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Seleções da Copa 2010: análise tática do México

05 de maio de 2010 8

Este é o terceiro post da série diária sobre as 32 seleções da Copa do Mundo de 2010. E o assunto é o México, do técnico Javier Aguirre. Pesquisei bastante na internet, assistindo a vídeos dos mais recentes amistosos, e gostei do que vi. O México prepara uma seleção forte, veloz e organizada para o Mundial da África do Sul.

O México venceu Nova Zelândia e Bolívia em 2010 utilizando-se do 4-4-2 em duas linhas de quatro jogadores. E a estratégia, principalmente na transição ofensiva, é bastante interessante. O México tem uma seleção que se articula com velocidade, graças à sincronia de movimentos dos meias e atacantes, e à qualidade técnica de alguns jogadores.

Aguirre conta como “wingers” – os meias extremos pelos lados do campo – com Giovanni dos Santos e Guardado, mas também com Luna, canhoto muito habilidoso. Na frente, Javier Hernandez vive fase excelente; há ainda Vela – tarimbado pela vivência de Arsenal, Barrera – muito oportunista, Franco e Bautista.

É comum nos lances de gol ver os meias extremos ingressando do lado para o meio em diagonais incisivas, os meias centrais infiltrando-se, e os atacantes caindo pelos lados. Toda esta movimentação, somada à eventual passagem dos laterais, desorganiza o sistema defensivo adversário. E esta sincronia acontece sempre com bola no chão, de pé em pé, em passes rápidos e curtos.

Posso ter dado sorte de ver nos vídeos lances inspirados do México. Mas acredito que não sejam mera coincidência, ou exceções. O México formou uma boa base, com estrutura tática organizada, para a Copa do Mundo.

Confiram a pré-lista de Aguirre, com os jogadores que já treinam para chegar à convocação final:

Goleiros:
Ochoa – América
Michel – Guadalajara
Orozco – Monterrey

Defensores:
Rafael Márquez – Barcelona (ESP)
Juárez – Unam
Salcido – PSV (HOL) 
Osorio – Stuttgart (ALE)
Aguilar – Pachuca
Rodríguez – PSV (HOL)
Magallón – Guadalajara
Valenzuela – América
Moreno – AZ Alkmaar (HOL)
Nilo – Atlas

Meio-campistas:
Jonathan Dos Santos – Barcelona (ESP)
Giovanni Dos Santos – Galatasaray (TUR)
Molina – Tigres
Guardado – La Coruña (ESP)
Aldrete – Monarcas
Torrado – Cruz Azul
Castro – Unam
Luna – San Luis

Atacantes:
Vela – Arsenal (ING)
Bautista – Guadalajara
Franco  – West Ham (ING)
Medina – Guadalajara
Barrera – Unam
Reyna – América
Sabah – Monarcas
Vuoso – Santos

Comentários (8)

  • Mauro diz: 6 de maio de 2010

    Concordo contigo, e acho que realmente podem dar trabalho (pro Brasil, pelo menos, sempre dão…). O Aguirre excluiu o interminável Blanco??? Abs,

  • Roberticus diz: 6 de maio de 2010

    Eduardo,

    Para mim, este esquema constitui um 4-4-2 pouco britânico e mais ‘latino’; pela movimentação diagonal dos meias abertos que são criadores. Digamos que o modelo, tal como experimentaram Arsene Wenger e Manuel Pellegrini, representa um compromisso entre o 4-2-2-2 brasileiro e o 4-4-2 nordeuropeio. O que tu achas?

    Um fato curioso: Andrés Guardado vem atuando como lateral ou ala no Deportivo la Coruña na Espanha.

    Resposta do Cecconi: Roberticus, como sempre tua contribuição ao debate é de altíssimo nível. Concordo plenamente. Essa movimentação toda cria também a imagem do 4-2-2-2. É uma espécie de simbiose entre os conceitos dos dois sistemas táticos. Bem observado. Abração.

  • BILL diz: 6 de maio de 2010

    Poderia fazer uma nova análise do Santos?

    Dissecar os jogos que eles não foram bem. Descobrir a maneira de pará-los e a melhor de atacá-los!

    Abração

  • Geferson Kern diz: 6 de maio de 2010

    Cecconi, o México vai para a Copa sem o interminável Cuauhtemoc Blanco? E que fim levou o Nery Castillo, meia-atacante que surgiu muito bem e deu calor até na Seleção Brasileira? Acredito que são duas peças importantes que neste mesmo desenho tático, acrescentariam muito ao time

  • Catimba diz: 7 de maio de 2010

    Todos os ultimos jogos e lances do México que vi nas Eliminatórias o Blanco estava lá com a 10. Dá uma pesquisada aí, Ceconi, vê se aconteceu algo, talvez ele estivesse machucado nessas que você viu.

  • Dudu diz: 10 de maio de 2010

    Mt legal a análise, estou lendo todas!
    Mas acho que vc esqueceu de colocar o Javier Hernandez na lista dos possivelmente convocados!

  • As 32 seleções » Blog Archive diz: 11 de maio de 2010

    [...] PRELEÇÃO: ANÁLISE TÁTICA DO MÉXICO [...]

  • Pablo Fernandes diz: 12 de maio de 2010

    Não assisto à um jogo do México desde os tempos do Borgetti. É difícil comentar sobre o conjunto, mas baseado nos times mexicanos e em alguns jogadores que conheço, aposto na classificação mexicana para o mata-mata.

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