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O primeiro Palmeiras da nova Era Felipão

19 de julho de 2010 10

Acompanhei os dois últimos jogos do Palmeiras no Brasileirão, após o final do recesso destinado à Copa do Mundo 2010: vitória sobre o Santos no Pacaembu, sob comando de Murtosa (mas com Felipão passando instruções das cabines); e derrota fora de casa para o Avaí, tendo Felipão instalado no banco de reservas. E a equipe paulista apresentou duas formações diferentes.

No clássico da semana passada, o Palmeiras jogou no 4-4-2 com meio-campo em losango. O setor teve Edinho como volante central, à frente da linha defensiva de quatro jogadores; Márcio Araújo (dir) e Marcos Assunção (esq) na segunda linha, cobrindo o apoio dos laterais Vitor e Gabriel Silva (respectivamente); Lincoln na ponta-de-lança, fazendo a ligação com o ataque; Ewerthon de segundo atacante, e Kléber na referência:

Contra o Avaí, entretanto, a equipe mudou (ver diagrama tático que ilustra a abertura do post). Talvez pela ausência do zagueiro Danilo, suspenso, Felipão tenha optado por uma formação diferente. Ao invés do 4-4-2 com meio-campo em losango, o Palmeiras iniciou a partida no 4-5-1 com dois volantes e três meias ofensivos (ou 4-2-3-1).

Edinho passou para a quarta zaga, sem um substituto na primeira função do meio-campo. Felipão abdicou da função, alinhando Pierre e Marcos Assunção na proteção à linha defensiva. Mais à frente, três meias ofensivos: Márcio Araújo aberto na direita, Lincoln centralizado, e Ewerthon aberto na esquerda. Kléber foi o centroavante de referência.

Com a bola, o sistema se assemelha ao adotado por Dunga na Seleção Brasileira. Ewerthon foi o meia-extremo agudo, responsável pelas diagonais na direção de Kléber. Já Márcio Araújo jogou mais preocupado em ocupar a faixa direita defensiva, entre as intermediárias, apoiando pouco. E Lincoln atuou extremamente próximo a Kléber, passando da linha da bola para receber, protegido pelos dois volantes.

Em apenas dois jogos, e sem acompanhar os treinos, é difícil definir qual sistema será utilizado, e principalmente determinar o melhor entre os dois. A análise presta-se a abrir o debate sobre os conceitos táticos que Felipão apresenta em seu retorno ao Brasil.

Comentários (10)

  • Tinho Costa diz: 19 de julho de 2010

    A diferença fundamental. na minha modesta opinião, está no desempenho do EWERTHON, que contra o SANTOS jogou muito e contra o AVAI não viu a bola.
    Mas a ausência do DANILO na zaga, que ficou sem a proteção do EDINHO (ele era o zagueiro no jogo contra o Avaí); desmontou o sistema defensivo. PIERRE não jogou o que M. ARAÚJO jogou contra o SANTOS.
    Vendo o placar, não reflete o que foi o jogo. Os dois últimos gols foram nos últimos minutos e com a colaboração preciosa do goleiro DEOLA.

  • Fábio diz: 19 de julho de 2010

    Uma coisa só: nos dois jogos, o esquema tático foi o mesmo. Sem forçar a barra, por favor!

    Resposta do Cecconi: bruxo, uma coisa que precisa ser compreendida, é que discordar não prescinde de argumentação. Ao invés de tentar desqualificar o trabalho, tu podes apresentar a tua argumentação, comparando as equipes nos dois jogos, e colocando os pontos nos quais houve a semelhança. Para mim é tão clara a troca no desenho tático do meio-campo que estou ansioso no aguardo da tua argumentação. Argumentação. Abraços.

  • Nicolas diz: 19 de julho de 2010

    Totalmente previsível se tratando do Felipão. Todos sabem que o 4-5-1/4-3-3 (como queiram) é o esquema preferido dele.

    Isso, é claro, não quer dizer que ele não possa mudar quando conhecer melhor os jogadores que tem em mãos.

  • Luís Felipe diz: 19 de julho de 2010

    bah, Edinho na quarta-zaga. Uma coisa que não dá certo desde 2005.

    Será que Felipão terá paciência para ajeitar esse time ruim? Acho que sairá correndo para a Seleção Brasileira logo ali. Vai segurar até o final do brasileiro e depois, Murtosa no comando.

  • Fábio diz: 19 de julho de 2010

    Ok..
    Primeiro que não tentei desqualificar o trabalho. Até porque, quem sou eu pra qualificar ou não o trabalho de quem já atua na área, não é mesmo..

    Bacana o espaço para que eu possa “argumentar”:
    Penso que no jogo contra o Santos, a única coisa que teve de diferente foi o Edinho como volante. Contra o Avaí, o Pierre atuou como primeiro homem de contenção e no mais, os jogadores ocuparam o mesmo espaço. Não vi o Ewerthon como meia, e sim, diante da forte marcação, procurando espaço pelos lados esporadicamente. Márcio Araújo e Marcos Assunção , jogaram na mesmíssima faixa de campo do jogo anterior, sendo que o Araújo foi mais para o lado devido à expulsão do lateral Avaiano. Só isso .. esses são os meus argumentos….

    Uma coisa que gostaria de citar também: Após a Copa do Mundo, onde o esquema tático que prevaleceu foi o 4-2-3-1 (Ex:Alemanha), vejo muita gente forçando em dizer que determinados times e/ou técnicos passaram a utilizar o esquema. Acho que tão tentando enxergar coisa onde não há.. Não é o caso aqui, mas é algo a se pensar…

    Abraços!

    Resposta do Cecconi: agora sim, Fábio. Independentemente das observações sobre o Palmeiras, concordo integralmente com algo que tu diz – estão todos forçando demais a análise do 4-2-3-1 em tudo quanto é time. Isso está comprometendo o debate, realmente, e eu tenho lutado bastante contra isso, podes reparar no meu combate ao desdobramento da análise em quatro faixas de campo. Mas, contra o Avaí, eu realmente vi o Palmeiras neste sistema, e durante bom tempo reparei especialmente no Pierre para ver se ele não reproduzia o movimento do Edinho no jogo com o Santos, mas vi diferenças, por isso a análise diferente também. Abraços.

  • Carlos diz: 19 de julho de 2010

    Esse Felipão é bom mesmo. Teria salvado a seleção, ainda mais se tivesse levado o Ganso, o Pato e outros marecos. O Ganso, para quem não sabe, é aquele que entregou o gol para o Fluminense ontem, vocês já sabem o que acontece quando alguém vacila na seleção.

  • joao diz: 19 de julho de 2010

    Não desmerecendo o trabalho do Felipão, que é um excelente treinador, mas ele não é o mais o mesmo nos dias atuais, nao tem motivação como dantes. Resumindo, tá que nem cavalo em 20 de setembro: “cagando e andando” para o que acontecer, afinal, estará sempre acima de qualquer cobrança aconteça o que acontecer, uma vez que se der tudo errado, nao vai se criticar ele, mas sim dizer que o time era tão ruim que nem o Felipão deu jeito. Por isso, uma boa que vá fazer estragos no Palmeiras e nao no Inter, o que nao quer dizer que mesmo assim nao seja melhor que muito pastor que anda por aí (hiii). abraços

  • leonardo diz: 19 de julho de 2010

    Não achas que já podemos ver um pouco do “dedo”do técnico nessas duas partidas? Estratégias voltadas para uma sólida defesa com saídas rápidas para o contra-ataque. Estilo bem gaúcho. No entanto, com formatações bem à européia, ao meu ver. Gostaria de saber tua opinião, Cecconi.
    Parabéns pelo blog. Abraço!

  • GT diz: 19 de julho de 2010

    O Secconni foi bem… o Palmeiras alterou sim os esquemas de um jogo p/ o outro.. tanto que o no Pacaembu o Edinho estava no meio de campo dividindo a bola com o Neymar (qd baixava p/ organizar)…
    Mas um coisa tem de se dizer: a simples alteração de posicionamento de 2 jogadores (avanço do Ewerthon e recuo do M. Araújo)muda por si só o esquema tático… todavia, para visualizar é pouco perceptível, pois os jogadores continuam atuando praticamente na mesma faixa de campo, e exercendo a mesma função (de verticalizar e agredir do Ewerthon, e de manter o meio ocupado do M. Araújo).. enfim, pela TV é mais complicado de “enxergar” a alteração, no campo e de cima aparece melhor.
    Isto é o que me parece.

    Abraço aos navegantes. e

    Parabéns Secconi pelo espaço, grande sacada!!!

  • Sidney Silva diz: 22 de julho de 2010

    Concordo plenamente com a tua analise cecconi. O palmeiras mudou sim o esquema tático.
    Outra coisa, o teu blog sobre táticas é o melhor que existe; Tuas analises sempre são com muita precisão; Imparcial, sem denegrir a ”imagem” de ninguém sempre pautado pelo debate sádio. Parabéns cecconi, incluindo os videos da copa do mundo, com gráficos que foram massas, sem contar de você disponibilizar o conceito teorico sobre taticas e suas análises. Eu tenho aprendido muito contigo, e transfiro essas teorias para o campo em que possa jogar (pes, jlwe, we- futebol virtual) sem contar que me arrisco a compartilhar algumas analises com alguns colegas, com isso passei a enxergar o jogo sem fanatismo, sem a emoção desenfreada, que gera palavras de baixo calão. agora entendo o pq de muitas vezes meu time (tricolor paulista – São paulo) não jogar bem.
    Gostaria Cecconi, que você analizasse mais times, mais de uma vez, sei que você é do sul, mas seria interessante não só os times brasileiros, como também os europeus(quando os campeonatos começarem) e isto mais de uma vez.
    Outra coisa que gostaria é que você pudessem falar mais sobre teorias táticas, e não só analises, como vc fez alguns post atras e também quando você fez um manual teorico, poderia ter uma nova versão dele, já que você mesmo disse que se ”aprofundou” vamos se dizer, nos livros do josé mourinho(livro este que não consigo nem por encomenda, tudo esgotado :( ). Grande abraço Cecconi, continua nessa. Sou fã das tuas analises!!!!!!

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