Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Fulham derruba a árvore de Natal da Juventus

18 de março de 2010 15

A maior surpresa da rodada de hoje, que fechou as oitavas de final da Liga Europa, foi a eliminação da Juventus. Depois de vencer fácil na Itália por 3 a 1, a Juve foi goleada por 4 a 1, e viu o Fulham conquistar a vaga, na Inglaterra.

E o Fulham chegou à classificação utilizando-se do ortodoxo 4-5-1 britânico, claramente desdobrado em 4-4-1-1. São duas linhas de quatro jogadores, tendo Gera atuando na conexão com o centroavante Zamora.

A estratégia também é clássica entre os clubes ingleses. O Fulham adiantou a linha defensiva, aproximando-a do meio-campo. Esta escolha forma um paredão compacto de oito jogadores entre as duas intermediárias, retirando espaço do adversário.

Na recuperação da posse, a transição é facilitada exatamente por este avanço. A marcação exerce pressão por zona no campo do adversário, ou seja, dá início ao contra-ataque já na intermediária ofensiva. Há menos terreno pela frente, e mais condições de acelerar a chegada à área.

A Juventus optou pelo não menos clássico 4-5-1 “Christmas Tree”, comum nas passagens de Carlo Ancelotti pelo Milan. O desdobramento em quatro faixas apresenta um 4-3-2-1, e este escalonamento – três volantes, dois meias, um atacante – lembra uma árvore de Natal. Por isso a denominação “Christmas Tree” utilizada pelos cronistas ingleses e italianos.

Felipe Melo foi o primeiro vértice, central, guarnecendo a linha defensiva. Teve Camoranesi à direita, e Sissoko à esquerda; mais adiantados, estiveram os meias Diego e Candreva. E, no ataque, Trezeguet – que abriu o placar (a Juventus levou 4 a 1 de virada).

O jogo, entretanto, teve um ingrediente fundamental. Cannavaro foi expulso na metade do primeiro tempo. Para reajustar a defesa, Zacheroni sacou Candreva, colocando Grygera em campo. Desfazia-se a árvore de Natal, que seria definitivamente derrubada com grande atuação de Gera, autor de dois gols.

Comentários (15)

  • Yuri diz: 18 de março de 2010

    nao achei uma SURPREEEESA e nem que a juventus ganhou facil no 1º jogo tanto que achei que eles ”acharam” 2 gols e o Fulham tinha jogado bem e chutado bem (perto do numero de chuted da juventus). eu acreditava na classificação do Fulham e deu no que deu, Fulham vem jogando bem demais no seu estadio desde o inicio do campeonato ingles (perdeu pro aston villa e outro que nao lembro), e contra a juventus so confirmou. surpresa foi o 3×1 no 1º jogo. alias, esses esquemas tao inundando a inglaterra, todo time joga no 4-1-4-1 (man united principalmente) ou 4-4-1 alem dos tradicionais 4-4-2 e 4-3-3. gosto mais dos ultimos pelas jgoadas ofensivas mas os 2 primeiros dao um resultado absurdo, fazer o que.

  • Bruno diz: 18 de março de 2010

    pq o zaccheroni n mandou o time fazer 2 linhas de 4?

    tipo assim, recua camoranesi p/ wing direito, sissoko p/ carrillero e diego p/ wing esquerdo, isolando trezeguet…

  • Rodrigo diz: 18 de março de 2010

    O que houve com o Andrew Johnson?

  • Niqui Lang diz: 18 de março de 2010

    O Roy Hodgson é matreiro, bicho! E esse esquema é 4-3-3! O Bobby Zamora, se fosse brasileiro, já teria tantos seguidores qto Robinho. Craven Cottage é uma coisa de louco!

  • Alberto diz: 18 de março de 2010

    Andrew Jhonson tá em má fase colega.

  • Diogo diz: 19 de março de 2010

    Olá, acompanho seu blog a algum tempo, que definitivamente é o melhor no assunto te táticas. Nota 10.
    Enfim, gostaria de saber se eu poderia divulgar no meu blog, seus posts do Manchester United? é claro dando crédito ao seu blog, e divulgando o mesmo.

    Meu blog é, http://welcometomanchesterbr.blogspot.com/

    Resposta do Cecconi: claro, Diego, sinta-se à vontade. Abraços.

  • Vinicius diz: 19 de março de 2010

    Rodrigo, o Johnson tá machucado
    eu gosto desses esquemas Ingleses com a linha de 4 no meio campo, pela marcação zonal, sem a bola que todos marcam, fic aum paredão lindo de se ver, já reparei que quando vão jogar contra times mais fortes, principalmente fora de casa, geralmente o preferencial é o 4-1-4-1, e esse esquema com uma estratégia bem montada dá bons resultados, o Chelsea do Avram Grant, jogava no 4-1-4-1, com Joe Cole e Kalou de Wingers, que é a posição-chave do esquema, Makelele de volante de contenção, atrás da linha, Lampard e Ballack no meio, inclusive destacando, Ballack fazia muitos gols essa época, Essien com o Grant chegou a jogar de Lateral direito umas partidas, não duvido nada que daqui a uns tempos vão lançar o 4-1-4-1 no Brasil, mas como sempre a maioria dos técnicos brasileiros achando que só a formação resolve tudo… sem uma boa estratégia, e vai acabar crucificando por aqui esse que é um ótimo esquema pra quem sabe jogar nele.
    ps: meus esquemas preferidos são os dois 4-5-1 e o 4-4-2 britanico… são os que os jogadores melhor se destribuem… o Mourinho acha que no 4-3-3 tem mais equilibrio na ocupação de espaço, realmente tem, mas tem que ter dois atacantes(que joguem pelas pontas) com fôlego para voltar como Pandev e Eto’o fizeram no jogo contra o Chelsea, e Robben e Duff faziam PELO Chelsea.

  • André diz: 19 de março de 2010

    Ceconni, aproveitando o post, eu queria levantar uma questão sobre a estratégia de adiantar a marcação, pressionando o adversário no campo dele e e deixando a primeira linha defensiva próxima ao meio campo. Apesar de todas as vantagens dessa opção, ela não deixa o time muito vulnerável a uma bola em profundidade, pelo chão ou lançamento pelo alto? Explico: como a marcação adiantada acaba gerando grande posse de bola, o time contrário pode utilizar lançamentos longos de profundidade para atacantes velozes, surpreendendo, ja que a primeira linha de defesa acaba deixando uma larga faixa de campo atrás de si, perfeita para atacantes velozes que ganham facilmente dos zagueiros na corrida. Como prevenir essa vulnerabilidade? Alguma forma de cobertura?

    Resposta do Cecconi: André, esse é um risco assumido e calculado. Lembra do Barça no Mundial? O Atlante marcou um gol exatamente assim, pegando a linha defensiva do Barça muito alta, e vencendo na velocidade. A forma de cobertura é a basculação, o lateral que fica na base precisa fechar em diagonal por trás dos zagueiros. E ter muita velocidade para se recuperar em tempo. Abraços.

  • Roberto diz: 19 de março de 2010

    Parabéns, Cecconi. Teu excelente blog tá enchendo o mercado de técnicos qualificados na torcida gaúcha. Daqui a pouco será o caso de ir pensando em diplomar os melhores!! rsrs
    Não vi o jogo, mas é a grande disciplina tática dos jogadores de times europeus que permite esquemas rígidos como esse. Lembro do Celso Roth ano passado, na pré-temporada, tentando treinar o Grêmio em duas linhas de quatro. Não conseguiu resultado algum, porque os jogadores saíam das posições, recuavam demais. Aproveito para te fazer uma pergunta: será que o que faz com que Robinho jogar bem em times brasileiros e mal na Europa é exatamente a falta de disciplina tática?
    Abraço

  • Blog do Carlão – Futebol é nossa área diz: 19 de março de 2010

    Na sua opinião, o 4-4-1-1 pode ser também o desdobramento do 4-4-2 em linha?

    Resposta do Cecconi: acho que sim, Carlão. Eu tenho chamado de desdobramento do 4-5-1 por considerar este “número 1″ um meia, mas também é bastante lógico perceber que a variação parte do recuo de um atacante, o que configura desdobramento do 4-4-2. Bela análise. Abraço.

  • Anderson Cardoso Anjolin diz: 19 de março de 2010

    Cecconi, imagina usar adiantamento de linha defensiva contra um time que tenha, por exemplo fictício, Nilmar e Rooney no ataque hehehehe.
    Brincadeiras de lado, eu acho que adiantar a linha de defesa é uma boa estratégia contra equipes que tenham atacantes lentos, como por exemplo, Borrielo e Huntelaar (ataque do Milan contra o Man Unt). Concorda Cecconi? :D

    Resposta do Cecconi: é verdade, Anderson, corre-se um risco contra os velozes. Mas há equipes que jogam assim independentemente do adversário. Como o Barcelona. A linha defensiva do Barça joga praticamente sobre a divisória. Abraços.

  • Vinicius diz: 20 de março de 2010

    Bom dia Cecconi,

    você já deve estar pensando nisso, mas vale a pedida:

    Fazer um post identificando a formação de meio campo atual do Grêmio. Me parece que o Adílson e Maylson estão alinhados 2 metroa às frente de Ferdinando e um pouco mais atrás de Douglas. 3 volantes pra dar liberdade ao Douglas e à passagem dos laterais, a única coisa que não concordo é o Fábio Santos subir mais ao ataque do que o Edílson, até entendo que é pra dar equilíbrio, já que o Maylson pela direita sobe mais do que o Adílson pela esquerda, mas teria que ser encontrada uma maneira de segurar o Fábio santos que é menos qualificado no ataque pra soltar mais o Edílson, mas não sei o que poderia ser feito.

    Forte Abraço.

  • pedro diz: 20 de março de 2010

    Cecconi, o Grêmio tá indo pro terceiro ou quarto jogo com a mesma formação. Podia dar uma analisada nessa formação com Maylson, Mario na zaga, Edilson na lateral e Adilson no meio. E também na função do Mithyuê quando entra, acho o estilo dele parecido com o do Conca. Valeu!

    Resposta do Cecconi: Pedro, não há o que analisar porque não há fato novo. É o mesmo sistema da final contra o NH, que já fiz a análise. Mudaram um ou dois nomes devido a lesões, mas taticamente e estrategicamente não tem mais nada a ser dito, acredito, até que alguma novidade se apresente. Abraços.

  • Rodrigo Imortal diz: 22 de março de 2010

    Sobre todos os teus posts, só tenho a dizer: você é um faceiro… Como assim, futebol não é barro no calção??? Pelo amor de Deus, NADA no futebol é mais BONITO do que um belo carrinho… Tu só podes ser colorado… Se és Gremista, deveria ser devidamente excomungado…

    Ó pra ti: http://www.tributoaocarrinho.blogspot.com/

    Resposta do Cecconi: realmente, isso é um argumento bem fundamentado. Abraços.

  • Geferson Kern diz: 22 de março de 2010

    Cecconi, tu já mencionaste em alguns posts esse esquema da árvore de natal, mas nunca fez uma análise tática de fato dele. Haveria esta possibilidade? Talvez Milan do Ancelotti campeão da Champions League em 2007, pudesse servir como gancho, já que este time tornou famoso esta variação do 4-5-1.

    Parabéns pelo excelente blog!

    Resposta do Cecconi: boa pedida, Geferson. Tentarei encontrar referências mais precisas sobre aquela equipe para trazer esta análise ao debate. Valeu!

Envie seu Comentário