Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Futebol brasileiro descobre o winger

02 de agosto de 2010 22

Em inglês, a denominação correta é winger. Convencionei, após muito debate com os leitores mais assíduos do blog Preleção, traduzir o estrangeirismo para meia-extremo. A função, entretanto, é a mesma em qualquer idioma. Comum nos clubes e seleções europeias, rara no futebol brasileiro. Cenário que se modifica, a partir de pequenas iniciativas de treinadores que se disseminam pelo sucesso obtido.

Na teoria tática, winger é um jogador ofensivo que atua aberto pelo lado (ou na “asa” – wing, em inglês – do campo). De início, eram considerados wingers os antigos pontas nos sistemas embrionários da organização tática do futebol. Agora, esta denominação pode ser também aplicada aos meias que atuam da mesma forma, mas em uma faixa de campo mais recuada, partindo da intermediária ofensiva.

Segundo relata o jornalista inglês Jonathan Wilson, no livro Inverting the Pyramid, sobre o qual o blog Preleção publicou uma série de resenhas – leiam aqui, o futebol inglês durante muito tempo foi conhecido pelo estilo “wing play”, em função da prioridade às ligações diretas para os wingers. Modelo de jogo também chamado de “kick and rush” (chutar e correr). Eram jogadores que precisavam de velocidade e habilidade, porque a estratégia ofensiva das equipes se resumia às vitórias destes wingers sobre os marcadores.

No Brasil a utilização de wingers não se popularizou. Quando os pontas entraram em hibernação, com a transição do 4-3-3 para o 4-4-2, o futebol brasileiro preferiu apostar em meias clássicos, organizadores centrais, ou então em pontas-de-lança ofensivos, não menos centralizados. Daí partiram todas as variações de desenho do meio-campo: o quadrado, o losango…sempre com meias centrais.

Na Inglaterra e também em boa parte da Europa o recuo dos pontas não significou o fim dos wingers. O 4-4-2 em duas linhas os manteve vivos. O 4-5-1 com linha de três meias ofensivos (ou 4-2-3-1) também. Estes meias-extremos apenas se adaptaram a uma faixa de campo pouco mais recuada, com atribuições defensivas claras na marcação por zona.

Esta função é muito apropriada a atacantes velozes. Jogadores que podem, com inteligência tática, cumprir as atribuições defensivas sem perder a agressividade ofensiva nas jogadas de linha de fundo e nas diagonais rumo à área adversária. Exemplos recentes não faltam: Kuyt no Liverpool, Cristiano Ronaldo no Manchester United, Bellamy e Wright-Phillips no Manchester City, Walcott no Arsenal. Outro estilo, de organização – com qualidade técnica para inversões e lançamentos longos – combina perfeitamente com a função: Beckham e Giggs no Manchester United são os exemplos que me ocorrem.

Agora os treinadores brasileiros se mostram mais receptivos à influência tática europeia. Demorou quase quatro décadas para o 4-4-2 em duas linhas ser utilizado, ainda que de forma incipiente; o 4-2-3-1 teve em Mano Menezes seu principal representante, ganhou na Seleção Brasileira de Dunga visibilidade, e após o bom desempenho de várias seleções na Copa do Mundo 2010, dissemina-se por aqui. Dois sistemas que exigem o uso de wingers. Que podem ser atacantes adaptados.

Mano Menezes fazia isso com Dentinho e Jorge Henrique no Corinthians – atacantes atuando como meias-extremos; Dunga escalou Robinho desta forma na Seleção; Celso Roth redescobre Taison como winger no Inter; Felipão faz o mesmo com Éverton no Palmeiras.

Sistemas europeus, importados pelos técnicos brasileiros, com o uso de atacantes em uma função antes rara por aqui. Muito bom para o futebol brasileiro.

Comentários (22)

  • mathiphop diz: 2 de agosto de 2010

    essa me parece igual a função do Taison no inter.

  • Daniel diz: 2 de agosto de 2010

    Balela!! Vamos chamar de PONTEIRO!!! Seja um ponteiro recuado, ponteiro com funcoes de meia, eh ponteiro. PONTEIRO!!! Daqui a pouco, vamos recomecar a chamar de Corner, Off-side, goal keeper, coach, e assim por diante o nosso Soccer, digo, Football!!! Olha a bola no “Box“, and “`there you go“Inter scores again against Sao Paulo!!

  • Jean diz: 2 de agosto de 2010

    Você acha que com a iniciativa do Mano Menezes, Felipão e até do Celso Roth a utilização dos antigos “pontas” será feita com mais frequência no futebol brasileiro? Na verdade, pelo que pude entender os wingers além de utilizarem a velocidade para irem até a linha de fundo e cruzar também fazem uso da habilidade para sair da marcação e ir em direção da área? Seria mais ou menos isso?!

  • Luciano Gonçalves diz: 2 de agosto de 2010

    Para mim, isso é uma variação com nome bonito para o bom e velho 4-3-3.

  • Gabriel diz: 2 de agosto de 2010

    Acho q, no Brasil, isso se deve simplesmente ao fato de que hj em dia é difícil achar o camisa 10 clássico, então se faz a opção por jogadores mais velozes e que atuam pelo lado, até mesmo pq se não for assim, os laterais teriam q ser super-homens pois não os times jagam mais com pontas, daí coube aos meias essa tarefa (se não raramente haveria uma jogada de linha de fundo, já q eh muito difícil vir da defesa e chegar no fundo a todo momento, porém partindo do meio, o caminho eh bem mais curto).
    O problema daí eh q em vez de esgotar o teu lateral, tu esgota o teu Winger do 4-2-3-1 (4-5-1) q fará a aproximação com o centro avante, pois ele toda hora tem q encostar na frente e recompor.
    Por isso prefiro sempre adiantar o time e marcar a saída de bola adversária, opis quando tomar a bola o caminho eh mais curto para o gol (alem disso, teu sistema cairá naturalmente num 4-3-3 com o avanço dos teus Wingers, empurranddo seu adversário, tornando teu time mais equilibrado em defesa, meio e ataque, ao menos numericamente, daí basta treinar esse comportamento dentro e fora de casa e contra qualquer adversrsário, para realmente se ter um time q será forte pelo menos tática e psicologicamente).

  • Antonio diz: 2 de agosto de 2010

    Parece um ponta que volta para marcar…não sei se é “tão” novo assim. O que dizer então de Tita, Zagalo,Telê,Mario Sérgio, PC Caju,Zé Sérgio? Jogavam pela ponta e também contribuiam na armação no meio campo? Rivelino na copa de 70 era winger?
    “Eram os wingers de suas épocas?”
    Abraço e parabéns pela tradução da palavra para o português, ainda que eu a considere-a desnecessária.
    Melhor Blog do clicrbs!

  • Pedro Heberle diz: 2 de agosto de 2010

    Excelentes, o texto e o blog. Ganhaste um leitor.

    Deixa-me apenas fazer duas ponderações:
    A tradução de “wing” nesse caso não é exatamente “asa”, mas sim “ala” (relativo a lado, lateral). Sim, sei que os wingers aos quais te referes não seriam os nossos alas do 3-5-2, que são laterais mais projetados.

    Entendi teu critério para verter (o que sempre é complicado) a palavra winger, mas “meia extremo” não me parece a tradução mais apropriada. É um nome muito comprido e “extremo”, neste caso, pode dar idéia de intensidade e não de posicionamento, como quiseste passar.

    Que te parece o bom e velho “Ponteiro”? Sugiro este por dois motivos: para resgatar um termo já utilizado antigamente (os pontas eram também chamados de ponteiros), embora os velhos ponteiros do 4-3-3 não tivessem exatamente a mesma função que os wingers; e pelo nome em si, de fácil assimilação, que indica aquele jogador que atua pelas pontas e é agudo, como o nome também sugere.

    Abraço, Pedro Heberle

    Professor de Inglês e Tradutor

  • juliano diz: 3 de agosto de 2010

    gosto muito da definição em português de portugal pra essa definição: médio-ala, dá a ideia ideal, de não ser um lateral ou ala de 3-5-2 nem mesmo um ponta de 4-3-3

    por enquanto tem que se adaptar jogadores, mas espero que se crie mais jogadores direto pra essa função! gosto muito do (tão criticado por brasileiros inconsequentes) 4-2-3-1 por reunir essa capacidade de jogadas de lado não ficarem destinadas só aos laterais, mas tendo espaço para o camisa 10 centralizado ainda (o que falta na seleção inglesa hehehe)

    ah, o 4-4-2 padrão em duas linhas eu acho que ficou obsoleto mesmo, pelo menos usando esse kick-and-rush, o único jeito de dar certo é com equipes de passes curtos de primeira, por isso que não funcionou com o grêmio (até pela ‘qualidade’ dos volantes atuais), embora sempre que o time nos últimos anos tentava o 4-2-3-1 ia melhor
    seria bom ver o diego souza, anderson,etc nessa seleção do mano hehehe
    melhor que ver o bobinho lá ainda

  • André Martins diz: 3 de agosto de 2010

    Cecconi, meus dois sistemas prediletos são o 3-5-2 com meias nas alas (o Grêmio de agora, mas com Souza e Lúcio) e o 4-5-1 com atacantes nas asas. Me parece que os treinadores brasileiros tem receio de mandar os atacantes recuarem sem a bola, ou vc não acha que poderíamos ter Nilmar e Robinho como wingers na Copa? Bastaria alinhar os volantes, fazer uma linha destes dois com Kaká centralizado e deixar o L.Fabiano na frente. Mas daí se perde vão chamar de faceiro…. Abraço e parabéns pelo blog.

  • Mano diz: 3 de agosto de 2010

    O Nani seria um winger também né? Seria um substituto do Cristiano Ronaldo????

  • Jonas Rafael diz: 3 de agosto de 2010

    Viu a entrevista do Mano Menezes no “Bem Amigos” ontem? Ele disse que não joga com três zagueiros, que o jogo fica muito “maluco”, e que ele acha que 4 atrás preenche melhor os espaços da linha de defesa. E que ele acha que o futebol brasileiro tem condições de aproveitar melhor o 4-5-1 ou o 4-3-3.

  • Sergio diz: 3 de agosto de 2010

    Discordo frontalmente sobre a ocorrência de benefício da tática. O estrangeirismo, com o tempo, vai acabar com dois diferenciais do futebol brasileiro: 1) laterais com raro talento para o apoio, capazes daqueles cruzamentos com efeito “procurante” fantástico, que até hoje os bons laterais europeus são incapazes de fazer ; 2) a existência de “pontas-de-lança” com efetivo poder de conclusão e ânimo de entrar na área, na melhor estirpe dos Pelés, Dirceus Lopes, Zicos, Raís, Kakás, etc.

  • Baldur diz: 3 de agosto de 2010

    Mas vejam que a organização e as funções em campo mudam muito, com os wingers (que eu descobri e entendi quando comecei a jogar winning eleven e a comparar os jogadores do game com o desempenho real), quem faz a organização do time é o segundo volante( ou o box-to-box)como o Veron, o Gerrard e estes necessariamente tem funções defensivas. Agora no Brasil, quem organiza é o camisa 10 e geralmente estes querem a bola no pé( né seu Douglas?), pouco participando da marcação. Acho que o jogador que melhor faria esta função, se ainda tivesse pernas seria o Tcheco…sempre achei o estilo dele parecido com o do Scholes do Manchester United. Se o Grêmio aderisse ao esquema tático preferido dos ingleses, poderia utilizar o Hugo e o Souza como wingers, fixar um volante de marcação e o box-to-box poderia ser o Rochemback( Meu Deus…). Aí, o segundo atacante fica livre para se movimentar( como o Rooney)ou no seu lugar entra mais um no meio campo ( como na Espanha)e vira um 4-5-1. Mas os volantes são obrigados a jogar e distribuir o jogo, senão não funciona…

  • Vinicius Ryazantsev diz: 3 de agosto de 2010

    òtima!, pra mim, alem do zagueiro, o Winger é a posição mais importante em campo, pelo fato de voltar pra ajudar a defesa, e ser imprevisivel no ataque dependendo das caracteristicas do jogador, um winger pode correr ao fundo e cruzar, ou fazer o ‘cut inside’, a popular ‘jogada do robben’, entrar em diagonal na área tambem, enfim, varias possibilidades, isso cai como uma luva contra times tipicamente brasileiros, com 3-5-2 de marcação individual, por exemplo, meu Winger avnça pelo corredor esquerdo, um dos zagueiros do adversario vai pra cima dele, enquanto o centroavante ta livre, o outro winger marcado, e tem o sobra la plantado, como tu ja ressaltou em vários posts, o OSbra não tem marcação individual, ou seja, se um dos volantes avançar como um típoco Box-to-Box e ir para a area, fica dois no combate do sobra, ai vem a vantagem numérica…

    e Defensivamente, um time que gostei bem de ver, foi o Fulham da europa league temporada passada, principalmente no jogo contra o Hamburgo, direto via Duff e Davies fechando espaços la atrás, eu achei curioso que dava certinho um encaixe, Hodgson foi inteligente demais nessa parte, ficava a primeira linha(a de meio campo) na contenção, e a linha de defesa mesmo ficava de cobertura, mais ou menos assim
    X X X X
    X X X X

    e o Gera ficava mais a frente pra puxar contra ataque, e o Zamora se movimentando pra confundir a defesa, esse jogo com o hamburgo foi 0-0, ótimo resultado fora de casa, Duff alem de marcar muito, fez sua atribuição ofensiva bem tambem.

    e eu concordo demais com os termos Winger, trequartista, regista, carrillero, libero e outras coisas do tipo
    pois os termos foram inventados lá, e não aqui. tanto que em sites estrangeiros, como o do Jonathan Wilson e o Zonal Marking, sempre usam termos que não são em inglês, e nunca vi ninguem reclamando nos comentários.

    http://www.zonalmarking.net/glossary/

  • Vinicius Ryazantsev diz: 3 de agosto de 2010

    não diferenciou os ‘X’ no meu post anterior, mas era tipo os jogadores da primeira linha mas abertos e os de trás mais fechados, sempre cobrindo os espaços.

  • Pedro Lampert diz: 3 de agosto de 2010

    Não acompanho futebol na Ásia, nem na Austrália/Nova Zelândia, nem nos Estados Unidos, nem na América do Sul em geral.

    Mas pelo o que se vê nas seleções das área citadas acima e no resto do mundo, 95% das equipes usam wingers. O Brasil deve ser um dos últimos países a “descobrir” os wingers.

    Acompanhando o futebol mexicano, todas as equipes usam wingers e na Europa são poucos os times escalados sem wingers: Chelsea poucas vezes com o meio-campo em losango; Milan de alguns anos e Juventus/Inter em alguns jogos com 3 meio-campistas defensivos e 2 meio-campistas centrais atrás de um atacante; Werder Bremen raramente com o meio-campo em losango; Real Madrid da ultima temporada com um esquema que pode ter o meio-campo em losango, o meio-campo com 2 meio-campistas ofensivos tortos (um no centro e outro na direita), com o Cristiano Ronaldo caindo pela esquerda (não chegando a formar um 4-2-3-1)…

    Quem joga sem winger geralmente usa 3 zagueiros, mas já não consegue ter muito resultado: Napoli no 3-4-2-1 (Hamsik e Lavezzi centralizados atrás do Quagliarela)…

    Enfim, ter wingers é fundamental. Mas esses jogadores precisam ter características de wingers. Márcio Araújo nem em sonho é winger e faz essa função no Palmeiras; Robinho não é winger (winger faz jogadas laterais, nosso Flopinho não aprendeu até hoje a fazer isso)…

    Para mim, os wingers “exemplos” são jogadores rápidos e, de preferência, fazendo jogadas de linha de fundo: Wright-Phillis, Lennon, Walcott (apesar de só saber correr), G. Bale, Giggs, Antonio Valencia… E isso ainda não existe no Brasil.

  • Pedro Lampert diz: 3 de agosto de 2010

    O Vinicius Ryazantsev falou sobre o Fulham, que foi vice-campeão da Europa League tendo wingers clássicos. D. Duff e Simon Davies atacavam com a bola e defendiam sem ela.

    Isso é fundamental. Winger tem que defender, não só atacar. Por isso os wingers brasileiros ainda tem que passar por uma adaptação: aprender a ter disciplina tática e aprender a fazer jogadas laterais.

    Não adianta ser winger e centralizar o jogo quando não tem a bola, o que o Robinho faz, por isso flopou e seguirá flopando na Europa. Robinho não sabe fazer jogadas de winger…

  • juliano diz: 3 de agosto de 2010

    viu hehehe, quando eu falei o meu comentário só tinha um aqui na página, seria bom mesmo resgatar esse termo de médio-ala, muitos hoje em dia são “praticamente pontas”, mas no milan do arrico sacchi, manchester united de 99, juventus 04/05/06 do capello, mesmo italia 2006 não dá pra dizer que os wingers são “pontas” no sentido antigo

    o cancêr do futebol brasileiro é os laterais que pensam que são atacantes, e os volantes que só sabem fazer o serviço de cabeça de bagre, tentar roubar a bola e repassar pros zagueiros

    o primeiro que nos comentários dá pra ver gente defendendo os ‘velhos’ laterais marianos da vida, e depois não sabem porque eles viram meio-campistas na europa…

  • Mário Júnior diz: 3 de agosto de 2010

    Cecconi,

    Concordo com o amigo acima que disse que a melhor definição seria a do português de Portugal: MÉDIO-ALA (deus abençoe o inventor do Football Manager). Sobre o esquema tático, o que precisa é que cada função se complete principalmente pelos lados do campo, e que os jogadores tenham inteligência para isso, vejamos o esquema do meu time, o Internacional:

    a linha defensiva é formada por NEI, BOLÍVAR, INDIO E KLEBER
    o volante de combate é SANDRO com GUINAZU pouco, bem pouco mais a frente,
    na organização atua TINGA, um jogador versátil, pelos lados do campo TAISON e D’ALESSANDRO, e na frente o contestado ALECSANDRO

    analisando as funções e o posicionamento dos lados de campo: pelo lado direito NEI é um lateral muito veloz que pouco trabalha a bola, é acompanhado por D’ALESSANDRO um jogador lento, mas com ótimo toque de bola um completando o outro. Já pelo lado esquerdo é invertido: o médio-ala é o TAISON que é muito veloz e o lateral o KLEBER, um jogador que cadencia mais a bola e com qualidade. OU SEJA, tem dado certo porque os jogadores daquela faixa de campo se completam, no greNAL por exemplo, com o Sóbis fora de forma e o JUAN que não apoia, o lado afundou.

    o D’ALESSANDRO que tem surpreendido nesta função, pois normalmente o Médio-ala é um jogador MUITO RÁPIDO que vence seus adversários ou na velocidade ou no drible, a Inglaterra mesmo tentou na copa jogar com o GERRARD de médio-ala esquerdo e AFUNDOU, mesmo com toda a qualidade do Steven. e o D’Alessandro tem conseguido cumprir esta função.

    Não sei por quanto tempo este modelo vai dar certo aqui no Brasil, mas é inegável que serve até pra seleção brasileira: Robinho, Neymar, Carlos Eduardo, Taison, seriam ótimos Médio-alas, e Pato, Nilmar, Luis Fabiano ótimos definidores…

    o 4-3-3 ou 4-2-3-1 está resgatando as jogadas CURTAS pela lateral, deixando de lado a incomodativa BOLA LONGA vinda do zagueiro o que é bom pro futebol!

    abraço

  • Roberticus diz: 3 de agosto de 2010

    Eduardo,

    só para aportar um dato:

    Jonathan Wilson, num artigo mais recente dele na Revista Sports Illustrated (http://sportsillustrated.cnn.com/2010/writers/jonathan_wilson/07/13/worldcup.tactical.review/index.html) , sugeriu uma possível dissonância entre o ‘winger’ (como no 4-4-2 britânico) e o ponteiro clássico (do 4-3-3 ‘padrão’ holandês ou no futebol brasileiro até a década dos 80); para Wilson, o winger britânico tornou-se quase um ala ou bem um espécie de box-to-box/carrilero*.

    Ao recuar-se o seu posicionamento – este processo teria como efeito colateral a transformação das características do jogador mesmo; pois o ‘winger’ dificilmente seguiria possuindo funções de atacante (drible, fantasia, ultimo passe, gol) e virou-se mais um atleta dinâmico; coisa que Cruyff e a escola holandesa detestava já que eles lutavam por manter a figura do ponteiro como atacante pelos lados.
    Então, quando um britânico fala de um ‘winger’, o fato e que o termo fica obsoleto ao não ser que ele refira a um ponteiro de época pre-4-4-2 como Stanley Matthews ou Tom Finney, tipo de jogador que ia desaparecendo do futebol britânico no fim da década dos 60.

    * = (um apunte: na Espanha tanto o box-to-box como o lateral ofensivo/ala são denominados ‘carrilero’ em conceito de sua função de vai-e-vem)

    E em resposta para Vinicius Ryazantsev acima: eu freqüento o site Zonal Marking, e te asseguro que sou um dos poucos chatos que insistem em chamar winger de ‘wide midfielder’ que seria algo parecido a ‘meia-ala’ ou ‘meia-aberta’. Ate o dono do site, Michael, prefere chamar aos volantes/centro-médios do termo arcaico ‘centre-half’ em oposiçã com a prática inglesa de usá-lo para denominar aos zagueiros.

    saludos

  • Anderson Cardoso diz: 3 de agosto de 2010

    Aleluia! háháhá
    Já estava na hora!

  • Lucas diz: 5 de agosto de 2010

    Cecconi,

    Tu achas que em uma projeção de 4-2-3-1 no atual elenco do Grêmio, o Jonas poderia fazer essa função de winger, tal qual, Bellamy ou o Kuyt? (guardadas as devidas proporções é claro!)

Envie seu Comentário