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Espanha altera sistema tático para chegar à final

07 de julho de 2010 11

O 4-4-2 semelhante às equipes brasileiras dos anos 80 e 90 (Telê Santana é uma boa referência para a analogia) utilizado pela Espanha durante a Copa do Mundo não foi visto hoje. O técnico Vicente del Bosque alterou o sistema tático da seleção, e obteve a classificação à final do Mundial da África do Sul, vencendo a Alemanha por 1 a 0 – gol de bola parada.

A Espanha atuou no 4-5-1, que pode ser desdobrado em 4-1-4-1. Busquets atuou como primeiro volante à frente da linha defensiva; Xabi Alonso posicionou-se em uma segunda faixa do meio-campo, tendo Xavi ao lado, e Iniesta-Pedro como meias-extremos. Villa foi o atacante de referência, mais centralizado. Pedro substituiu Fernando Torres.

Iniesta pela esquerda chamou Capdevilla para o jogo. Pedro tentou o mesmo com Sérgio Ramos na direita. Xavi e Xabi Alonso adiantaram-se para a segunda bola, para a organização da troca de passes, e para a articulação incisiva e objetiva.

A formação em linha do meio-campo, com posicionamento adiantado, retirou a velocidade da Alemanha. Sem Muller na direita, e com o setor de Schweinsteiger ocupado por Xabi Alonso, a seleção de Joachim Löw não conseguiu espaços para a transição ofensiva rápida. Özil não conseguiu fugir de Busquets. Khedira, preocupado com Xavi, avançou menos do que o habitual.

Ainda assim, foi um confronto tático muito equilibrado. A supremacia da Espanha não se baseia apenas na variação tática de Del Bosque, mas também se associa à qualificação dos quatro meias da segunda linha, e à estratégia agressiva de marcação e posicionamento inicial. Uma combinação que costuma ser irresistível: organização tática + qualidade técnica.

Comentários (11)

  • Juliano Rigatti diz: 7 de julho de 2010

    Boa análise, Eduardo. Gostaria, mas não consigo ver tanto detalhe nos jogos, embora goste muito de futebol.
    Já tens tua seleção campeã? Eu já tenho a minha.
    Abraço, Juliano.

  • elias diz: 7 de julho de 2010

    Mas deu tudo certo porque a alemanha aceitou ser marcada, entregou praticamente a partida. Muito estranho!

  • Regis diz: 7 de julho de 2010

    Boa noite Cecconi, vi o Inter no segunto tempo de hoje nesse mesmo esquema de jogo com Derlei como unico volante centralizado e o Edu fazendo o papel que faz o X.Alonso na Espanha. Aí eu pergunto será que o Edu por ser um jogador de 30 anos perdeu a agudez e a velocidade para ser atacante no futebol atual. Será que esse jogador em específico não renderia muito mais ao time jogando como 3 homem de meia na mesma linha do Tinga por exemplo, chegando de trás, voltando para marcar e dando passes/lançamentos aos atacantes, e tb chegando para finalizar em uma função igual do Seeforf no Milan, aquele dito meia esquerda que recua e ataca,,,,,,já imaginou em um segundo tempo contra o São Paulo a gente precisando do resultado ele pode tirar o Sandro e ficaria um meio campo com triangulo vertice alta com Guinazu, Tinga e Edu. Podendo colocar o Sobis e o Tayson pelos lados com Alecssandro no ataque. Muito mais ofensivo, é de se perguntar para o Roth se ele pensa nessa possibilidade, não achas?

  • Aquiles diz: 7 de julho de 2010

    Sendo que o Iniesta não jogou tão fixo assim…Iniesta e Xavi se movimentam muito mais do que qualquer jogador da tal Holanda de 74. São MUITO melhores.

  • Lauro Aguiar diz: 7 de julho de 2010

    Tu e unico cara na RBS que sabe ver futebol. Os outros como Wianey, etc, decididamente nao entendem bulhufas de futebol. Ficaram encantados com este futebolzinho covarde da Alemanha e com as vitorias da Holanda com a ajuda do juiz. Desde o inicio da copa eu falei que a Espanha era o time para levar o caneco, pela qualidade tecnica e o sistema tatico. Se nao levar vai ser crime. A Holanda nao tem bola pra ganhar deste time.

  • LSDR96 diz: 7 de julho de 2010

    Era óbvio que se a Espanha fosse um pouco mais organizada, junto com a qualidade que tem, seria favorita, Del Bosque não fez mais que a obrigação, pra ele só não vale(ainda) o velho ditado:Antes tarde do que nunca, pq o Cesc Fábregas continua no banco.

  • Felipe Corbellini diz: 8 de julho de 2010

    Cecconi, discordo um pouco de você, pois acho que a Espanha não mudou muito com a saída do Torres. Olhando os outros jogos espanhóis com Torres e Villa, principalmente contra Portugal, o Torres era o centroavante (que foi o Villa hoje) e o Villa fazia a extrema esquerda (que fez o Iniesta hoje), logicamente que o Villa nessa posição é muito mais penetrante na área do que o Iniesta. Acho que a diferença maior está nas características dos jogadores, Villa busca mais a infiltração e finalização e Iniesta procura mais a preparação da jogada para outros finalizarem, e não na mudança do sistema táctico. Abraço.

  • juliano diz: 8 de julho de 2010

    holanda e espanha no final da copa jogando futebol pragmático e com táticas de acordo com o adversário, quem diria hein.. hehehe

    por isso que fiquei decepcionado com o resultado hoje, quem deveria ter ganhado o jogo era pra ser sido a alemanha, mas sem o thomas muller (talvez o melhor do time na copa) o time perdeu muito da saída rápida em contra-ataque

    pelo menos tem a disputa de terceiro lugar pro klose tentar marcar uns dois golzinhos…

    a holanda tá com uma das piores seleções deles dos últimos 25 anos, mas espero que eles ganhem, apesar do van persie ser o atacante mais deprimente (eu sei que ele joga bem no arsenal) em final de copa desde o francês lá de 98… sem contar que eles só vivem fazendo cai-cai e fazem tudo que é falta e nunca são expulsos (parece um clichê de arbitragem de libertadores contra time brasileiro hehehe)

  • Régis diz: 8 de julho de 2010

    A Alemanha não entrou em campo!
    Essa foi a principal razão para o sucesso Espanhol! Müller fez muita falta (com ele que as jogadas alemães ficam menos “quadradas”). Além disso, o clima do “já ganhou” certamente atrapalhou os alemães!
    Sem Müller, a Alemanha fica muito previsível e as alterações táticas Espanholas visaram apenas bloquear os avanços pelos flancos. Aí ruiu a Alemanha…
    Como se viu com “Dunga”… Futebol também precisa de “qualidade”, o que faltou ao time Alemão, “Müller-dependente”.

  • João A. diz: 8 de julho de 2010

    Bom dia Edu.
    Gosto de discutir as coisas que muitas vezes são estabelecidas como verdades imutáveis pelo meio futebolístico de Porto Alegre.
    E como considero que tu és um jornalista muito bem formado e informado, e acho que avesso a estes modismos, fico muito feliz com as tuas análises.
    Quantas vezes a gente ouve um treinador dizer: “O meu time tem sua maneira de jogar e eu não vou mudar.” E todo mundo balança a cabeça concordando e dizendo: este cara é um bom treinador.
    O treinador da Espanha nunca poderia dirigir o Internacional, pois ele muda o esquema conforme o adversário. Devem considerar ele um treinador de time pequeno.
    Para mim é claro que a verdade está no meio termo: o time deve ter uma maneira de jogar, mas se não se adaptar ao adversário em algumas circunstâncias não consegue resultados.
    Ainda acho que o Fossati é um bom treinador e nunca saberemos se com ele seríamos campeões da libertadores. Acho que ele forçou sua saída com os resultados do brasileirão o que foi uma pena. Mas levo fé no Roth:acho que ele vai acertar o time e ele tem dois excelentes reforços. Desculpa fugir do tema.

  • Pedro Breier diz: 8 de julho de 2010

    Concordo com o Felipe Corbellini, acho que o que mudaram foram as caracterísitcas dos jogadores, não o sistema tático… E cabe ressaltar o papel do Xavi nesse time, simplesmente o melhor meia que vi jogar!

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