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Tem losango também no Atlético-MG de Luxemburgo

30 de abril de 2010 6

Ontem pude assistir ao compacto da vitória do Atlético-MG sobre o Santos – 3 a 2 – e conferi a equipe treinada por Wanderley Luxemburgo pela primeira vez no ano. Gostei da proposta tática, principalmente pelo casamento entre planejamento e característica dos jogadores.

O Atlético-MG de Luxemburgo posicionou-se no 4-4-2 com meio-campo em losango. A estrutura tática é a usual para este sistema: linha de quatro defensores, com apoio alternado dos laterais; volante central que cobra ambos os lados; dois volantes-apoiadores que fazem a saída de bola e marcam sem ela; um organizador central; um atacante de movimentação; e um centroavante de referência.

A escolha de Luxemburgo me parece acertada principalmente pela combinação da estratégia com a característica de dois jogadores. Fabiano Costa e Corrêa são muito eficientes no cumprimento da tática individual de “apoiadores”. Aliam força na marcação e disciplina tática com capacidade física para fazer a transição ofensiva, bom passe e potência nos chutes de média distância.

Contra o Santos, este quarteto de meio-campo teve bom desempenho. Zé Luís se mostrou um abnegado volante destruidor, enquanto Fabiano Costa e Corrêa movimentaram-se muito nas suas respectivas faixas de atuação, paralelas à linha lateral, em função que na Argentina se costuma chamar de “carrilleros”. E Ricardinho é um regente nato, um organizador central que sabe modificar a velocidade da partida de acordo com a necessidade da sua equipe: saída rápida ou retenção de bola, agressividade ou paciência.

A escolha de Luxemburgo para o Atlético-MG, reitero, parece-me justa e acertada.

Comentários (6)

  • Tricolor Jader diz: 30 de abril de 2010

    Cecconi…

    Desculpa tentar te explorar, mas gostaria se pudesse que fizesse 3 analises conjuntas.

    São elas duas da copa do brasil, e a o internacional contra o banfield.

    Gostei muito desse atletico MG, mas gostaria de ver ambos os times como tu fez no grenal… mas já projetando a próxima rodada. Gremio e flu seria a ultima.

    Tens como?

    Novamente parabéns pelo ótimo trabalho.

  • Rodrigo Gremista diz: 30 de abril de 2010

    Olá.

    Gostaria de saber sua opinião acerca da seguinte formação para o time do Grêmio (que poderia ser testada no Grenal):

    Victor; Mário Fernandes, Rafael Marques, Ozéia e Neuton; William Magrão, Fábio Rochemback, Douglas e Mithyue; Jonas e Borges.

    Tenho em mente essa formação devido aos seguintes fatos:

    1) sei que o Mário é excelente zagueiro, mas o Edilson é péssimo lateral, nem apoia nem marca (e acredito que neste ano o principal defeito do time está na zaga, diferentemente do últimos anos, onde tinhamos Léo e, principalmente, Réver).
    2) tanto o Adilson como o Ferdinando mais atrapalham do que ajudam.
    3)Tanto o Leandro como o Hugo não ajudam na marcação, tampouco criam alguma jogada de ataque (principalmente o Leandro, que parece um ex-jogador em campo, com 20 minutos de jogo já está morto). O ideal seria o Souza no lugar do Mithyue, mas, infelizmente, só no segundo semestre.
    4) com essa formação de 4 zagueiros de origem, os 4 homens de meio campo teriam mais liberdade para chegar ao ataque (incluindo os dois volantes que escalei, que além de marcarem bem, são inteligentes na construção das jogadas e tem faro de gol.
    5)além disso, tanto o Mário como o Neuton já demonstraram que apoiam tão bem quanto marcam.

    Seria um time jogando em um tradicional 4-4-2 inglês, box to box.

    Gostaria de sua análise.

    Grande abraço.

  • Bruno Costa diz: 30 de abril de 2010

    Caro Cecconi,
    Vi alguns jogos do Santos esse ano, em especial, Galo e Santos.
    Levando em conta que o Flu desfalcado dificilmente fará 2 x 0 no Olímpico, e que pelo outro lado da tabela Palmeiras e Vasco estão tão fracos que o Vitória começa a surgir como favorito para chegar às finais, não é leviano ou presunçoso já observar Galo e Santos. De um desses dois qualificados times irá sair o adversário do Grêmio nas semi-finais, que TEORICAMENTE deve ser mais forte do que qualquer possível adversário que o Grêmio posso enfrentar caso avance até as finais.
    Assim, falo do Santos:
    O Santos que mais vem jogando funciona num 4-3-3 final dos anos 70…
    O time tem uma linha de 4 com laterais que sobem e uma zaga pesada.
    Um volante fixo que corre bastante – Arouca – e um 2° homem a frente dele que mais parece o clássico 3° homem de meio campo do que o 2° volante – Marquinhos.
    Marquinhos lembra muito o Tcheco. Um meia clássico, que marca, mas não como um volante, lança bem e se movimenta com inteligência.
    A frente dele o melhor do time: Paul H. Ganso.
    Ganso é um meia cerebral, que cadencia o jogo tão bem quanto acelera. Consegue ser o clássico meia “passador” que amplifica o trabalho dos colegas, mas também consegue ser um bom “condutor de bola”, com dribles e chutes competentes e boa chegada na área.
    A frente dele Neymar e Robinho jogam soltos, muito mais pelas pontas do que pelo meio, trocando bastante de lado. Marcam pouco, e quando o fazem é gerlmente com “faltinhas” na saída de bola do adversário. Quando voltam não é para compor o meio, mas sim para buscar rápidos contra-ataques de triangulações amplas.
    A frente deles joga André. Bom centro-avante, rápido, habilidoso, de boa finalização. Mas é mais um atacante centralizado do que um homem de área.

    Essa formação é muito difícil de ser marcada, mas também não marca ninguém. Deu certo contra os times do interior paulista, e contra Corinthians e São Paulo, ambos focados na Libertadores.

    Funcionou contra os times do interior paulista por que além da qualidade, o Santos tinha a vantagem numérica na hora de armar e atacar, e covardes e mal conduzidas, as equipes pequenas se retrancavam, tornando o problema da ausência de um volante em solução.

    Já contra o fraco Palmeiras naufragou. E contra o Galo teve mais sorte que juízo…
    Isso por que o Santos perdeu o meio, mesmo jogando com um jogador mais recuado no lugar de Neymar, que fez aquele meia-direita avançado (como Daniel Alves na seleção quando sobreposto ao Maicon), e perdendo o meio, perdeu o controle do jogo, e a posse de bola. E assim, tendo que marcar, tinha 3 jogadores adiantados e não afeitos à função – com a volta de Neymar serão 4. Mais: dos 6 restantes, quando pegos no contra-ataque 4 estavam sempre adiantados: os laterais, o substituto de Neymar, e o Marquinhos.
    Um alvo fácil.

    Diante do problema o canastrão Dorival Junior, que anda vendendo aos quatro ventos a idéia de ser um ofensivista que veio renovar o futebol, tirou Marquinhos e colocou mais um volante. Ou seja: viu que o Galo não é o Guarany e colocou dois volantes.

    A dúvida que fica é como ele vai entrar. mas eu vejo sérios problemas baseados numa premissa: Robinho e Neymar TÊM que jogar… Então como acomodá-los?

    No esquema mais usado, o 4-3-3 com Arouca, Marquinhos e Ganso; Neymar, Robinho e André; o Santos vai perder o meio sempre. Pode até obter um bom resultado em função da produção ofensiva e das vitórias individuais, mas a tendência não é essa. Se jogar assim no brasileirão acaba em 10°, pois entregando o meio aos times da libertadores, bem como a Grêmio e Galo, tende a perder sempre… Ainda que por 4 x 3… A fórmula do Luxa vai ser repetida sempre.

    Se ele sacar André para colocar um volante, perde o homem de área, e deixa o seu ataque mais marcável… Mario Fernandes, por exemplo, sofreu para marcar Walter no Grenal, pela falta de força, mas sua técnica e habilidade somadas com alguma cobertura anulariam um Robinho, deixando Neymar sufocado de marcadores no outro lado… Isso não é privilégio do Grêmio… O elenco do São Paulo faria com ainda mais facilidade…

    Se ele sacar Marquinhos, vai deixar Ganso sozinho na armação, facilitando a marcação. Como Robinho e Neymar não acompanham os laterais no esquema Dentinho-J.Henrique do Corinthians do ano passado, o time vai ficar sobre carregado na marcação e marcável no meio, dependendo apenas de contra-ataques… Nesse cenário, se sair atrás no marcador pode ser até goleado.

    A solução é equilibrar o time, usando dois volantes e dois meias, Ganso e mais um, seja ele o lateral “avançado” ou o inteligente e lançador Marquinhos, tirando o Robinho – ou o Neymar, que na minha opinião é melhor. Mas isso não vai acontecer.

    Na minha opinião o romantismo provavelmente vai matar o peixe, senão contra o Galo, contra o Grêmio – desde que não tenhamos uma arbitragem “amareladora” como a de ontem.

    O time me parece montado para golear times de nível médio.
    Na 1ª divisão não vai ter muitos adversários assim pela frente (por exemplo: Goiás, Botafogo, Atl. Goianense e Vitória não são bobos, fora os times da Libertadores, Grêmio, Galo e até o confuso Palmeiras), então acredito que vá repetir a sonolenta campanha do ano passado e não chegar a lugar nenhum.

    Como imagino que tenhas acompanhado Inter x Banfield, espero ter ajudado e aguardo pela tua análise das opções táticas desse time tão badalado, e tão frágil.

    Abraços

  • Ed diz: 30 de abril de 2010

    Boa tarde! Gostaria de fazer uma sugestão: Analisar os 3 casos de jogos em que um time ficou sem um jogador ainda no primeiro tempo. Claro guardado as devidas grandezas, Barça x Inter, Gremio x Flu e Fla x Corinthians. Oque cada treinador fez de diferente e tals…obrigado e espero que vc faça! Abraço

  • Antonio diz: 30 de abril de 2010

    Olá Bruno, parabéns pela análise que fizestes. Também estou curioso para ver o Santos contra adversários mais qualificados, sem esquecer que eles ganharam do São Paulo com toda justiça. Considero mais interessante “disciplinar” um bom jogador do que ensinar um medícre disciplinado jogar como craque. Talvez a melhor saída para o Dorival seja essa mesmo: se defender um um 4-5-1 com a composição defensiva do Robinho e Neimar e atacar em um 4-3-3. Quanto ao Luxemburgo, está tirando leite de pedra, entende mesmo do ofício. Com um grupo de jogadores medianos associados a 3 jogadores de um nível maior ( Junior, Ricardinho e Tardeli) conseguiu montar um time muito competitivo, mas acho que chegou a máximo, e não sei se tem banco para uma competição longa.

  • Yuri diz: 1 de maio de 2010

    Bruno, santos nao jogou com 3 atacantes contra o galo, foi num 4-5-1 (marquinhos, ganso e robinho numa ”linha” armando e marcando e wesley avançando) que foi modificado pro 4-4-2 depois nao porque o galo nao era guarani mas pq a defesa (laterais e zagueiros) tavam muito mal, antes eles tavam muito bem, agora nao mais… e o galo é um bom time, mas mesmo assim morreu depois dos 20 min do 2º tempo. sem contar que foi um jogo ‘la e ca’ com bola na trave do santos, chutes diretos, boas chances de gol

    sobre entregar meio de campo aos times fortes e da libertadores vai perder sempre, ganhou 3x do sao paulo e uma do corinthians que tao na libertadores. o retrospecto do time titular contra times de serie A ta com 6 vitorias e 2 derrotas, o do gremio por exemplo ta em 3 vitorias e 2 derrotas

    nao vou nem comentar sobre ”o time precisa ser mais testado” pq esse papo ja ta velho, desde o inicio do ano escuto isso.. ah tem que ser testado, vence o corinthians, tem que ser testado, perde pro palmeiras, pior time do mundo farça, vence o sao paulo 3x, ah, mas é o sao paulo.. pelo amor de deus

    galo é bom time, santos vai passar? nao sei, e SE passar? jogo contra o bom gremio. vou exigir vitoria do santos? contra um GREMIO que esta tao bem? nao.. e acho que a reciproca é verdadeira
    classico basicamente

    sobre brasileiro, vai mais alem a discussao… esse TIME (time, o titular hoje) vai muito longe, mas falta elenco, se sair titular nao tem boa reposição, e a defesa ta piorando, se tudo isso der errado fica em 10º pra 16º mesmo mas nao pq ”foi feito pra golear time pequeno” pq isso nao existe

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