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O 3-6-1 possível do Estudiantes contra o Inter

13 de maio de 2010 3

Alejandro Sabella fechou o treino de reconhecimento do gramado do Estádio Beira-Rio, ontem à noite. Eu estava lá para acompanhar, e não pude, portanto, ver o que o treinador do Estudiantes pretende para o confronto de hoje contra o Inter.

Pode-se presumir que será 3-6-1 o sistema tático escolhido. Tem sido esta a opção preferencial de Sabella em jogos fora de casa na Copa Libertadores 2010leiam aqui. Quando atua na Argentina, ele retoma o 4-4-2 em duas linhas de quatro com o qual foi campeão da mesma competição ano passado. Pelo que acompanho, a primeira aparição deste 3-6-1 foi na decisão do Mundial de clubes, contra o Barcelona, quando o treinador pincha tentou parar Messi com German Ré de terceiro zagueiro, fazendo marcação individual – leiam aqui.

O 3-6-1 de Sabella tem um trio defensivo ortodoxo, sem líbero. São três zagueiros. Pelos lados, dois laterais, não alas. Por isso a imprensa argentina convencionou chamar de “linha de cinco”, abrindo espaço para uma descrição em 5-4-1. Eu prefiro o 3-6-1 porque esta linha se forma apenas em circunstâncias de exceção. Na prática, os laterais jogam em um posicionamento mais adiantado.

A equipe pende à esquerda – Fossati terá de planejar com Sandro um auxílio a Nei e Bolívar no setor. Clemente Rodríguez é o lateral-apoiador, enquanto Benítez deve jogar por ali. Sosa também gosta de transitar pela esquerda, mas hoje – se este 3-6-1 for confirmado, vale ressaltar – deve ser empurrado para uma posição mais central, ou até mais à direita para compensar no balanço ofensivo.

Verón, evidentemente, é o organizador central. Parte da segunda linha do meio-campo, combatendo sem a bola, e regendo a equipe com ela. Tudo indica que, oferecendo a posse ao Inter, o Estudiantes vai depender do Verón para se abastacer de lançamentos na transição ofensiva.

Toda essa análise se ampara na possibilidade do 3-6-1. Caso contrário, o Estudiantes deve jogar no seu convencional 4-4-2 em duas linhas, que prescinde de maior esclarecimento. Foi com este sistema que os pinchas conquistaram a América. Ele fala por si. Mas a especulação mais forte é pelo esquema “para os jogos fora de casa”. Veremos à noite o que Sabella preparou, e como vai se ajustar o adversário do Inter.

Comentários (3)

  • Lucian diz: 13 de maio de 2010

    isso aí está mais para 5-4-1 do que 3-6-1

  • Felipe diz: 13 de maio de 2010

    Aí Cecconi, tu me conhece porque estou sempre vendo os treinos pelo ClicRbs, sou colorado, mas pro jogo de hoje a noite espero que o ataque do Inter (E PRINCIPALMENTE O FOSSATTI) tenham aprendido com o Santos e com o co-irmão como é que se faz GOLS (no plural)!!!!!

  • Guilherme diz: 13 de maio de 2010

    Eu discordo da forma com que tem sido empregado o termo “ala”, principalmente quando se fala do 3-5-2 que é empregado por times brasileiros. O que acontece com mais frequência é que os laterais tem características ofensivas, e marcam pouco e para compensar os treinadores escalam mais um zagueiro. A partir daí, quando o sujeito é um lateral apoiador (e no mais das vezes marca mal), invariavelmente um clichê é escutado : “fulano não é lateral, é ala”. Errado! No 3-5-2 à brasileira, joga-se com laterais, um pouco mais adiantados inicialmente, é verdade, mas ainda assim laterais, que preferencialmente fazem jogadas de fundo e retornam pelo lado do campo para marcar. O verdadeiro “ala” nada mais é do que um meio-campista que joga aberto, mas que faz incursões pelo meio, reter a bola, tem a tarefa de marcar por vezes o volante adversário quando a bola está no lado oposto do campo.
    Até por isso, me parece que o mais correto seja dizer que os argentinos estejam certos ao dizer que o esquema é o 5-3-1, muito embora os laterais não joguem sempre em uma mesma linha dos zagueiros de área, mas suas fuñções são defensores que eventualmente apoiam do que de meias.

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