. Futebol moleque, arte, firula e irresponsabilidade? Aqui não. Quanto ao 4-3-3, é um excelente esquema, um dos meus preferidos, porém a atitude deve prevalecer a mesma: brigar pela bola como se fosse prato de comida e atacar objetivamente, sem brincadeiras. Abraço de um fã das tuas ANÁLISES TÁTICAS

  • Roberto diz: 17 de março de 2010

    Nada tenho contra o 4-3-3, pelo contrário. O que acho errado é elogiar Dorival Jr. quando ele, no desespero, desformata o time pra atacar no estilo blitzkrieg. Isso aconteceu, na minha opinião, quando escalou dois meias no lugar dos laterais (Madson na esquerda e outro na direita, não lembro o nome). Claro, pode dar certo contra times muito fracos ou amedrontados, mas a “solução genial” não passa de um amontoado que, contra um time como a Inter de Milão ou o Arsenal na semana passada, só pode dar errado. E, ademais, é um óbvio remendo para tentar consertar algum furo provocado pela ofensividade um tanto faceira demais do time dele. No mais, ele está de parabéns por ao menos tentar montar um time ofensivo e contundente. Vai perder, claro, mas a tendência é ganhar mais do que perder, pois os atacantes do Santos têm muita qualidade, sendo muito bem assessorados por Paulo Henrique e Marquinhos.

  • Gabriel diz: 17 de março de 2010

    Ceconni,

    eu concordo com tua análise, mas acho que não tem como jogar no 4-3-3 aqui no Brasil. Não podemos esquecer que aqui só estão ex-jogadores e juvenis; o resto é a 5ª divisão do futebol brasileiro.
    Jogadores em fim de carreira não conseguem correr o campo inteiro por muito tempo, e jogadores muito jovens cometem muitos erros de posicionamento, o que acaba sendo fatal sem uma bom sistema de cobertura. Além disso, tendo jogadores ruins atrás, os três atacantes ficam sobrecarregados pois tem que voltar para conseguir tocar na bola, descaracterizando o sistema.

  • Ulises Cardozo diz: 17 de março de 2010

    Cecconi…teu blog é bom. Mas estás caindo numa velha falácia! Quando um time fabuloso (pelo Mourinho, sim, e pela arte dos jogadores) como a Inter ganha é pelo esquema. Quando perde (como é o caso do Santos no domingo) é pelos jogadores. Como se Ancelotti não tivesse jogado com a prancheta na mão. Claro que se trata de um esporte coletivo…com tática, estratégia e toda a geometria que quiseres. Mas como já foi mostrado (aliás por gente que entende muito mais de futebol do que tu pq vê que se trata de múltiplos fatores) à exaustão (como os belíssimos artigos da imprensa paulista da década de 70 e 80, quando a Folha e o JB eram jornais) cais numa ilusão quando concluis que é isso que definiu o jogo. Vou procurar nos arquivos e te envio as datas. O talento individual e o acaso fazem parte do futebol, assim como jogar com raiva e sujar o calção…e decide campeonato também. Como as retrancas e carrinhos italianos. Abre a cabeça. Ficar repetindo uns livrinhos que todo o mundo conhece (tem centenas para baixar na internet…te liga escreves como se fossem tods ignorantes, inclusive teus colegas de imprensa…muitos dos que lêem os blogs também fizeram cursos de educação física…achas que inventastes a análise tática!?) A redação respeitosa do leitor é fundamental no jornalismo.Te qualifica (como jornalista) antes de te tratar mal teus leitores. Ninguém é bobo.

    Resposta do Cecconi: se ninguém é bobo, amigão – e concordo contigo – qualifiquemos o debate. O blog é sobre teoria tática, e quem discorda do que eu digo prefere na maioria das vezes me desqualificar do que argumentar. Como tu fazes. Sou treinador de futebol formado, não sei se esta qualificação que exiges de mim é suficiente…e não estou citando livrinhos, estou lendo para buscar mais conhecimento e oferecer mais argumentos teóricos consistentes nas análises. Tu pede que eu me qualifique, e ao mesmo tempo desmerece a qualificação que eu procuro. Aí fica difícil de entender onde tu quer chegar. ABraços.

  • Igor Morais diz: 17 de março de 2010

    Concordo com o Daniel Correia, não vi o 4-3-3 no Inter. Enxerguei um 4-4-2 à brasileira, com uma linha de 4 defensores, dois volantes na cabeça da área, dois meias de ligação (Pandev e Sneijder), e na frente com Milito e Eto’o revezando o posicionamento ora saindo da área para buscar o jogo, ora mais dentro da área.

    Outro detalhe que vi também foi que Zanetti não subia para apoiar, preocupava-se apenas com a marcação homem-homem em cima de Anelka (anulou o jogador!). Ou seja, era uma linha de 4 com 3 zagueiros, e apenas Maicon cumpria o ofício de lateral.

    Lucio pegava Drogba de perto, Samuel fazia a sobra.

    À frente da área, Motta segua de perto Ballack, e Cambiasso preocupava-se com Lampard.

    Os meias Sneijder e, principalmente, Pandev asvezes recuavam até a cabeça da área para fechara a marcação na subida dos laterais.

    CONCLUINDO: Com o devido respeito, discordo da análise do Eduardo em 2 pontos: (i) Inter jogou em 4-4-2, e não em 4-3-3; (ii) Não vale a comparação deste esquema do Inter (contra Chelsea) com o Santos de Dorival: Mourinho armou o time defensivo e cauteloso.

  • Blog do Carlão – Futebol é nossa área diz: 17 de março de 2010

    É isso, futebol é ocupação de espaço. Na teoria é “fácil”. Na prática complica porque o campo é gigante, e o ângulo de visão é o de quem está no gramado, e não numa privilegiada arquibancada.

    Concorda?

    Abraços.

    Resposta do Cecconi: assino embaixo, bruxo. Abração.

  • renato diz: 17 de março de 2010

    análise simplista a sua.
    existem 4-3-3 e 4-3-3:
    o 4-3-3 do santos contra o palmeiras é irresponsável!!! só um volante! neymar e robinho não tem nem metade da consciência tática de pandev, eto’o ou malouda!!!
    se vc é técnico e escala o time no 4-3-3 apostando que marquinhos marcará como thiago motta ou ballack e robinho e neymar marcarão como eto’o, pandev ou malouda, vc está errado!
    por isso, dorival junior errou sim! se tivesse colocado um volante no lugar do marquinhos e cobrado mais do robinho, ganharia o jogo. mas não… ele acha bonito dizer q o robinho tem q jogar solto… porra!!! até o messi volta! arshavin volta! o robinho da seleção volta!!! já repararam como snejder e iniesta marcam??? se fossem brasileiros não marcariam. pq aqui craque não pode marcar….

  • ronaldo diz: 17 de março de 2010

    quem lê acha q o mourinho ganha todas as champions…
    tem o melhor time disparado da itália e só tá 1 ponto a frente do milan…
    qdo se quer defender um ponto de vista as pessoas se apegam a fatos isolados e ponto…

  • Felipe Corbellini diz: 18 de março de 2010

    Perfeito Cecconi, a Inter e o Mourinho deram uma aula neste jogo… E sinceramente, o Lúcio foi mto bem, o Maicon marcou como nunca, o Zanetti sempre com a mesma classe, o Eto’o matador como sempre e por fim, o Sneijder está gastando a bola… Como é que o Real Madrid vai mandar embora um cara desses… Abraço

  • Andre diz: 18 de março de 2010

    Chê, dizer que futebol é só barro no calção é um erro tão grosseiro quanto dizer que só rugby é isso…. Se “futebol é bola na rede”, rugby também é.
    Motivação, técnica e tática devem evoluir juntas. Não adianta olhar só o esquema tático e achar que descobriu o ovo de colombo, com todo o respeito.

  • andrezinho diz: 18 de março de 2010

    PORQUE ESSE BLOG TEM TANTOS COMENTARIOS E NUNCA FICA NA CAPA DOS ESPORTES???

    PARECE QUE A MIDIA NAO QUER DIVULGAR O FUTEBOL OFENSIVO TAMBEM!

  • Marcos (de Sapiranga, colorado). diz: 18 de março de 2010

    Muito interessante o espaco que este blog proporciona para discussoes fubetolisticas, cada um com sua opiniao, porem buscando argumentos nos proprios fatos dos jogos e procurando manter uma certa coerencia de raciocinio.
    Inscrivel como esporte chamado futebol provoca todo esse fascinio mundial.
    Como seria bom se as torcidas se limitassem a discutir taticas e escalacoes, guardando suas paixoes no limite da civilizacao.
    Com relacao a este post, infelizmente nao temos como comparar a forte disciplina tatica aliada ao grande poder financeiro para contratar grandes jogadores de todo mundo do futebol europeu com o futebol disputado por aqui.
    No Brasil, os clubes ainda precisam fazer a escolha: ou contratam 1 ou 2 jogares decisivos para seu plantel e lutam para mante-los pelo menos ate o fim do campeonato em vigor ou entao se amarram a esquemas nos quais a preocupacao defensiva e’ o maior enfoque. Nao existe outra forma de se ganhar titulos por aqui. E os treinadores sabem disso.
    Parabens pela coragem do Dorival no Santos, mas nao acho que ele tenha pensado em taticas e estrategias. Apenas botou a gurizada com fome de bola para jogar. E’ bonito de se ver, mas todos sabemos que esta festa nao vai longe.
    Sempre vai aparecer um time “com raiva” para ganhar da gurizada atrevida e “faceira”.
    E raiva, que no dialeto futeboles pode ser traduzida por garra, raca, ganha jogo, sim senhor.
    A historia que o diga.
    Abracos,

    Macos.

  • Ailson diz: 18 de março de 2010

    Isso prova que pra se defender e garantir resultado não precisar jogar no 3-6-1, jogar com 5 zagueiros, 4 volantes, e prova também que o 4-3-3 não é um sistema “fresco” ou “atirado”… Mourinho tinha a vantagem, podia jogar pelo empate, precisa segurar o fortíssimo Chelsea dentro do seu campo e fez o quê? Jogou no 4-3-3.

  • Ramiro diz: 18 de março de 2010

    Cecconi, eu só acho que o 4-3-3 da Inter e do Santos deixam claro as diferenças entre o futebol brasileiro e o europeu e, na minha opinião, o teu erro é insistir que os torcedores dos nossos clubes queiram ver seus times jogando de uma maneira que não combina com os elencos que suas equipes tem à disposição. Isso não é invenção dos treinadores brasileiros, eles jogam de acordo com a qualidade dos seus jogadores e falar num blog que isso é errado é muito fácil. O futebol brasileiro é carente de craques e isso se reflete em campo. O Santos tenta fazer algo diferente, e pode dar certo ou não (é cedo para dizer), mas isso não quer dizer que os outros devam tentar imitar o exemplo. Cada time deve jogar de acordo com suas características e certamente o 4-3-3 pode funcionar, como o Corinthians mostrou no ano passado. Mas vale lembrar que os jogadores do Corinthians eram bem mais disciplinados taticamente do que os “meninos da Vila”, justamente a mesma disciplina que permite que as equipes européias joguem nesse sistema, combinada com a qualidade técnica superior dos melhores jogadores do mundo, que se encontram no velho continente.
    Sei que tu não é defensor do futebol-arte, foi só uma maneira de dizer, mas admito que me expressei mal. Eu concordo com as tuas idéias, só não acho que elas sejam tão simples de colocar em prática como tu faz parecer. Na teoria, tudo é fácil. Resumindo, não é a mera teimosia dos nossos treinadores que tornou futebol brasileiro tão truncado e receoso de atacar, mas sim a falta de opções.

  • Yuri diz: 18 de março de 2010

    so eu vi a inter jgoar como o chelsea jogou na ultima UCL? (no caso devia ter vencido as 2 partidas); eu vi eto’o e maicon por exemplo anularem o lado esquerdo do chelsea com zhirkov e malouda, achei muito parecido. ja o chelsea nao soube sair da amrcaçâo, liberar o lampard e nao entendi a alteração tb. sobre o ”Faltou ao Santos jogar com a aplicação da Inter de Mourinho por 90min.” faltou, vai continuar faltando e continuar faltando ate o dorival sair e um qualquer colcoar 3-5-2 denovo. os jogadores nao tem aplicação tatica interessante mesmo, tu vez uma analise do santos 4-3-3 com mancini (ta no tag santos) e no geral ta igual so com o triangulo invertido. quando os jogadores cumpriam bem, o time ia be, parou de cumprir e perdeu, eprdeu, perdeu, treinador saiu (sempre o otreinador ¬¬) e o time nao brigou contra o rebaixamento pq o 4-3-3 salvou pontos no inicio do campeonato (ironico, rs)

  • Júnior Albuquerque diz: 19 de março de 2010

    Isso é pra acabar com essa mania de brasileiro dizer que atacante não pode marcar!
    Os atacantes pelo lados na Inter tinham claramente a função de marcar a saída de bola dos laterais londrinos.
    Eu acho que atacante não precisa recuar muito pra fazer a marcação, basta que marque a saída de bola do setor que ele ocupa: ou marcando os laterais, ou volantes ou até os zagueiros.
    E que fique bem claro, na Inter eles marcavam quase somente a saída de bola justamente por isso. Na retomada da posse eles não estavam muito distante da posições ideal ou até nada distantes. Raramente voltavam bastante.

  • Bernardo De Biase diz: 19 de março de 2010

    Esse time do Santos é fadado ao fracasso na minha opinião. Ao enfrentar o primeiro sistema ofensivo que marque o Ganso e tenha uma boa marcação nas laterais, vão tomar de sacolada. O sistema defensivo é frágil e o miolo de zaga é lento.

    Eu não gostaria que meu Fluminense jogasse no 4-3-3 com o material humano que temos. Não vejo meu time com Júlio César e Mariano nas laterais de um 4-3-3, e nem um meio-campo com Éverton, Diguinho e Conca com apenas dois zagueiros por trás.

    Não temos material humano para aplicar o 4-3-3 aqui no Brasil. São raros os laterais completos no Brasil, meia-armador que compõe o meio-campo na defensiva é raro, enfim, faltam meias e laterais mais completos.

    E nesse contexto eu acho que o Mário Fernandes do Grêmio se daria muito bem. Ele está reclamando que não joga na zaga, mas eu vejo um caminho muito mais fácil dele chegar à seleção n futuro pela lateral que pela zaga. A concorrência é mais fraca na lateral que na zaga, e ele tem muita técnica.

  • DANIEL R SANTOD diz: 19 de março de 2010

    O que penso sobre essa discussão é o seguinte: Futebol é uma mistura de um monte de coisas. Raça e jogadas à la Rugby não servem de nada se não tem esquema tático, planejamento. Esquemas táticos defensivos não levam a lugar algum sem uma boa tática ofensiva. Esquemas extremamente ofensivos e que ocupem todos os espaços possiveis não servem pra nada sem excelentes jogadores (ou alguém acha que um 4-3-3 com Kleber Pereira, Borges e Washington no ataque sairia alguma coisa de bom?). Mas o que acontece é o seguinte: qdo o cidadão descobre que o santos de neimar, ganso e robinho joga muito num 4-3-3, ele acjha que descobriu o mundo. Só que quando aplica isso em times em que os jogadores tem pouca qualidade tecnica, e passa vergonha por que perde, o outro grupo de cidadãos falam: tá vendo, se tivesse colocado 4 zagueiros, e tres volantes não tinha perdido. E os extremismos de ambas as partes levam a essa discussão ridícula.
    Portanto, eu acho que os times devem jogar segundo as caracteristicas de seus jogadores: pedir para o 15 de jáu jogar num 4-3-3 é ridiculo. Pedir pro Santos jogar num 3-6-1 é pior ainda.

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