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Inversão dos meias foi decisiva para classificação do Inter

07 de agosto de 2010 3

A correria da cobertura da partida, direto do Estádio Morumbi – confiram aqui como foi – impediu-me de ainda ontem postar no blog Preleção a análise da classificação colorada à final da Copa Libertadores 2010, e ao Mundial de Clubes da Fifa, com a derrota de 2 a 1 para o São Paulo. Ainda em tempo, hoje trago ao debate uma iniciativa do técnico Celso Roth, que consertou um problema de marcação no meio-campo, e proporcionou inclusive a jogada do gol de empate, com Alecsandro.

Como se previa, houve o confronto do 4-5-1 do Inter (ou 4-2-3-1) com o 4-4-2 com meio-campo em losango do São Paulo. Havia projetado (relembrem aqui) que, neste enfrentamento tático, o São Paulo poderia levar vantagem numérica na faixa central do campo em função do posicionamento aberto dos meias D’Alessandro e Taison, que atuam como wingers. Na prática, o São Paulo teve quatro jogadores no meio-campo, contra três do Inter.

Na entrevista coletiva pós-jogo, o técnico Celso Roth admitiu o problema. No primeiro tempo, o São Paulo encontrou no volante Rodrigo Souto a recuperação de boa parte dos rebotes ofensivos. Sandro vigiou Fernandão, Guiñazu cuidou de Hernanes, e Tinga se deslocou para a direita em perseguição a Cléber Santana. Com D’Alessandro e Taison marcando os laterais são-paulinos, faltou alguém para cuidar de Rodrigo Souto. Nenhum dos jogadores sem alvo fixo – Kleber, Bolívar e Alecsandro – podiam deixar seus posicionamentos para equilibrar a disputa no setor.

Do Morumbi, via Twitter (@eduardocecconi – sigam aqui), eu falei sobre este problema:

“No encaixe do 4-2-3-1 com o 4-4-2 em losango, Inter fica em três contra quatro por dentro. Rodrigo Souto sempre livre”. (10:18 PM Aug 5th  via TweetDeck).

A participação de Rodrigo Souto era importante para o São Paulo. A principal estratégia do time de Ricardo Gomes consistia no lançamento longo, pelo alto, procurando Ricardo Oliveira – com bola rolando ou em faltas laterais e escanteios; o time avançava as linhas, empurrando os marcadores do Inter para trás, e abrindo espaço para Rodrigo Souto recuperar a bola quando a zaga afastava, redistribuindo a jogada no campo colorado.

Roth encontrou a solução no intervalo. Ao invés de centralizar algum dos meias-extremos, ele resolveu marcar Rodrigo Souto com a bola, invertendo Taison e D’Alessandro. Com Taison, velocista mais incisivo, jogando sobre Júnior César – o lateral-apoiador do São Paulo – Rodrigo Souto precisou abdicar do rebote ofensivo para cobrir o companheiro. Desta forma, foi desfeita a supremacia numérica são-paulina na faixa central.

Em jogada individual, Taison cavou falta de Júnior César, e na cobrança D’Alessandro encontrou o calcanhar de Alecsandro, no lance que levou o Inter a Abu Dhabi. Após a partida, Roth cobrou dos repórteres que ninguém havia falado sobre isso na coletiva. Mas já estava no Twitter:

“Inter volta com os meias-extremos invertidos. D’Alessandro está na canhota, Taison na direita”. (quinta-feira, 5 de agosto de 2010 23:04:45  via TweetDeck).

Comentários (3)

  • Dr. diz: 7 de agosto de 2010

    Se Taison tivesse levado vantagem sobre Jean, possivelmente Rodrigo Souto igualmente sairia para o outro lado; A falta cometida por J. César em Taison mostra que R. Souto não precisou sair de posição para fazer a cobertura, neste lance; Possivelmente, o único objetivo de Roth com a inversão efetuada fosse evitar o apoio de J. César, obrigando-o a ficar mais, e não provocar o deslocamento eventual de R. Souto para a cobertura para aquele lado; O mesmo lance faltoso sobre Taison poderia ter ocorrido em D’Alessandro se este estivesse ali e fosse o receptor do passe; Portanto, acredito que o lance faltoso ter vitimado Taison foi mera conseqüência do objetivo principal que era, talvez pela colocação de um jogador mais incisivo por ali, impedir o avanço de J. César.

  • ELTON HAEFLIGER diz: 8 de agosto de 2010

    Só alertar que o Inter voltou com os meias-extremas invertidos não diz nada. Aí é promoção pessoal ! Tivesse noticiado que a mudança deve-se ao rebote ofensivo de Rodrigo Souto, aí seria grande notícia.

  • beto diz: 9 de agosto de 2010

    VAMOS LUTAR, ATÉ MORRER, SEREMOS CAMPEÕESSSSS

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