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Seleções da Copa de 2010: análise tática da Austrália

18 de maio de 2010 5

Fazer a análise da seleção da Austrália, na série diária de posts sobre as 32 integrantes da Copa do Mundo de 2010 no blog Preleção, foi até agora a tarefa mais difícil. E olha que houve muitas equipes complicadas, com poucos vídeos disponíveis na internet, poucas matérias, nenhuma análise da imprensa local para servir de base…empecilhos não faltam. Mas no caso da Austrália, a ausência de amistosos em 2010, e a diversidade de escalações utilizadas nas Eliminatórias, tornam a pesquisa ainda mais difícil.

Taticamente, a Austrália se utiliza do 4-5-1 em duas linhas de quatro jogadores, desdobrado em 4-4-1-1. Há um jogador que atua à frente do meio-campo, mas não como um enganche – um organizador, ou armador. Este meia-ofensivo mais adiantado tem como principal função o ingresso na área para concluir.

Cahill tem sido este meia avançado. Apesar de não contar com grande vantagem física, Cahill tem excelente tempo de bola aérea. Ele marca muitos gols chegando de surpresa, por trás dos zagueiros, e subindo com precisão. Escancarando a principal estratégia australiana: bola aérea.

Neste 4-4-1-1, a Austrália evoca os princípios mais básicos das duas linhas de quatro: compactação defensiva, saída rápida, transição ofensiva privilegiando os lados do campo, e cruzamentos altos para a conclusão na área. A equipe busca os wingers, que articulam as jogadas abertos nas laterais, e com isso podem ou cruzar, ou cavar escanteios, ou faltas. Sempre com o cruzamento.

O time-base é um total exercício de especulação. Nas Eliminatórias, Kewell e Bresciano foram os mais utilizados nas meias-extremas, mas Emerton também atuou por ali; Cahill quase sempre apareceu como o meia-ofensivo; Josh Kennedy foi o centroavante mais escalado; e a dupla de meias centrais teve invariavelmente Grella e Culina, bem posicionados na marcação. A zaga pode apostar no entrosamento da dupla Craig Moore e Lucas Neil, companheiros de Galatasaray.

O técnico Pim Verbeek convocou 31 jogadores na pré-lista, e programou amistosos contra Nova Zelândia, Dinamarca, e provavelmente Estados Unidos. Confiram a relação de jogadores:

Goleiros:
Mark Schwarzer – Fulham (ING)
Brad Jones – Middlesbrough (ING)
Eugene Galekovic – Adelaide United
Adam Federici – Reading (ING)

Defensores:
Craig Moore – Galatasaray (TUR)
Lucas Neill – Galatasaray (TUR)
Luke Wilkshire – Dinamo Moscou (RUS)
Scott Chipperfield – Basileia (SUI)
David Carney – Twente (HOL)
Mark Milligan – JEF United (JAP)
Jade North – Tromsoe (NOR)
Michael Beauchamp – Al-Jazira (EAU)
Shane Lowry – Aston Villa (ING)
Rhys Williams – Middlesbrough (ING)

Meio-campistas:
Jason Culina – Gold Coast
Tim Cahill – Everton (ING)
Brett Emerton – Blackburn Rovers (ING)
Vince Grella – Blackburn Rovers (ING)
Mark Bresciano – Palermo (ITA)
Brett Holman – AZ Alkmaar (HOL)
James Holland – AZ Alkmaar (HOL)
Carl Valeri – Sassuolo (ITA)
Mile Jedinak – Antalyaspor (TUR)
Richard Garcia – Hull City (ING)
Nicky Carle – Crystal Palace (ING)
Tommy Oar – Utrecht (HOL)

Atacantes:
Harry Kewell – Galatasaray (TUR)
Josh Kennedy – Nagoya Grampus (JAP)
Scott McDonald – Middlesbrough (ING)
Dario Vidosic – Nuremberg (ALE)
Nikita Rukavytsya – FC Twente (HOL)

Comentários (5)

  • Yuri diz: 19 de maio de 2010

    to gostando dos posts das seleções. obvioq ue tem umas coisinhas estranhas mas normal =]

    impressao minha ou jogar com 1 centro-avante mais ”enfiado” sera meio que uma moda nessa copa? uma pena pq gosto de 2 ou 3 atacantes, mas tem o lado positivo que se o sistema defensivo é bem trabalhado fica dificiil de se bater e contra-ataques sao geralmente mortais, brasil que o diga

  • Jimmy diz: 19 de maio de 2010

    Parabéns, Cecconi, nessa você mandou bem. Minha dúvida é o Bresciano como winger – não é da função -, acho que o Emerton será titular.

  • LINCOLN BIANCONERI diz: 19 de maio de 2010

    Meu caro Cecconi e amigos do Preleção, me respondam por gentileza, considerando essa pré-lista australiana, podemos dizer que não existe mais BOBO no futebol???
    Haja vista que boa parte desses jogadores australianos jogam em equipes do futebol europeu como a italia, a holanda e sobretudo a inglaterra. E, se considerarmos outros países não europeus, com um futebol expressivo ou não, a tendência é dar trabalho para as seleções consideradas potencias no esporte???
    Casos do Brasil, Italia, Argentina e Alemanha, pois uma coisa todos têm em comum… 30 dias de preparação para a Copa.
    Mais uma última questão:
    - Até quando as camisas irão pesar nos momentos de decisão??? Um abraço a todos…

  • Claudio Sacramento diz: 25 de maio de 2010

    Os destaques da seleção australiana são Kewell e Cahill. O primeiro possui muito boa técnica e o segundo é muito esperto e excelente no jogo aéreo. Existe um jogador no banco que está no mesmo nível dos titulares: Brett Emerton. Ele joga de winger-direito ou volante que sai pro jogo. Mas o time é o mais fraco do grupo.

  • As 32 seleções » Blog Archive diz: 8 de junho de 2010

    [...] PRELEÇÃO: ANÁLISE TÁTICA DA AUSTRÁLIA [...]

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