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Sem Guiñazu, Roth altera estrutura tática do Inter

13 de julho de 2010 16

Em 24 de junho publiquei no blog Preleção a análise do Inter desenhado pelo técnico Celso Roth em seu primeiro treino tático da intertemporada – confiram aqui. Ontem, entretanto, o treinador colorado fez uma alteração, e é neste novo formato que o Inter enfrenta amanhã o Guarani, na reabertura do Brasileirão.

Dezoito dias depois de optar pelo 4-5-1 com três volantes e dois meias (ou 4-3-2-1), Roth preferiu modificar a estrutura em razão de dois desfalques. Ele não pode contar com Guiñazu, preservado em função de dores musculares, nem com Tinga, que ainda não recebeu liberação da CBF para jogar. Tinha, no elenco, opções com características mais próximas, para manter o desenho – Glaydson, Derley ou Andrezinho.

Contra o Guarani, o Inter segue no 4-5-1, mas com dois volantes e três meias (ou 4-2-3-1). Roth recuou Matias para a linha de Sandro, abriu D’Alessandro e Taison como wingers pelos lados, de pés invertidos (canhoto na direita, destro na esquerda), e centralizou Giuliano na articulação. Alecsandro segue como atacante único.

A estratégia, entretanto, não se altera. O Inter de Roth indica, nos treinos, que vai adiantar linhas para marcar o adversário sob pressão. O treinador colorado trabalha duas formas – pressão alta, na saída de bola; ou pressão média, a partir do meio-campo. Ele dedicou na intertemporada especial atenção a cada minucioso detalhe da marcação (apoio alternado dos laterais, basculação do lateral que fica, pressão sobre a bola dos volantes assim que o adversário receber, combate dos meias ofensivos na saída, e outros tantos aspectos que sincronizam os movimentos da equipe).

Com a bola, esta linha de três meias ofensivos deve se movimentar bastante. Roth quer ver o Inter jogando pelos lados, mas D’Alessandro, Taison e Giuliano não permanecerão fixos em seus postos. Não me surpreenderei com inversões de posicionamentos entre o trio.

Jogando pelos lados, Roth aposta em triangulações: na esquerda, com Kleber, Taison (ou D’Ale) e Giuliano; na direita, com Nei, D’Ale (ou Taison) e Giuliano. No modelo anterior, as triangulações se davam entre lateral, meia e volante da segunda linha. Agora, sem uma segunda linha de volantes, as triangulações são entre lateral, meia-extremo, e meia central.

O principal problema, admitido por Roth, é a compactação da equipe na transição ofensiva. Contra o Guarani, o treinador do Inter tentará evitar o isolamento de Alecsandro. Se o ataque acontecer pela esquerda, o meia-extremo da direita tem a obrigação de entrar na área, e o volante do mesmo setor precisa se adiantar para a segunda bola.

Inegavelmente Roth trabalha muito cada aspecto do planejamento tático. Os treinos específicos de estruturação da equipe são extremamente didáticos. Ele estimula o diálogo entre os jogadores, que estão falando mais, e com bola rolando comunicam-se para corrigir posicionamento e lembrar orientações do técnico. É justo que qualquer pessoa discorde de decisões - defendendo outro sistema, ou outros nomes - pois no futebol não há verdades. Mas Roth está de parabéns pelo esmero na estruturação tática da equipe a partir de suas convicções.

Comentários (16)

  • João A. diz: 13 de julho de 2010

    Não preciso mais nada para saber o que está acontecendo com o time do Inter: só o blog Preleção.

  • Vini KR diz: 13 de julho de 2010

    baita análise!
    O Taison aberto pela esquerda pode agir em contra ataques através de lançamentos. Parecido com aquilo que a Alemanha fez com o Özil. Mas não sei dizer se o Roth chegou a treinar isso.

  • ELTON diz: 13 de julho de 2010

    Contra o Guarani o esquema ofensivo certamente vai funcionar !

  • Maciel Agnes diz: 13 de julho de 2010

    O Eduardo com o Preleção é show…

    E o Vini KR tem toda a razão… guardadas suas devidas proporções o Inter pode funcionar como a Alemanha, e ainda melhor, tem peça de reposição. O que a Alemanha não teve contra a Espanha quando não tinha o Muller e acabou ficando de fora da Final.

    Abraços

  • Antonio diz: 13 de julho de 2010

    Bela análise Cecconi…mais uma né! Particularmente acredito que o Andrezinho rende mais que o Giuliano se for para jogar centralizado. Tenho dúvidas em relação ao companheiro do Sandro, com uma leve tendência a ser mais favorável à “simplicidade multiuso” do Glaydson do que com a pretensa elegância das passadas largas do Mathias. Mas é início de temporada e fica difícil saber quem está realmente melhor. Só nos resta torcer.
    Mais uma vez parabéns. Pergunta: será que veremos o futebol do Taison renascer com uma dupla Taison / Sóbis?

  • Filipe Dias Jr. diz: 13 de julho de 2010

    Parabéns, Cecconi!!! Só espero que este esmero tático e didático se traduza em gols e vitórias! Só discordo da presença do Alecsandro. Pelo que vem mostrando nos treinos, está mais do que na hora de dar chance e sequência para o Leandro Damião. O “Alecone” já era!!!

  • Rafael diz: 13 de julho de 2010

    Vamo pra cima deles INTER!!

  • levyCOLORADO diz: 13 de julho de 2010

    O duro é que em apenas duas semanas teremos o SP pela frente.

    Acho que ainda terminaremos o ano com Sobis + outro atacante na frente.

  • renato diz: 14 de julho de 2010

    bom edu quando brincava de treinador nos jogos de varsea de passo fundo era esse esquema que eu usava um volante fixo fazendo a marcação a frente dos zagueiros um segundo volante saindo mais para pegar o rebote na entrada da area um lateral vai o outro fica com volante quando os meias laterais pegava a bola era para o lateral se projetar ao ataque vinha sempre de tras sem marcação a jogada pela direita os outros meias o meia central e o esquerda entravam na area e o volante ficava na meia lua para o rebote o mesmo do outro lado que e o que esta faltanto no inter oe meias não entram na area e o alecsandro fica isolado com dois marcadores espero que o celso tenha melhorado isso
    um abraço

  • DanielSpe diz: 14 de julho de 2010

    Cecconi,

    utilizando a estratégia de marcação pressão alta ou meia pressão não te parece que esse esquema carece de jogadores que passem da linha da bola? Aliás problema antigo dos plantéis colorados.

    Abs

  • Vini KR diz: 14 de julho de 2010

    Maciel Agne, o Taison só teria que aprender a cruzar e o Nei/Wilson Mathias fazerem lançamentos cirúrgicos. Não acho que eles tem qualidade para esse tipo de jogada. Os espaços vão aparecer e é uma opção.

    Mas to gostando do esquema tático do inter.

  • Adriano diz: 14 de julho de 2010

    Na teoria ótimo esquema… Mas na prática: Dalessandro e Giuliano são nanicos que não entram na área, não cabeceiam e não tem no chute forte uma virtude…. A perna esquerda do Taison é uma aberração, não serve nem para um passe de 2 metros, ou seja, a linha de fundo da esquerda não existe… E o Alecone não tem explicação, não merece comentários !!!!!! Vai ser muito dificil esse time fazer um gol.

  • Felipe diz: 14 de julho de 2010

    Valeu de novo pela aula, Cecconi. Mas eu gosto muito daquelas 2 linhas de quatro que tanto vimos na copa. Aqui não estou vendo…
    Mas essa noite eu não perco esse jogo por nada desse mundo hehehe

    Abração!!!

  • juliano diz: 14 de julho de 2010

    onde será que o tinga entra aí nesse esquema? no borussia dortmunt ele chegou a jogar como winger direito, mas não vi se ele foi muito bem, mas concordo que ele tem que ser “meia”

  • Antonio diz: 15 de julho de 2010

    Antonio diz:
    13 de julho de 2010 às 8:52 pm
    Bela análise Cecconi…mais uma né! Particularmente acredito que o Andrezinho rende mais que o Giuliano se for para jogar centralizado. Tenho dúvidas em relação ao companheiro do Sandro, com uma leve tendência a ser mais favorável à “simplicidade multiuso” do Glaydson do que a pretensa elegância das passadas largas do Mathias.

    Sem nehuma modéstia…cantei a pedra! André participa em 2 gols e Glaydson defende melhor que Mathias. Saudações coloradas!

  • Preleção » Arquivo » Com Tinga e Guiñazu, Roth retoma o 4-3-2-1 diz: 20 de julho de 2010

    [...] alterou a estrutura tática para o 4-5-1 com dois volantes e três meias ofensivos (ou 4-2-3-1) – leiam aqui, com o qual venceu Guarani e [...]

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