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O 4-4-2 do Brasil na Copa de 1982

13 de abril de 2010 27

Hoje vai ao ar na ESPN, às 21h, a íntegra da partida entre Brasil e Itália, pela Copa do Mundo de 1982 – talvez o maior “crime” da história recente do futebol. E a exibição deste jogo histórico nos abre a possibilidade de analisar taticamente a Seleção Brasileira de Telê Santana no Mundial da Espanha. A referência, além da observação de vídeos e da leitura de outras análises, é o livro Inverting the Pyramid, do jornalista inglês Jonathan Wilson, que dedica muitas páginas àquela partida – a análise da Itália pode ser lida aqui.

O Brasil de Telê Santana jogava em um clássico 4-4-2 brasileiro, com dois volantes e dois meias criativos. Já se partia da tendência lançada poucos anos antes, do “quarto homem do meio de campo”, provocada pelo recuo de um dos pontas. À época, o humorista Jô Soares até pedia com insistência: “bota ponta, Telê”. A opinião pública estava acostumada a ver times e seleções no 4-3-3, mas o Brasil se adaptava a um sistema que lhe caberia muito bem, e por longos anos.

A base tática tinha uma linha de quatro defensores, protegida por dois volantes. A zona de articulação contava com Sócrates pouco mais centralizado, enquanto Zico avançava preferencialmente pela direita. A compensação se dava no ataque, onde Éder era o ponta remanescente, pela esquerda, tendo Serginho na referência de área.

A estratégia era diversificada. Ambos os laterais apoiavam, principalmente Júnior, que ora passava pelo lado, empurrando Éder para o centro, ora fazia a diagonal, permitindo a Éder se utilizar do corredor. Os dois volantes – Falcão e Cerezo – com técnica acima da média para a função, exerciam a saída de bola sempre pelo chão.

O Brasil jogava de pé em pé, com variações de jogadas, aproximações, triangulações, passagens, infiltrações. Era uma equipe sincronizada em seus movimentos ofensivos. Com jogadores qualificados e inteligentes. Pouco previsível pelos adversários, embora algumas vezes vulnerável em função da própria vocação.

Dentro deste contexto, destoava o centroavante Serginho Chulapa. Telê não pôde contar com Careca e Reinaldo, dois jogadores que poderia participar destas combinações pelo chão, e também concluir. Serginho era apenas um definidor, oportunista, dependente dos demais. A eliminação, entretanto, logicamente não passa exclusivamente pela falta de um centroavante mais técnico. Mas este fator contribuiu, assim como a ausência de um goleiro de exceção, para a eliminação quase inacredítavel da Seleção para uma Itália que tinha o declinante gioco all’italiana.

Comentários (27)

  • Marco diz: 13 de abril de 2010

    Só queria sabe de onde saiu o Éder naquele gol contra a URSS.

  • Roberticus diz: 13 de abril de 2010

    Eduardo, ótimo análise do zênite do 4-2-2-2 brasileiro, quando ainda contava com volantes que sabiam jogar bola, e não dois zagueiros convertidos que se estacionam frente da zaga.

  • juliano diz: 13 de abril de 2010

    acho que esse esquema pendia mais ainda pro lado esquerdo, não?

    um dos principais problemas táticos do time, sem contar a falta do centro-médio (hehehe)

    ahhh e se fosse outro goleiro e outro camisa 9… (deveriam ter segurado o jogo lá contra a italia, mas isso é outro assunto)

    esse foi o primeiro time que jogava no “4-2-2-2″?

  • rodrigo diz: 13 de abril de 2010

    Leão ou Raul no lugar do Waldir Peres, Edinho no de Luizinho, Dinamite ou Tita ou Paulo Isidoro no de Serginho o troço teria sido diferente.

  • Marcelo Caju diz: 13 de abril de 2010

    Como se trata de uma competição de tiro curto,qualquer derrapada custaria a classificação e custou…Por exemplo a bola do Cerezo.Tanto que as seleções de 82 e 86 permaneceram com o mesmo intuito ofensivo.Em 90 ha um exagero defensivo e em 94 teve um equilibrio mais certeiro,sendo defensiva sem perder poder de agressão.O time foi beneficiado por ter dois laterias no auge:Junior e Leandro.Neste 4-4-2 que nós jogamos até hj,tem que ter dois laterais qualificados,senão jogo não flui e embola muito o meio.Era o segredo aquele time….Não sei se vou assistir esse jogo,até hj me deixa muito triste.

  • giovani diz: 13 de abril de 2010

    Perdeu pq a Itália é a seleção com a camisa mais mística do mundo. Teve um 1º turno medíocre e cresceu na hora certa. E era formada por jogadores com espírito vencedor. Uma sugestão: gostaria de uma análise sua do time mítico do Milan das temporadas 87/88 e 88/89. Nunca vou me esquecer dos confrontos com o Nápoli de Maradona e Careca. Um abraço.

  • Daniel Z. diz: 13 de abril de 2010

    por isso que perdeu….time faceiro em campo…não sei por que sempre lembram dessa seleção derrotada ae…tinha uma zaga fraca, goleiro frangueiro, Zico amarelão…jogava bonito apenas isso…mas jogar bonito não quer dizer que é a melhor e que vai vencer sempre…pegou um time mais aguerrido e equilibrado e perde….até hoje os criticos brasileiros tentam encontrar uma desculpa para a derrota para a italia…

    a seleção de 78 jogava mais sério, sem tanta frescura e no meu ver era mais equilibrada e mais competente e poucos lembram dessa seleção…so perdeu a copa por causa de coisas obscuras que aconteceu nessa copa argentina ae…

    a seleção de 2002 na minha opinião é muito mais time que a de 82 tambem…era mais equilibrada, e tinha jogadores mais diferenciados que realmente decidiam partidas sem amarelar como zico e socrates…a seleção de 2002 tinha Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho que são jogadores extra-classe na seleção de 82 so tinha o zico…e não me venham com falcão que é outro amarelão dessa geração fracassada ae…falcão nunca jogou no nivel de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho….e nem o zico que so jogou bem no flamengo…na copa de 82 zico não fez nada de estupendo…a seleção de 2002 tinha ainda uma zaga forte com lucio como destaque…na lateral tinha o otimo Roberto Carlos..no gol tinha o otimo Marcos…não era um time tão plastico como o de 82 mas em compensação era mais aguerrido, decisivo, e fuminante o resto do time eram formados por bons jogadores…e no banco tinha o Felipão que na minha opinião é mais tecnico que o Tele…

  • Bruno Costa diz: 13 de abril de 2010

    Eu sempre achei que essa seleção era mais um 4-5-1, devido a posição do Eder, que como tu mesmo disse, fechava muito pelo meio. O Eder acabava muito mais formando uma linha com Sócrates e Zico.
    A seleção povoava o meio de campo com 7 jogadores, pois fora o Chulapa e os zagueiros, todos participavam muito da articulação, dificultando muito a marcação adversária.
    Entretanto não vou um acidente a derrota…
    Além da postura prepotente e da falta de espírito coletivo na hora da marcação, essa seleção tinha duas grandes falhas:
    1- Ainda que sem Reinaldo e Careca, deveriam ter levado Dinamite, Baltazar, Jajá… enfim: qualquer um que tivesse maior movimentação, pois o maior problema do Chulapa não era a falta de sintonia com as triangulações, pois ele não era tão grosso como dizem.
    O problema é que num 4-5-1 o atacante solitário deve se movimentar bastante e saber correr com a bola, se desvenciliar da marcação em velocidade, senão ele fica sem utilidade. E essa era uma das causas pelas quais o Brasil de 82 convertia poucos gols em relação à quantidade de jogadas que criava, o time era uma espada sem ponta…
    2- Os dois laterais subiam – nem sempre voltavam – e não é preciso ser um gênio para saber que com laterais que apoiam é preciso um volante que dê cobertura. Com Cereso e Falcão, dois clássicos segundos homens de meio campo, ninguém fazia o papel…
    Como não teria lógica abrir mão dos dois laterais apoiadores, bastaria sacar o Cereso – por melhor que ele fosse – pois o Batista, que estava longe de ser um brucutu, tinha qualidade e era muito superior em termos defensivos.
    Vale lembrar que no Inter o Batista foi inúmeras vezes banco do Caçapava por ser menos marcador que ele…
    E o Ceroso não sabe até hoje o que é jogar simples. A saída de bola pelo chão dele era ruim por que ele não dedicava mínima atenção a essa “funçãozinha de volante gaúcho”… E assim ele entregou várias.

    Faltava equilíbrio à seleção.
    Muito cacique para pouco índio…

  • Baldur diz: 13 de abril de 2010

    Mas o próprio Zico admitiu que faltava entrosamento naquele meio campo, pois o Falcão não vinha jogando, eram Cerezo, Sócrates e Zico e Paulo Isidoro fazendo o quarto homem de meio e no ataque seriam Careca ou Reinaldo e Éder. O meio com o Falcão só jogou praticamente durante a Copa mesmo.Uma pena não termos podido ver em ação o ataque titular com esse meio campo, pois o Serginho destoava muito dos demais.

  • Eduardo diz: 13 de abril de 2010

    Olha não entendo esse puxassaquismo pra cima desse time. Era admirador do Telê mas se trata do time mais amarelão da hisótira do futebol brasileiro. Um bando de vedetes que só jogaram contra galinhas-mortas e na hora que veio o primeiro time mais preparado dançaram. Sou muito mais os times de 1994 e principalmente o de 2002 que além de ter um grande elenco teve atitude pra não deixar a Copa ira embora.

  • Carlos diz: 13 de abril de 2010

    Eu acho que o problema na copa de 1982 não foi só no jogo contra a Itália, o Telê era um agrande técnico, porém muito teimoso, o Waldir Peres nunca poderia ser o goleiro titular, era muito irregular. Aquele time também andava com o salto muito alto, durante a copa cometeram muitos erros individuais. No jogo contra a Itália existiram erros primários onde o Junior por exemplo não sai da área em um bola rebatida e dá condições ao Rossi para fazer o gol, o Cerezzo atravessando bola na frente da área também é erro primário. Era um time de muitos craques, porém como equipe, cheia de defeitos, e por isso perdeu.

  • Leandro diz: 13 de abril de 2010

    foi um crime mesmo para o futebol essa seleção não ter ganho o caneco !!!

  • leonel santos diz: 13 de abril de 2010

    E esse crime teve consequências duradouras e muito ruins para o futebol brasileiro. Foi a derrota do verdadeiro futebol brasileiro,a derrota da arte de jogar bola. A partir dali passou a se valorizar o centromédio “quebrador de bola” cujo principal representante foi o Dunga (por ironia com a mesma origem do GRANDE FALCÃO!). Passou e se valorizar os times “heróicos”, guerreios em vez de jogadores de bola, a mediocridade em vez do talento. O Brasil passou ,desde então,por séria crise técnica agravada pelo exodo prematuro para europa só começando a recuperar-se recentemente. Triste época do futebol brasileiro pós 1982 consagradora do futebol “de resultados” e dos times mediocres e “copeiros”.

  • José Beato diz: 13 de abril de 2010

    Assisti o jogo e chorei com a desclassificação. Na época, com 12 anos, pensava que aquele futebol era o melhor do mundo. Toque para cá, toque para lá… Mas caneco que era bom, nada! Até que em 1994, o Parreira montou uma equipe que ao meu ver é uma das melhores dos tempos do futebol moderno. Os adversários dificilmente conceguiam ter uma oportunidade de gol e o contra-ataque era fulminante. Resultado: Caneco no armário. Isso sim é futebol que faz a alegria do povo!

  • Leonardo diz: 13 de abril de 2010

    Cecconi, acabei de ver esse jogo.
    O que vi foi um time brasileiro como a maioira dos cronistas brasileiros gostam de ver: jogavam bola descompromissadamente. Esse futebol, apesar de bonito, apresenta uma irresponsabilidade táctica. Volantes não cobriam subidas de laterais, um jogador não ocupava o espaço do outro quando este se lançava ao ataque. Muito diferente da Holanda-74, que perdeu também, mas porque perdeu inumeros gols e a Alemanha jogou também muito. No entanto, era uma seleção que os jogadores não só compensavam as subidas dos outros, como ocupavam os espaços dos campos de maneira mais homogênea; além de, trocarem de posições no ataque de forma mais veloz e continua. O futebol da geração de 82 era lento, era somente um rascunho das movimentações holandesas. Tudo isso, óbvio, não apaga a qualidade individual que era muito grande. Mas acho exagero dizer que a seleção de 82 foi umas das melhores. Holanda e Alemanha de 74 foram muito superiores, ainda, o Brasil do tri de 70 era um time muito mais “coletivo”, foram grandes jogadores numa grande equipe. Não estou nem falando do futebol dos anos 90, que para mim, é muito diferente deste dos 80´s para trás; e quase, que impossível de ser comparado (acredito que devido a imensa evolução quanto ao físico e com a mentalidade muito diversa, quase geral, defensivista). Assim, acredito que, a análise dessa seleção é feita com uma paxão que destorce, um pouco, a realidade. Aproveitando, reitero o pedido para que faças um post com Holanda-74 (sei que já fizeste sobre o futebol total, mas gostaria de ver uma análise desse time) Parabéns pelo trabalho, cada vez melhor! Abraço!

  • Roberto diz: 14 de abril de 2010

    O time italiano era muito bom, rápido e soube tirar proveito do salto alto brasileiro. Houve o fatídico sentimento de “já ganhou”. Lembro que até o jogo anterior tínhamos um grupo de amigos que se reunia para assistir e torcer juntos. Quando se soube que o Brasil enfrentaria a Itália nem nos mobilizamos, pois já nos considerávamos na semifinal contra a Polônia, outro time sensação de 82. Quanto ao time, era irregular, faltavam goleiro, centromédio e centroavante qualificados. O esquema era ultraofensivo – e foi isso que encantou as pessoas na época -, mas não funcionou contra o gioco al’italiana. A seleção italiana não cometeu erros naquela partida, já a nossa, pelo menos dois graves, que geraram dois gols da Itália. Por fim, Telê Santana montou o time do jeito que gostava, ou seja, habilidoso e sem compromisso ferrenho com a vitória. Venceu, então, quem quis mais.

  • Junior diz: 14 de abril de 2010

    Lembro até hoje da manchete da Zero Hora no dia do jogo contra Itália, “Zico ou Batista”, tivesse jogado Batista o Brasil teria ganho, Zico é o maior perdedor da história da seleção brasileira, perdeu a posição para Jorge Mendonça na copa de 78, foi mal em 82, copa em que Falcão foi disparado o melhor do time e perdeu o penalti em 86, depois, como auxiliar técnico em 98 perdeu novamente. O time de 82 sem Zico teria ganho a copa, sem Zico, Júnior e Luizinho, com Batista, Pedrinho e Edinho no lugar deles teria sido espetacular.

  • Roberticus diz: 14 de abril de 2010

    @ Bruno Costa

    Esta seleção virava 4-2-3-1 com o recuo de Éder em fase defensiva. Mas com posse de bola, ficava num 4-2-2-2.

    Enquanto as tuas obervações, o time poderia ter-se permitido mais firmeza defensiva mas isso sem precisar de mexer na alinhamento. Bastava pedir aos laterais que alternassem suas subidas; ou em caso extremo, poderia-se utilizar um lateral-base no lugar de um deles. Também no meio-campo, Falcão e Toninho Cerezo poderiam ter sincronizado suas incorporações a ataque.

    Custa demais enfatizar o quanto admirado foi, e segue sendo, esta seleção brasileira lá no exterior; pergunta a um gringo de idade e te contará esta verdade.

    Eis resta a verdadeira tragédia do ‘fracasso’ de ’82: que o futebol brasileiro ficou reduzido a uma guerra ideológica retratando posturas exageras e falsas: futebol ‘viril’ e ‘ganhador’ vs. um futebol ‘faceiro’ e ‘perdedor’. Dunga se esta rebelando contra uma caricatura que ele tem na mente respeito a qualquer futebol estética e bom. Time faceiro tal vez teria sido a seleção de 2006 pelo jeito de que era (como os espanhóis falam) ‘time quebrada’, quatro atacantes de luxo – à insistência dos patrocinadores e imprensa- mal fixados numa estrutura sem coesão tipo Harlem Globetrotters, pedaladas, exibicionismo fútil etc.
    Mas ainda e possível gannar jogando bonito sem perder o critério nem a coerência, como mostrou a seleção de ’70.

  • Daniel Z. diz: 14 de abril de 2010

    na minha opinião o Cerezo era um dos furos dessa seleção…eu colocaria o Batista ou o Andrade no lugar dele…o China ou Osvaldo fariam mais coisa que esse Cerezo entregador de pizza ae…

    Tele foi apostar no jogadores derrotados do atletico mineiro que so perdiam titulos e se ferrou…

    Socrates era outro peladeiro…baita enganador isso sim…eu colocaria o Mario Sergio…ba naquela epoca tinha varios jogadores bons…

    ba eu tenho raiva dessa seleção ridicula ae…so tinha jogador de pelada…so peladeiro…a seleção mais enganadora do futebol brasileiro…muita onda pra poucos feitos…essa seleção de 82 mostra o lado ruim do futebol brasileiro que são o salto alto, menosprezo ao adversario, futebol firula, futebol preguiçoso, futebol bailarino, desunião, soberba, futebol amarelão, futebol peladeiro, futebol perdedor…

    a seleção de 2006 entrou no mesmo caminho e se ferrou…

    o pessoal tem que esquecer essa seleção de 82 bando de perdedores e lembrar mais das seleções de 58, 62, 70, 78, 94 e 2002…

    mesmo não tendo vencido a copa…a seleção de 78 fez bonito….deu orgulho a nação…diferente da seleção de 82 que foi uma vergonha…

  • Marco Aurelio diz: 14 de abril de 2010

    Não era tão fácil explicar a movimentação do meio-campo brasileiro, pois o Falcão fez dois gols pela direita. O grande trunfo deste time era o toque de bola, geralmente de primeira, dificultando a marcação.

  • Eduardo diz: 14 de abril de 2010

    Na minha opinião dessa seleção de perdedores se salvavam:

    1 ) Cerezo : Estava num péssimo dia no jogo contra a Itália mas ele não deve ser responsabilizado pela derrota. Ele foi idolo por onde passou em toda a sua carreira (Atlético-MG, Sampdoria, etc etc). Cadê o Ziquinho amarelão que era o “craque” do time ? E o Socrates ? E o Júnior (outro que só era jogador do Flamengo junto com o Ziquinho amarelão) que ficou dando condição pro Rossi fazer o 3 gol ? Cadê o goleiro que cometeu o mais primário dos erros de fundamentos de um goleiro que é o de bola na pequena área é do goleiro (no 3 gol do Rossi) isso sem falar de outros frangos ao longo daquela copa? Cadê a união do elenco pra apoiar ele que nem em 2002 todo mundo deu força pro Lúcio depois de ele ter entregue o gol pra Inglaterra nas quartas ? Em 1982 lembro que só faltaram encherem o Cerezo de tiros no final daquele jogo. É aquela historia já que os queridinhos da midia da epoca (Ziquinho amarelão, Socrates, Waldir Peres, Junior entre outros menos cotados) fracassaram restaram a eles pegarem um pra boi-de-piranha e ficou fácil pegarem o Cerezo.

    2 ) Falcão : Apesar de eu ser gremista e não gostar nem um pouco de seus comentários foi um dos poucos tb a se salvarem nessa seleção de amarelões. Durante aquela copa ele e o cerezo foram excelentes guardioes do meio-campo e faziam a ligação com o ataque com qualidade e no jogo contra a Itália tentou de tudo pra não deixar o time naufragar (até acertou uma paulada da entrada da area) mas sucumbiu ao salto-alto generalizado daquele time de amareloes.

    3 ) Oscar : Grande zagueiro. Sabia jogar com estilo e quando era necessário baixava o sarrafo. Na epoca imaginava uma dupla de zaga Oscar e Hugo de Leon. Não teria pra ataque nenhum. O problema é que ele acabou naufragado pela amarelada em geral daquele time e tb deu azar de o Cerezo não estar em um bom dia no jogo com a Italia.

    É como foi postado acima. Chega de bajulação pra essa seleção de perdedores de 1982. Um time vencedor se faz com 11 jogadores (não somente com 3 conforme citado acima) e principalmente muita união do time. Foi muita balaca, soberba, impáfia, fogueira das vaidades e falta de comprometimento com o time ao contrário de 2002 em que além de serem grandes jogadores todos se empenharam e jogar pelo bem da seleção(nem preciso dizer quem foi o grande responsável por isso).

    Seleções de verdade são as de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 nao por acaso foram campeões.

  • Gabriel Macanudo diz: 14 de abril de 2010

    o engraçado é que o grêmio joga numa formação parecida com essa, só que em vez de falcão e cerezo tem ferdinando e adilson… uauhahua

    exceto quando o hugo entra, daí o silas faz uma das maiores burrices e coloca o douglas no canto direito isolado, os jogos que ele jogou pouco foi onde ele tava ali por orientação do pastor (final da fernando carvalho, e boa parte do jogo contra o pelotas)

  • Daniel Z. diz: 14 de abril de 2010

    se eu fosse o tecnico da seleçao de 82 o time seria esse:

    Goleiro: Mazarópi reserva: Leão
    Lateral direta: Paulo Roberto reserva: Leandro
    zagueiros: Oscar/Edinho reservas: Baidek/Figueiredo
    laretal esquerda: Junior
    Volantes: Batista/Falcão reservas: China/Andrade
    Meias: Zico/Mario Sergio reservas: Paulo Isidoro
    Ataque: Roberto Dinamite/Eder reservas: Dirceu/Tarciso/Baltazar

  • filipe diz: 14 de abril de 2010

    asisti ao jogo ontem, do meio pra frente era um grande time, mas a zaga era meio desprotegida, os 2 laterais subiam demais… a itália jogou melhor na minha opinião, marcando forte e saindo nos contra-ataques…

  • Everton diz: 16 de abril de 2010

    Prefiro a Holanda de 74, bem melhor e com mais aplicação tática. Essa de 82 não tinha tanta disciplina, não tinha cobertura e só batia em morto. Não me faz brilhar os olhos. Sei que comparações são as vezes pífias, mas comparem com o Barça, possui disciplina tática, algo que essa seleção não possuía.

  • Catimba diz: 23 de abril de 2010

    Cara, é impressionante como tem pessoas que criticam e esculhambam jogadores fantásticos como esses de 1982 pelo simples fato de terem perdido um jogo e acabando não serem campeões por isso. Um jogo em que dominaram, tiveram um monte de chances de gols e só perderam por erros que acontecem com qualquer um às vezes. Competição rápida e tiro curto como uma Copa pode acontecer isso num jogo o melhor ser superado. Se Brasil e Itália jogassem 10 vezes naquela época o Brasil com certeza ganharia 7 ou 8 desses jogos. Como era um só acabou perdendo como poderia acontecer com qualquer grande equipe. Infelizmente aqui temos essa mentalidade que só é bom quem é campeão, trabalhar certo e bem feito, montar uma grande equipe que jogue bem o suficiente pra ser a melhor e ser campeã, mas que por algum detalhe acaba não conseguindo não vale nada. Chamar Zico de amarelão por ter errado o penalti em 1986? O cara vinha machucado, entrou frio no jogo, era seu primeiro lance e vai pra bater um penalti decisivo, poderia acabar errando. Mostrou que não era tanto que mesmo assim bateu, e nas penalidades bateu denovo e fez, outro não teria nem a coragem de bater na série de penaltis. Acho que esse time poderia ter algumas alterações na escalação que teriam facilitado muito mais a forma de jogo do time. Eu teria escalado Leão; Leandro, Oscar, Edinho e Junior; Cerezo, Falcão, Sócrates e Zico; Roberto Dinamite e Éder;

  • leo diz: 24 de abril de 2010

    É verdade Catimba, esses que criticam aquela seleção não entendem nada de futebol,tanto que propoem escalação de jogadores ridiculos como china,baideck,de leon(que era uruguio!!!!!!!).Só mesmo um doente pra ver futebol nesses “jogadores”´pra lá de limitados e chamar o grande ZICO e outros de amarelão ou dizer que aquela seleção só batia em morto. A Argentina do Maradona era um desses “morto” pro acaso? Podes ter certeza,é um bando guri que nem viu aquela seleção jogar e tem como referencia o futebol mediocre dos dungas,felipoes,parreiras. É lamentável!

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